quarta-feira, 5 de agosto de 2020
5 DISCOS QUE MUDARAM MINHA VIDA #4
terça-feira, 4 de agosto de 2020
ASFIXIA SOCIAL - SISTEMA DE SOMA (2020) - REVIEW MICROFONIA
segunda-feira, 3 de agosto de 2020
ENTREVISTA MADDIBA
sábado, 1 de agosto de 2020
ENTREVISTA MÖRBIDEZ
quinta-feira, 23 de julho de 2020
DEAD LIVE (MANAUS-AM)
Sempre
válido observar que num país de dimensões continentais existe uma diversidade
cultural imensa e que as coisas não acontecem somente no eixo Sul-Sudeste, por
isso temos diversas cenas produtivas e cheias de bandas foda.
Vou um
pouco mais além, o norte e o nordeste do Brasil quando se fala de underground
são hoje referências, o tempo todo surgem novas bandas com trabalhos incríveis
vindas dessas regiões!
Hoje
gostaria de falar sobre uma banda de um gênero que aprecio muito, que é o
Horror Punk, que tem uma cena fortíssima com bandas espalhadas por todo país,
mas vamos focar especificamente em uma banda de Manaus-AM, a Dead Live.
Formada
no começo de 2015, a Dead Live é composta por Jefferson Carneiro (Vocal e
Guitarra), Benediction Açougueiro (Baixo), Dirley Velinho (Bateria) e Cristian
Oliveira (Guitarra), os caras vem com a proposta de fazer um som totalmente
voltado ao horror punk e suas temáticas convencionais, que possuem uma fonte
inesgotável de temas que quem é fã do gênero se amarra, violência gore, zumbis,
apocalipse, muito sangue e vísceras pra embalar as composições!
A banda
possui três discos de estúdio e um ao vivo lançados até aqui, "Mortos
Vivos" (2016), "Bar from Hell" (2017), "Manicômio"
(2018) e o ao vivo gravado no Garage Sounds lançado também em 2018, todos
discos de estúdio gravados, mixados e masterizados pelo guitarrista e vocalista
Jefferson Carneiro, que manda muito bem no trabalho de produção dos albuns, as
artes das capas dos discos ficaram a cargo de um cara que acredito que quem é
da cena conheça muito bem, Daniel Ete (Muzzarelas), que é perito em entregar
artes que ilustram muito bem o universo do Horror Punk.
Falando
um pouco mais sobre o som dos caras, vale observar que principalmente no seu
último lançamento, "Manicômio" há um flerte com o metal, perceptível
na rifferama que os caras despejaram nas composições, até mesmo a sonoridade
desse disco me chamou a atenção pelo peso, destaque para a cozinha brutal dos
caras, impondo muito mais peso a sonoridade e fazendo a camada de base para as
guitarras da banda, o vocal de Jefferson Carneiro é outro ponto muito legal, um
timbre diferente, canta de uma forma única e bem particular que se fundiu muito
bem com a sonoridade.
Enfim,
conheçam os sons dos manauaras da Dead Live, eles estão em todas plataformas de
streaming e com certeza o som dos caras irá acertá-los em cheio!!! Abaixo seguem os links onde será possível acessar o trabalho da banda, sigam, curtam e compartilhem os trabalhos das bandas e se puder comprem os materiais, assim poderemos dar o suporte para a cena e as bandas sobreviverem em meio a esse caos!!!
INSTAGRAM: https://www.instagram.com/deadliveoficial/
BANDCAMP: https://deadlive.bandcamp.com/
SPOTIFY: https://open.spotify.com/artist/74glFGD5ZD7Aja6DgxuZeL?si=gterRy-DSDuETHZqIyKsaQ
terça-feira, 21 de julho de 2020
TEU PAI JÁ SABE? - (CURITIBA, BRASIL)
Banda: Teu Pai Já Sabe?
País: Brasil (Curitiba)
Atividade: Desde 2008
Gênero: Punk / Hardcore / Queerpunk
Integrantes: Carlos Mamá (Vocal), Felipe (Baixo), Hugo (Bateria) e Sete Metros (Guitarra).
