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quinta-feira, 9 de julho de 2020

ENSLAVER - SIDE EVIL (2020) REVIEW MICROFONIA




Ficha técnica:

· Banda: Enslaver

· Origem: Brasil - Maringá-PR

· Álbum: Side Evil

· Gravadora: Miranda Records

· Gênero:Thrash Metal

· Membros: Pedro Vinicius (Baixo), Luís André (Guitarra e Vocal), William Giesbrecht (Guitarra e Backing vocal), Francisco Vitor (Bateria)


Fundada em Maringá-PR, no ano de 2015, o Enslaver é uma banda de thrash metal formada pelos irmãos Luís André (guitarra e vocal) e Francisco Vitor (bateria), no melhor formato Sepultura não é mesmo? Completam a formação William Giesbrecht França (guitarra e backing vocal) e Pedro Vinicius (baixo).

De 2015 até aqui os caras vem trilhando seu caminho a base de muito trampo e calcando seu espaço no underground, se apresentando ao lado de grandes bandas do cenário nacional e mundial divulgando o seu som sempre com muita atitude e humildade e muito talento sem dúvida!

Feitas as devidas apresentações chegamos ao ano de 2020, e o lançamento do primeiro full da banda, “Side Evil”, através da Miranda Records, que ganhou as ruas no dia 05 de junho e agora vamos falar sobre esse lançamento que nos dá dois tipos de satisfação, a primeira é por ser uma banda aqui de nossa cidade realizando um trabalho foda, a segunda é que esse que vos escreve é um grande apreciador de thrash metal, ainda mais quando bem executado e sem rodeios, direto ao ponto!!!

Em “Side Evil” temos oito faixas, distribuídas em pouco mais de 29 minutos, com uma produção que deixa tudo muito bem definido, no entanto deu um clima bem “Beneath the remains” ao disco, sujeira na quantidade certa, e muito peso e agressividade, receita acertada e que agrada muito aos ouvidos, tanto que creio que desde o lançamento até esse momento em que digito esse review já devo ter escutado o album completo mais de dez vezes, pois esse é o grande mérito desse disco, ele é curto e direto ao ponto e nos leva a repetir mais e mais as audições, sem soar cansativo e nem repetitivo.

Creio que a vivência de ensaios e shows, o tempo de amadurecimento dessas faixas sendo tocadas ao vivo, fizeram os caras chegarem ao estúdio prontos pra registrar suas melhores performances, o disco soa coeso, bem homogêneo, no entanto sem dúvidas devo destacar a faixa “Murder Inc” que foi lançada como single anteriormente, uma das mais brutais do disco, sobressalta aos ouvidos durantes a audição, e “Blood Will Follow Blood” que tem um riff muito legal, iniciando a faixa de forma cadenciada e cresce em velocidade e intensidade, valendo a citação aqui como destaque!

Enfim, espero que o Enslaver siga produzindo cada vez mais thrash metal visceral pra alegrar nossas vidas desgraçadas em meio a essa pandemia, ameaça de apocalipse e incerteza se haverá futuro, pensando bem estamos vivendo dentro de um disco de thrash metal (haha), vida longa pra banda e que venham mais discos, shows e cervejas!!!!


 INSTAGRAM: https://www.instagram.com/enslaveroficial/

FACEBOOK: https://www.facebook.com/enslaverband/

SPOTIFY: https://open.spotify.com/album/1UpXGV4glcdJK8YC1yJQRN?si=ly1SgRp6S2mU4r_TVLgv8A


segunda-feira, 6 de julho de 2020

SANGUE DE BODE - A Sombra que me Acompanhava era a Mesma do Diabo (2020) - RESENHA POR BETO FILHO



Ficha técnica:

·         Banda: Sangue de Bode

·         País: Brasil - Rio de Janeiro

·         Álbum: A Sombra que me Acompanhava era a Mesma do Diabo

·         Gravadora: Electric Funeral Records

·         Gênero: Black Metal, Death Metal, Crossover

·         Membros: João (Baixo e Voz), Gabriel Fontes (Guitarra) e Gabriel Medeiros (Bateria)



Em uma cidade de pouco mais de 25 mil habitantes, a pacata Miguel Pereira, cidade do interior carioca é a morada da banda Sangue de Bode, que vêm impressionando de maneira positiva na cena underground com sua raiva e melancolia em suas composições.

