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terça-feira, 5 de outubro de 2021

VOMIT BAG SQUAD - TALES FROM THE BAG (2021) - REVIEW MICROFONIA


 

VOMIT BAG SQUAD


· Atividade: 2021 - Atualmente


· Origem: Brasil - São Paulo 


· Album: TALES FROM THE BAG


· Gravadora: INDEPENDENTE


· Gênero: Thrash metal/Horror Thrash


Vou começar esse review mando a máxima, brasileiro gosta mesmo é de thrash metal! E se essa banda manda um horror thrash carregado de letras que fazem referência ao puro sumo dos filmes de horror podrões que amamos, somando a isso uma sonoridade cheia de riffs cortantes, paradas mortais, bateria em altos bpm's e um vocal que devo dizer, Daniel Pacheco nasceu para cantar em bandas de trhash/crossover, curto o trampo do cara desde a Cursed Slaughter e Kultist, que já figuraram por aqui inclusive.

Agora vamos abrir um parenteses aqui para o trabalho de Jhon França, o mano é um multi-instrumentista e toca em bandas tão maravilhosas quanro a Vomit Bag Squad, como Blasthrash, Cerberus Attack e Eskröta e aqui nesse play o cara toca todos os instrumentos e destruiu em todos, contruindo uma massa sonora pra atropelar os desavisados, o bom gosto de Jhon é notável, passagens cadenciadas muito bem encaixadas, partes melodiosas em meio ao caos e belissimos solos que me fazem colocar a V.B.S. como uma das melhores coisas que ouvi nesse ano e já está na minha lista de melhores do ano sem dúvidas.

Desde o lançamento do primeiro single de "Soulmates beyond the flesh" em abril que fiquei no hype para o lançamento de um full desses caras, que música meus amigos, single certeiro para dar o cartão de visitas do que estava por vir, e não há ressalvas, temos um grande trabalho aqui, os outros dois sons que saíram também seguem no mesmo nível, "Tomatoes of death" e "Beware the moon", poderiam ser citadas como destaques deste disco facilmente, porém não dá pra resumir "Tales from the bag" apenas nessas faixas, o disco inteiro é lindo e destila petardo atrás de petardo!

A abertura do disco com "Acid for blood" eleva as expectativas e não decepciona na sequência, mas vamos colocar aqui as faixas que já podem ser emolduradas, pois são obras de arte do roque veloz, pessoal, "Fear the Chainsaw" é o tipo de música que te coloca pra pogar no meio da sala, da vontade de quebrar tudo, e de cara já saí cantando junto o refrão! Os singles já citados acima devem ser ouvidos com atenção pois são o suprasumo do Thrash flertando com as histórias mais fodas de terror que conhecemos, Tarantino figura nesse disco através de "Satanico Pandemonium", clima do som casou perfeitamente com a cena de "Um drink no inferno", poderia tocar no filme ou na série que faria todo sentido pra mim, vale ressaltar que aqui rola a participação do Robson da Toxic Carnage, "Anck-su Namum" se não estou com ouvido ruim tem a participação nos vocais de Ya Exodus (Eskröta), achei essa faixa incrível e essa dobradinha no vocal deu ainda mais classe no som, quem mais soma no disco é Marcelo Araújo com o solo da faixa "What a piece".

Por fim temos um cover para "Stick in a hole" do The Accüsed, que encerra os trabalhos em "Tales from the bag" em grande estilo, logo mais vai rolar o lançamento físico desse trampo, então fiquem ligados e adquiram o trabalho dos caras, prestem apoio ao underground e de quebra adicione um grande disco de thrash metal em sua coleção!



LINKS RELACIONADOS


https://www.facebook.com/vomitbagsquad/

https://open.spotify.com/album/1kwWVuVI6wku19ohQiaP2x?si=urkujW31Q8GITNtdlMZmBQ&dl_branch=1

https://vomitbagsquad.bandcamp.com/



terça-feira, 18 de agosto de 2020

Coletânea G.R.I.T.A. (Grabaciones Revolucionarias Independientes Totalmente Autogestivas) REVIEW MICROFONIA


G.R..I.T.A. é um compilado de bandas punk e hardcore da América do Sul, idealizado pelo Cepa da banda de hardcore argentina Turba Iracunda, que conta com a participação de várias bandas fodas do underground sul-americano!

Sempre tentamos incluir bandas em nosso trabalho que viessem de outros países além do Brasil, principalmente América Latina, e é com grande satisfação que tive contato com essa iniciativa que trás bandas de Argentina, Colômbia, Chile, Bolívia, Peru, Uruguai, Venezuela, Paraguai e Brasil!

Um puta choque de culturas, unidos em torno de uma paixão, fazer música de forma independente e fomentar a atitude do Faça Você Mesmo!

Então se você tem curiosidade de conhecer bandas e a cena punk/HC dos nossos vizinhos aqui na América do Sul, esta é uma grande oportunidade de ter contato com essa galera.

Participam da coletânea as bandas Turba Iracunda (Argentina), El Sagrado (Colômbia), Boca Braba (Brasil), En Guardia (Bolívia), Atentado (Chile), 9000 (Argentina), Cervical (Brasil), Malarrabia (Peru), Cadenazzo (Uruguai), Frente de Ira (Venezuela), Pariah (Colômbia), MDMA (Paraguai) e A.S.C.A. (Brasil).

O material está disponível para audição no Youtube, deixaremos o link para audição e pra quem quiser conhecer os trabalhos de cada banda individualmente, vale muito a pena sacar o trabalho pois as faixas apresentadas dão amostras que se trata de uma galera de responsa envolvida no projeto, na descrição do vídeo é possível acessar as redes sociais de todas as bandas envolvidas e seus respectivos trabalhos.



