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quarta-feira, 15 de julho de 2020

WARGORE - CURSED EXISTENCE (2020) - REVIEW MICROFONIA





WARGORE

· Atividade: 2016 - atualmente 

· Origem: Brasil - Cascavel-PR 

· Álbum: Cursed Existence (2020)

· Gravadora: Mindscrape Music

· Gênero: Death Metal Old School

· Membros: Gustavo Milani (bateria), Otávio Augusto (baixo), Gustavo Prates (guitarra), Jamil Miranda (vocal) e Antônio Fagundes (guitarra)

A Wargore é uma banda paranaense de death metal com uma pegada old school que remete a bandas como Death e Pestilence em seus primórdios, em atividade desde 2016 eles possuem um EP que precede este album, o "Between Evil and Death" lançado em 2017 que já dava as credenciais de que o poderio da banda é pesado e entregam nesse primeiro registro seis faixas brutais com a classe de quem sabe muito bem como produzir um som extremo de qualidade!

Mas estamos aqui pra falar de "Cursed Existence", lançado em 12 de junho nas plataformas digitais, o material foi gravado no estúdio Tonimusic sob a tutela de João Paschoarelli e Toninho Acuña, responsáveis pela captação da desgraceira sonora e a mixagem e a masterização ficaram por conta de Léo Mesquita (Surra) e o resultado que foi entregue é muito foda, apesar do peso e brutalidade da sonoridade da banda, o instrumental está límpido no sentido de compreendermos a execução das faixas mas com tradicional sujeira que o estilo pede na medida!!!

São nove faixas que apresentam um trabalho conjunto primoroso dos integrantes, bases e solos velozes a cargo da dupla Gustavo e Antônio, tudo muito bem amparado na cozinha de reponsa entregue por Otávio no baixo e Gustavo na bateria, em cima da massa sonora Jamil Miranda vocifera seu vocal que nos lembra uma mistura de Chuck Schuldiner no começo do Death e John Tardy do Obituary, combinando perfeitamente com a pegada old school do negócio.

Pra deixar nossas alegações finais aqui, mais um grande disco lançado nesse ano de 2020, apesar do cenário desgraçado de instabilidade politica e pandemia, ao menos temos fontes de inspirações pra galera soltar toda sua fúria na música e nos brindar com excelentes lançamentos, finalizando, díficil destacar alguma faixa no disco, mas fico com a track que abre os trabalhos "Cursing the existence" que já motiva a gente a continuar prestando atenção na pancadaria toda que vem a seguir, grande trabalho!



quinta-feira, 9 de julho de 2020

ENSLAVER - SIDE EVIL (2020) REVIEW MICROFONIA




Ficha técnica:

· Banda: Enslaver

· Origem: Brasil - Maringá-PR

· Álbum: Side Evil

· Gravadora: Miranda Records

· Gênero:Thrash Metal

· Membros: Pedro Vinicius (Baixo), Luís André (Guitarra e Vocal), William Giesbrecht (Guitarra e Backing vocal), Francisco Vitor (Bateria)


Fundada em Maringá-PR, no ano de 2015, o Enslaver é uma banda de thrash metal formada pelos irmãos Luís André (guitarra e vocal) e Francisco Vitor (bateria), no melhor formato Sepultura não é mesmo? Completam a formação William Giesbrecht França (guitarra e backing vocal) e Pedro Vinicius (baixo).

De 2015 até aqui os caras vem trilhando seu caminho a base de muito trampo e calcando seu espaço no underground, se apresentando ao lado de grandes bandas do cenário nacional e mundial divulgando o seu som sempre com muita atitude e humildade e muito talento sem dúvida!

Feitas as devidas apresentações chegamos ao ano de 2020, e o lançamento do primeiro full da banda, “Side Evil”, através da Miranda Records, que ganhou as ruas no dia 05 de junho e agora vamos falar sobre esse lançamento que nos dá dois tipos de satisfação, a primeira é por ser uma banda aqui de nossa cidade realizando um trabalho foda, a segunda é que esse que vos escreve é um grande apreciador de thrash metal, ainda mais quando bem executado e sem rodeios, direto ao ponto!!!

Em “Side Evil” temos oito faixas, distribuídas em pouco mais de 29 minutos, com uma produção que deixa tudo muito bem definido, no entanto deu um clima bem “Beneath the remains” ao disco, sujeira na quantidade certa, e muito peso e agressividade, receita acertada e que agrada muito aos ouvidos, tanto que creio que desde o lançamento até esse momento em que digito esse review já devo ter escutado o album completo mais de dez vezes, pois esse é o grande mérito desse disco, ele é curto e direto ao ponto e nos leva a repetir mais e mais as audições, sem soar cansativo e nem repetitivo.