Com um vocal crossover e com composições que passeiam entre o Death e o Black Metal, o trio formado por João (Baixo e Voz), Gabriel Fontes (Guitarra) e Gabriel Medeiros (Bateria), lançaram em fevereiro desse ano o álbum de estreia “A Sombra que me Acompanhava era a Mesma do Diabo” pela gravadora Dark Funeral Records. Antes desse álbum, eles tinham apenas um EP de uma música sombria “Comendo Lixo”, onde inclusive eles produziram um videoclipe bem pesado!!!

E, cara...que disco foda! A começar pela capa, totalmente sinistra de uma mina que parece ser possuída pelo “capiroto”, no meio do mato, num dia bem sombrio. Uma capa impactante, em que a autora da foto é a fotógrafa Clara Ribeiro (Instagram: @clararibeiroph) e a modelo da foto é a Fernanda Ladislau (@fernanda.ladislau).

O disco merece destaque para as faixas “Messias de Merda”, com críticas ferrenhas ao “excrementíssimo” Presidente da República, “Jazigo”, com uma pegada mais direta, com uma letra bem depressiva e “Pivete Executado”, uma faixa com um instrumental e uma história de um pivete ao fundo, onde parecia ser alguma treta que ele participava, sendo interrogado por uma espécie de policial (foi o que eu interpretei, risos!)

Em resumo, mesmo com esse ano maluco que estamos vivendo, somos agraciados com essa obra prima brutal e extrema e o time Microfonia deseja vida longa a esses caras, que fazem um som muito foda, que só faz fortalecer a cena do underground.




Fontes de Pesquisa:

Instagram Oficial: https://www.instagram.com/sanguedebode/

Facebook Oficial: https://www.facebook.com/sanguedebode666/

YouTube Oficial: https://www.youtube.com/channel/UCMk1ZXN-yIl6v_Q8eJRKBHA

Spotify Oficial: https://open.spotify.com/artist/43ZQFpcwdGqWL5u7JSneXq

Canal Baile do Capiroto: https://www.youtube.com/channel/UCbpoIjRd89bLlzxbYEyX8FQ

MetalEnciclopedia:https://www.metal-archives.com/bands/Sangue_de_Bode/3540463852



quinta-feira, 3 de agosto de 2017

CLÁSSICOS RECENTES DO UNDERGROUND NACIONAL #2

CLAUSTROFOBIA - FULLMINANT (2005)



Falar do Claustrofobia é fácil, não precisamos pensar muito para destacar os caras como uma das maiores bandas de metal nacional dos últimos tempos, eles seguem a todo vapor divulgando seu mais recente lançamento “Download Hatred” (2016), mas o papo aqui é outro e voltaremos um pouco no passado, 2005 mais precisamente.

Depois de sua estreia com o disco homônimo em 2000 e do lançamento de seu segundo álbum “Thrasher” em 2002 a banda vinha numa crescente e com bagagem pra dar um passo além, e de fato ele veio em 2005, com uma produção toda analógica, gravado em fitas, Fullminant ia na contramão do que imperava nas produções da época, abrindo mão de aparatos tecnológicos em sua produção, trabalho como sempre foda do grande Ciero no Datribo, que trouxe o som na cara, sujo e cru na medida certa, tudo muito bem encaixado pra dar cara a um grande disco, que pode ser considerado um divisor de águas na discografia da banda, que sempre evolui a cada lançamento.