TRACKLIST:


BANDA: TURBA IRACUNDA (ARGENTINA) TEMA: SANGRE Y DOLOR (LP MADAFAKA)

BANDA: EL SAGRADO (COLOMBIA) TEMA: SOBREVIVIENTE (LP: EL CONSUELO DE LOS CAIDOS)

BOCA BRABA (BRASIL) TEMA: BALA DE CANHÃO (RESISTIR É COMPROMISSO)

EN GUARDIA (BOLIVIA) TEMA: MATAR O MORIR (LP: DE LA CALLE)

ATENTADO (CHILE) TEMA: RECHAZA (EP RECHAZA)

9000 (ARGENTINA) TEMA: 9000 (EP: La miseria de la Humanidad)

CERVICAL (BRASIL) TEMA: FABRICA

MALARRABIA (PERU) TEMA: GLASNOST (LP: ANTICONTAMINACIÓN)

CADENAZZO (URUGUAY) TEMA: CONTROL

RENTE DE IRA (VENEZUELA) TEMA: VAMOS CON MAS

PARIAH (COLOMBIA) TEMA: PREVALECE

MDMA (PARAGUAY) TEMA: TU AGONÍA

A.S.C.A (BRASIL) TEMA: VERMES ASSASSINOS

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

ENTREVISTA CAOS LÚDICO

Hoje nosso papo é com a Caos Lúdico, banda de punk rock com influências de Ska e reggae que lançou recentemente seu EP de estreia, "Teoria do lúdico", trazendo letras retratando passagens cotidianas em que podemos nos identificar que combinadas a sonoridade compõe o resultado diversificado e agradável de se ouvir que encontramos nas faixas, falamos com o João, guitarrista e vocalista da banda, que nos deu mais detalhes sobre o trabalho lançado e momento atual da banda, confiram a seguir!!! Valeu!!!





Fala João, obrigado por falar com a gente, pra começar gostaria de falar sobre o EP lançado pelo Caos Lúdico recentemente , "Teoria do Lúdico", como tem sido a recepção da galera ao trabalho da banda?


João: Eu que agradeço o convite do blog Microfonia Underground que ajuda e fortalece a cena independente brasileira. Respondendo à primeira pergunta, começamos a gravar o EP em junho de 2016 e disponibilizamos em streaming somente em março de 2017. São seis músicas gravadas no Orbis Estúdio, contando com a produção musical de Marcos Pagani. Foi um aprendizado marcante e valioso. Melhoramos nitidamente como grupo depois da gravação. Mesmo sendo um primeiro EP, queríamos fazer um trabalho com seriedade, carinho e amor pela música e acabamos gostando do resultado. Quanto à recepção do público, tanto nosso EP quanto nossos shows estão sendo bem recebidos. Fazemos sempre questão de tocar da melhor forma possível para alcançar, conquistar e interagir com quem está presente. Ficamos entusiasmados com a agitação e com a colaboração das pessoas que vão sempre aos nossos eventos, escutam nossas músicas e nos ajudam nas redes sociais. Espero que continue assim.



Como foi o trabalho de composição dessas faixas, elas ficaram bem diversificadas, como funciona o processo da banda na hora de escrever e onde vocês buscam inspiração?

João: Antes de formar a banda, eu já escrevia e tinha algumas bases prontas e acabamos usando algumas dessas composições que combinavam com o estilo do grupo. Quando eu acabo uma letra ou uma base, mando para os outros integrantes por meio da internet e eles montam os arranjos em seus instrumentos. Depois, chegamos no ensaio, trocamos sugestões e ideias sobre a composição e, no final, vemos no que deu. Muitas vezes, a música flui e finalizamos já no primeiro ensaio, em outras, montamos com mais calma ou guardamos para outro momento. A inspiração nos arranjos vai de acordo com o que cada um escuta e tem como referência. O interessante do grupo é que cada um costuma ouvir vertentes distintas do rock e isso acaba sendo um ponto positivo. Pessoalmente, em toda minha vivência musical, escutei mais punk rock, hardcore, ska e reggae por conta do que meus pais escutavam lá em casa e dos shows que me levavam desde pequeno. Meu pai já teve banda de hardcore e é um orgulho imenso manter isso.



Sobre as letras das faixas, quem as escreve e o que buscam transmitir quando as desenvolve?

João: Quando eu escrevo, busco transmitir o que eu estou sentindo no momento e uso também alguns recortes do cotidiano. No EP, as letras tratam de várias coisas: Diversão entre amigos, anseios e desejos de um adolescente, a influência do meio em que vivemos, a dificuldade do indivíduo em ser o que deseja sem se preocupar com as críticas e não poderia faltar uma letra tratando da nossa atual situação política que somente está favorecendo os enganadores de plantão. Temos muitas histórias e pensamentos para serem escritos, passamos por tantas experiência boas e ruins que poderíamos escrever todos os dias.

Ainda nesse campo das inspirações, acho o nome da banda interessante, como rolou a escolha desse nome? Qual a história por trás?
João: Achar um nome para banda foi um tarefa difícil. Ficamos um bom tempo pensando em vários nomes até que o baixista, Nando, sugeriu o “Lúdico”. Eu gostei, mas achei que seria legal colocar o “Caos” – desordem, confusão, a possibilidade de tudo – para criar uma ideia mais completa, apesar de ser bem aberta. Aí surgiu o Caos Lúdico.



O material está disponível no formato físico, ou no digital apenas?

João:Sim, temos também formato físico em digipack, com direito a encarte com letras, fotos e informações da banda. Embora ele não tenha a mesma força se compararmos a anos anteriores, achamos muito importante fazer esse formato. É uma forma de arrecadar fundos para a banda e de distribuir para pessoas importantes no meio da música. Já distribuímos o nosso EP para bandas (dentro e fora do DF), produtores, rádios etc. Além disso, parte do público ainda prefere o "modo antigo" ou não possui o streaming.

No final de Outubro a banda lançou o clipe para a faixa "Ska na Praia", que ficou bem legal, e é uma faixa que achei muito boa quando ouvi a banda logo de cara, como foi o trabalho pra captação desse clipe?

João: Que bom que você gostou! O clipe foi realizado com imagens captadas durante o show de lançamento do nosso EP que fizemos no Teatro Sesc Garagem. Esse espaço é um dos palcos mais emblemáticos da capital, pois muitos eventos históricos da música brasiliense aconteceram por lá. Foi uma honra e agradecemos imensamente por isso ter acontecido. A música faz parte do EP e agrada a maioria dos ouvintes. Fizemos a produção de forma independente e a equipe da Acrafilmes fez um trabalho de excelente qualidade.

Quais são os próximos compromissos do Caos Lúdico e de que forma a galera pode entrar em contato pra chamar vocês pra tocarem?

João: Nosso plano para o fim desse ano é encerrar os shows já marcados por Brasília, mas estamos sempre abertos para aumentar nossa agenda de apresentações. Sempre gostamos de tocar, cada show é uma história e uma experiência nova. Isso é extremamente essencial para o grupo. Quem quiser chamar a gente para algum evento, pode mandar uma mensagem pelo e-mail caosludico.oficial@gmail.com ou nos contatar por meio do Facebook ou Instagram.

O ano está se aproximando do fim então acho pertinente perguntar, quais os projetos para 2018?

