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quinta-feira, 9 de julho de 2020

ENSLAVER - SIDE EVIL (2020) REVIEW MICROFONIA




Ficha técnica:

· Banda: Enslaver

· Origem: Brasil - Maringá-PR

· Álbum: Side Evil

· Gravadora: Miranda Records

· Gênero:Thrash Metal

· Membros: Pedro Vinicius (Baixo), Luís André (Guitarra e Vocal), William Giesbrecht (Guitarra e Backing vocal), Francisco Vitor (Bateria)


Fundada em Maringá-PR, no ano de 2015, o Enslaver é uma banda de thrash metal formada pelos irmãos Luís André (guitarra e vocal) e Francisco Vitor (bateria), no melhor formato Sepultura não é mesmo? Completam a formação William Giesbrecht França (guitarra e backing vocal) e Pedro Vinicius (baixo).

De 2015 até aqui os caras vem trilhando seu caminho a base de muito trampo e calcando seu espaço no underground, se apresentando ao lado de grandes bandas do cenário nacional e mundial divulgando o seu som sempre com muita atitude e humildade e muito talento sem dúvida!

Feitas as devidas apresentações chegamos ao ano de 2020, e o lançamento do primeiro full da banda, “Side Evil”, através da Miranda Records, que ganhou as ruas no dia 05 de junho e agora vamos falar sobre esse lançamento que nos dá dois tipos de satisfação, a primeira é por ser uma banda aqui de nossa cidade realizando um trabalho foda, a segunda é que esse que vos escreve é um grande apreciador de thrash metal, ainda mais quando bem executado e sem rodeios, direto ao ponto!!!

Em “Side Evil” temos oito faixas, distribuídas em pouco mais de 29 minutos, com uma produção que deixa tudo muito bem definido, no entanto deu um clima bem “Beneath the remains” ao disco, sujeira na quantidade certa, e muito peso e agressividade, receita acertada e que agrada muito aos ouvidos, tanto que creio que desde o lançamento até esse momento em que digito esse review já devo ter escutado o album completo mais de dez vezes, pois esse é o grande mérito desse disco, ele é curto e direto ao ponto e nos leva a repetir mais e mais as audições, sem soar cansativo e nem repetitivo.

Creio que a vivência de ensaios e shows, o tempo de amadurecimento dessas faixas sendo tocadas ao vivo, fizeram os caras chegarem ao estúdio prontos pra registrar suas melhores performances, o disco soa coeso, bem homogêneo, no entanto sem dúvidas devo destacar a faixa “Murder Inc” que foi lançada como single anteriormente, uma das mais brutais do disco, sobressalta aos ouvidos durantes a audição, e “Blood Will Follow Blood” que tem um riff muito legal, iniciando a faixa de forma cadenciada e cresce em velocidade e intensidade, valendo a citação aqui como destaque!

Enfim, espero que o Enslaver siga produzindo cada vez mais thrash metal visceral pra alegrar nossas vidas desgraçadas em meio a essa pandemia, ameaça de apocalipse e incerteza se haverá futuro, pensando bem estamos vivendo dentro de um disco de thrash metal (haha), vida longa pra banda e que venham mais discos, shows e cervejas!!!!


 INSTAGRAM: https://www.instagram.com/enslaveroficial/

FACEBOOK: https://www.facebook.com/enslaverband/

SPOTIFY: https://open.spotify.com/album/1UpXGV4glcdJK8YC1yJQRN?si=ly1SgRp6S2mU4r_TVLgv8A


terça-feira, 3 de outubro de 2017

ENTREVISTA GUERRILHA 13

E aí galera, iniciamos os trabalhos no mês de outubro com essa entrevista com os manos da Guerrilha 13, banda de de punk/hardcore de Arapongas-PR, em atividade desde 2012 os caras estão sempre no corre, seja organizando eventos como o Punk Rock Animal, seja nos preparativos para o lançamento de seu EP que deve acontecer dentro de algum tempo e que nós obviamente iremos conferir, mas se quer saber mais sobre os caras, confiram o bate papo a seguir que realizamos com a banda e compartilhe o trabalho pra fortalecer!!!


Fala pessoal, começando aí pelas apresentações, quem são as cabeças por trás da Guerrilha13?