A sonoridade trazida em Fullminant tem a essência de tudo o que a banda já havia apresentado até então, mas as faixas se destacam pelo peso absurdo, pela pegada insana da banda ao executá-las, a energia é foda! Foi o primeiro disco da banda a ser vendido internacionalmente e conta com participações de peso, Alex Camargo do Krisiun em “Fact” e de Andreas Kisser em “Eu quero é que se foda”, que vale o destaque como uma das mais fodas da track list, rola também um cover pesado para “Necessary Evil” do Napalm Death, que se encaixa bem entre as faixas, mas sem dúvidas a produção autoral é que domina tudo nesse play!

Destaques são difíceis quando o disco é foda, mas sem dúvidas a abertura com “Disorder and Decay” e a faixa seguinte ‘’Reality Show’’ dão muito bem o cartão de visita do que é o disco, a já citada “Eu quero é que se foda” que é um hino, e vale ressaltar a brutal “Two Faced” em que a pancadaria rola de forma impiedosa, enfim, aqui está um dos melhores álbuns do Claustrofobia e sem dúvidas se encaixa muito bem como um clássico recente do underground nacional, ouça alto!


Formação do Claustrofobia no Fullminant: Marcos D´Angelo guitarra e vocal, Alexandre De Orio guitarra, Daniel Bonfogo baixo e Caio D'Angelo bateria.



P.S. O disco foi relançado esse ano e uma nova prensagem está disponível pra venda na Die Hard Records e nos shows da banda, então dada a recomendação, traga esse disco foda para sua coleção!!!


TRACKLIST DE FULLMIANT:

DISORDER AND DECAY
REALITY SHOW
CLAUSTRUTH
UNDERGROUND PARTY
IT'S NOT ENOUGH TO EXCEED...YOU MUST RUN OVER
TERRO AGAINST TERROR
PROTECTIVE HATE
WITNESS
ROOTS OF DISEASE
EU QUERO É QUE SE FODA
NECESSERARY EVIL (NAPALM DEATH COVER)
TWO FACED
FACT



OUÇA O DISCO EM:

https://claustrofobia.bandcamp.com/

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Matéria by Microfonia Underground Blog

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sábado, 29 de abril de 2017

ENTREVISTA SURRA

Madrugada de sexta pra sábado e eu aqui na pilha pra colocar esse trampo no ar, nesse final de semana o Surra estará se apresentando aqui em Maringá-PR e antes de rolar essa gig daora, que ainda vai contar com as bandas Refutare e Sinistro de Arapongas-PR, falamos com o Guilherme e o Victor, baixista e baterista da banda respectivamente, e o resultados vocês conferem a seguir, e pra você que é da região cole pra conferir uma das bandas mais fodas que ouvi nesses últimos tempos!



Fala galera, obrigado por falar conosco, primeiramente gostaria de comentar o hilário (com direito a premiação no Golden Shit Awards rs) clipe que vocês fizeram pra faixa título de seu último disco, “Tamo na merda”, como foi que rolou a produção dessa pérola?

Guilherme: Como é muito comum acontecer o lançamento do Tamo Na Merda (disco) demorou mais do que imaginávamos para sair. Pegamos os CDs quase as vésperas da nossa tour pra Europa, sendo que o planejamento inicial era para ele ficar pronto no primeiro trimestre de 2016. Chegando da Europa ainda fizemos mais alguns shows aqui pelo Brasil, ou seja, ficou muito complicado trabalharmos um videoclipe mega produzido nessas condições.
Foi nessa ideia que nos reunimos e demos a ideia para o Leeo para fazermos um clipe mais simples, um lance mais DIY mesmo, de uma música mais rápida.
Buscamos referências de coisas toscas e cômicas que adoramos, tipo Pepa Films e Hermes e Renato, e o Leeo criou um roteiro pra música Tamo Na Merda. Com a agenda de shows estava muito complicado viabilizar a execução dessa ideia de mal gosto então foi quando o Fabio Prandini (Paura, Samsara Discos) nos deu uma força e fez a ponte com a produção do canal do Meninos da Podreira. As ideias bateram completamente e em menos de 4h captamos todas as imagens e tivemos um dia muito divertido. O resultado foi essa película ridícula que rola na interwebs junto com entrevistas para o canal do MDP e até uma premiação.