João: O plano é começar a pré-produção do nosso próximo material. Temos algumas composições novas, com mais presença dos metais, que tocamos nos shows e queremos gravar. Não tem nada definido ainda, mas é um enorme desejo nosso. Como somos uma banda independente, estamos tendo dificuldade para financiar todo esse processo. Precisamos pensar em uma forma de passar por esse obstáculo.

Mandando nossa pergunta de praxe em todas entrevistas, gostaria que nos listasse 5 grandes discos de todos os tempos pra vocês, aquele top five de cabeceira!

Essa pergunta é muito difícil. Mas esta é a lista dos cinco discos da banda. Um álbum para cada um:
João (Vocal/Guitarra): The Clash- Álbum: London Calling

Nando Saab (Baixo): The Cure- Álbum: Disintegration

Victor Gurgel (Bateria): Led Zeppelin- Álbum: IV

Ramon Santana (Trompete): Miles Davis- Álbum: Kind Of Blue

Vidal (Trombone): Ultraje a Rigor- Álbum: Nós Vamos Invadir Sua Praia



João, novamente nosso muito obrigado, sucesso ao Caos Lúdico e reservo este espaço pra que deixe sua mensagem como desejar!!! Valeu!!!

João: Agradecemos à Microfonia Underground pela oportunidade. É bonito ver esse apoio à cena que está ocorrendo. Pelo que vivo hoje, acho que ela tem um bom caminho a seguir. Temos que viver com menos "regras" e parar de ditar o que é música. Se não tivermos diversidade, nunca teremos um cenário musical de qualidade. Quem quiser, conhecer nosso EP, ele está disponível no Youtube, Spotify, Apple Music, Deezer, entre outros.



Seguem os links:

Redes sociais 

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

ENTREVISTA BOCA BRABA HARDCORE

Hoje quem tá dando as caras por aqui são os manos da banda Boca Braba hardcore de Viamão-RS, que vem conquistando seu espaço lançamento após lançamento e trabalhando forte nisso, com letras críticas e conscientes e uma sonoridade que vai além do hardcore mesclando outras referências e dando ainda mais personalidade a música desses caras que eu indico que todos ouçam, sem mais delongas, confiram nosso bate papo e saibam mais sobre a BxBxHC!!!



Fala galera, vamos partindo do zero aqui, poderia nos mandar a ficha completa da banda e um pouco de sua história? Quem são os integrantes da Boca Braba HC? Como e quando vocês formaram a banda?

A Boca Braba Hardcore surgiu da união de 4 amigos de Viamão/RS (Douglas, Mateus, Vinícius e Max) para fazer um som numa festa de aniversário, em novembro de 2014. Depois do aniversário resolvemos continuar tocando por diversão, e 2 meses depois começamos a compor músicas próprias, juntamente com a entrada do Hígor e com a escolha do nome da banda. Agora a banda está quase completando 3 anos e já conta com uma penca de shows realizados, viagens, amigos, etc. Estamos só no início, o corre não para! 



Vocês lançaram a pouco tempo um EP, “Hardcore de galpão”, como foi o processo de gravação do mesmo e quem foi responsável pela produção e mixagem? Gosto de como soa o EP.

O “Hardcore de Galpão” foi um trampo intermediário, que lançamos pra poder respirar um pouco e produzir outros materiais com calma. O resultado dele ficou muito foda, e teve uma repercussão muito boa! Gravamos ele no estúdio Calabouço do nosso amigo Hamilton Contes, aqui de Viamão mesmo, e chegamos com os 5 sons já nos cascos no estúdio, foi só plugar tudo e gravar! Gravamos tudo em um fim de semana, e em um mês o Hamilton nos entregou as músicas prontas. Gravar com ele foi muito da hora, sempre que podemos indicamos ele para as bandas que querem gravar algo, o guri é muito bom no que faz... nós gravaremos lá o próximo CD, sem dúvidas!



Quais os planos para o restante de 2017, trabalhar a promoção do EP apenas ou vocês possuem projeto para lançar mais alguma coisa ainda nesse ano?
Nem estamos fazendo tantos shows este ano, estamos indo mais na manha e tentando selecionar melhor os picos que vamos tocar, tentando tocar em lugares que não tocamos ainda, por exemplo. Estamos com data da gravação do nosso primeiro clipe já marcada, e se tudo ocorrer bem, o mesmo sai ainda esse ano. Também temos um Live completo pra lançar, que foi gravado durante um show no teatro do SESC de Canoas/RS, e temos um minidocumentário sobre nossa viagem pra Brasília. Esperamos que saia tudo nesse ano ainda!

Como tem sido a recepção aos novos sons nas apresentações ao vivo da banda e aproveitando que tocamos no assunto quais são os próximos compromissos da Boca Braba HC?

A gurizada tem curtido pra caralho o Hardcore de Galpão, os novos sons são bem mais rápidos e mais curtos. É da hora ver que em alguns shows tem gente já cantando as músicas do EP, tendo em vista que somos uma banda bem nova... é muito doido ver isso sendo que lançamos há pouco tempo este trabalho. Acho que estamos no caminho certo! Seguem as próximas datas confirmadas:

23/09 - In Underground We Trust III - Estância Velha/RS
08/10 - Rock in Ruben - Sapucaia do Sul/RS

24/11 – Espaço Urbano - Viamão/RS
10/12 - Ensaio na Praça - Canoas/RS



Existem planos para visitar outros estados levando o som da banda? Que lugares vocês gostariam de tocar se houvesse oportunidade?
O plano principal é esse, botar as bundas na estrada e viajar o máximo que aguentarmos! É claro que não podemos sair a qualquer momento os 5 dentro de um carro tocando por todo o Brasil, todos nós trabalhamos e as viagens rolam organizando com bastante antecedência. Já viajamos pra Santa Catarina em 2015, e este ano viajamos pra Brasília, que foi muito doido! A viagem que fizemos este ano nos abriu a mente e mostrou que podemos fazer várias viagens curtas durante o ano, então o plano é começar a viajar com bastante frequência!

Ano passado vocês lançaram o “Entre ratos e pulguedo”, um título inusitado, poderia nos contar como surgiu esse nome para o disco?
Desde o início da banda, ensaiamos num Galpão do sítio onde eu (Douglas) moro. Durante muito tempo deixávamos os cachorros assistirem o ensaio, eles entravam lá e ficavam deitados no nosso meio só curtindo o som... o problema é que o galpão ficou crivado de pulgas, e era um parto pra ensaiar se coçando o tempo todo. Sobre os ratos, eles sempre estiveram no galpão, desde o início. Então “Entre Ratos e Pulguedo” foi literalmente como surgiu o primeiro CD!

