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segunda-feira, 23 de agosto de 2021

CÉREBRO DE GALINHA - NORTE EM CHAMAS - EP (2021) - REVIEW MICROFONIA


CÉREBRO DE GALINHA

· Atividade: 2014 - Atualmente

· Origem: Brasil -  Marabá-PA

· EP: Norte em Chamas (2021)

· Gravadora: Lei de apoio a cultura

· Gênero: Hardcore/Crossover

A Cérebro de Galinha é a cara do underground real, vive as mazelas de ser brasileiro na pele diariamente, formada por uma galera que mete a cara pra manter o corre vivo, aprecia um goró maroto pra curtir e toca o som que ama e acredita, junta-se a isso tudo muita raiva de tudo o que acontece a sua volta e toda essa mistura de zueira, amizade, bebida, revolta, vontade fudida de tocar e temos um som visceral, sem firulas, sujo e agressivo!

O EP "Norte em Chamas" é o sucessor de seu álbum de estreia "Sociedades Secretas" de 2018 e mantém a pegada de um punk hardcore/crossover brutal e raivoso, com seus espasmos de humor ácido, que nesse caso poderíamos descatar a genial "Pororoka", porém, ao longo das oito faixas desse EP vai ser possível encontrar tudo aquilo que já conhecemos da banda, mas aprimorado e soando natural como sempre, não precisam forçar pra fazer um som fudido que nos cativa de cara.

Esse EP foi um projeto aprovado na Lei Aldir Blanc Pará, a arte da capa ficou a cargo de Rique Bentes, a gravação foi realizada no Legacy Studio Marabá, e a mix/master ficou a cargo de Jörn Michutta do Mike Utah’s Audio Ranch .



Links relacionados:

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

CLÁSSICOS RECENTES DO UNDERGROUND NACIONAL #6 – MUKEKA DI RATO – CARNE (2007)


Quando pensamos em grandes entidades do hardcore brasileiro não podemos deixar de citar os caras da Mukeka Di Rato, com sua identidade única e forma singular de fazer música, destilando sempre muito humor ácido e sarcasmo em suas letras e a forma escrachada com que sempre fizeram tudo, nunca se levando tão a sério mas ao mesmo tempo tecendo críticas ferrenhas e com um posicionamento claro desde sempre!

Os caras tem uma discografia de respeito e eu poderia citar outros discos nessa sessão que não fosse o “Carne”, porém alguns fatores me levaram a tal escolha, primeiramente é o disco que marca a volta do Sandro aos vocais da banda, segundo ponto que vale ressaltar é o lançamento do disco pela Deckdisc que tem uma estrutura de major, então é curioso ver o Mukeka no meio do cast da gravadora, terceiro e principal fator, conheci a banda através deste disco, após ver o clipe de “Rinha de magnata” na programação da MTV, na época já ouvia bastante coisa extrema no underground, mas a irreverencia da banda é um diferencial muito grande, é tosco, pesado, veloz e abordava as coisas de uma forma que eu ainda não tinha visto até então.


“Carne” trás em suas 14 faixas o aperfeiçoamento de uma fórmula que o próprio Mukeka já havia criado e evoluído em “Pasqualim na terra do Xupa-Cabra” (1997) e “Gaiola” (1999), que aqui ganhou uma roupagem mais bem produzida por Rafael Ramos, a gravação e a mixagem ficaram a cargo de Jorge Guerreiro no Estúdio Tambor e a masterização por Ricardo Garcia no Magic Master, ambos no Rio de Janeiro, com as ilustrações feitas pelo Ete e o projeto gráfico do disco pelo Valsa.

Basicamente depois de 13 anos do lançamento (O disco faz aniversário de lançamento em 06 de agosto), não há dúvidas de que se trata de um clássico do underground nacional e temos aqui várias faixas que já nasceram clássicas do estilo, começando pela já citada “Rinha de magnata”, seguida de “Jogo do bicho” e a melhor faixa deste disco na minha humilde opinião, “Cachaça”, que é um cartão de visita, mostre essa música para alguém que você queira resumir o que é o estilo do MdR, está tudo lá! Além dessas sem dúvidas merecem menção honrosa aqui as velozes, “Animal” e “Enxurrada” e a levada cheia de groove de “Produtos Químicos Eletrodomésticos”.

Não há dúvidas, um grande disco da galera de Vila Velha que no momento passa por um hiato, seu último lançamento foi o ep nervoso “Hitler´s Dogs, Stalin´s Rats” (2014), vamos torcer pra que o Sandro, Mozine, Brek e Paulista se reúnam pra um novo atentado o quanto antes e pra finalizar quero deixar aqui um trecho da resenha de Ricardo Tibiu feita em 2007 e que é usada como descrição do disco na loja da Läjä do próprio Mozine: “...Mukeka di Rato é hardcore, mas de um modo diferente. De palito de dente no canto da boca, não de franja e roupinha descolada. De chinelo de dedo, não de coturno. Sem dedo na cara – isso não faz o tipo deles, que estão mais para personagens folclóricos “feios” que Monteiro Lobato deixou de fora de sua obra...”.



Mukeka Di Rato - Carne (2007)

Tracklist:

 01. Frações, Refrações e Proporções

 02. Animal

 03. Rinha de Magnata

 04. Enxurrada

 05. Produtos Químicos Eletrodomésticos

 06. Borboleta Azul

 07. Voltar a Viver

 08. Você é Você!

 09. Jogo do Bicho

 10. Pedro e Alfa

 11. T. G. E

 12. Vencer na Vida

 13. Cachaça

 14. Carne


Redes sociais da banda:


Ouça em:

https://open.spotify.com/artist/2WEABapGGzYET6Dq5tmIDi?si=u0SiYh-_SzCE9R6rSUw64A

Adquira material da banda:


quinta-feira, 23 de julho de 2020

DEAD LIVE (MANAUS-AM)



Sempre válido observar que num país de dimensões continentais existe uma diversidade cultural imensa e que as coisas não acontecem somente no eixo Sul-Sudeste, por isso temos diversas cenas produtivas e cheias de bandas foda.

Vou um pouco mais além, o norte e o nordeste do Brasil quando se fala de underground são hoje referências, o tempo todo surgem novas bandas com trabalhos incríveis vindas dessas regiões!

 Hoje gostaria de falar sobre uma banda de um gênero que aprecio muito, que é o Horror Punk, que tem uma cena fortíssima com bandas espalhadas por todo país, mas vamos focar especificamente em uma banda de Manaus-AM, a Dead Live.