Ano passado vocês fizeram sua estreia em solo europeu, como foi a experiência por lá? Qual o saldo dessa tour pra vocês?

Guilherme: Foi uma experiência muito foda tanto pra banda quanto pras nossas vidas. Passar os perrengues da “tour life”, tocar direto, conhecer MUITA gente de diferentes locais do planeta evoluiu muito a nossa banda em todos os aspectos. Pra nós o saldo foi muito positivo e superou nossas expectativas. As bandas brasileiras tem uma fama muito boa dentro da Europa e bastante gente curte o jeito tupiniquim de fazer uma desgraceira.

Foi divulgada recentemente a capa de um Split que vocês vão lançar junto com o MooM, como rolou a parceria com os caras e o que você pode nos falar dessas três faixas inéditas que farão parte do Split?

Guilherme: Conhecemos os caras do MooM de Israel em Vienna, na Áustria. Chegamos com certa antecedência para o show e eles estavam hospedados no mesmo local que nós. Demos vários roles pela cidade e trocamos muitas ideias antes do nosso show... rolou aquela parada de melhores amigos instantaneamente. Depois de ver o show dos caras tivemos mais certeza ainda que precisávamos fazer um lançamento juntos. Daí surgiu a ideia do Split que estamos trabalhando durante esse ano.



O Surra curte lançamentos no formato de vinil, quais as vantagens que vocês veem nesse formato e por uma questão de gosto pessoal mesmo, qual formato vocês preferem entre CD e vinil?

Guilherme: Vemos hoje no vinil um material bem bacana e que é muito valorizado pela galera que ainda curte consumir música em mídias físicas. Além do som ser excelente todo o trabalho da arte e o ritual de colocar uma bolacha pra rodar fazem parte de um jeito muito único de curtir o som. O CD por mais que não tenha toda essa parada, a arte ser mais reduzida e tal, hoje já se tornou um material voltado pra pessoas que curtem “colecionar” música também. Ou seja, por mais que o grande público consuma muita música por meios digitais nós fazemos questão de lançar materiais físicos para materializar os nossos projetos pois acreditamos muito nessa conexão que o material físico tenha com os sons.

A banda segue com a produtividade em alta desde o seu surgimento, a que se deve esse ritmo de produção, que pra nós é ótimo, pois sempre é bom ouvir um novo som da banda?

Guilherme: Em termos musicais se deve principalmente a nossas diversas influências e “piras” de cada hora estar curtindo um tipo de som, trazendo uma ideia ou uma influência nova. Quanto as letras toda a situação política no Brasil e mundial nos faz ter cada vez mais assuntos pra abordar. O mais bacana que no Surra nós 3 trazemos ideias de letras, de riffs e com a quantidade de merda que temos na cabeça ela se torna sempre um terreno fértil.



Uma parada que não poderia deixar de comentar é sobre o DVD “A porra pegou – Ao vivo em Belém”, apresentação e público insanos no registro, gostaria aí que você relatasse como se deu a produção desse projeto?

Guilherme: A produção foi toda feita de maneira DIY e coordenada por nossos amigos de Belém. Toda equipe de câmeras foi voluntária, backline emprestado, dentre outras coisas. Tudo isso foi muito importante para viabilizar a execução do projeto. Depois finalizamos com 2 parceiros nossos de Santos. Toda edição de vídeo foi feita pelo Gabriel Imakawa e a mixagem e masterização do áudio pelo Ivan Pellicciotti, que foi responsável pela maioria das nossas gravações. Ainda hoje esse é um dos nossos “cartões de visita”, pois é um registro muito verdadeiro do que somos como banda e do que é um show do Surra.