Ainda sobre o disco “Entre ratos e pulguedo”, como foi o trabalho de divulgação do mesmo e como vocês avaliam os resultados obtidos com o disco?
O “Entre Ratos e Pulguedo” foi nosso primeiro trabalho de estúdio, e quando gravamos ele já tinha uma galera na expectativa, então o resultado foi muito bom, repercutiu bastante na época, muita gente nos conheceu através desse CD e muitas portas se abriram também. Fizemos um evento no final de 2016 pra lançar o CD, a função rolou na Converth em Viamão, e foi um dia absurdamente foda! Este show tá registrado lá no Youtube pra quem quiser ver!

Que temas vocês procuram abordar em suas letras, que mensagem a banda busca transmitir?

Nosso vocal (Vinícius Marques) sempre buscou escrever letras trazendo à tona todos os problemas que enfrentamos todos os dias graças à corrupção que rola no nosso país. Infelizmente é uma minoria que se interessa por música com conteúdo, mas as letras estão lá, pra quem quiser ouvir. Queremos começar a passar mensagens positivas nos nossos sons também, não só falando dos problemas que tal político está causando, mas dizendo algo pra quem estiver ouvindo como não baixar a cabeça, não desistir, etc. A mensagem continua sendo passada, mas de uma forma diferente.

Em termos de influência sonora, que bandas vocês citariam que serviram de inspiração para moldar a sonoridade que vocês praticam?
Sem dúvidas temos várias influências bem marcantes que cada um de nós trouxe pra banda... Raimundos, Pavilhão 9, Vômitos e Náuseas, Ratos de Porão, Testament, Suicidal Tendencies, Biohazard, Madball, Hatebreed, etc. Claro que são apenas influências, a união de tudo que ouvimos molda o nosso som, então não necessariamente vai ser claro tudo que ouvimos no som da Boca Braba... e acho que esse é o sinal de que estamos fazendo algo legítimo!

Seguindo a linha da pergunta anterior e mantendo nossa tradicional pergunta infame, poderiam citar na opinião pessoal de cada um de vocês quais são os cinco maiores discos de rock/metal/hardcore todos os tempos?
Lucas - Dokken - Back For The Attack

Hígor – Countdown to Extinction - Megadeth

Douglas – Anarkophobia – Ratos de Porão

Mateus – The Rise of Brutality - Hatebreed

Vinícius – Lapadas do Povo - Raimundos

Numa troca de figurinhas básica aqui, poderiam nos dar um panorama de como é a cena underground por aí no RS e destacar algumas bandas locais que deveríamos conhecer?
Temos muita coisa rolando no RS, em tudo que é canto, e muuuuuuita banda boa! Começamos a ter uma visão melhor da nossa cena e das bandas locais quando começamos a tocar no Signospub, em Porto Alegre, através do Phil Barragan (organizador e músico local). Ele nos viu tocando num Ensaio de Rua de Viamão (até então nós só tocávamos na nossa cidade) e nos levou pra Porto Alegre, aí conhecemos todas as bandas que hoje estão no mesmo corre que nós! Hempadura, 9Shot, R.E.D., CxFxCx, Roleta Russa, Chute no Rim, Pull The Trigger, OÇO, Terror66, entre outras.

Gostaria de agradecer pelo tempo dispensado em nos atender e reservar este espaço para que deixem sua mensagem aos leitores do Microfonia e fãs da banda como quiser! Valeu!

Gostaríamos de agradecer pela oportunidade de falar um pouco sobre a banda aqui e pelo interesse do Microfonia em divulgar nosso trabalho, a única coisa que esperamos ganhar depois de todo nosso perrengue é reconhecimento!

Gostaríamos também de agradecer todo mundo que sempre apoiou a banda, sejam nossos amigos ou pessoas que nos acompanham mesmo distantes, vocês fazem toda a diferença!

E pra finalizar, gostaríamos de convidar todos que nunca ouviram a Boca Braba a conhecer nosso trabalho! Estamos no face, instagram, youtube, spotify, deezer... em tudo que é lugar, é só fritar!

Hardcore Lives!



https://bocabrabahardcore.bandcamp.com/releases


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Entrevista by Microfonia Underground Blog
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sexta-feira, 9 de junho de 2017

ENTREVISTA HORACE GREEN

Já tem um tempo que acompanho os lançamentos da Horace Green, desde o "Sempre Melhor" em 2013 que os caras me chamaram atenção, ainda mais numa fase em que eu estava a procura de ouvir algo diferente, e o Horace difere um pouco do que costumo escutar, mas curti bastante o que encontrei ali e nos trampos seguintes, pois uma coincidência que há entre todos os entrevistados que passam por aqui é que de fato curto e acompanho os trabalhos dos mesmos e aqui não é uma exceção, conheçam essa grande banda e se liguem na ideia que trocamos a seguir.



Fala pessoal, obrigado por falar com a gente, pra começar, conte-nos um pouco de sua trajetória, como surgiu a Horace Green?
Opa o Horace começou sem grandes pretensões obviamente, a gente estava se encontrando direto em shows e conversávamos sobre uma banda assim até que alguém teve a brilhante de ideia de juntar essa galera e começar a tocar, do primeiro ensaio para a formação atual só ficamos eu e Chero, que no primeiro ensaio tocou guitarra e só depois foi pra batera.

Seu último disco, “Jazz depois da meia-noite” (2015), saiu a algum tempo, mas vamos falar sobre ele, como foi o processo de criação dessas 10 faixas presentes nesse disco?
A gente já tinha lançado o 7”, o EP e o split e estávamos com essa ideia fixa que era a hora de lançar um CD full, começamos a compor e mesmo sem as letras, fomos criando as musicas já na ordem que acreditávamos que deveria estar no disco...tipo após fechar uma musica nova a gente já posicionava ela “essa é bem faixa 3 né” e assim foi saindo.
Eu estava numa fase meio conturbada, me preparando para mudar de casa, a paternidade chegando e acabou que dividimos bem as composições, nesse disco tem 4 letras minha, 3 do Fox e 3 do Clayton, por mais que eu ame escrever, acho que foi essencial essa divisão.

Voltando um pouco mais atrás em sua discografia, além do full, vocês lançaram dois Eps, “Sempre Melhor” (2013) e “Madeira” (2014), lançados de forma sequencial entre 2013 e 2015, o material tem ligação entre si ou são lançamentos individuais?
A gente não é uma banda muito conceitual, os trampos não são continuação ou algo do tipo. Mas eu gosto muito de ouvir na sequencia e ver uma evolução natural das composições e das letras.

