Recentemente falamos com o Rick da Spidrax pra que nos contasse quais foram os cinco discos que mudaram sua vida, e de imediato também fizemos a pergunta ao batera da banda André Leite, e agora vamos conhecer quais foram os discos que entortaram a vida do responsável pelos tambores da Spidrax, com a palavra, André!!! Aproveitando a oportunidade, não deixem de conferir o novo EP da banda, "Evisceração", que fizemos uma resenha por aqui, só acessar os links ao final da matéria e conferir mais informações sobre a Spidrax.
Nirvana - Nevermind
Meu primeiro contato com o "rock" veio aos 12 anos e aqui foi o começo de tudo. Depois disso, só pensava em deixar o cabelo crescer e usar roupa preta. Acho que esse disco mudou a vida de muita gente, e comigo não foi diferente.
Slipknot - Iowa
Na adolescência quando já tinha descoberto o metal, esse já era o disco mais pesado que eu já tinha ouvido. A mistura toda de peso, groove, visual, caiu como uma luva nessa fase da vida, e é uma das poucas bandas que ainda acompanho desde aquela época. Com certeza a banda que mais me deu vontade de tocar bateria quando ainda era moleque, lembro de ficar batucando no sofá junto com as músicas tentando imitar os caras.
Cólera - Pela Paz
Clássico, né? Quando comecei a frequentar os roles de shows e underground, o Cólera sempre foi referência de som, atitude e comportamento como uma banda. Me introduziu ao melhor lado do punk, e de longe é a banda que mais vi shows na vida, e sou muito feliz de ter tido a oportunidade de tocar em algum deles, ter conhecido o Redson e poder dizer que ele realmente era um ótimo ser humano.
Descendents - Everything Sux
Bill Steverson rapidamente virou minha referência de batera após eu conhecer esse álbum! Pra mim, mostrou que o punk rock também pode ser melódico sem ser chato. Banda clássica que me fascinei após também conhecer a história.
Blitzkid - Let Flowers Die
Aí veio o horror punk e o resto foi só caos e destruição. Esse álbum chegou em mim pela internet ,logo após eu ficar viciado em Misfitis, e precisava ouvir mais bandas que soassem assim. Ouvia a coletânea "This is horror punk" da Fiend Records (quem lembra?) todo dia e ficava caçando as bandas que eu mais gostava. Felizmente o Blitzkid tem uma sonoridade bem própria, mesmo com toda a influência, tem melodias maravilhosas e o som rápido, com certeza uma grande influência pra Spidrax.
"2021: Uma odisseia no inferno", é o mais novo trampo da banda maranhense de thrash/crossover Basttardz, consite em duas faixas que ficaram de fora do primeiro album da banda, o "Brazil com Z", "Chupacabra" e "Babilonia em chamas".
Agora vamos deixar uma questão bem clara por aqui, não se tratam de sobras, são duas faixas fudidas e que fazem frente a tudo o que já conhecemos da banda e felizmente acrescentam mais munição ao já poderoso repertório da banda.
As duas faixas forma produzidas no mesmo estudio onde o "Brazil com Z" foi gravado, KM4 Produções, e apresentam o mesmo nível dos registros anteriores, produção equilibrada, tudo encaixado no lugar, porém com sujeira no nível certo e intrumentos e vocal bem na cara, tudo bem audível, trazendo aquela sensação de a banda estar executando o som ali na sua frente.
Aproveitando o corre pra atualizar os movimentos da banda, o "Brazil com Z" foi disponibilizado em formato físico e está a venda na Galeria do Rock na Die Hard Records e em breve na loja virtual da banda, também vai rolar um ao vivo da banda no Canal Scena que com certeza vai ser fudido como todos os materias gravados no Family Mob, portanto não deixem de prestigiar todas as novidades da banda!!!
Outra parada que vale conferir, é o clipe de "Fogo na Zona Sul", lançado a algum tempo, mas já surfando nas onda das novidades vejam o clipe deste já clássico hino anti burguês safado!!!
A Cérebro de Galinha é a cara do underground real, vive as mazelas de ser brasileiro na pele diariamente, formada por uma galera que mete a cara pra manter o corre vivo, aprecia um goró maroto pra curtir e toca o som que ama e acredita, junta-se a isso tudo muita raiva de tudo o que acontece a sua volta e toda essa mistura de zueira, amizade, bebida, revolta, vontade fudida de tocar e temos um som visceral, sem firulas, sujo e agressivo!
O EP "Norte em Chamas" é o sucessor de seu álbum de estreia "Sociedades Secretas" de 2018 e mantém a pegada de um punk hardcore/crossover brutal e raivoso, com seus espasmos de humor ácido, que nesse caso poderíamos descatar a genial "Pororoka", porém, ao longo das oito faixas desse EP vai ser possível encontrar tudo aquilo que já conhecemos da banda, mas aprimorado e soando natural como sempre, não precisam forçar pra fazer um som fudido que nos cativa de cara.