O “Tamo na merda” é o primeiro full álbum do Surra, até então vocês vinham lançando EPs, vai rolar mais um disco cheio num futuro próximo?

Guilherme: Com certeza, como falamos anteriormente nosso terreno de ideias está bem adubado de merda e estamos sempre compondo coisas novas nos intervalos das nossas agendas. Estamos em fase de planejamento desse segundo álbum full, pois é algo que demanda muito tempo, dinheiro e dedicação. Talvez antes disso ainda trabalhemos alguns EPs/Splits por serem formatos de lançamentos mais viáveis pra realidade da banda.

Está rolando aí a pleno vapor, a tour “South of Braza”, com várias datas no sul do país, como tem sido a tour até aqui e quais as expectativas para as próximas apresentações?

Guilherme: A tour tem superado todas as expectativas. A região Sul do país tinha sido a que menos tínhamos tocado desde o início da banda. Pra ser bem sincero achamos que a nossa pegada de som não era muito a cara da região e que a tendência era realmente não termos muitas oportunidades pelo Sul. Temos certeza que os próximos shows no Paraná e o fechamento em Porto Alegre serão ótimos shows! Toda essa energia da galera tem compensado as diversas horas com o cú sentado nos ônibus da vida.

Vimos que em outubro vocês partem para datas no nordeste, trocamos uma ideia com o Caio da Desalmado recentemente e parece que vai ser um giro em parceria das bandas?

Guilherme: Sim! Temos com o Desalmado hoje uma amizade muito foda e no início do ano fizemos uma reunião e falamos: “Temos que fazer alguma coisa juntos”. Disso surgiram diversas ideias que vão rolar esse ano e essa foi uma das principais. Tirando em Teresina o Surra nunca tocou no Nordeste e o Desalmado também não. Decidimos unir forças e fazer uma tour conjunta entre as 2 bandas. Outras paradas Surra e Desalmado vão rolar também ainda esse ano que vamos divulgar em breve.



A banda foi confirmada como umas das atrações do tradicional festival Roça N’ Roll, onde vão dividir o palco com várias bandas nacionais e internacionais de peso, como rolou o convite e o que vocês acharam do line up deste ano?

Guilherme: Tocar no Roça ‘n’ Roll é realmente uma realização pra gente. Eu (Guilherme) particularmente sempre acompanhei o festival (até porque sou fã do Tuatha de Dannann) e estar vigorando entre uma das atrações é uma das principais realizações da banda pra esse ano. Quem nos ajudou com a divulgação do nosso material para a organização foi o Rafael da Restless Booking, que auxiliou a preparar os releases e outras paradas que a organização do fest pede. Quanto ao line up estamos tão animados para ver os outros shows quanto pra tocar.



As letras do Surra são de cunho social e político, a banda tem um posicionamento claro, como vocês tem visto essa galera do underground que diz curtir apenas o som das bandas que tem esse tipo de ideologia pra dar aval pra suas posturas conservadoras e até fascistas em alguns casos?

Victor: Essa galera que tá no underground ‘só pelo som’ e ainda tem essa mentalidade, não deveria nem estar no underground. A própria lógica da cena de música independente é de que isso é mais do que música, ainda mais no hardcore, grind, metal, etc... Acho que essa galera tem que refletir bem o que quer da vida e pensar direito na cultura que ela consome. Algumas bandas por aí não se importam com mensagem nenhuma, só querem se aparecer ou falar de algo que não é sincero, ou falar sobre comportamentos e questões das quais não entende absolutamente nada... É complicado. Acho que falta mais honestidade e uma atenção maior com o que é falado.

Agora as perguntas de praxe, que bandas da cena atual vocês destacariam, que merecem ser ouvidas por quem tá afim de conhecer um som novo?

Victor: Das bandas que estão na correria também acho que vale apena ouvir Desalmado, Institution, Cursed Slaughter, Paura, Cemitério, Chuva Negra, Anti-Corpos, Depois da Tempestade... São todas bandas que sabemos da batalha e respeitamos, não só pela música como pelas pessoas envolvidas.