Além dos lançamentos já citados, em 2015 vocês participaram de um Split com Running Like Lions, Plastic Fire e Rallye, como foi participar desse trampo?
Fomos convidados para participar, já estavam as outras 3 bandas fechadas e resolveram que seria legal ter mais uma banda. Foi uma bela surpresa pra nós, tínhamos 2 musicas quase prontas e corremos um pouco para entrar no prazo do projeto mas gostamos do resultado. Gosto muito da ideia de ter 2 bandas cantando em português e 2 em inglês, e elas não se parecem em nada uma com as outras mas todos são amigos e tocam no mesmo meio. Fora que a parte gráfica desse Split é muito linda!

Tratando um pouco da parte lírica da banda, qual a mensagem que vocês buscam passar em suas letras, e como vocês compõe? Em conjunto? Separadamente? O som depois a letra ou vice versa?

Sempre os sons surgem primeiro e as letras depois, no Jazz a gente fez prés na casa do Fox de todas as musicas então acabou que todos participaram das composições... Sempre tinha um trecho que precisava alterar e alguém dava ideia final sabe. A gente funciona bem assim, um traz uma base de musica e ela vira algo no ensaio com todos participando, e as letras também funcionam assim. Tem um autor principal, mas todos dão pitaco para arrumar a melodia e até mesmo a ideia das mensagens.
Sobre as mensagens, nós acreditamos muito no poder de mudança que a musica tem, senão fossem as letras de bandas como Dead Fish, No Violence e Dominatrix, provavelmente nós não teríamos a postura politica que temos hoje em dia sabe? No começo até tínhamos uma preocupação em não falar sobre nada pessoal pois queríamos fazer uma banda melódica mas com uma postura punk, mas hoje conseguimos equilibrar bem isso, no jazz tem letra de amor, letra contra a postura das religiões contra os homossexuais, falamos sobre o machismo e até abuso sexual infantil.

A Horace Green tem um som bem versátil, dá pra sacar inúmeras facetas em suas músicas, que músicos ou bandas vocês consideram como influências importantes pra banda?
Cada um traz coisas muito diferentes pra banda, o Fox gosta muito de rock progressivo, Clayton de bandas instrumentais tipo Tortoise e eu sou fã de Legião Urbana! hahahahahaahah Mas nossa base como banda é o começo do emo e os anos 90, tem muita coisa foda ali...
Quais são os planos pra esse segundo semestre de 2017, vocês pretendem lançar algo esse ano? Possuem material inédito composto?
Esse ano temos feito tudo com calma, sem pressa. Mas tem coisa nova rolando nos ensaios, sem grandes expectativas do que fazer com elas, sem nenhum projeto por hora.

Por onde vocês tem tocado durante o ano e qual é a agenda da banda para os próximos dias pra quiser colar num show da Horace Green?

Esse ano com os papais recentes acabamos tirando o pé do acelerador e fizemos bem menos shows do que costumávamos fazer, mas felizmente só fizemos shows legais e shows com propósitos como arrecadação de alimentos, roupas ou ração. Agora em Junho tocaremos no lançamento do novo CD dos amigos do Dinamite Club na JAI, vai rolar show em Jundiaí (que não vamos pra lá tem uns dois anos) para ajudar uma criança e tocaremos no Black Embers Fest.

Nos rolês para as apresentações vocês devem dividir o palco com muitas bandas por aí, o que você destacaria na cena atualmente que merece ser ouvido com atenção?

Tem muita banda boa rolando por ae, muita mesmo. O Horace nunca se preocupou em se segmentar então tivemos o prazer de tocar com bandas de power violence até shoegaze. O que eu, Shamil, gostaria de destacar são O Inimigo de São Paulo, Nada em Vão de Brasilia, Better Leave town de Curitiba e o Desventura de Uberlândia. Grandes bandas!

Agora uma pergunta infame, mas uma curiosidade pertinente, gostaria que mandassem um Top 5 de discos essenciais e indispensáveis pra vocês.

Essa eu vou TENTAR responder como banda tá, mas acho que para o Horace Green ser o que é hoje em dia foi graça a todos terem ouvido muito:

- Hot Water Music – No Division
- Samiam – Astray
- Garage Fuzz – Turn the Page...
- Small Brown Bike – Dead Reckoning
- Noção de Nada – Sem gelo

Gostaria de agradecer pela atenção, e reservar este espaço pra que mande seu salve como quiser a todos que acompanham a banda e aos leitores do Microfonia. Valeu!
Pow a gente só tem a agradecer pelo espaço aberto pra banda, parabéns por manter um blog ativo! E fica aqui nosso #foratemer até mais!

https://www.facebook.com/horacegreen/
https://horacegreen.bandcamp.com/




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quinta-feira, 25 de maio de 2017

ENTREVISTA NADA EM VÃO

Posso dizer que me considero amigo dos caras do Nada em Vão, desde o ínicio da banda me vejo envolvido com os lançamentos da banda de alguma forma e até mesmo antes da formação da banda com a entrevista que realizei com a antiga banda do Pirata, o Mais Que Palavras, que me levou a descobrir o Nada em Vão e também entrevistá-los pro outro blog com o qual colaborava, surgido em 2015 e com dois Eps muito legais lançados, os caras desenvolvem um punk rock cheio de energia e melodia, e transmitem uma energia muito boa, além da mensagem carregada de positividade, particularmente sou fã desse trabalhos, ouço muito pois me coloca numa vibe muito boa e recomendo que vocês conheçam o som desses quatro rapazes de Brasilia, confiram a entrevista a seguir e saibam um pouco mais sobre eles!




Fala galera, obrigado por falar conosco, legal poder acompanhar essa continuidade do trabalho do Nada em vão, vamos começar fazendo um raio x de seu mais recente lançamento, o EP “Sempre em frente”, quais as impressões da banda sobre esse novo trabalho? O que vocês acham que mudou desde a estreia da banda até aqui em termos de sonoridade?

Nada Em Vão: Primeiramente, #FORATEMER. Para a gente, este segundo EP é mais coeso porque o Lucas (vocalista) tinha entrado na banda um pouco antes da gravação do primeiro EP ou seja, as músicas já estavam praticamente prontas. Claro que ele deu as contribuições, mas é diferente de participar desde o princípio, saca? No “Sempre Em Frente” todos participaram do processo de composição e isto fez a gente alcançar este resultado. E o que mudou um pouco foi a velocidade, hoje em dia tocamos bem mais rápido as músicas do EP homônimo.

Pra esse EP, vocês fizeram um clipe pra faixa “Perdidos e confusos”, como foi o processo de gravação desse clipe, quem foram os responsáveis pela produção do mesmo, e qual a razão dessa faixa ser a escolhida para o clipe?