Formada no começo de 2015, a Dead Live é composta por Jefferson Carneiro (Vocal e Guitarra), Benediction Açougueiro (Baixo), Dirley Velinho (Bateria) e Cristian Oliveira (Guitarra), os caras vem com a proposta de fazer um som totalmente voltado ao horror punk e suas temáticas convencionais, que possuem uma fonte inesgotável de temas que quem é fã do gênero se amarra, violência gore, zumbis, apocalipse, muito sangue e vísceras pra embalar as composições!


A banda possui três discos de estúdio e um ao vivo lançados até aqui, "Mortos Vivos" (2016), "Bar from Hell" (2017), "Manicômio" (2018) e o ao vivo gravado no Garage Sounds lançado também em 2018, todos discos de estúdio gravados, mixados e masterizados pelo guitarrista e vocalista Jefferson Carneiro, que manda muito bem no trabalho de produção dos albuns, as artes das capas dos discos ficaram a cargo de um cara que acredito que quem é da cena conheça muito bem, Daniel Ete (Muzzarelas), que é perito em entregar artes que ilustram muito bem o universo do Horror Punk.




Falando um pouco mais sobre o som dos caras, vale observar que principalmente no seu último lançamento, "Manicômio" há um flerte com o metal, perceptível na rifferama que os caras despejaram nas composições, até mesmo a sonoridade desse disco me chamou a atenção pelo peso, destaque para a cozinha brutal dos caras, impondo muito mais peso a sonoridade e fazendo a camada de base para as guitarras da banda, o vocal de Jefferson Carneiro é outro ponto muito legal, um timbre diferente, canta de uma forma única e bem particular que se fundiu muito bem com a sonoridade.

Enfim, conheçam os sons dos manauaras da Dead Live, eles estão em todas plataformas de streaming e com certeza o som dos caras irá acertá-los em cheio!!! Abaixo seguem os links onde será possível acessar o trabalho da banda, sigam, curtam e compartilhem os trabalhos das bandas e se puder comprem os materiais, assim poderemos dar o suporte para a cena e as bandas sobreviverem em meio a esse caos!!!


 FACEBOOK:https://www.facebook.com/DeadLiveHorrorPunk/

INSTAGRAM: https://www.instagram.com/deadliveoficial/

BANDCAMP: https://deadlive.bandcamp.com/

SPOTIFY: https://open.spotify.com/artist/74glFGD5ZD7Aja6DgxuZeL?si=gterRy-DSDuETHZqIyKsaQ

 

quarta-feira, 15 de julho de 2020

WARGORE - CURSED EXISTENCE (2020) - REVIEW MICROFONIA





WARGORE

· Atividade: 2016 - atualmente 

· Origem: Brasil - Cascavel-PR 

· Álbum: Cursed Existence (2020)

· Gravadora: Mindscrape Music

· Gênero: Death Metal Old School

· Membros: Gustavo Milani (bateria), Otávio Augusto (baixo), Gustavo Prates (guitarra), Jamil Miranda (vocal) e Antônio Fagundes (guitarra)

A Wargore é uma banda paranaense de death metal com uma pegada old school que remete a bandas como Death e Pestilence em seus primórdios, em atividade desde 2016 eles possuem um EP que precede este album, o "Between Evil and Death" lançado em 2017 que já dava as credenciais de que o poderio da banda é pesado e entregam nesse primeiro registro seis faixas brutais com a classe de quem sabe muito bem como produzir um som extremo de qualidade!

Mas estamos aqui pra falar de "Cursed Existence", lançado em 12 de junho nas plataformas digitais, o material foi gravado no estúdio Tonimusic sob a tutela de João Paschoarelli e Toninho Acuña, responsáveis pela captação da desgraceira sonora e a mixagem e a masterização ficaram por conta de Léo Mesquita (Surra) e o resultado que foi entregue é muito foda, apesar do peso e brutalidade da sonoridade da banda, o instrumental está límpido no sentido de compreendermos a execução das faixas mas com tradicional sujeira que o estilo pede na medida!!!

São nove faixas que apresentam um trabalho conjunto primoroso dos integrantes, bases e solos velozes a cargo da dupla Gustavo e Antônio, tudo muito bem amparado na cozinha de reponsa entregue por Otávio no baixo e Gustavo na bateria, em cima da massa sonora Jamil Miranda vocifera seu vocal que nos lembra uma mistura de Chuck Schuldiner no começo do Death e John Tardy do Obituary, combinando perfeitamente com a pegada old school do negócio.

Pra deixar nossas alegações finais aqui, mais um grande disco lançado nesse ano de 2020, apesar do cenário desgraçado de instabilidade politica e pandemia, ao menos temos fontes de inspirações pra galera soltar toda sua fúria na música e nos brindar com excelentes lançamentos, finalizando, díficil destacar alguma faixa no disco, mas fico com a track que abre os trabalhos "Cursing the existence" que já motiva a gente a continuar prestando atenção na pancadaria toda que vem a seguir, grande trabalho!



ENTREVISTA KULTIST

O Kultist é uma banda de São Paulo/São Carlos formado por Karine Profana (baixista), Yasmin Amaral (guitarrista), Letícia Figueiredo (baterista) e o vocal fica por conta de Daniel Pacheco (ex-Cursed Slaughter) que pratica um som de influências variadas dentro do metal, mas vamos usar a própria descrição da banda: : A Lovecraftian dark metal band, transformam o terror de Lovecraft em letras e riffs sombrios que podem ser conferidos em seu primeiro álbum, "The Black Goat", lançado em 2019 que traz oito faixas com temáticas totalmente voltadas para a obra do escritor americano de fantasia e ficção, mestre do terror cósmico!!! Confiram a seguir o papo que tivemos com Daniel Pacheco que nos conta um pouco mais sobre a banda!!!







Primeiramente muito obrigado por falar com o Microfonia, poderia nos contar de que maneira foi formada a Kultist, o que acabou reunindo vocês pra formar a banda?

Daniel Pacheco: Obrigado vocês pelo espaço! O Kultist nasceu lá por 2016 se não me falha a memória, eu e a Yasmin tínhamos vontade de fazer música juntos. No início éramos apenas nós dois e decidimos fazer um som voltado para o Death mais old-school, por ser um estilo que a gente escutava bastante junto. Nosso primeiro batera foi o Caio Imperato, chegamos nele por indicação de uma camarada nossa, com ele nós compusemos e gravamos a Black Swamp, nosso primeiro single. Depois disso a Karine Profana entrou no baixo, já a conhecia de outros rolês, mas como guitarrista, até que ela postou um vídeo tocando Possessed By Skate no baixo e eu fiquei doido, falei que ela precisava estar na nossa banda rsrs. Alguns bateras passaram por essa formação, todos contribuindo com linhas para algumas músicas, mas a definitiva foi a Letícia Figueiredo, que chegou por indicação da Lary Durante do High Hat Girls para a Karine, a química foi muito instantânea, no primeiro ensaio já tínhamos um rascunho de som novo e ali tivemos certeza de como a banda deveria soar e seguir.