Esse EP foi um projeto aprovado na Lei Aldir Blanc Pará, a arte da capa ficou a cargo de Rique Bentes, a gravação foi realizada no Legacy Studio Marabá, e a mix/master ficou a cargo de Jörn Michutta do Mike Utah’s Audio Ranch .
O Muzzarelas esteve em atividade desde 1991, com diversos discos incríveis lançados ao longo de sua carreira que ganha sua saideira através de "Beer n' Destroy", derradeiro álbum póstumo dessa galera de Campinas-SP que assolou o underground com suas canções sobre cerveja, monstros, filmes B, e muito punk e hardcore!
Claramente uma grande perda para o underground o Muzzarelas encerrar suas atividades, mas o legado está aí e temos esse ótimo disco para prestigiar essa história foda! O disco abre com a faixa título que foi single do disco, que dá o cartão de visitas do que virá ao longo dos 32 minutos de gravação distribuídos em 14 faixas.
Antes de começar a audição eu já dei uma passada de olhos pelos títulos das músicas e me veio aquela sensação, faixas com essas alcunhas não tem como ser ruim meus amigos, vide "Shit fight", "Rat Buerger King", "Teenage Antichristh", "Fuck you, Gimme Beer, Let's Dance", "Stage invader"...
O disco é um tributo ao produtor Caio Ribeiro, falecido em 2018, grande amigo dos caras da banda, que agora após oito discos, e quase 30 anos de atividades nos brinda com esse último registro que honra toda sua trajetória e ao mesmo tempo nos faz lamentar por ser o encerramento de uma história muito foda!!!
O disco é muito legal por inteiro, mas sem dúvidas nas primeiras audições que fiz do mesmo, as faixas que me saltaram aos ouvidos foram "Beer n' Destroy", "Every day is a holiday", "Shit Fight" e "In the beak of the crow", a capa é mais uma obra prima do mestre E.T.E, o disco foi gravado no Stage Recs Campinas e mixado e masterizado por Eurico Tavares, está disponível apenas em formato digital na sua plataforma de streaming preferida, por enquanto, a vai ganhar versão física em CD via Monstro Discos em breve.
G.R..I.T.A. é um compilado de bandas punk e hardcore da América do Sul, idealizado pelo Cepa da banda de hardcore argentina Turba Iracunda, que conta com a participação de várias bandas fodas do underground sul-americano!
Sempre tentamos incluir bandas em nosso trabalho que viessem de outros países além do Brasil, principalmente América Latina, e é com grande satisfação que tive contato com essa iniciativa que trás bandas de Argentina, Colômbia, Chile, Bolívia, Peru, Uruguai, Venezuela, Paraguai e Brasil!
Um puta choque de culturas, unidos em torno de uma paixão, fazer música de forma independente e fomentar a atitude do Faça Você Mesmo!
Então se você tem curiosidade de conhecer bandas e a cena punk/HC dos nossos vizinhos aqui na América do Sul, esta é uma grande oportunidade de ter contato com essa galera.
Participam da coletânea as bandas Turba Iracunda (Argentina), El Sagrado (Colômbia), Boca Braba (Brasil), En Guardia (Bolívia), Atentado (Chile), 9000 (Argentina), Cervical (Brasil), Malarrabia (Peru), Cadenazzo (Uruguai), Frente de Ira (Venezuela), Pariah (Colômbia), MDMA (Paraguai) e A.S.C.A. (Brasil).
O material está disponível para audição no Youtube, deixaremos o link para audição e pra quem quiser conhecer os trabalhos de cada banda individualmente, vale muito a pena sacar o trabalho pois as faixas apresentadas dão amostras que se trata de uma galera de responsa envolvida no projeto, na descrição do vídeo é possível acessar as redes sociais de todas as bandas envolvidas e seus respectivos trabalhos.
TRACKLIST:
BANDA: TURBA IRACUNDA (ARGENTINA)
TEMA: SANGRE Y DOLOR (LP MADAFAKA)
BANDA: EL SAGRADO (COLOMBIA)
TEMA: SOBREVIVIENTE (LP: EL CONSUELO DE LOS CAIDOS)
BOCA BRABA (BRASIL)
TEMA: BALA DE CANHÃO (RESISTIR É COMPROMISSO)
EN GUARDIA (BOLIVIA)
TEMA: MATAR O MORIR (LP: DE LA CALLE)
ATENTADO (CHILE)
TEMA: RECHAZA (EP RECHAZA)
9000 (ARGENTINA)
TEMA: 9000 (EP: La miseria de la Humanidad)
Não temos do que reclamar quando
o assunto é hardcore/crossover aqui pela terra das palmeiras onde canta o
Sabiá! Somos referência nesse gênero, grandes bandas estabelecidas ao longo dos
anos e o estilo segue se renovando revelando novos nomes para a cena que seguem
levantando a bandeira do roque veloz com muito conhecimento de causa e talento!