Nada Em Vão: O clipe de “Perdidos e Confusos” foi produzido pelos nossos amigos da Produtora Candela. A gente já conhecia o Rafael Homero, da equipe da Candela, porque ele havia feito o clipe de nossos amigos do My Last Bike e o resultado nos agradou.

Escolhemos esta música principalmente por causa da mensagem forte que ela passa. Existe um discurso de ódio muito presente, tanto na internet quanto no dia a dia. Então quisemos mostrar que é possível pensar diferente, é possível agir diferente sendo mais humano e tendo mais empatia. E o pessoal da Candela conseguiu captar exatamente isto com o clipe, pois o roteiro foi todo deles.

Vocês vão dividir o palco com o Chuva Negra em alguns dias, no evento Atos de rebeldia 1, qual a proposta desse evento, e como se dá a organização dos eventos underground em Brasília?

Nada Em Vão: A gente organiza shows há muitos anos em Brasília. Já participamos de diversas produtoras e coletivos, e resolvemos neste ano dar início a este projeto após o fim das Matinês Hardcore. O pessoal que ajudava na matinê continua ao nosso lado, mas chegou o momento de mudar de nome, até porque a proposta é um pouco diferente. Infelizmente não conseguimos mais oferecer o jantar gratuito, mas agora teremos um debate em todos os eventos. Nesta edição, teremos um bate papo sobre racismo, pois precisamos repensar a presença negra no hardcore. Precisamos pensar por que existem poucas bandas com integrantes negros, precisamos pensar no porquê disto. Ah, a ideia do nome surgiu de uma música nossa, a Transformar, pois a liberdade hoje em dia é um ato de rebeldia.



Aproveitando o gancho, além do Brazlandia Underground, há outros coletivos atuantes no underground de sua região que você destacaria?
Nada Em Vão: Sempre escutamos por aí que a cena do DF está fraca, mas vejo vários shows acontecendo por aqui, não estamos parados. O pessoal do Brazlândia Underground é um bom exemplo, atualmente Brazlândia é o melhor lugar do DF para se tocar. Casa cheia, rango vegan e boa infraestrutura. Além deles, existem também várias pessoas bastante atuantes aqui no DF, temos o Fellipe CDC, do Terror Revolucionário, que organiza o HeadBangers Attack Festival há muitos anos. Tivemos esses dias o Bruxaria, que foi um evento produzido somente por mulheres e isto é muito importante porque estamos em 2017 e praticamente nada mudou, continuamos com os mesmos erros. Temos ainda o pessoal do Maltrapilhos, com a MTP Produções, que trouxeram recentemente o Flicts para o DF. Enfim, temos muita gente disposta a contribuir com a cena punk e hardcore do DF e nós estamos neste meio, ajudando sempre que for possível.

Uma marca registrada do Nada em vão que se percebe de cara é o som direto mas com bastante melodia e sempre mensagens legais abordadas nas letras, que bandas vocês consideram como referência pro som que vocês desenvolvem?
Nada Em Vão: Individualmente, várias bandas nos influenciam, mas para montar o Nada Em Vão, pensamos em bandas como Bouncing Souls, Social Distortion, Face to Face, Iron Chic, Red City Radio, Banner Pilot, RVIVR, Hot Water Music e Millencolin. 



Novamente vocês gravaram no 1234 Recording Studio, e dá pra sacar tudo na medida na parte de produção do EP, pelo visto vocês se sentem em casa lá, além da banda certamente estar mais entrosada, foi mais fácil o processo nessa segunda empreitada? Algo mudou no processo de composição para o “Sempre em frente”?
Nada Em Vão: O 1234 Recording Studio é a segunda casa de todos nós. O estúdio é do Pedroca, lá ficamos à vontade para produzir e gravar. Tanto que já fizemos duas sessões ao vivo lá, a primeira da música Equivocado há uns anos e outra este ano, com “O Tempo”, que já foi publicada, e “Respostas”, que será divulgada em breve.

A principal diferença entre os dois EPs foi a produção do Álvaro Dutra no Sempre Em Frente. O Álvaro é nosso amigo há anos, já tocamos e produzimos shows juntos. Não poderíamos ter feito uma escolha melhor. O Álvaro se transformou em integrante por uns meses, viveu toda nossa rotina como banda e trabalhou como nunca para alcançarmos o resultado. Foi a gravação que nos deixou mais feliz.

Vivemos uns tempos um tanto difíceis no país, onde a argumentação foi deixada de lado e vemos uma onda de ódio sendo destilada, apesar dos pesares as temáticas das letras no EP se mantém otimistas e positivas, como vocês se sentem vivendo aí no olho do furacão de toda ebulição política que vivemos?

Nada Em Vão: É importante deixar claro que somos totalmente contra este governo golpista que está atualmente no poder. Brasília é uma cidade maravilhosa para viver, mas ao mesmo tempo é triste estar perto de toda esta sujeira que acontece nos Três Poderes da República e também no governo local. Não dá para ser apolítico com toda esta situação e todas estas reformas sendo realizadas sem o menor debate com a população. Se elas passarem, somente os mais pobres serão prejudicados e isto não podemos aceitar. Portanto, as mensagens positivas não querem dizer que somos cegos em relação a tudo que está acontecendo ao nosso redor. É apenas uma forma que encontramos de mostrar que podemos ser melhores pessoas. É a forma que encontramos para tentar mudar o mundo.



O Nada em vão já dividiu o palco com muitas bandas legais desde o início de sua trajetória, e a cena do centro-oeste é bem ativa e produtiva, que bandas desse cenário vocês destacariam no momento?

Nada Em Vão: Ah, temos diversas bandas fodassas aqui no DF. Passamos por uma fase boa, com o What I Want, Deceivers, Toro, Doze Volts, Maltrapilhos, Agressivo Pau Pôdi, Terror Revolucionário, Violator, My Last Bike, Ingrena, Gran Turismo, Paradisi, Crushed Bones Estamira e em breve teremos o lançamento do Braz Attack. Isso sem falar no clássico DFC, lógico.

A arte de “Sempre em Frente” foi desenvolvida pelo Shamil Carlos do Horace Green, como surgiu o nome dele pra fazer o trampo?

Nada Em Vão: O Shamil é nosso amigo há anos, desde uma minitour que ele fez por aqui com o Don Vito e Seus Foguetes. Com o Horace Green, ele já veio três vezes e já levou também o Mais Que Palavras, antiga banda do Pirata, para São Paulo. Sempre tivemos está forte ligação, pois ele canta em “Ainda é possível”, do primeiro EP. E estávamos conversando com ele durante o processo de produção do Sempre em Frente e ele se ofereceu para fazer. A gente ficou super feliz e topou na hora. Nada melhor que contar com as amigas e amigos ajudando, né? Nada mais hardcore.