Antes de iniciar, nosso pequeno toque pra galera: que bandas desse estilo sejam encaradas na cena sempre de forma natural, como qualquer outra banda!
O
Teu Pai Já Sabe é uma banda de Curitiba formada em 2008 e já possui dois discos
lançados: o primeiro álbum “Blasfêmia Pouca é Bobagem - 2009” e “Agora Sabe - 2013”.
Ficaram
num hiato e voltaram com tudo em 2018 e estão em estúdio gravando um
novo disco ainda sem nome a ser lançado pela Läjä Records.
Criativos,
irreverentes e originais, os arranjos são muito bem calcados no punk rock
oitentista, com letras de defendem a inclusão do movimento LGBTQIA+ no
movimento, tanto que a banda é defensora ferrenha da bandeira “queer punk”,
seja em suas composições ou nos shows.
Todos
os integrantes da banda são gays e bissexuais e se reafirmam a cada dia, mostrando
que o punk tem espaço para todxs.
Nós do Microfonia Underground Blog estamos
ansiosos pelo novo trabalho do TPJS. O som é muito foda e tem um propósito nas
ruas, com o objetivo de unir mais não só a comunidade LGBTQIA+, mas todas as
minorias que curtem a cena pesada underground.
Parafraseando
uma de suas músicas, Punk Rock Também é pra Viado!!!
Vida
longa ao TPJS...a cena só ganha com a volta de vocês!
Logo a seguir, vamos disponibilizar o show que eles fizeram em São Paulo, no ano de 2018 no Espaço Som e também seus canais oficiais para todxs conhecerem mais o trabalho do TPJS.
Instagram: @teupaijasabe
Facebook: @teupaijasabe
YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCqlYPesS3lFvywIp0Sg2UPw/featured
Spotify: https://open.spotify.com/artist/4G74TJKjOngYTLHre9UznJ
Bandcamp: https://teupaijasabe.bandcamp.com/
segunda-feira, 20 de julho de 2020
ENTREVISTA SÖMBRIÖ
A história da Sömbriö começa em 2018, apesar de breve já rolou muita coisa até chegar no primeiro album “Fogo, Poder e Destruição”, como vocês resumiriam a trajetória da banda até aqui?
Pra gravação do primeiro album da banda vocês contaram com uma nova formação, poderiam nos falar um pouco sobre como está funcionando as coisas na banda e como foi o processo de gravação?
Como rolou a química dessa nova formação ao vivo e quando rolou a estreia da banda com os novos membros?
O disco foi lançado em janeiro, como vocês sentiram a recepção da galera ao novos sons e qual diferença que vocês apontariam desse novo disco para os materiais anteriores lançados até então?
Vimos várias definições para o som da banda, metal punk, D-beat, Black thrash, etc. Sei que esse lance de rótulos é meio chato, mas como vocês definiriam o som da banda pra alguém que não teve acesso ao mesmo?
Em que fontes vocês costumam beber pra ter inspiração na hora de criar os sons da Sömbriö?
Um lance muito interessante na sonoridade do disco, é a maneira como soa orgânico e na cara o som, dando uma aura ainda mais maldita nas músicas, era isso que vocês buscavam durante a gravação? PS Vale ressaltar que fica aqui registrado os parabéns pelo puta som foda que conseguiram captar pra pôr no disco, a produção atingiu o que acredito ser o ponto certo para o tipo sonoridade que a banda pratica!
A capa de “Fogo, Poder e Destruição” é muito foda, combinou demais com o conteúdo musical, como foi concebida a ideia e de quem é a arte?
De que forma a banda tem lhe dado com a questão dessa pandemia maldita, vocês tiveram muitas datas canceladas devido a isso? E de que forma isso impactou o lançamento do disco, visto que dois meses depois tudo começou a fechar?
Quais são os planos da banda nesse momento? Vocês continuam ensaiando ou compondo? Tem material inédito?
Mantendo o tradicional pedido de todas as nossas entrevistas, gostaria que vocês nos dissessem quais são os cinco melhores discos de todos os tempos segundo a Sömbriö?