A Basttardz vem São Luís-MA,
terra que tivemos a oportunidade de conhecer durante o fatídico Metal
Open Air em 2012, mas isso não é o que queremos ressaltar, São Luís é uma
capital bela, banhada pelo mar e que apresenta problemas que todas as capitais
e regiões com maior densidade demográfica nesse país apresentam, violência, desigualdade,
truculência policial, racismo estrutural, falta de oportunidades, isso não é
exclusividade de lugar nenhum no Brasil, infelizmente, mas serviram de combustível
para Andrezão (vocais), Francis (guitarra), Texugo (contrabaixo) e Topeira
(bateria) criar as oito faixas de “Brasil com Z” lançadas em maio, que tem
sangue no “zóio” de sobra!
Estava acompanhando a terceira
edição do Festival Online da Roadie Crew e me deparei com os caras executando
duas faixas de seu disco, “Agrotrash” (crítica ferrenha ao maquiavélico agronegócio
brasileiro, tá óbvio no nome da faixa né...rs) e “Desgraça”, já me pegou de
cara, sonoridade foda, primeira referência que me veio à mente foi a do D.F.C.,
porém é só um ponto de referência mesmo pra explicar o som, pois os caras já
deixam em seu primeiro registro faixas com personalidade de quem sabe o que
está fazendo.
O defeito de “Brasil com Z”, e´
que como todo bom registro de roque veloz que se prese, é curtíssimo e acaba
deixando aquela sensação, quando será que a Basttardz vai lançar novos sons?
Caso vocês tenha ideias reacionárias,
retrogradas, preconceituosas, apoie esse monte de merda que está no poder, esse
som não é pra você, então não desperdice seu tempo e nem o nosso, sem tempo
irmão! Em cima disso, vou falar qual é o destaque absoluto desse disco pra mim,
“Fogo na zona sul”, dá uma aula de consciência de classe, “...fogo na zona sul,
playboy é tudo pau no cu...”, simples e direto ao ponto, recado mais claro
impossível! A faixa título abre o disco com responsa, mostrando que, nas
palavras da própria banda, não adiantar mentir, o inferno é aqui! “Corra que a polícia
vem aí” apresenta um tema óbvio, porém curti a abordagem da letra e inserção de
um trecho de “Fuck Tha Police” do N.W.A. no finalzinho da faixa que ficou
genial, além desses destaques as faixas já citadas que foram apresentadas no festival
da Roadie Crew merecem uma audição com atenção!
Pra finalizar vamos mandar o
recado de sempre, busquem ouvir coisas novas, nosso underground é riquíssimo e
existe bandas produzindo materiais incríveis em todos cantos desse Brasil, saia
fora do eixo, adquira materiais, não reclame da cena, faça algo por ela!
Quando pensamos em grandes
entidades do hardcore brasileiro não podemos deixar de citar os caras da Mukeka
Di Rato, com sua identidade única e forma singular de fazer música, destilando
sempre muito humor ácido e sarcasmo em suas letras e a forma escrachada com que
sempre fizeram tudo, nunca se levando tão a sério mas ao mesmo tempo tecendo
críticas ferrenhas e com um posicionamento claro desde sempre!
Os caras tem uma discografia de
respeito e eu poderia citar outros discos nessa sessão que não fosse o “Carne”,
porém alguns fatores me levaram a tal escolha, primeiramente é o disco que
marca a volta do Sandro aos vocais da banda, segundo ponto que vale ressaltar é
o lançamento do disco pela Deckdisc que tem uma estrutura de major, então é curioso
ver o Mukeka no meio do cast da gravadora, terceiro e principal fator, conheci
a banda através deste disco, após ver o clipe de “Rinha de magnata” na
programação da MTV, na época já ouvia bastante coisa extrema no underground,
mas a irreverencia da banda é um diferencial muito grande, é tosco, pesado,
veloz e abordava as coisas de uma forma que eu ainda não tinha visto até então.
“Carne” trás em suas 14 faixas o
aperfeiçoamento de uma fórmula que o próprio Mukeka já havia criado e evoluído
em “Pasqualim na terra do Xupa-Cabra” (1997) e “Gaiola” (1999), que aqui ganhou
uma roupagem mais bem produzida por Rafael Ramos, a gravação e a mixagem
ficaram a cargo de Jorge Guerreiro no Estúdio Tambor e a masterização por
Ricardo Garcia no Magic Master, ambos no Rio de Janeiro, com as ilustrações
feitas pelo Ete e o projeto gráfico do disco pelo Valsa.
Basicamente depois de 13 anos do
lançamento (O disco faz aniversário de lançamento em 06 de agosto), não há dúvidas de que se trata de um clássico do underground
nacional e temos aqui várias faixas que já nasceram clássicas do estilo,
começando pela já citada “Rinha de magnata”, seguida de “Jogo do bicho” e a
melhor faixa deste disco na minha humilde opinião, “Cachaça”, que é um cartão
de visita, mostre essa música para alguém que você queira resumir o que é o
estilo do MdR, está tudo lá! Além dessas sem dúvidas merecem menção honrosa
aqui as velozes, “Animal” e “Enxurrada” e a levada cheia de groove de “Produtos
Químicos Eletrodomésticos”.