Como surgiu essa ideia de criar músicas baseadas na literatura de HP Lovecraft e de que forma vocês condensam nas letras toda essa riqueza de mitos presentes nos contos do cara?

Daniel Pacheco:
Cara, essa parte foi um pouco da minha iniciativa lá atrás, eu já criei a banda com esse propósito na real, eu adoro escrever sobre terror, minha primeira banda (Cursed Slaughter) já falava sobre filmes de terror lá em 2009. Eu sempre li muito Lovecraft, adoro a mitologia, ai pensei que seria legal a banda ter um conceito forte, tanto visual quanto lírico, ainda bateu das outras integrantes também gostarem bastante de toda mitologia criada pelo cara. Quando eu escrevo a letra, eu procuro abordar um conto ou uma divindade e condensar os pontos mais relevantes para aquela história. Mas temos planos de abrir mais isso. Quem sabe um disco inteiro sobre o mesmo conto? São possibilidades infinitas.

Vimos em sua página que há um novo disco vindo, o que vocês podem nos contar sobre esse futuro novo registro?

Daniel Pacheco:Não muito na verdade, a quarentena tem ferrado a nossa cabeça, o primeiro disco do Kultist levou 3 anos para ser escrito, a gente é bem caprichoso com cada som e com cada riff, então praticamente tudo que a gente compõe até o final acaba sendo aproveitado. Temos uns rascunhos prontos e um tema em mente e isso é tudo que eu posso dizer rsrs.

Pra quem não conhece HP Lovecraft e quer se situar nas letras da Kultist, em que contos do autor vocês se inspiraram pra escrever as faixas de “The Black Goat”?


Daniel Pacheco:
Shub-Niggurath - “Um Sussurro nas trevas”
The Crawling Chaos - Divindade Nyarlahotep, ele aparece em diversos contos.
The Kult Of Dagon - “Sombra sobre Innsmouth”
Eternal Abyss - “Os outros Deuses”
Symphony Of Madness - “A música de Erich Zann”
Frozen Fear - “Nas Montanhas da Loucura”
Sign In Blood - “Sonhos na casa da Bruxa”
Black Swamp - “Dagon”



 

 No campo lírico sabemos qual referência da banda, mas em termos de sonoridade, quais são as influências da banda?

Daniel Pacheco: Caramba essa é bem complicado pois são muitas, muita coisa de Doom, Voivod, Discharge, Kreator, Megadeth, Possessed, Sepultura antigo, putz, acho que cada música tem uma coisa muito particular, não consigo definir bem rsrs, a gente adora a coisa mais dissonante, uns tempos mais esquisitos, então isso acaba refletindo bastante.

Como foi o processo de gravação de “The Black Goat”, poderiam nos dizer alguns detalhes a respeito? Quem foi o responsável pela produção, mixagem, etc? O resultado final é muito bom, a qualidade do registro é ótima!

Daniel Pacheco: Obrigado! Os créditos são todos do Diego Rocha do Bay Area Studios. O processo foi muito rápido, gravamos o disco em uns 4 dias, a mixagem demorou um pouco mais e ficamos bem felizes com o resultado também! Tudo fluiu muito legal, acho que o Diego conseguiu captar o que a gente queria passar, sei que para deixar a mostra tudo que queríamos não seria nada fácil rsrs o Kultist tem uma particularidade que são as linhas de baixo bem diferentes da guitarra e encaixar tudo isso numa mix, com timbragem e etc, é um trabalho bem complicado.



Qual o conceito na escolha do título “The Black Goat”, visto que não é o título de nenhuma das faixas do disco, tem algum motivo especial pra esse nome pro album?

Daniel Pacheco: A divindade Shub-Niggurath é conhecida como a cabra negra dos mil filhotes, por isso o nome The Black Goat, na letra da música a gente fala sobre isso. Além disso tem toda a coisa de ser meio que uma ovelha negra, não se adequar às normas ou padrões, que é uma coisa com a qual todos nós da banda nos identificamos.

Quem foi o responsável pela criação da arte da capa do disco e qual o conceito por trás dela?

Daniel Pacheco: Quem fez essa capa foi o Wendell Narkdemi, um artista fantástico de quem eu sou muito fã. Quando eu envio uma arte para alguém trabalhar, eu gosto de deixar a pessoa bem solta, então costumo enviar as letras e deixar a pessoa trabalhar em cima daquilo. Ele nos enviou esse cultista cercado por montanhas (que se parecem com outros cultistas) e por cima deles a sombra da Shub-Niggurath, essa arte é muito boa e dá uma condensada legal em todas as letras.

Como está sendo esse momento de pandemia para a banda? Acham que há possibilidades de um retorno as atividades culturais/shows ainda nesse ano?

Daniel Pacheco: Pessoalmente eu acredito e sinceramente espero que não haja um retorno nem esse ano e nem por uma parte do próximo, simplesmente não é seguro, nem para nós como músicos, nem para quem é público, o Covid é uma doença muito nova e ainda não temos ideia da real dimensão do seu comportamento ou reincidência (isso para não falar de dados falsos sendo divulgados pelo governo, para passar uma falsa sensação de segurança). Como músicos, estamos estudando, sei que todos nós temos investido tempo em nos aprimorar em nossos instrumentos. O Kultist é uma banda que depende muito da nossa química juntos, nós escrevemos praticamente tudo em estúdio, então temos guardado algumas boas ideias para quando for possível e seguro estarmos juntos novamente.


Pra não perder o costume de pedir listas aos nossos entrevistados, segundo a Kultist, quais os 5 melhores álbuns de todos os tempos e aproveitando o momento de quarentena, deixem uma dica de leitura pra galera também.

Daniel Pacheco:

Faith no more - The real thing

Voivod - Killing Technology

Megadeth - Killing is my Business

Possessed - Seven Churches

Iron Maiden - Powerslave

Leitura: H.P. Lovecraft - Medo Clássico Vol 1

Gostaria de agradecer por falarem com o Microfonia e reservar esse espaço pra que mandem seu recado como desejar, valeu!!!

Daniel Pacheco: Muito obrigado pelo espaço e pela paciência! Desejamos força a todos que estão encarando essa quarentena, os tempos são sombrios, mas irão passar no meio tempo, tentem ficar lúcidos e caso não consigam, declarem todo o seu amor aos deuses anciões ouvindo Kultist!







quinta-feira, 9 de julho de 2020

ENSLAVER - SIDE EVIL (2020) REVIEW MICROFONIA




Ficha técnica:

· Banda: Enslaver

· Origem: Brasil - Maringá-PR

· Álbum: Side Evil

· Gravadora: Miranda Records

· Gênero:Thrash Metal

· Membros: Pedro Vinicius (Baixo), Luís André (Guitarra e Vocal), William Giesbrecht (Guitarra e Backing vocal), Francisco Vitor (Bateria)


Fundada em Maringá-PR, no ano de 2015, o Enslaver é uma banda de thrash metal formada pelos irmãos Luís André (guitarra e vocal) e Francisco Vitor (bateria), no melhor formato Sepultura não é mesmo? Completam a formação William Giesbrecht França (guitarra e backing vocal) e Pedro Vinicius (baixo).