1° - Anti Cimex - Absolut Country of Sweden
2° - Broken Bones - F.O.A.D
3° - Black Uniforms - Splatter Punx on Acid
4° - Napalm Death - Harmony Corruption
5° - Celtic Frost - To Mega Therion
Pra finalizar, gostaria de agradecer por falar com o Microfonia e reservar esse espaço pra que deixem suas considerações finais!!! Obrigado!!!
Paulin: Primeiramente agradecer ao Evandro pelo espaço, muito obrigado por manter essa rede de informações e entretenimento sobre o nosso querido underground! E que mantenham vivo e apoiem os blogs/zines que dão essa voz para as bandas. Valeu quem acompanhou até aqui, se mantenham seguros durante essa pandemia e foda se o presidente!!!
quarta-feira, 15 de julho de 2020
WARGORE - CURSED EXISTENCE (2020) - REVIEW MICROFONIA
ENTREVISTA KULTIST
Primeiramente muito obrigado por falar com o Microfonia, poderia nos contar de que maneira foi formada a Kultist, o que acabou reunindo vocês pra formar a banda?
Daniel Pacheco: Obrigado vocês pelo espaço! O Kultist nasceu lá por 2016 se não me falha a memória, eu e a Yasmin tínhamos vontade de fazer música juntos. No início éramos apenas nós dois e decidimos fazer um som voltado para o Death mais old-school, por ser um estilo que a gente escutava bastante junto. Nosso primeiro batera foi o Caio Imperato, chegamos nele por indicação de uma camarada nossa, com ele nós compusemos e gravamos a Black Swamp, nosso primeiro single. Depois disso a Karine Profana entrou no baixo, já a conhecia de outros rolês, mas como guitarrista, até que ela postou um vídeo tocando Possessed By Skate no baixo e eu fiquei doido, falei que ela precisava estar na nossa banda rsrs. Alguns bateras passaram por essa formação, todos contribuindo com linhas para algumas músicas, mas a definitiva foi a Letícia Figueiredo, que chegou por indicação da Lary Durante do High Hat Girls para a Karine, a química foi muito instantânea, no primeiro ensaio já tínhamos um rascunho de som novo e ali tivemos certeza de como a banda deveria soar e seguir.
Como surgiu essa ideia de criar músicas baseadas na literatura de HP Lovecraft e de que forma vocês condensam nas letras toda essa riqueza de mitos presentes nos contos do cara?
Daniel Pacheco:Cara, essa parte foi um pouco da minha iniciativa lá atrás, eu já criei a banda com esse propósito na real, eu adoro escrever sobre terror, minha primeira banda (Cursed Slaughter) já falava sobre filmes de terror lá em 2009. Eu sempre li muito Lovecraft, adoro a mitologia, ai pensei que seria legal a banda ter um conceito forte, tanto visual quanto lírico, ainda bateu das outras integrantes também gostarem bastante de toda mitologia criada pelo cara. Quando eu escrevo a letra, eu procuro abordar um conto ou uma divindade e condensar os pontos mais relevantes para aquela história. Mas temos planos de abrir mais isso. Quem sabe um disco inteiro sobre o mesmo conto? São possibilidades infinitas.
Vimos em sua página que há um novo disco vindo, o que vocês podem nos contar sobre esse futuro novo registro?
Daniel Pacheco:Não muito na verdade, a quarentena tem ferrado a nossa cabeça, o primeiro disco do Kultist levou 3 anos para ser escrito, a gente é bem caprichoso com cada som e com cada riff, então praticamente tudo que a gente compõe até o final acaba sendo aproveitado. Temos uns rascunhos prontos e um tema em mente e isso é tudo que eu posso dizer rsrs.
Pra quem não conhece HP Lovecraft e quer se situar nas letras da Kultist, em que contos do autor vocês se inspiraram pra escrever as faixas de “The Black Goat”?
Daniel Pacheco:
Shub-Niggurath - “Um Sussurro nas trevas”
The Crawling Chaos - Divindade Nyarlahotep, ele aparece em diversos contos.