Não há dúvidas, um grande disco
da galera de Vila Velha que no momento passa por um hiato, seu último
lançamento foi o ep nervoso “Hitler´s Dogs, Stalin´s Rats” (2014), vamos torcer
pra que o Sandro, Mozine, Brek e Paulista se reúnam pra um novo atentado o
quanto antes e pra finalizar quero deixar aqui um trecho da resenha de Ricardo
Tibiu feita em 2007 e que é usada como descrição do disco na loja da Läjä do
próprio Mozine: “...Mukeka di Rato é hardcore, mas de um modo diferente. De
palito de dente no canto da boca, não de franja e roupinha descolada. De
chinelo de dedo, não de coturno. Sem dedo na cara – isso não faz o tipo deles,
que estão mais para personagens folclóricos “feios” que Monteiro Lobato deixou
de fora de sua obra...”.
Na estrada desde 2007, a Asfixia Social é uma banda ímpar, pratica uma sonoridade que não facilita para quem gosta de colocar rótulos, são vários ritmos e estilos numa fusão que torna tudo muito interessante, coloque o hip hop, punk, hardcore, dub, reggae, jazz, ska e temos uma ideia do que é essa banda, música de quebrada, para as quebradas, como já fora dito no seu disco anterior, "Da Rua, Pra Rua", seu último full album de 2011.
Foi criada uma grande expectativa para esse novo disco dos caras, com o lançamento de vários singles que davam amostras de que eles elevariam o nível da fórmula utilizada em seu último lançamento, acentuando ainda mais a diversidade musical e cultural da banda em faixas recheadas de participações pesadas, que somaram e muito a sonoridade apresentada em "Sistema de Soma".
O título justifica muito bem a sonoridade do disco, pois todos que contribuíram enriqueceram muito a música da Asfixia, GOG, DJ Tano, Funk Buia, Karen Santana, Mao(!), etc. Vários nomes que se uniram pra entregar mais um grande lançamento desse confuso ano de 2020.
Ouço o som dos caras desde 2011 e é uma imensa satisfação poder conhecer suas novas composições e perceber que mantiveram a pegada de sua veia criativa, soltando mais disco sensacional, com faixas que marcam de cara em sua primeira audição, sempre recomendo que se ouça um disco por completo, pra se ter uma visão do trabalho como obra única, mas sem dúvidas, desde o seu lançamento como single eu já destacaria a incrível "A cara do inimigo", que desde o seu lançamento já está na nossa playlist no Spotify, Raízes Fortes também dá as caras mostrando toda diversidade sonora da banda de uma pegada cadenciada de dub/reggae pra uma pegada hardcore, "A quebrada constrói" não nada mais e nem menos que uma música sensacional, com sua levada hipnotizante e mudança de ritmo que se encaixa com precisão, nem vou me estender mais porque poderia dizer algo positivo sobre o disco todo!
Basicamente já entra pesado como um dos integrantes de minha lista de melhores discos de 2020, vale ressaltar que será realizado em Setembro o lançamento do Livro + CD "Sistema de Soma" em sua versão física, já disponível pra venda no site da banda, contribuam para o desenvolvimento do underground adquiram lá pra fortalecer esse trampo sensacional!
O Macakongs 2099 é uma entidade do hardcore nacional, mais de 20 anos de carreira dedicados ao underground e com quatro álbuns lançados,sendo "Amor" o quarto registro que ganhou as ruas em 4 de fevereiro e é o primeiro registro de inéditas desde "Tropicanalia" (2007), antes do lançamento a banda já havia divulgado dois singles que quem acompanha o rolê já devia conhecer, "Traiu Sinistro" e "Haters amam".
A banda conta atualmente com Phú: baixo e voz, WA: guitarra, Léo: guitarra e voz eThiago Brito: bateria e nos apresentam nove faixas que trazem uma síntese de tudo o que já fora apresentado pela banda até aqui, mas isso não significa que estamos diante de mais do mesmo e sim de quatro caras que tem conhecimento de causa dentro do hardcore e sabem exatamente o que fazer pra entregar um disco foda dentro do gênero!
Obviamente a flertes com o metal em várias passagens, conferindo ainda mais peso e agressividade as faixas, como podemos conferir em "Haters amam" que começa numa pegada mais HC reta e descamba pra pancadaria em seu trecho final, em "Terra de ninguém" a faceta explorada é mais voltada pro groove metal, primando pelo peso e sendo a faixa mais cadenciada depois da última track que falaremos mais adiante.
Observando como um todo o disco é bem homogêneo e mostra que essa galera de DF tem muita lenha pra queimar, outro ponto que não podemos deixar passar batido é a participação do rapper Dino Black em "Cerrado sem miragem", faixa de pouco mais de 7 minutos que tem um clima denso e encerra o disco em grande estilo, com a faixa mais diferente de todo o restante, com baixo pulsando o grave e a levada ska de fundo fazendo a base pro Dino soltar as rimas!