De 2015 até aqui os caras vem trilhando seu caminho a base de muito trampo e calcando seu espaço no underground, se apresentando ao lado de grandes bandas do cenário nacional e mundial divulgando o seu som sempre com muita atitude e humildade e muito talento sem dúvida!

Feitas as devidas apresentações chegamos ao ano de 2020, e o lançamento do primeiro full da banda, “Side Evil”, através da Miranda Records, que ganhou as ruas no dia 05 de junho e agora vamos falar sobre esse lançamento que nos dá dois tipos de satisfação, a primeira é por ser uma banda aqui de nossa cidade realizando um trabalho foda, a segunda é que esse que vos escreve é um grande apreciador de thrash metal, ainda mais quando bem executado e sem rodeios, direto ao ponto!!!

Em “Side Evil” temos oito faixas, distribuídas em pouco mais de 29 minutos, com uma produção que deixa tudo muito bem definido, no entanto deu um clima bem “Beneath the remains” ao disco, sujeira na quantidade certa, e muito peso e agressividade, receita acertada e que agrada muito aos ouvidos, tanto que creio que desde o lançamento até esse momento em que digito esse review já devo ter escutado o album completo mais de dez vezes, pois esse é o grande mérito desse disco, ele é curto e direto ao ponto e nos leva a repetir mais e mais as audições, sem soar cansativo e nem repetitivo.

Creio que a vivência de ensaios e shows, o tempo de amadurecimento dessas faixas sendo tocadas ao vivo, fizeram os caras chegarem ao estúdio prontos pra registrar suas melhores performances, o disco soa coeso, bem homogêneo, no entanto sem dúvidas devo destacar a faixa “Murder Inc” que foi lançada como single anteriormente, uma das mais brutais do disco, sobressalta aos ouvidos durantes a audição, e “Blood Will Follow Blood” que tem um riff muito legal, iniciando a faixa de forma cadenciada e cresce em velocidade e intensidade, valendo a citação aqui como destaque!

Enfim, espero que o Enslaver siga produzindo cada vez mais thrash metal visceral pra alegrar nossas vidas desgraçadas em meio a essa pandemia, ameaça de apocalipse e incerteza se haverá futuro, pensando bem estamos vivendo dentro de um disco de thrash metal (haha), vida longa pra banda e que venham mais discos, shows e cervejas!!!!


 INSTAGRAM: https://www.instagram.com/enslaveroficial/

FACEBOOK: https://www.facebook.com/enslaverband/

SPOTIFY: https://open.spotify.com/album/1UpXGV4glcdJK8YC1yJQRN?si=ly1SgRp6S2mU4r_TVLgv8A


quinta-feira, 23 de novembro de 2017

ENTREVISTA CAOS LÚDICO

Hoje nosso papo é com a Caos Lúdico, banda de punk rock com influências de Ska e reggae que lançou recentemente seu EP de estreia, "Teoria do lúdico", trazendo letras retratando passagens cotidianas em que podemos nos identificar que combinadas a sonoridade compõe o resultado diversificado e agradável de se ouvir que encontramos nas faixas, falamos com o João, guitarrista e vocalista da banda, que nos deu mais detalhes sobre o trabalho lançado e momento atual da banda, confiram a seguir!!! Valeu!!!





Fala João, obrigado por falar com a gente, pra começar gostaria de falar sobre o EP lançado pelo Caos Lúdico recentemente , "Teoria do Lúdico", como tem sido a recepção da galera ao trabalho da banda?


João: Eu que agradeço o convite do blog Microfonia Underground que ajuda e fortalece a cena independente brasileira. Respondendo à primeira pergunta, começamos a gravar o EP em junho de 2016 e disponibilizamos em streaming somente em março de 2017. São seis músicas gravadas no Orbis Estúdio, contando com a produção musical de Marcos Pagani. Foi um aprendizado marcante e valioso. Melhoramos nitidamente como grupo depois da gravação. Mesmo sendo um primeiro EP, queríamos fazer um trabalho com seriedade, carinho e amor pela música e acabamos gostando do resultado. Quanto à recepção do público, tanto nosso EP quanto nossos shows estão sendo bem recebidos. Fazemos sempre questão de tocar da melhor forma possível para alcançar, conquistar e interagir com quem está presente. Ficamos entusiasmados com a agitação e com a colaboração das pessoas que vão sempre aos nossos eventos, escutam nossas músicas e nos ajudam nas redes sociais. Espero que continue assim.



Como foi o trabalho de composição dessas faixas, elas ficaram bem diversificadas, como funciona o processo da banda na hora de escrever e onde vocês buscam inspiração?

João: Antes de formar a banda, eu já escrevia e tinha algumas bases prontas e acabamos usando algumas dessas composições que combinavam com o estilo do grupo. Quando eu acabo uma letra ou uma base, mando para os outros integrantes por meio da internet e eles montam os arranjos em seus instrumentos. Depois, chegamos no ensaio, trocamos sugestões e ideias sobre a composição e, no final, vemos no que deu. Muitas vezes, a música flui e finalizamos já no primeiro ensaio, em outras, montamos com mais calma ou guardamos para outro momento. A inspiração nos arranjos vai de acordo com o que cada um escuta e tem como referência. O interessante do grupo é que cada um costuma ouvir vertentes distintas do rock e isso acaba sendo um ponto positivo. Pessoalmente, em toda minha vivência musical, escutei mais punk rock, hardcore, ska e reggae por conta do que meus pais escutavam lá em casa e dos shows que me levavam desde pequeno. Meu pai já teve banda de hardcore e é um orgulho imenso manter isso.



Sobre as letras das faixas, quem as escreve e o que buscam transmitir quando as desenvolve?

João: Quando eu escrevo, busco transmitir o que eu estou sentindo no momento e uso também alguns recortes do cotidiano. No EP, as letras tratam de várias coisas: Diversão entre amigos, anseios e desejos de um adolescente, a influência do meio em que vivemos, a dificuldade do indivíduo em ser o que deseja sem se preocupar com as críticas e não poderia faltar uma letra tratando da nossa atual situação política que somente está favorecendo os enganadores de plantão. Temos muitas histórias e pensamentos para serem escritos, passamos por tantas experiência boas e ruins que poderíamos escrever todos os dias.