The Kult Of Dagon - “Sombra sobre Innsmouth”
Eternal Abyss - “Os outros Deuses”
Symphony Of Madness - “A música de Erich Zann”
Frozen Fear - “Nas Montanhas da Loucura”
Sign In Blood - “Sonhos na casa da Bruxa”
Black Swamp - “Dagon”
Daniel Pacheco: Caramba essa é bem complicado pois são muitas, muita coisa de Doom, Voivod, Discharge, Kreator, Megadeth, Possessed, Sepultura antigo, putz, acho que cada música tem uma coisa muito particular, não consigo definir bem rsrs, a gente adora a coisa mais dissonante, uns tempos mais esquisitos, então isso acaba refletindo bastante.
Como foi o processo de gravação de “The Black Goat”, poderiam nos dizer alguns detalhes a respeito? Quem foi o responsável pela produção, mixagem, etc? O resultado final é muito bom, a qualidade do registro é ótima!
Daniel Pacheco: Obrigado! Os créditos são todos do Diego Rocha do Bay Area Studios. O processo foi muito rápido, gravamos o disco em uns 4 dias, a mixagem demorou um pouco mais e ficamos bem felizes com o resultado também! Tudo fluiu muito legal, acho que o Diego conseguiu captar o que a gente queria passar, sei que para deixar a mostra tudo que queríamos não seria nada fácil rsrs o Kultist tem uma particularidade que são as linhas de baixo bem diferentes da guitarra e encaixar tudo isso numa mix, com timbragem e etc, é um trabalho bem complicado.
Qual o conceito na escolha do título “The Black Goat”, visto que não é o título de nenhuma das faixas do disco, tem algum motivo especial pra esse nome pro album?
Daniel Pacheco: A divindade Shub-Niggurath é conhecida como a cabra negra dos mil filhotes, por isso o nome The Black Goat, na letra da música a gente fala sobre isso. Além disso tem toda a coisa de ser meio que uma ovelha negra, não se adequar às normas ou padrões, que é uma coisa com a qual todos nós da banda nos identificamos.
Quem foi o responsável pela criação da arte da capa do disco e qual o conceito por trás dela?
Daniel Pacheco: Quem fez essa capa foi o Wendell Narkdemi, um artista fantástico de quem eu sou muito fã. Quando eu envio uma arte para alguém trabalhar, eu gosto de deixar a pessoa bem solta, então costumo enviar as letras e deixar a pessoa trabalhar em cima daquilo. Ele nos enviou esse cultista cercado por montanhas (que se parecem com outros cultistas) e por cima deles a sombra da Shub-Niggurath, essa arte é muito boa e dá uma condensada legal em todas as letras.
Como está sendo esse momento de pandemia para a banda? Acham que há possibilidades de um retorno as atividades culturais/shows ainda nesse ano?
Daniel Pacheco: Pessoalmente eu acredito e sinceramente espero que não haja um retorno nem esse ano e nem por uma parte do próximo, simplesmente não é seguro, nem para nós como músicos, nem para quem é público, o Covid é uma doença muito nova e ainda não temos ideia da real dimensão do seu comportamento ou reincidência (isso para não falar de dados falsos sendo divulgados pelo governo, para passar uma falsa sensação de segurança). Como músicos, estamos estudando, sei que todos nós temos investido tempo em nos aprimorar em nossos instrumentos. O Kultist é uma banda que depende muito da nossa química juntos, nós escrevemos praticamente tudo em estúdio, então temos guardado algumas boas ideias para quando for possível e seguro estarmos juntos novamente.
Pra não perder o costume de pedir listas aos nossos entrevistados, segundo a Kultist, quais os 5 melhores álbuns de todos os tempos e aproveitando o momento de quarentena, deixem uma dica de leitura pra galera também.
Voivod - Killing Technology
Megadeth - Killing is my Business
Possessed - Seven Churches
Iron Maiden - Powerslave
Leitura: H.P. Lovecraft - Medo Clássico Vol 1
Gostaria de agradecer por falarem com o Microfonia e reservar esse espaço pra que mandem seu recado como desejar, valeu!!!
Daniel Pacheco: Muito obrigado pelo espaço e pela paciência! Desejamos força a todos que estão encarando essa quarentena, os tempos são sombrios, mas irão passar no meio tempo, tentem ficar lúcidos e caso não consigam, declarem todo o seu amor aos deuses anciões ouvindo Kultist!
