Creio que a vivência de ensaios e shows, o tempo de amadurecimento dessas faixas sendo tocadas ao vivo, fizeram os caras chegarem ao estúdio prontos pra registrar suas melhores performances, o disco soa coeso, bem homogêneo, no entanto sem dúvidas devo destacar a faixa “Murder Inc” que foi lançada como single anteriormente, uma das mais brutais do disco, sobressalta aos ouvidos durantes a audição, e “Blood Will Follow Blood” que tem um riff muito legal, iniciando a faixa de forma cadenciada e cresce em velocidade e intensidade, valendo a citação aqui como destaque!

Enfim, espero que o Enslaver siga produzindo cada vez mais thrash metal visceral pra alegrar nossas vidas desgraçadas em meio a essa pandemia, ameaça de apocalipse e incerteza se haverá futuro, pensando bem estamos vivendo dentro de um disco de thrash metal (haha), vida longa pra banda e que venham mais discos, shows e cervejas!!!!


 INSTAGRAM: https://www.instagram.com/enslaveroficial/

FACEBOOK: https://www.facebook.com/enslaverband/

SPOTIFY: https://open.spotify.com/album/1UpXGV4glcdJK8YC1yJQRN?si=ly1SgRp6S2mU4r_TVLgv8A


segunda-feira, 6 de julho de 2020

SANGUE DE BODE - A Sombra que me Acompanhava era a Mesma do Diabo (2020) - RESENHA POR BETO FILHO



Ficha técnica:

·         Banda: Sangue de Bode

·         País: Brasil - Rio de Janeiro

·         Álbum: A Sombra que me Acompanhava era a Mesma do Diabo

·         Gravadora: Electric Funeral Records

·         Gênero: Black Metal, Death Metal, Crossover

·         Membros: João (Baixo e Voz), Gabriel Fontes (Guitarra) e Gabriel Medeiros (Bateria)



Em uma cidade de pouco mais de 25 mil habitantes, a pacata Miguel Pereira, cidade do interior carioca é a morada da banda Sangue de Bode, que vêm impressionando de maneira positiva na cena underground com sua raiva e melancolia em suas composições.

Com um vocal crossover e com composições que passeiam entre o Death e o Black Metal, o trio formado por João (Baixo e Voz), Gabriel Fontes (Guitarra) e Gabriel Medeiros (Bateria), lançaram em fevereiro desse ano o álbum de estreia “A Sombra que me Acompanhava era a Mesma do Diabo” pela gravadora Dark Funeral Records. Antes desse álbum, eles tinham apenas um EP de uma música sombria “Comendo Lixo”, onde inclusive eles produziram um videoclipe bem pesado!!!

E, cara...que disco foda! A começar pela capa, totalmente sinistra de uma mina que parece ser possuída pelo “capiroto”, no meio do mato, num dia bem sombrio. Uma capa impactante, em que a autora da foto é a fotógrafa Clara Ribeiro (Instagram: @clararibeiroph) e a modelo da foto é a Fernanda Ladislau (@fernanda.ladislau).

O disco merece destaque para as faixas “Messias de Merda”, com críticas ferrenhas ao “excrementíssimo” Presidente da República, “Jazigo”, com uma pegada mais direta, com uma letra bem depressiva e “Pivete Executado”, uma faixa com um instrumental e uma história de um pivete ao fundo, onde parecia ser alguma treta que ele participava, sendo interrogado por uma espécie de policial (foi o que eu interpretei, risos!)

Em resumo, mesmo com esse ano maluco que estamos vivendo, somos agraciados com essa obra prima brutal e extrema e o time Microfonia deseja vida longa a esses caras, que fazem um som muito foda, que só faz fortalecer a cena do underground.




Fontes de Pesquisa:

Instagram Oficial: https://www.instagram.com/sanguedebode/

Facebook Oficial: https://www.facebook.com/sanguedebode666/

YouTube Oficial: https://www.youtube.com/channel/UCMk1ZXN-yIl6v_Q8eJRKBHA

Spotify Oficial: https://open.spotify.com/artist/43ZQFpcwdGqWL5u7JSneXq

Canal Baile do Capiroto: https://www.youtube.com/channel/UCbpoIjRd89bLlzxbYEyX8FQ

MetalEnciclopedia:https://www.metal-archives.com/bands/Sangue_de_Bode/3540463852



sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

ENTREVISTA ORGASMO DE PORCO

Falamos com os manos da Orgasmo De Porco, que retornaram de um período de hiato e estão no gás pra lançar um novo trabalho e tocar muito por aí, eles nos contaram as novidades e planos que você pode conferir na entrevista a seguir, confiram!!!