Hoje vamos inaugurar uma nova sessão aqui no Microfonia, onde pedimos pra que o participante convidado(a) nos conte quais são os 5 discos que mudaram sua vida, aqueles albuns que o fizeram pirar e que tem lugar especial na coleção e no coração da pessoa, as pessoas que vão participar são integrantes de bandas que entrevistamos aqui no blog, amigos músicos, produtores de conteúdo, etc. Todos que tenham a mesma paixão que nós, por música extrema e underground em geral, gente da gente e que compartilha o corre, espero que curtam e aumentem a sua playlist com os sons que vão descobrir ou redescobrir por aqui.
Nossa primeira participante é a Nata, vocalista do Manger Cadavre?, formação Hardcore/Crust de SJC-SP na ativa desde 2011 que já entrevistamos aqui e vem sempre figurando em nossas listas de melhores do ano, devido aos trampos foda que vem lançando um atrás do outro ao longo de sua trajetória, terminadas as apresentações vamos ao que interessa, conheçam quais são os 5 discos que mudaram a vida da Nata!!!
THE CURE – DISINTEGRATION (1989)
Esse é o álbum que eu ouço desde a adolescência sempre que as bads batem (ou não, pois é um disco incrível). Cada detalhe das músicas toca no meu mais íntimo e cada letra tem um significado especial.
CATHARSIS – PASSION (1999)
Esse é um álbum para se ter em CD. Destrinchar o encarte, engolir cada palavra (e no lançamento brasileiro, vem letras traduzidas). Com textos fantásticos, porém com um ar niilista, tem riffs incríveis, quebradas surpreendentes e um baixo que fica na cabeça por um bom tempo.
NAPALM DEATH – SMEAR CAMPAIGN (2006)
É o álbum que eu mais gosto da banda preferida (porém não está no topo na lista). O Smear Campaign foi o meu primeiro contato com Napalm Death e segue sendo meu disco favorito deles. Na época da popularização do download do MP3, um amigo baixou pra mim e de lá, são 14 anos ouvindo semanalmente. Já tirei até um cover da “When All is Said and Done” com a Manger Cadavre? (hahahaha)
ATARI TEENAGE RIOT – 60 SECOND WIPE UP (1999)
A ATR é a banda que tem o show mais absurdamente foda que eu já fui, e a paixão pela banda começou com esse disco. O “Reset” é excelente, mas os fãs de hardcore eletrônico e cultura cyber punk tem o 60 como um divisor de eras.
SIOUXSIE & THE BANSHEES – TINDERBOX (1986)
Sioux tem as bases mais fodas do gótico/ pós punk. É outro disco que tenho o vinil desde os 14 anos e ouço sempre até os dias de hoje.
• Membros: Alex (Bateria), Aldo (Vocal), José (Guitarra)
Pedrada!
Única definição que posso colocar para esse trio de Sucre, Bolívia.
Com forte influência em Ratos de Porão (até na abreviação do nome da banda: PxDxMx ,), Napalm Death e Brujeria, o trio composto por Alex (Bateria), Aldo (Vocal) e José (Guitarra), mandaram muito bem num único disco de estúdio lançado em 2017 com o título homônimo ao da banda.
Além disso, o trio boliviano tem um disco lançado no ano passado, “Em Vivo 2016”, um trabalho curto de um show que eles realizaram na capital boliviana Sucre, em 2016. Agressivo, direto ao ponto e convidativo para um moshpit bem intenso, o disco é um bom trabalho de grindcore, ideal para banguear com umas e outras na cabeça (risos).
Um ponto fraco para esse trabalho (bem sacado pelo Evandro), é que a mixagem poderia ser mais trabalhada, pois a bateria ficou em maior destaque e tirou um pouco o peso das guitarras. Fora isso, disco pesado, banda de potencial na cena. Ansioso pelo próximo rolê dos caras!
Aos 45 do segundo tempo viemos pra entregar nosso último trampo de 2019, entrevista com nossos conterrâneos da Turbulence, prata da casa que apesar de seu pouco tempo de existência, na ativa desde 2016, já demonstra que tem tremendo potencial, é o que podemos conferir ao ouvir o EP "Madness", que traz cinco faixas de um metal/punk de respeito, bebendo nas melhores fontes do estilo e mostrando que tem muita personalidade ao compor, além de uma produção muito boa, enfim, confiram como foi nosso papo com o Barth, baixo e vocal da banda!!!
Fala galera, obrigado por falar com o Microfonia, a Turbulence tem uma história recente, iniciou as atividades em 2016, gostaria que nos contassem como se iniciou a trajetória da banda?
Barth: Valeu Microfonia, muito obrigado a oportunidade de falar um pouco sobre a Turbulence e o som que a gente faz. Então, sim, temos uma história recente, praticamente ainda estamos engatinhando em termos de gravações e material já registrados. A Turbulence surgiu da minha inquietude de fazer um som que fosse minimalista, direto, sem frescura, inspirado em coisas como Motorhead (claro), Discharge, Inepsy, Venon, Anti-Cimex, GBH, Toxic Holocaust, Gehennah entre outros. Quando eu me mudei pra Maringá-PR, quase 5 anos atrás, já cheguei com essa idéia e procurei o Maka (batera) que já era meu amigo e eu já sabia que era um baita batera. Começamos o projeto nós dois. Alguns meses depois conheci o Léo (ex-guitarra) que completou o time e começamos a trampar nos sons e riffs que eu já tinha.