Ainda nesse campo das inspirações, acho o nome da banda interessante, como rolou a escolha desse nome? Qual a história por trás?
João: Achar um nome para banda foi um tarefa difícil. Ficamos um bom tempo pensando em vários nomes até que o baixista, Nando, sugeriu o “Lúdico”. Eu gostei, mas achei que seria legal colocar o “Caos” – desordem, confusão, a possibilidade de tudo – para criar uma ideia mais completa, apesar de ser bem aberta. Aí surgiu o Caos Lúdico.



O material está disponível no formato físico, ou no digital apenas?

João:Sim, temos também formato físico em digipack, com direito a encarte com letras, fotos e informações da banda. Embora ele não tenha a mesma força se compararmos a anos anteriores, achamos muito importante fazer esse formato. É uma forma de arrecadar fundos para a banda e de distribuir para pessoas importantes no meio da música. Já distribuímos o nosso EP para bandas (dentro e fora do DF), produtores, rádios etc. Além disso, parte do público ainda prefere o "modo antigo" ou não possui o streaming.

No final de Outubro a banda lançou o clipe para a faixa "Ska na Praia", que ficou bem legal, e é uma faixa que achei muito boa quando ouvi a banda logo de cara, como foi o trabalho pra captação desse clipe?

João: Que bom que você gostou! O clipe foi realizado com imagens captadas durante o show de lançamento do nosso EP que fizemos no Teatro Sesc Garagem. Esse espaço é um dos palcos mais emblemáticos da capital, pois muitos eventos históricos da música brasiliense aconteceram por lá. Foi uma honra e agradecemos imensamente por isso ter acontecido. A música faz parte do EP e agrada a maioria dos ouvintes. Fizemos a produção de forma independente e a equipe da Acrafilmes fez um trabalho de excelente qualidade.

Quais são os próximos compromissos do Caos Lúdico e de que forma a galera pode entrar em contato pra chamar vocês pra tocarem?

João: Nosso plano para o fim desse ano é encerrar os shows já marcados por Brasília, mas estamos sempre abertos para aumentar nossa agenda de apresentações. Sempre gostamos de tocar, cada show é uma história e uma experiência nova. Isso é extremamente essencial para o grupo. Quem quiser chamar a gente para algum evento, pode mandar uma mensagem pelo e-mail caosludico.oficial@gmail.com ou nos contatar por meio do Facebook ou Instagram.

O ano está se aproximando do fim então acho pertinente perguntar, quais os projetos para 2018?

João: O plano é começar a pré-produção do nosso próximo material. Temos algumas composições novas, com mais presença dos metais, que tocamos nos shows e queremos gravar. Não tem nada definido ainda, mas é um enorme desejo nosso. Como somos uma banda independente, estamos tendo dificuldade para financiar todo esse processo. Precisamos pensar em uma forma de passar por esse obstáculo.

Mandando nossa pergunta de praxe em todas entrevistas, gostaria que nos listasse 5 grandes discos de todos os tempos pra vocês, aquele top five de cabeceira!

Essa pergunta é muito difícil. Mas esta é a lista dos cinco discos da banda. Um álbum para cada um:
João (Vocal/Guitarra): The Clash- Álbum: London Calling

Nando Saab (Baixo): The Cure- Álbum: Disintegration

Victor Gurgel (Bateria): Led Zeppelin- Álbum: IV

Ramon Santana (Trompete): Miles Davis- Álbum: Kind Of Blue

Vidal (Trombone): Ultraje a Rigor- Álbum: Nós Vamos Invadir Sua Praia



João, novamente nosso muito obrigado, sucesso ao Caos Lúdico e reservo este espaço pra que deixe sua mensagem como desejar!!! Valeu!!!

João: Agradecemos à Microfonia Underground pela oportunidade. É bonito ver esse apoio à cena que está ocorrendo. Pelo que vivo hoje, acho que ela tem um bom caminho a seguir. Temos que viver com menos "regras" e parar de ditar o que é música. Se não tivermos diversidade, nunca teremos um cenário musical de qualidade. Quem quiser, conhecer nosso EP, ele está disponível no Youtube, Spotify, Apple Music, Deezer, entre outros.



Seguem os links:

Redes sociais 

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

ENTREVISTA BOCA BRABA HARDCORE

Hoje quem tá dando as caras por aqui são os manos da banda Boca Braba hardcore de Viamão-RS, que vem conquistando seu espaço lançamento após lançamento e trabalhando forte nisso, com letras críticas e conscientes e uma sonoridade que vai além do hardcore mesclando outras referências e dando ainda mais personalidade a música desses caras que eu indico que todos ouçam, sem mais delongas, confiram nosso bate papo e saibam mais sobre a BxBxHC!!!



Fala galera, vamos partindo do zero aqui, poderia nos mandar a ficha completa da banda e um pouco de sua história? Quem são os integrantes da Boca Braba HC? Como e quando vocês formaram a banda?

A Boca Braba Hardcore surgiu da união de 4 amigos de Viamão/RS (Douglas, Mateus, Vinícius e Max) para fazer um som numa festa de aniversário, em novembro de 2014. Depois do aniversário resolvemos continuar tocando por diversão, e 2 meses depois começamos a compor músicas próprias, juntamente com a entrada do Hígor e com a escolha do nome da banda. Agora a banda está quase completando 3 anos e já conta com uma penca de shows realizados, viagens, amigos, etc. Estamos só no início, o corre não para! 



Vocês lançaram a pouco tempo um EP, “Hardcore de galpão”, como foi o processo de gravação do mesmo e quem foi responsável pela produção e mixagem? Gosto de como soa o EP.

O “Hardcore de Galpão” foi um trampo intermediário, que lançamos pra poder respirar um pouco e produzir outros materiais com calma. O resultado dele ficou muito foda, e teve uma repercussão muito boa! Gravamos ele no estúdio Calabouço do nosso amigo Hamilton Contes, aqui de Viamão mesmo, e chegamos com os 5 sons já nos cascos no estúdio, foi só plugar tudo e gravar! Gravamos tudo em um fim de semana, e em um mês o Hamilton nos entregou as músicas prontas. Gravar com ele foi muito da hora, sempre que podemos indicamos ele para as bandas que querem gravar algo, o guri é muito bom no que faz... nós gravaremos lá o próximo CD, sem dúvidas!



Quais os planos para o restante de 2017, trabalhar a promoção do EP apenas ou vocês possuem projeto para lançar mais alguma coisa ainda nesse ano?
Nem estamos fazendo tantos shows este ano, estamos indo mais na manha e tentando selecionar melhor os picos que vamos tocar, tentando tocar em lugares que não tocamos ainda, por exemplo. Estamos com data da gravação do nosso primeiro clipe já marcada, e se tudo ocorrer bem, o mesmo sai ainda esse ano. Também temos um Live completo pra lançar, que foi gravado durante um show no teatro do SESC de Canoas/RS, e temos um minidocumentário sobre nossa viagem pra Brasília. Esperamos que saia tudo nesse ano ainda!