Vocês pretendem manter seus lançamentos no formato de Eps? Ou pode pintar um full por aí?

Nada Em Vão: Ouvir dizer que ano que vem tem um full, hein? Após dois EPs, acho que este é o caminho. Aguardem, vamos trabalhar muito para realizar este sonho em 2018.

Falando nisso, quais são os planos para o segundo semestre? Vocês já possuem novos sons compostos?

Nada Em Vão: Estamos com uma música nova e algumas ideias. Vamos trabalhar com mais calma, nosso plano é gravar somente no próximo ano, então temos tempo para nos dedicar a vídeos ao vivo e clipes que pretendemos lançar ainda este ano.

Se tudo sair como o planejado, até o fim do ano soltamos um single, mas você sabe como funciona o mundo independente, né? É devagar, mas pode ter certeza que vamos fazer.

Vamos mandar aquele Top 5 agora, conseguiriam listar cinco discos essenciais e obrigatórios pra vocês?

Pirata: Só cinco? Se fossem dez já seria difícil. Acho que cada um vai citar o seu... Eu fico com “NOFX – so long and thanks for all the shoes”; “Bad Religion – Suffer”; “Bad Brains – Brains”; “Ramones – Ramones” e “Descendents – Everything Sucks”. Faltou um Hot Water, mas o Pedroca vai citar, então tá bom... eheheheh E faltaram também várias bandas nacionais como Dead Fish, Ratos de Porão, Blind Pigs, Garage Fuzz, mas eram somente cinco discos, né? hehehehhehe

Delton: “Green Day – Dookie”; “Ramones – Rocket to Russia”; “Rancid – ...And Out Come The Wolves”; “Teenage Bottlerocket – They Came From The Shadows” e “Against Me! - Transgender Dysphoria Blues”, além de uma menção honrosa a todos os discos e ep´s do Pinhead Gunpowder hehehe

Lucas Cardoso: "Dead Fish - Zero e Um"; "Descendents - Cool to be you"; "The Flatliners - Dead Language"; "Sport - Colors"; "Red City Radio - Titles".

Pedro:"NOFX - So long and thanks for all the shoes e Punk In Drublic"; "Pennywise - Straigh Ahead"; "Misfits - K7 que meu amigo gravou..." heheheh; "Further Seems Forever - How to start a fire"; e "Hot Water Music - Caution"

Pra finalizar, gostaria de agradecer pela atenção e reservar o espaço pra que mande sua mensagem a todos que acompanham o Nada em vão e aos leitores do Microfonia! Valeu!
Nada Em Vão: Em primeiro lugar, gostaria de agradecer ao apoio do Microfonia. A gente sabe o quanto é difícil manter um veículo de comunicação alternativa no Brasil e sabemos que vocês só fazem isto porque gostam, porque amam o underground. A contribuição de vocês é imensa para manter a cena viva.

Em segundo lugar, gostaríamos de deixar aqui os nossos contatos e redes sociais. Se alguém se interessar pela gente, entre em contato. Tudo que nós fazemos é por amor ao hardcore/punk então nada melhor que fazer mais amigas e amigos nesta jornada.

Escute: www.nadaemvao.bandcamp.com

Assista: https://www.youtube.com/channel/UChmInea-WkUlnzdDyAF5QjQ

Veja: www.instagram.com/nadaemvao

Compartilhe: https://www.facebook.com/nadaemvaopunk

Escreva: nadaemvaopunk@gmail.com

Muito obrigado!!!










sexta-feira, 14 de abril de 2017

Entrevista com o escritor D.Pereira (Estudiosos do Macabro)

E aí pessoal? Tudo bem? Seguindo nosso projeto de diversificar os conteúdos que publicamos no Microfonia, este é o primeiro passo do projeto, falamos com o escritor Diogo Martins Pereira, autor de livros como o "Estudiosos do Macabro" e "O duelo das rosas", tratamos de suas referências, novos projetos e de literatura fantástica, o cara tem trabalhos muito legais lançados e vale a pena conhecer um pouco da pessoa por trás das histórias, caso queiram conhecer mais do trampo do Diogo ou até mesmo adquirir material do mesmo, no decorrer da entrevista vocês vão encontrar os links pra fazer isso, no mais, curtam o bate papo aí, que ficou daora!!!



Fala Diogo, muito obrigado por nos atender, é bem legal falar com você, pois sou fã de seus trabalhos, começando aí com uma minibiografia, gostaria que nos contasse como foi que você começou a escrever, o que o levou a querer lançar livros e que autores serviram de inspiração pra você desenvolver seu trabalho?

Olá, Evandro! Primeiramente, eu que agradeço pelo interesse nos meus livros e pela oportunidade de falar um pouco sobre eles.
Bom, falando um pouco sobre o Diogo, eu sou natural de Curitiba (mas moro em Maringá há sete anos), sou formado em engenharia civil, desenho desde que me entendo por gente e escrevo desde a adolescência.
Sempre gostei de histórias fantásticas, não importando muito a forma em que essas histórias eram contadas. Livros, filmes, games, quadrinhos, etc, sendo algo criativo certamente despertava o meu interesse. Durante uma década eu “mestrei” partidas de RPG de mesa, e quando o grupo dispersou eu senti a necessidade de continuar inventando histórias, criando personagens e desenhando. Foi assim que eu comecei a escrever contos, apenas para passar o tempo, mas quando descobri que era possível publicar livros por conta própria, e que isso não era tão impossível ou caro quanto eu imaginava, decidi publicar as minhas histórias.
Tendo vivido boa parte da minha vida em Curitiba, cidade que estatisticamente tem menos dias de sol ao longo do ano do que Londres, o que pode ser bastante melancólico, acredito que meus interesses foram naturalmente direcionados para o terror e o sobrenatural.
Não por acaso meus autores prediletos são “um pouco” antigos. Arthur Conan Doyle, Mary Shelley, H. G. Wells, H. P. Lovecraft, Bram Stoker, Robert Louis Stevenson, estão entre os meus favoritos, para citar alguns, apesar de eu gostar de bastante coisa atual também.