A produção do “Madness EP” ficou foda, vi que foi gravado e mixado no Estúdio Vox em Maringá, quem ficou a cargo da produção desse trampo? Barth: Murilo Cesar Gusso Lugnani é o nome do cara. Infelizmente o estúdio Vox não existe mais. O Murilo foi obrigado a sair do local aonde ele tinha o estúdio à 10 anos por que a rede Condor (malditos apoiadores do Bozo) compraram o prédio aonde ele tinha o estúdio e expulsaram ele de lá. O Murilo fez mágica com nosso som! Toda gravação foi feita de forma orgânica, os únicos efeitos que existem no registro são alguns ecos e delays nos vocais em partes muito pontuais dos sons. O instrumental inteiro saiu conforme foi gravado sem nenhum tratamento com simuladores nem nada, tudo cru. Procure pelas bandas Desgraceria (play Ódio), Ataque de Tubarão, Comsequência (com M mesmo), são outros registros que esse cara gravou e que mostram o talento que esse mano tem atrás de uma mesa de som.
O ano de 2019 foi bem produtivo para a banda, com várias apresentações e o lançamento do EP, quais rolês vão ficar marcados na memória e onde vocês tem vontade poder levar o som do Turbulence? Barth: Na verdade o ano de 2019 foi um ano de reestruturação da banda. Tocamos pouco esse ano, passamos quase o ano todo ensaiando e pensando sons novos. Léo, nosso antigo guitarra, foi morar em Portugal e foi quando recrutamos o Rustuk (Distanásia) pra tocar com a gente. 2017/2018 havíamos tocado muito bem... Maringá (claro), Cascavel, Londrina, Curitiba, Arapongas e Rancharia (que foi inesquecível e aonde a gente meio que apareceu na cena em meio à galera que já tem uma caminhada no underground. Acho que o show de Rancharia foi especial pra gente, foi aonde demos as caras, mesmo sem material lançado). Em 2018 lançamos o EP e isso foi um passo legal. Agora a gente só quer saber de gravar mais coisa e tocar por ai... na real é o som que vai levar a gente. Da minha parte a única ambição é tocar e
lançar as nossas idéias.
Vocês vão disponibilizar o material no formato físico? Como fazer pra adquirir merch da Turbulence?
Barth: O Selo Digital Yourself, do nosso amigo André Lucas (Andros) lançou o nosso EP. Ele foi uma das pessoas que conhecemos em Rancharia. Com ele você consegue nosso EP em CD, que ficou lindão, e de muitas outras bandas do underground regional. A gente chegou a fazer uma edição independente em serigrafia do EP mas saíram apenas 30 cópias e já não existe mais.
Quem foi o responsável pela arte que ilustra a capa do EP? Ficou bem legal e achei que bate com a proposta sonora da banda, merece até uma peita hein! Barth: Foi o Léo, nosso antigo guitarra. Na real a peita existe com uma arte parecida, feita pelo Léo também, mas também já esgotou.
Em Madness vocês apresentam cinco faixas que mostram todo o poderio de fogo da banda, porém depois de acabar de ouvir as faixas já pensei na mesma hora, quando haverá novos sons da Turbulence, porque realmente o som da banda tem muita personalidade, vocês possuem planos para fazer um full no futuro?
Barth: Não sei se faremos um Full logo, temos material pronto pra gravar, músicas que a gente já toca, mas conversando com a banda acho que nossa preferência seria lançar outro EP ou um Split. Gostaríamos de achar alguma banda que pareça com a gente pra lançar um Split de próximo lançamento, quem sabe uma banda de fora pra que nosso som pudesse ser ouvido em outro canto do mundo. Gosto destes formatos em parceria, acho que agrega muita coisa pras bandas. É a cara do underground...cooperação.
De cara na descrição da banda vocês já se definem como sendo um power trio que pratica metal/punk, então gostaria dissertassem um pouco pra nós sobre quem são as fontes de inspiração e influencia para a Turbulence.
Barth: Até já falei...Motorhead é a principal com certeza, primeiro por ter nascido como um Power trio, depois pela temática e potência do som. Sempre gostei de bandas viscerais e acho que essa é uma das essências do rock n’ roll. Outras influências são Discharge, Inepsy, Venon, Gehennah, Toxic Holocaust, Whipstriker, Ant-Cimex e uma banda paulista que eu particularmente gosto muito chamada Urutu, se você não conhece procure conhecer, eles são muito bons.
Quais os temas que procuram abordar em suas letras e de que forma funciona o processo de composição da Turbulence?