Como tem sido a recepção aos novos sons nas apresentações ao vivo da banda e aproveitando que tocamos no assunto quais são os próximos compromissos da Boca Braba HC?

A gurizada tem curtido pra caralho o Hardcore de Galpão, os novos sons são bem mais rápidos e mais curtos. É da hora ver que em alguns shows tem gente já cantando as músicas do EP, tendo em vista que somos uma banda bem nova... é muito doido ver isso sendo que lançamos há pouco tempo este trabalho. Acho que estamos no caminho certo! Seguem as próximas datas confirmadas:

23/09 - In Underground We Trust III - Estância Velha/RS
08/10 - Rock in Ruben - Sapucaia do Sul/RS

24/11 – Espaço Urbano - Viamão/RS
10/12 - Ensaio na Praça - Canoas/RS



Existem planos para visitar outros estados levando o som da banda? Que lugares vocês gostariam de tocar se houvesse oportunidade?
O plano principal é esse, botar as bundas na estrada e viajar o máximo que aguentarmos! É claro que não podemos sair a qualquer momento os 5 dentro de um carro tocando por todo o Brasil, todos nós trabalhamos e as viagens rolam organizando com bastante antecedência. Já viajamos pra Santa Catarina em 2015, e este ano viajamos pra Brasília, que foi muito doido! A viagem que fizemos este ano nos abriu a mente e mostrou que podemos fazer várias viagens curtas durante o ano, então o plano é começar a viajar com bastante frequência!

Ano passado vocês lançaram o “Entre ratos e pulguedo”, um título inusitado, poderia nos contar como surgiu esse nome para o disco?
Desde o início da banda, ensaiamos num Galpão do sítio onde eu (Douglas) moro. Durante muito tempo deixávamos os cachorros assistirem o ensaio, eles entravam lá e ficavam deitados no nosso meio só curtindo o som... o problema é que o galpão ficou crivado de pulgas, e era um parto pra ensaiar se coçando o tempo todo. Sobre os ratos, eles sempre estiveram no galpão, desde o início. Então “Entre Ratos e Pulguedo” foi literalmente como surgiu o primeiro CD!

Ainda sobre o disco “Entre ratos e pulguedo”, como foi o trabalho de divulgação do mesmo e como vocês avaliam os resultados obtidos com o disco?
O “Entre Ratos e Pulguedo” foi nosso primeiro trabalho de estúdio, e quando gravamos ele já tinha uma galera na expectativa, então o resultado foi muito bom, repercutiu bastante na época, muita gente nos conheceu através desse CD e muitas portas se abriram também. Fizemos um evento no final de 2016 pra lançar o CD, a função rolou na Converth em Viamão, e foi um dia absurdamente foda! Este show tá registrado lá no Youtube pra quem quiser ver!

Que temas vocês procuram abordar em suas letras, que mensagem a banda busca transmitir?

Nosso vocal (Vinícius Marques) sempre buscou escrever letras trazendo à tona todos os problemas que enfrentamos todos os dias graças à corrupção que rola no nosso país. Infelizmente é uma minoria que se interessa por música com conteúdo, mas as letras estão lá, pra quem quiser ouvir. Queremos começar a passar mensagens positivas nos nossos sons também, não só falando dos problemas que tal político está causando, mas dizendo algo pra quem estiver ouvindo como não baixar a cabeça, não desistir, etc. A mensagem continua sendo passada, mas de uma forma diferente.

Em termos de influência sonora, que bandas vocês citariam que serviram de inspiração para moldar a sonoridade que vocês praticam?
Sem dúvidas temos várias influências bem marcantes que cada um de nós trouxe pra banda... Raimundos, Pavilhão 9, Vômitos e Náuseas, Ratos de Porão, Testament, Suicidal Tendencies, Biohazard, Madball, Hatebreed, etc. Claro que são apenas influências, a união de tudo que ouvimos molda o nosso som, então não necessariamente vai ser claro tudo que ouvimos no som da Boca Braba... e acho que esse é o sinal de que estamos fazendo algo legítimo!

Seguindo a linha da pergunta anterior e mantendo nossa tradicional pergunta infame, poderiam citar na opinião pessoal de cada um de vocês quais são os cinco maiores discos de rock/metal/hardcore todos os tempos?
Lucas - Dokken - Back For The Attack

Hígor – Countdown to Extinction - Megadeth

Douglas – Anarkophobia – Ratos de Porão

Mateus – The Rise of Brutality - Hatebreed

Vinícius – Lapadas do Povo - Raimundos

Numa troca de figurinhas básica aqui, poderiam nos dar um panorama de como é a cena underground por aí no RS e destacar algumas bandas locais que deveríamos conhecer?
Temos muita coisa rolando no RS, em tudo que é canto, e muuuuuuita banda boa! Começamos a ter uma visão melhor da nossa cena e das bandas locais quando começamos a tocar no Signospub, em Porto Alegre, através do Phil Barragan (organizador e músico local). Ele nos viu tocando num Ensaio de Rua de Viamão (até então nós só tocávamos na nossa cidade) e nos levou pra Porto Alegre, aí conhecemos todas as bandas que hoje estão no mesmo corre que nós! Hempadura, 9Shot, R.E.D., CxFxCx, Roleta Russa, Chute no Rim, Pull The Trigger, OÇO, Terror66, entre outras.

Gostaria de agradecer pelo tempo dispensado em nos atender e reservar este espaço para que deixem sua mensagem aos leitores do Microfonia e fãs da banda como quiser! Valeu!

Gostaríamos de agradecer pela oportunidade de falar um pouco sobre a banda aqui e pelo interesse do Microfonia em divulgar nosso trabalho, a única coisa que esperamos ganhar depois de todo nosso perrengue é reconhecimento!

Gostaríamos também de agradecer todo mundo que sempre apoiou a banda, sejam nossos amigos ou pessoas que nos acompanham mesmo distantes, vocês fazem toda a diferença!

E pra finalizar, gostaríamos de convidar todos que nunca ouviram a Boca Braba a conhecer nosso trabalho! Estamos no face, instagram, youtube, spotify, deezer... em tudo que é lugar, é só fritar!