A banda Guerrilha13 já passou por algumas várias mudanças na formação desde seu início. Atualmente a formação da banda conta com William Lopes no vocal, Felipe Molina no baixo, Wesley Kelson na bateria e Jhefferson Alexandre na guitarra. Essa formação tem sido a mais forte e engajada com as idéias que a banda busca reproduzir em suas músicas e apresentações.

Como vocês se juntaram pra tocar e como se deu a escolha por praticar nosso amado punk/hardcore?

Os integrantes William Lopes e Felipe Molina tocam juntos desde de 2009, os dois tinham uma banda de punk rock que teve seu fim em 2011, com a saída do baixista e do baterista. Em 2012 os dois sentiam que não dava pra ficar parado e então criaram o Guerrilha13, com o intuito de tocar um punk rápido, agressivo e sem frescuras. Sendo assim, Wesley Kelson foi convidado para tocar bateria e Alan para tocar baixo. Com a saída do baixista, ouve uma reformulação na banda. Felipe assumiu o baixo e Thiago Guimarães entrou para assumir a guitarra. Essa formação durou dois anos, e agora com a saída do Thiago Guimarães, entrou em seu lugar o Jhefferson Alexendre. A reformulação não foi só na formação, mas também nas ideais. Temas libertários e de protesto passaram a ser mais freqüentes nas letras escritas pela banda. Músicas como “Fascistas Maldtitos Não Passaram” “Vá a Luta”e “Mancha de Sangue” passaram a fazer parte do novo repertorio da banda.
Escolhemos tocar punk/hardcore por ser um estilo de música agressivo e ao mesmo tempo simples, no qual traz diversos ideais que admiramos, como o “faça você mesmo”e liberdade de expressão. Atualmente acreditamos que o punk é uma ótima ferramenta libertária para esmagar fascistas e de conscientização dentro da cena underground.



O que vocês podem nos contar sobre a cena underground de Arapongas?

Existem muitas bandas ótimas dentro da cidade. Acredito que a palavra que possa definir a cena aqui seja “resistência”, por muitos anos a cena underground de Arapongas não foi muito bem valorizada, as bandas sempre estiveram num corre constante para organizar seus próprios eventos por conta própria, dificilmente aparecia uma ajuda para a cultura da cidade. Quando o Old Box surgiu uma nova esperança nasceu, dando espaço para as bandas locais tocarem e ensaiarem, diversas bandas passaram a surgir também. Agora as coisas estão mudando um pouco, com os incentivos culturais que estão acontecendo dentro da cidade. Esse ano surgiu o Espaço G1 que era um galpão que estava parado, e que foi reativado pela prefeitura através do Tadeu (Humorista), nesse espaço todo artista e músico tem a chance de poder realizar seus eventos com apoio da prefeitura. A cena vem crescendo cada vez mais nessa cidade, nós do Guerrilha13 estamos muito contentes em fazer parte dessa cena e de toda a sua trajetória.

Acompanho algumas bandas daí e vejo que sempre rola um evento, “Rock no Parque”, quem é responsável pela organização do mesmo e com qual frequência rola essa gig?

Esse evento tem 3 anos, e foi idealizado pela prefeitura de Arapongas, com o intuito de realizar um festival de bandas que duram dois dias no Parque dos Pássaros. Lá todas as bandas de rock da cidade podem se apresentar e mostrar seu trabalho para o publico de Arapongas e região. O evento é sempre realizado de 1 em 1 ano.

Vivemos um momento tenso politicamente, com muita gente se mostrando a favor de idéias absurdas, passando pano pra faxos, racistas, homofóbicos, inclusive gente da própria cena, qual a visão de vocês a respeito disso e como vocês acreditam que essa situação possa ser combatida.

Toda essa situação absurda que vem acontecendo pode ser combatida através de muita conscientização na cena e em nossas casas também. Nada se resolve com extremismos e conservadorismo, Tentamos fazer essa conscientização através de nossas músicas e de nossas posições no dia-a-dia, acreditamos que essa luta deve ser diária e não somente nos palcos. Não tem sido fácil, alguns torcem o nariz para esses temas que buscamos tratar nas nossas músicas, mas temos tido uma boa recepção do público. Nós do Guerrilha13 não iremos fraquejar diante de todo esse absurdo que vem acontecendo mundo afora. A nossa voz e nossos instrumentos são as nossas armas nessa batalha, e sempre bateremos de frente contra fachos, racistas, homofóbicos e sexistas.