Barth: Bom, não gosto muito de me apegar a esse ou aquele tema, se eu sentir que tenho que escrever sobre algo eu faço, realmente, sem me apegar à estereótipos do metal ou desse ou daquele estilo. Acho isso de temáticas muito limitado. Veja as bandas que se denominam metal/punk por aqui, todas tem um apelo sombrio, falam de coisas tipo morte, batalhas, o mal, o sobrenatural, apocalipse pós-moderno...enfim, particularmente eu gosto de escrever sobre coisas que vão desde a tríade sexo, drogas e rock n’ roll, até questionamentos existenciais. Uma coisa que eu levo muito em consideração é escrever sobre coisas que eu vivi, que eu senti, que eu experimentei, ou que estou vivendo, sentindo, experimentando. Não vou escrever sobre a espada do Odin, não faz o menor sentido pra mim (kkk até rimou, podia usar isso em alguma letra). Acredito que quando o artista fala sobre coisas pessoais isso soa mais sincero, logo, alguém vai se identificar de uma maneira verdadeira. Quando eu escrevo “Sometimes I wake in a bad way, Feeling a blow to my head, This is the warning that all can happen, I telling you but you don’t understand” eu não to falando da boca pra fora, eu realmente tenho esses impulsos que por vezes são difíceis de controlar. Sobre o processo de composição... normalmente a gente tem idéias de riffs ou melodias, registra em casa e da uma pré-lapidada nisso. Depois a gente mostra e se falta algo vamos somando as idéias. Temos músicas que foram parcerias com amigos também, letra de um e melodia nossa, melodia de outro e letra nossa... gosto dessas coisas misturadas e com somas de influências.
Pra não perdermos o costume de pedir listas aos nossos entrevistados, gostaria que vocês nos dissessem quais são em sua opinião os cinco melhores álbuns que já ouviram.
Barth: Bah, só 5 kkk difícil...
- Ramones – It’s Alive
- Inepsy – Rock N’ Roll Babylon
- Exodus – Bonded By Blood
- Discharge – Hear Nothing, See Nothing, Say Nothing
- Ratos de Porão – Ao Vivo
- Menção honrosa: Trio Parada Dura – Música doída da porra...
Pra finalizar, deixo o espaço pra que mandem seu salve como bem entender, obrigado por falar com o Microfonia e sucesso pra Turbulence! Barth: Antes de tudo muito obrigado pelo espaço e por curtir nosso som que é feito de forma humilde, simples mas muito verdadeira. Obrigado a todos os brothers que sempre nos apoiaram em especial ao Nick Edwards, ele sabe a importância dele, ao André da Digital Yourself, ao Joe e Raoni (Room Mate) da Ruído Records que fez todo o trampo de colocar nosso som no bandcamp e Spotify e a todos que de alguma maneira nos deram/dão suporte pra que a gente continue a tocar e a ter uma banda. Bozo é bandido e quem passa pano não é meu amigo. ANTIFA SEMPRE!
Fala pessoal, o papo de hoje é com o Caio Augusttus, vocalista da banda de Death/Grind Desalmado, que já entrevistamos por aqui, mas hoje o tema da nossa conversa será respeito de sua outra empreitada, o Canal Scena, que envolve uma galera super empenhada em entregar conteúdo de qualidade e cem por cento underground, trazendo bandas que não são fáceis de se achar um vídeo ao vivo de qualidade na rede e ainda com quadros que falam sobre música underground de forma leve e inteligente, é como bater aquele papo com os amigos sobre som, uma boa forma de se informar e conhecer novos sons, visto que sempre rolam dicas muito legais, acompanhem o canal e apoiem iniciativas como essas, pois o trabalho é duro amigos e precisamos que canais assim permaneçam vivos e produzindo material, pois temos poucas pessoas produzindo algo de qualidade como o Scena, então lembrem-se também de colar no apoia.se e dar aquela força pra manter a parada ativa, no mais, se liguem na ideia e valeu Caio pelo papo daora!!!
Fala Caio, obrigado por falar conosco, gostaria de saber
como surgiu a ideia para a produção do Canal Scena?
Caio Augusttus: Por circular muito com o Desalmado nos últimos anos, notei
uma esquizofrenia no cenário e também a falta de renovação do publico, depois
olhei para os blogs e vi que muita gente tinha desistido, os canais do youtube
eram poucos, foi então que tomei a decisão junto do Estevam de fazer algo
usando o estúdio e criar conteúdo que pudesse divulgar as bandas locais. Tinha
visto essa experiência fora do país, no áudiotree, então a ideia era fazer algo
nos mesmos moldes, que resgatasse parcialmente a MTV, emissora que teve grande
importância em boa parte da formação musical da minha geração. Aconteceu que
tinha desistido, mas graças a João, Natália, Otávio e Estevam, conseguimos
formar um coletivo de pessoas e dar sequencia na ideia.
Quem são as pessoas envolvidas nesse projeto que fazem a
parada acontecer junto contigo Caio?