Hardcore Lives!



https://bocabrabahardcore.bandcamp.com/releases


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Entrevista by Microfonia Underground Blog
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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

ENTREVISTA COM BIANCA NOVAIS DA UNDERGROUND BLASFEMME

Fala galera, nossa entrevistada de hoje é uma das organizadoras da coletânea "Mosh like a Blasfemme", que compila quatorze bandas do underground nacional que possuem mulheres na formação, dando visibilidade aos trabalhos desenvolvidos pelas minas Brasil afora, o que torna o trampo ainda mais interessante devido a sua representatividade, ela é também a pessoa por trás da Underground Blasfemme, atuando na organizações de excursões e eventos underground em Brumado-BA, com a palavra, Bianca Novais!








Olá Bianca, obrigado por falar conosco, primeiramente gostaria de parabeniza-la pela iniciativa da Underground Blasfemme juntamente ao Coletivo Mosh Like a Girl e aproveitar para saber como surgiu a parceria entre vocês e como surgiu a ideia para essa coletânea?


BIANCA NOVAIS: Olá Evandro, desde já agradeço por estar aqui dando espaço para essa entrevista. Bom, surgiu depois de várias conversas, entre as integrantes que na época faziam parte do Underground Blasfemme e Mosh like a Girl. O foco das nossas ideias era levantar fundos para promover eventos, aonde seria enaltecida a representatividade da mulher no underground. Foi assim que surgiu a ideia de lançar a coletânea, nada melhor do que conseguir nossa verba para os eventos do que uma coletânea que ajudaria a divulgar várias bandas com a presença feminina, nada mais justo! O foco da coletânea também era promover essa união entre os grupos, algo que realmente falta em nosso meio, com tantas disputadas de ego, ofensas desnecessárias e afins.


Como foi o trabalho para viabilizar o lançamento da “Mosh Like a Blasfemme”?


BIANCA: Sobre a coletânea, posso resumir que todo processo foi feito a partir de parcerias, amizades, foi uma verdadeira união de diversas pessoas das mais variadas vertentes o underground. A Libertinus Records e Resistência Underground, foram nossos maiores parceiros em toda caminhada. Muitos amigos e até pessoas que até então nem conhecia, ajudaram financeiramente, como uma espécie de troca, um ‘’crowdfunding’’ digamos assim, cada pessoa recebeu cópias do material depois! Foi algo impressionante, ver tantas minas e homens apoiando nossa causa. Outra parcela veio do nosso bolso mesmo.


De que modo vocês têm realizado a divulgação do trampo e como tem sido a recepção da galera em geral?

BIANCA: Nosso principal meio de divulgação é a internet, com parceria de blogs como o seu que vem abrindo um ótimo espaço para divulgação, compartilhamentos em rede social (facebook, instagram), quase sempre montamos stand em eventos na região, através de trocas com distros/selos, bandas amigas e que fazem parte da coletânea sempre ajudam na divulgação também!








E para adquirir uma cópia da coletânea, como a galera deve fazer?

BIANCA: Pra adquirir só entrar em contato comigo aqui mesmo pelo facebook ou na página do Coletivo Mosh Like a Girl. Custa somente R$5,00 reais. É um formato bem simples, em CD-R, com uma mini-zine em seu interior, capa envelope.

Quem foi responsável pela arte de capa e encarte da coletânea, ficou bem legal a apresentação gráfica, poderia nos dar detalhes a respeito?


BIANCA: A responsável pela criação de toda arte gráfica foi a Jess Cordeiro, integrante da Libertinus Records, uma grande parceira em tudo! A ideia era ser algo bem simples, que pudesse representar a imagem da mulher que faz parte de nosso meio, ela acertou em cheio! Indico a qualquer um o trabalho dessa moça.







Como foi o processo de escolha das bandas participantes da coletânea, de que forma rolou esse contato?


BIANCA: O principal foco era escolher bandas que compartilham de nossas ideias, não apoiamos o fascismo, racismo, homofobia, sexismo, White metal, nazismo, acreditamos que isso não deve fazer parte da música underground. Cada uma de nós quis compartilhar suas influências nessa coletânea, você vê que ela percorre quase todas as regiões do nosso país, com metal, punk, crust, hc, stoner, gothic rock, desde bandas conhecidas a bandas que acabaram de lançar sua primeira faixa. Cada uma de nós mostrou um pouco de sua essência, cada uma diferente e que compartilha as mesmas ideias, acho que esse deveria ser o conceito de uma coletânea, trazer essa diversidade.

Você é a mente por trás da Underground Blasfemme, ativa no underground e levantando essa bandeira numa região fora do eixo dos “grandes centros”, o que torna as coisas mais complicadas, situação que vivemos por aqui também, já que também nos situamos no interior do estado, rolaram muitas dificuldades para tornar esse projeto realidade?


BIANCA: Sempre foi difícil realizar qualquer coisa no interior, com a coletânea não foi diferente na dificuldade, desvalorização, muitas pessoas não enxergaram com bons olhos a proposta de uma coletânea focada na presença feminina, acredito que por preconceito, machismo, boa parte do interesse veio mais de fora mesmo, mas mesmo assim fiquei muito feliz com a repercussão em nossa região mesmo com alguns comentários negativos, mas isso faz parte.











Aproveitando o gancho do assunto de atuar no underground distante de grandes centros, como foi criada a Underground Blasfemme e como você avalia as realizações conquistadas até aqui?

BIANCA: A Blasfemme no começo foi criada como um coletivo, mas pela distância, alguns conflitos de ideias, acabou se separando, sem rancor, admiro todas as mulheres que estiveram comigo, são minhas parceiras. A coletânea foi uma conquista e tanto para mim e acredito que para todas as envolvidas, foi lançada no Listen Rock, em junho deste ano, onde ajudei na organização. Desde 2012 estive envolvida em organizações de eventos, excursões, mas considero a coletânea minha maior conquista e um novo começo para muita coisa que ainda tem por vir.

Observando as várias vertentes sonoras executadas pelas bandas presentes na coletânea, podemos sacar o quanto as mulheres envolvidas no underground são talentosas e produzem ótimos trabalhos, mas ainda falta visibilidade na cena e mais respeito e espaço, como você enxerga a realidade feminina dentro da cena atualmente?