E aí garotos!!! Obrigado por falar com o Microfonia, e indo diretamente aos eventos recentes, quais as razões para o encerramento das atividades e posteiror retorno da banda, o que motivou ambas as situações?

E ai mano beleza! ODP acabou porque estávamos meio que de saco cheio uns com os outros, alguns problemas pessoais estava impactando na banda e decidimos parar, e depois que a poeira baixou vimos que esse não era o caminho e decidimos voltar.

Uma vez de volta ao rolê, vocês fizeram uma apresentação pra celebrar o feito, como foi essa gig? Conte-nos detalhes?
Não foi algo planejado, a Nata do Manger Cadavre? e Soco Na Fuça Produções ficou sabendo que tínhamos voltado e convidou a gente pra participar de um festival da Soco na fuça. O show foi foda, deu pra tirar o atraso de 1 ano sem tocar.



Agora que vocês estão aí de volta com todo gás vamos falar sobre esse novo registro que vocês pretendem lançar, temos uma previsão pra esse petardo ganhar as ruas?

A gente já tá com data marcada pra começar a gravar, se tudo der certo no fim de fevereiro terminamos, a ideia é mandar pro máximo de distros possíveis e levar com a gente também nos shows.

Existe alguma mudança de direcionamento nesses novos sons que estarão presentes nesse novo disco, ou podemos esperar a combinação desgraçada de velocidade e insanidade de sempre?
A velocidade e insanidade continua porém o processo de criação foi mais rápido, de alguma forma as músicas estão mais simples e diretas, sem contar que as letras agora estão todas em português, decidimos fazer uma parada diferente do que foi o nosso último Struggle Within, sem muita firula e indo direto ao ponto.

Pretendem cair na estrada após o lançamento do disco? Como funcionará o corre pra vê-los ao vivo nesse 2018?
A gente pretende sim, basta entrar em contato na nossa page no face “Orgasmo De Porco” que é o modo mais fácil ou mandar e-mail para: oxdxpx@gmail.com.

A banda conta com os mesmos integrantes nessa volta, houve alguma mudança na formação? Quem são os nomes por trás do O.D.P.?
Conta com os mesmo integrantes de quando parou, que é Caverna nos vocais, Paulinho na guitarra, Lobo na batera e Betão no baixo. As únicas mudanças de formação foram no baixo, saiu o Decia primeiro, depois o Gustavo e agora estamos com o Betão.



Por falar em nomes, vocês carregam uma alcunha curiosa, quem foi o criador desta marca registrada do crossover brasileiro, o Orgasmo de Porco?
O baterista Lobo e o vocalista Caverna estudavam juntos no ensino médio e numa de suas brilhantes ideias imbecis eles decidiram montar uma banda mas qual a graça de ter uma banda sem um nome maneiro? Sabiam tocar/cantar? Não. Já tinham guitarrista e baixista? Não. Mas nada disso importa por que num toró de ideias o Caverna surgiu com o nome perfeito vindo das profundezas de sua mente ignóbil, ORGASMO DE PORCO, era tosco, era engraçado, era bobo o suficiente pra se falar pra sua tia na ceia de natal, era perfeito e assim sabiamos que a banda já existia porque não fomos nós que inventamos ou escolhemos a banda, foi o ORGASMO DE PORCO que os escolheu. Amém

Seus trabalhos anteriores "My mind is a mess", "Useless" ou o "Struggle Within" estão disponíveis pra quem quiser brindar a coleção com esses lindos registros do roque veloz nacional?
Sim, o My Mind e Useless ainda são encontrados em algumas distros pra comprar, o Struggle como fizemos em k7 e poucas copias acredito que já deve ter esgotado, mas todos os nossos registros podem ser encontrados no nosso bandcamp oxdxpx.bandcamp.com e lá pode ser baixado de graça os áudios, e nos shows a gente sempre leva umas copias do My Mind e Useless.

Partindo pro campo das referências, situe os leitores que não os conheçam, em que ou quem vocês se inspiram em suas composições?