Caio Augusttus:João Lucas, Otavio Rosseto, Natalia, Ed Chavez, Matheus,
Adriessa e Estevam, depois chegaram o Léo pra ajudar, mas teve também o Davi, o
Hugo e outras pessoas ajudando um pouco. Como se trata de um coletivo estamos
querendo expandir um pouco pra ver se fica mais suave para as principais partes
envolvidas, que é de edição de vídeo e som, mas é uma tarefa complicada.
De que maneira vocês desenharam o formato de produção dos
vídeos, como funciona a criação dos quadros, escolhas dos temas, etc.?
Caio Augusttus:Cara, a parte dos quadros foi uma elaboração minha, da
Natalia e do Estevam, as pautas são minhas, quem tira ideia do nada sou eu e
vou lá gravar, ou chamo alguém, mas agora estamos pensando 2020 de forma mais
programada, incluindo até reunião de pauta, até porque não precisa ficar tudo
na minha cabeça porque não é muito produtivo e corremos o risco de ficar se
repetindo.
Como tem sido a recepção ao conteúdo produzido pelo Scena?
Visto que vocês produzem vídeos com uma qualidade incrível e bandas que não são
tão fáceis de encontrar um material de qualidade ao vivo no youtube?
Caio Augusttus:O pessoal tem elogiado muito, por onde passo com o Desalmado
sou cumprimentado pelo canal, o mesmo acontece com todas as pessoas envolvidas.
Tem sido bem foda nesse sentido, com relação a qualidade acho que deu certo de
encontrarmos as pessoas certas e que tem um bom gosto, a gente se cobra muito
pra sair algo legal, particularmente também me cobro e acho que tem espaço pra
evoluir mais.
Sou muito fã do Shuffle, Listão e do Falatório, sempre ouço
as dicas que vocês trazem, como funciona a produção desses quadros do canal?
Caio Augusttus: Olha, os temas normalmente são meus, mas a gente tem um
banco de assunto. É algo simples mesmo, Shuffle a gente procura apresentar
bandas novas e a prioridade é sempre banda brasileira, já o listão tem a pegada
de esclarecer duvidas e propor dicas simples pro pessoal envolvido no
underground, é como se fosse compartilhamento de experiências, achamos isso
válido demais. Sobre o Falatório, é o caso mais inusitado, particularmente não
achava que iria dar certo, mas deu, o povo gosta muito e existe a possibilidade
de diversificar o papo pra além das situações do underground. A gente quer
colocar alguns quadros novos, vamos ver como será isso.
O canal possui uma conta no apoia.se pra angariar fundos pra
bancar as produções, como funciona pra quem quiser colaborar com o canal?
Caio Augusttus: Tem de se inscrever no apoia-se e contribuir com um valor
mínimo, a gente popularizou, então 10 paus por mês já ajuda demais, o teto são
30 reais. A ideia é ganhar na quantidade, até porque entendemos que a maioria
tá sem grana, todo mundo fudido por conta da crise econômica, mas quem pode
ajudar, com pouco colabora muito mesmo.
Que dificuldades vocês consideram como grandes empecilhos na
produção de conteúdo underground no país? Visto que as redes sociais ajudam,
porém os algoritmos do negócio limitam a visibilidade do negócio?
Caio Augusttus: A gente não tem como disputar com os medalhões que eram da
MTV ou até dos canais mais tradicionais, tipo o Show Livre, não temos verba pra
colocar em publicidade para consequentemente, conseguir maior adesão de
inscritos no canal. Nossa estratégia é trilhar pelo caminho do alcance
orgânico, intercalando bandas mais consagradas com as mais desconhecidas, uma
puxa a outra no canal. A gente sabe que esses algoritmos estão prontos para
minar nossa iniciativa e priorizar quem bota dinheiro.
Quais os projetos do canal para 2020, tem alguma novidade
que gostaria de nos adiantar sobre o canal que vai rolar nos próximos meses?
Caio Augusttus: A gente vai lançar o quadro dedicado a debater discos
específicos, a tendência é tratar a musica com ainda mais prioridade,
obviamente que temos a particularidade de sermos mais críticos do ponto de
vista politico, não escondemos isso de ninguém, mas em 2020 queremos fazer a
musica prevalecer, até porque é um canal de musica.
Como você avalia o desempenho do canal até aqui, produzindo
conteúdo underground de qualidade e falando sobre assuntos que curtem, porque
creio que seja prazeroso entregar conteúdos que tratam sobre paradas que
curtimos, tem algo que vocês buscam em termos de alcance com o canal?
Caio Augusttus: Surpreendente. Não achei que iriamos alcançar 7 mil
inscritos, não achei que teríamos uma média de 1,5k views em quadros sem banda,
já considero uma puta vitória tudo isso.
Caio, gostaria de agradecer pelo tempo concedido pra falar
conosco, desejar muito sucesso ao Canal Scena e ao Desalmado e reservar este
espaço pra mandar seu salve como preferir, obrigado!!!
Caio Augusttus: Quero agradecer em nome de todos que participam e
participaram do Scena, incluindo você que ajuda a divulgar o canal e o
underground. Precisamos fortalecer nossa cultura e esses espaços são
fundamentais. Valeu demais a todos que assistem o canal.
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