Quais bandas vocês consideram essenciais no punk rock nacional, que são obrigatórias pra qualquer um que queira conhecer o que foi e o que é esse movimento no país hoje?

Essa está na ponta da língua... Cólera.. Tudo nessa banda nos fascina. É uma banda que começou simples e hoje é umas das mais importantes no cenário punk nacional. Foi através dela que conseguimos entender o que é ter uma atitude punk. Graças a essa banda entendemos que ser punk vai além de apenas ficar chapado, de ficar arrumando briga desnecessária. Cólera nos ensinou que punk é militância, é buscar por uma cena mais consciente, lutar contra qualquer forma de opressão e fazer um som que fale sobre coisas importantes para a cena, fazer som punk só pra se aparece na cena falando qualquer merda não faz o menor sentido pra gente.


Falando um pouco mais sobre a cena em sua cidade, vocês fazem parte de mais alguma banda além da Guerrilha, algum outro projeto?

Nosso baixista Felipe Molina e nosso baterista Wesley Kelson tocam juntos na banda de reggae “Familia Da Raiz”. O vocalista William Lopes segue com projetos como escritor, com poemas e contos e também segue militando pela causa antifascista e anarquista na cena local.

A Guerrilha 13 investe em música autoral? Tem algum material que vocês pretendem lançar num futuro próximo?

Valorizamos muito o som autoral desde o inicio, pois é exatamente isso o que faz a banda ter uma identidade própria. Temos muitas músicas autorais no repertorio. Muitas delas o publico já conhece e canta e poga muito durante os eventos, e isso nós enche de felicidade e forças. 
Pretendemos lançar um ep em breve, com as músicas: “Igreja Universal do Reino da Exploração”, “Guerra Nuclear”, “Verdades e Mentiras”, “Mito é o Caralho”e “Fascistas Malditos Não Passaram”, dentre outros sons.


Gostaria que vocês nos dessem detalhes sobre o evento “Punk Rock Animal”, aproveitar e elogiar a causa nobre com a qual colaborarão e saber como surgiu a idéia pra esse rolê e se pretendem estender pra mais edições?
Obrigado pelas palavras! Estamos bem contentes com a repercussão do evento, muitas pessoas estão falando sobre, é o primeiro evento assim na cidade. A idéia surgiu através do William Lopes (vocalista) e Eduardo Zandomeghi, junto de uma equipe formada por Amanda, Charlotte, Bruno Punk, Michael (tatuador) e também com ajuda de outros amigos que formam a cena punk local. Não posso deixar de falar do grande apoio que o Tadeu (humorista) tem nos dado liberando o espaço G1 para realizar este evento.
Tudo surgiu com o objetivo de ajudar a ONG Opaa que faz um grande trabalho na cidade de Arapongas dando abrigo e assistência a cães abandonados. A ONG vem passando por algumas dificuldades, então focamos em ajudar-la com a ração que conseguirmos arrecadar no Punk Rock Animal. A gig também visa dar espaço para outros artistas punks e simpatizantes do movimento que trabalham com arte de rua, artesanato, poemas, zines, malabares.
O outro objetivo que tentaremos alcançar é o de conscientizar a cena punk e underground abordando temas libertários que irão estar presentes durante a realização do evento.



Obrigado aí por falar conosco, e deixo a palavra final com vocês pra que mandem seu recado como bem entender!
Nós do Guerrilha13 é que agradecemos por nos convidar para essa entrevista. Temos total admiração pelo trabalho que o “Microfonia Underground Blog” tem realizado trazendo informações sobre a cena underground e dando voz e apoio às bandas da cena local. Parabéns ao blog pelo trabalho que vem sendo realizado!
Nossa palavra final vai para todos que estão nessa guerrilha que é o meio underground: Não desistam, não baixem a cabeça, criem suas bandas, apoie sua cena underground, busquem conhecimento e lutem por uma cena mais consciente e livre de qualquer preconceito e opressão.













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Entrevista by Microfonia Underground Blog
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