Partindo da trilogia de “Estudiosos do macabro”, que devo elogiar, pois realmente gostei muito destes livros, chama a atenção a riqueza de detalhes de uma narrativa que se desenrola numa Inglaterra vitoriana e as personalidades antagônicas de seus personagens principais, Ambrose D. Hunter e Morris, você desenvolveu algum tipo de pesquisa pra ambientar sua história? Sobre as personagens, se inspirou em alguém pra dar vida aos mesmos?

O Umberto Eco falava algo bastante interessante num livro sobre técnicas de escrita que eu li. A história era mais ou menos a seguinte: um leitor entrou em contato com ele criticando uma de suas histórias, pois na data e no local em que se passava uma das cenas havia ocorrido um incêndio, e no livro isso sequer era citado, o que não fazia o menor sentido!
Isso me marcou muito, e por esse motivo faço pesquisas extensas em tudo que é canto possível e imaginável, para deixar as minhas histórias o mais próximo possível da realidade da época em que se passam. Tecnologia, roupas, costumes, locais, o que eu consigo pesquisar, eu uso. E se ficar em dúvida, prefiro tirar. Vai que algum leitor percebe...
O Ambrose e o Morris são personagens pelos quais tenho muito carinho. Vejo os dois como desajustados, pois apesar do Ambrose ser o “bonzinho”, suas atitudes são tão contidas, tão metódicas, que chegam a ser não-naturais (não por acaso sua aparência é quase a de um boneco de madeira), e essa era a intenção no final da história. Já o Morris é aquela mistura explosiva de Wolverine com Vegeta, capaz de realizar um ato heroico e depois colocar tudo a perder por causa de um cachimbo de ópio.
Os dois reúnem características de várias pessoas e personagens que conheci, mas não são inspirados em indivíduos específicos não. 





Sobre as criaturas combatidas em “Estudiosos do macabro”, você as criou com base em alguma lenda urbana da época em que ocorre a história? Parece haver uma pluralidade de culturas em meio aos inimigos que os protagonistas enfrentam, estou certo?


O conceito de “Detetive do Oculto” não é nenhuma novidade na literatura. Para citar o mais famoso, Abraham Van Helsing só foi um adversário páreo para o Drácula por que carregava consigo uma bagagem enorme de conhecimento.
Eu não queria escrever nada muito espalhafatoso, com grandes cenas cheias de explosões e pancadaria. Apesar de obviamente existirem algumas cenas de ação, o enfoque dos meus “Estudiosos do Macabro” era a investigação de eventos sobrenaturais e o registro desses eventos para a posteridade. Agora, se a ideia era estudar criaturas sobrenaturais, fazia mais sentido que houvesse algum tipo de abrangência mundial nesses estudos, o que foi ótimo, pois a partir dessa premissa acabei conhecendo muitas lendas de lugares que jamais teria conhecido. A Índia em particular foi bastante desafiadora.


Ao correr das páginas de seus livros encontramos diversas ilustrações, que você mesmo produziu, quem surge primeiro as histórias ou as ilustrações?

Essa é uma boa pergunta. Alguns personagens foram criados nas antigas partidas de RPG que eu mestrava (o albino Augustine Crompton foi criado pelo meu irmão, por exemplo), e, portanto, já existiam em desenhos. Mas na maioria das vezes eu escrevo as cenas, e algumas propositalmente são bastante gráficas, já pensando nas ilustrações.









Você já pensou em produzir algo no formato de quadrinhos, te interessa esse formato de trabalho?

Eu já fiz muitos trabalhos com ilustrações, mas acredito que escrever me permite produzir mais (alguns dos meus desenhos levaram meses para ficarem prontos – estou falando de você, pontilhismo!). De qualquer forma, hoje consigo casar essas duas paixões nos livros, então posso dizer que estou bastante satisfeito com o formato atual.

Seu último trabalho de que tenho notícia, foi desenvolvido junto com seu pai, DJ. Pereira, o livro em questão, “O duelo das rosas” é um thriller policial, o que você achou de escrever com uma parceria assim tão familiar e em que estilo literário você se sente mais à vontade de escrever?


Nossa, esse livro foi uma verdadeira maluquice. Meu pai, apesar de escrever muito bem, nunca tinha se aventurado na criação de histórias. Um dia ele chegou para mim e disse que queria escrever um thriller policial, e já tinha o título: O Duelo das Rosas. O problema é que ele só tinha o título, até aquele momento, e uma ideia vaga de que a protagonista seria uma policial. Decidimos escrever a história em conjunto, com cada um responsável por uma parte das tramas, que convergiriam até o grande final. Fizemos uma reunião para inventar a ideia principal e a partir daí partimos para o livro propriamente dito. Acho que uns dez meses depois (e muitas risadas) estava pronto, e gostamos muito do resultado final.
Apesar de já ter me aventurado na ficção científica e no policial, considero que a minha casa é o sobrenatural mesmo.


No momento você está envolvido em algum novo projeto?

Sim, tenho dois trabalhos em andamento. Um deles já está pronto, na verdade. Chama-se “Cleto”, e é sobre um cavaleiro Hospitalário que cai em desgraça. Claro que, em se tratando de uma história saída da minha cabeça, pode-se esperar aquela mistura de fantástico e realidade, em que nem tudo é o que parece.
O outro livro ainda não decidi o título, mas se passa na Escócia, envolve algumas rixas entre os clãs das Terras Altas e o sobrenatural, claro. Já é o meu livro mais longo, e ainda não cheguei no terço final da história. Está me dando bastante trabalho na parte das pesquisas, pois se existe um país “peculiar” no mundo é a Escócia. Sendo bem sincero, nunca vi uma coletânea tão criativa e maluca de lendas quanto lá.
Tenho dúvidas sobre que formato usarei para publicar esses livros, pois apesar de adorar o lado “underground” da publicação independente, a verdade é que é meio impossível fazer tudo sozinho, conciliando com as minhas outras atividades.

Dentre todos seus lançamentos até aqui, qual trabalho você mais curtiu fazer?

Gosto de todos os livros, para dizer a verdade. Mas acredito que a coletânea dos “Estudiosos do Macabro”, por reunir três livros em um e ser toda ilustrada (e pelo esforço envolvido na sua edição), é o meu favorito. 





Pra finalizar gostaria de agradecer novamente a atenção e que você passasse aí pra nossos leitores onde eles podem encontrar o seu trabalho, obrigado!

Os livros podem ser encontrados na Amazon. Infelizmente as versões impressas estão disponíveis apenas na loja americana. As versões digitais podem ser adquiridas na loja brasileira. Tenho algumas cópias impressas comigo, quem tiver interesse ou apenas quiser trocar uma ideia, pode me mandar um e-mail. Será um prazer conversar com vocês!
Obrigado e um grande abraço!



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