Cara são várias bandas, mas as que mais influenciam são Vio-lence, Cryptic Slaughter, Golers, Gang Green, DFC...

Pra rolar aquele intercâmbio bacana entre as regiões que sempre incentivamos, que bandas da cena local ou de sua região vocês recomendam aos nossos leitores, além do próprio O.D.P. é claro?

Vale do Paraíba tá cheio de bandas boas, citando apenas algumas temos o Chaos Synopsis, Manger Cadavre?, Lo-Fi, Apto Vulgar, Tripa de Rato, Ps-Hc, PSG, Brutal Disruption, Morfolk, Hemattoma, entre váaarias outras que temos por aqui.

Aquela pergunta/plágio da Roadie Crew/cilada que tradicionalmente colocamos em nossas entrevistas, cite cinco discos essenciais para vocês, aquelas bolachas de cabeceira que todos deveriam ouvir em sua opnião.

Eternal nightmare – Vio-lence, Gypsy Kings - Greatest Hits, Greatest hits – Rick Wakeman, In utero – Nirvana, Life is Killing Me – Type O Negative.

Pra finalizar, agradeço novamente a preza de falar com a gente, muito obrigado! E reservo este espaço pra que mandem seu salve como bem entenderem aos amigos e leitores do Microfonia!!! Valeu!!

Valeu pelo convite primeiramente, e queriamos agradecer a todos que curtem o ODP e que realmente gostam de música independente do rótulo ou estilo, música é arte, arte é vida e CxMxCx, aquele abraço!!!!


terça-feira, 27 de junho de 2017

Clássicos recentes do underground nacional! #1


Violator – Violent Mosh (EP 2004)


Hoje vamos inaugurar uma sessão inédita aqui no Microfonia, a proposta desse trampo é falar sobre discos de 2000 pra cá, com menos de 20 anos de lançamento que consideramos já clássicos na cena underground, creio que pra começar temos uma escolha certeira, o Violator!

Em meio ao revival do thrash que rolou na década passada sempre achei que muitos vieram com mais do mesmo, mas certamente não é o caso que aqui tratamos, o EP Violent Mosh é uma credencial de respeito pra dar o pontapé numa discografia sólida, lembro de estar na casa do meu amigo Jdulley em Manaus-AM, estávamos fazendo uma troca de figurinha sobre novas bandas de metal e ele me mostrou esse EP, fiquei incrédulo ao saber que se tratava de uma banda estreante.






Naquele mesmo ano e na mesma cidade fui a um show dos caras, e o que no player já se mostrava agressivo, foi elevado ao extremo numa apresentação inesquecível pra mim, muitos hematomas no dia seguinte e a lembrança de um dos melhores shows que eu já tive a oportunidade de comparecer.

Mas vamos ao que interessa, o disco! A capa já entrega um pouco do conteúdo, uma arte até mesmo clichê do estilo, sabemos que o que vai rolar é thrash metal, e pra quem curte esse gênero do metal já é motivo suficiente pra escutar, mas a sonoridade é supreeendente, cru, rápido e agressivo, começando com Let the violation begin, despejando uma chuva de riffs e palhetadas, aquelas paradinhas mortais seguidas daquele berro e da pancadaria desenfreada, nada de novo e realmente essa descrição é bem genérica, poderia estar falando de qualquer banda de thrash, mas aqui de cara percebe-se que os caras sabem bem o que estão fazendo e o fazem com muita habilidade.

O lance é que aqui o melhor sempre está por vir, e a trinca que segue é destruidora, com o hino Thrash maniacs, a sensacional Artillery Attack e minha faixa preferida da banda até hoje, The plague never dies, simplesmente destruidora!



E daqui em diante os caras emendam dois torpedos de puro thrash metal, e que finalizam o EP em alta velocidade, The Shadow of death e Killer Instinct, esse último som tem um título que justifica bem a vocação da banda, que toca numa sede e vontade absurda!

Enfim, com o Violent Mosh o Violator não reinventou a roda, no entanto injetou uma nova dose de energia nesse estilo que tanto amamos e aqui me fez concordar que havia um revival do movimento naquele momento, portanto não deixe de adquirir este item obrigatório na coleção de qualquer banger!!!


Tracklist:

01. Let the violation begin

02. Thrash maniacs
03. Artillery attack
04. The plague never dies
05. The shadow of death (bonus track)
06. Killer instinct (bonus track)




OUÇA A DISCOGRAFIA DA BANDA:

http://violatorthrash.bandcamp.com/

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Matéria by Microfonia Underground Blog

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