BIANCA: Enxergo com certo otimismo. Cada dia vejo mais mulheres nos shows, antes era bem raro para mim ver mulheres em bandas e frequentando os shows aqui na região, nesses últimos dias o Nervochaos, Torture Squad e Hatefulmurder passaram por aqui, todas bandas com presença feminina, isso é excelente! Vejo cada vez mais essa representatividade, no tanto que já temos bandas novas aqui da região e de outras também para a próxima edição da coletânea. Como a Sujo crust/grind, aonde uma das integrantes do Mosh Like a girl faz parte, está em fase de composição, Kultist, Mau Sangue de SP, aonde minha amiga Karine Profana faz parte. Lojas formadas somente por mulheres, organizações, hoje vejo muitas mulheres envolvidas em eventos, seja como banda ou organização. Temos a Valhalla Produções que se formou aqui em Vitória da Conquista e já vão fazer a segunda edição do Rock Porão. Raquel Dantes que escreveu seu livro ‘’A Conquista do Rock’’, Gabriela Corrêa (Socialphobia) que tem a Caótica Distro, sinto que é uma vitória para nossa cena. Não sei se posso falar de lugares aonde não convivo, da cena em geral, mas acredito que não seja diferente que vem crescendo essa presença feminina nos mais diversos lugares, e acredito também que o machismo/sexismo, seja forte em qualquer lugar daqui, é um conceito bem enraizado não só no nosso país como na cena, que pra mim deveria abominar esse conceito moralista que tem uma influência muito forte do cristianismo, nossa cultura é fortemente influenciada por ele e muitos não conseguem se desprender disso, não conseguem ‘’evoluir’’. Ainda vemos muitas mulheres reproduzindo o machismo, pois muitas são quase um espelho dos homens ou companheiros, é mais fácil ser assim e ser aceita do que ter voz, não é? rs

Nós sempre pedimos de nossos entrevistados um top cinco de discos preferidos, mas aproveitando a ideia da “Mosh Like a Blasfemme”, gostaria que você destacasse aí uma lista de cinco bandas ou discos preferidos com mulheres na formação?


BIANCA: 1 – Coven – Witchcraft Destroys Minds & Reaps Souls

É meu disco favorito! O Coven trouxe algo, que na minha opinião, era totalmente diferente de tudo que acontecida nos EUA, com toda aquela onda de paz e amor, movimento hippie, uma banda trazer essa temática sobre ocultismo, uma sonoridade incrível! Pra aquela época tudo soou assustador e pra mim não foi diferente. Minha reação ao escutar e observar toda arte do disco foi única, fiquei semanas ouvindo todos os dias, faz parte da minha vida, minha maior influência musical assim por dizer.

2 – Joan Jett – Bad Reputation

Foi um disco marcante para mim e aposto que para muitas mulheres também. Conheci o projeto solo da Joan antes do The Runnaways e sempre a achei fantástica, lá na minha pré-adolescência quando a vi pela primeira vez queria ser ela hahaha (Sim, até cortei o cabelo igualzinho hahaha). Toda aquela rebeldia, cheia de si, sem se importar com parecer uma ‘’boa garota’’ como todas nós somos obrigadas a ser marcou bastante pra mim. ‘’ Uma garota pode fazer o que ela quer fazer e é isso que eu vou fazer’’ foi algo que me fez crescer bastante.

3 – Mythic – Anthology

Essa compilação foi o meu primeiro contato com esse trio que fez um Death/Doom matador, me lembro até hoje como foi ouvir Winter Solstice e ficar repetindo a faixa diversas vezes só por aquele baixo hahaha. É um material importantíssimo pra mim, foi umas das minhas ‘’portas de entrada’’ digamos assim ao metal.

4 – Valhalla - In The Darkness Of Limb e 

5 – Miasthenia – XVI

Tive acesso aos dois discos na mesma época, foi a primeira vez que ouvir bandas brasileiras com a presença feminina. São dois discos que para mim que estão entre os melhores do Metal extremo brasileiro, são bandas que me influenciaram fortemente como Headbanger.

Bianca, gostaria de agradecer novamente o tempo concedido para falar conosco, desejar vida longa e sucesso a Underground Blasfemme e reservo este espaço para que deixe sua mensagem como quiser aos leitores do Microfonia! Valeu!


BIANCA: Eu que agraço muito por você me fazer o convite para participar dessa entrevista tão fantástica e me levar a conhecer o seu Blog. Espero que seja o começo de uma grande parceria! Obrigada mesmo por ceder esse espaço para divulgar a coletânea Mosh Like a Blasfemme e falar um pouco dos meus projetos. Grande Abraço!!
















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terça-feira, 27 de junho de 2017

Clássicos recentes do underground nacional! #1


Violator – Violent Mosh (EP 2004)


Hoje vamos inaugurar uma sessão inédita aqui no Microfonia, a proposta desse trampo é falar sobre discos de 2000 pra cá, com menos de 20 anos de lançamento que consideramos já clássicos na cena underground, creio que pra começar temos uma escolha certeira, o Violator!

Em meio ao revival do thrash que rolou na década passada sempre achei que muitos vieram com mais do mesmo, mas certamente não é o caso que aqui tratamos, o EP Violent Mosh é uma credencial de respeito pra dar o pontapé numa discografia sólida, lembro de estar na casa do meu amigo Jdulley em Manaus-AM, estávamos fazendo uma troca de figurinha sobre novas bandas de metal e ele me mostrou esse EP, fiquei incrédulo ao saber que se tratava de uma banda estreante.






Naquele mesmo ano e na mesma cidade fui a um show dos caras, e o que no player já se mostrava agressivo, foi elevado ao extremo numa apresentação inesquecível pra mim, muitos hematomas no dia seguinte e a lembrança de um dos melhores shows que eu já tive a oportunidade de comparecer.

Mas vamos ao que interessa, o disco! A capa já entrega um pouco do conteúdo, uma arte até mesmo clichê do estilo, sabemos que o que vai rolar é thrash metal, e pra quem curte esse gênero do metal já é motivo suficiente pra escutar, mas a sonoridade é supreeendente, cru, rápido e agressivo, começando com Let the violation begin, despejando uma chuva de riffs e palhetadas, aquelas paradinhas mortais seguidas daquele berro e da pancadaria desenfreada, nada de novo e realmente essa descrição é bem genérica, poderia estar falando de qualquer banda de thrash, mas aqui de cara percebe-se que os caras sabem bem o que estão fazendo e o fazem com muita habilidade.

O lance é que aqui o melhor sempre está por vir, e a trinca que segue é destruidora, com o hino Thrash maniacs, a sensacional Artillery Attack e minha faixa preferida da banda até hoje, The plague never dies, simplesmente destruidora!



E daqui em diante os caras emendam dois torpedos de puro thrash metal, e que finalizam o EP em alta velocidade, The Shadow of death e Killer Instinct, esse último som tem um título que justifica bem a vocação da banda, que toca numa sede e vontade absurda!

Enfim, com o Violent Mosh o Violator não reinventou a roda, no entanto injetou uma nova dose de energia nesse estilo que tanto amamos e aqui me fez concordar que havia um revival do movimento naquele momento, portanto não deixe de adquirir este item obrigatório na coleção de qualquer banger!!!


Tracklist:

01. Let the violation begin

02. Thrash maniacs
03. Artillery attack
04. The plague never dies
05. The shadow of death (bonus track)
06. Killer instinct (bonus track)




OUÇA A DISCOGRAFIA DA BANDA:

http://violatorthrash.bandcamp.com/

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