Quais discos você considera indispensáveis na sua coleção ou na de qualquer pessoa que curta um som?

Victor: Difícil falar, mas acho que esse é o meu top 5 discos essenciais:
Black Sabbath – Paranoid
The Smiths – The Queen is Dead
Nirvana – Nevermind
Wu-Tang Clan – Enter the Wu-Tang (36 Chambers)
Metallica – Master of Puppets


Pra finalizar, aproveitando que dia 30/04 vocês passarão aqui por Maringá-PR, reservo esse espaço pra que mande um salve pra galera que vai colar lá no Tribos Bar pra prestigiar a banda e pra suas considerações finais também, obrigado e nos vemos no rolê! Valeu!

Victor: Muito obrigado pelo espaço e pelo apoio! Obrigado a toda a galera que acredita nas nossas ideias e no nosso som. Dia 30/4 estaremos fazendo um barulho massa por aí!





Contato SURRA:

surrahardcore@gmail.com

Ouça o som dos caras em:



quinta-feira, 27 de abril de 2017

ENTREVISTA DISENTERIA

Os caras do Disenteria já são conhecidos na cena e inclusive por este que vos escreve, já entrevistei a outra banda do Gabriel, o Zerão para um outro blog aí, mas o foco aqui é essa junção de camaradas que deram forma ao som do disco de estreia da Disenteria, que vem como um grande cartão de visita para a banda, rápido, pesado, insano, e já está disponível na plataforma de streaming mais próxima de você, "Quanto vale a sua mentira?" é breve e certeiro, vai agradar a qualquer fã do gênero, então recomendo a audição imediata do material e a leitura imediata desta entrevista, se possível os dois ao mesmo tempo...vai lá!



Salve pessoal do Disenteria, obrigado por falar com a gente, pra começar como vocês se uniram nessa nova empreitada, já que vocês fazem parte de outras bandas da cena da baixada, e já que vamos tratar da recente história da banda, manda aí pra gente quem compõe o line up da banda?

Nós que agradecemos a oportunidade meu mano.
O Disenteria é composto por:

Francisco Zoletti (Vocal): Maguila / Orgia
Gabriel Menezes (Guitarra/Vocal): Zerão / Like A Texas Murder
Renan Matos (Baixo): Zerão / Punk Praia Trash / Ratos da Ilha
Fabio Pupo (Bateria): Same Flann Choice / Analog / Safari Hamburguers



O Disenteria pode ser classificado como um projeto paralelo às outras bandas dos integrantes? Vocês pretendem dar seguimento e lançar mais material por essa banda?

É uma banda como qualquer outra. Faremos o possível para abraçar o maior número de shows e sim com certeza terá coisa nova, inclusive já estamos com 5 novas músicas. O que vai definir quando um próximo álbum será lançado é só o maldito papel chamado dinheiro hahaha, então quanto mais pessoas nos ajudarem participando dos shows, comprando o merch (que está sendo providenciado) e ouvindo nossas músicas no spotify mais rapidamente conseguiremos lançar um CD novo.

“Quanto vale a sua mentira” é bem visceral e direto, o som vem com os dois pés no peito do ouvinte, quais foram as inspirações pra compor esses nove sons destrutivos?

Uma enxurrada de acontecimentos merda, intrigas, pessoas com pensamentos atrasados, preconceito, pré-candidato fascista despertando sentimentos imbecis, corrupção, abuso de autoridade. Porra cara, você já parou pra pensar no potencial do nosso país? A gente tem a faca e o queijo na mão, terra fértil, espaço, clima, sem catástrofes naturais, um povo trabalhador pra caralho, e continuamos vivendo das migalhas de uma corja imunda que por algum motivo não consegue se satisfizer com a vida que tem, mesmo ganhando 30 vezes mais que um salário mínimo. Acho que é motivo suficiente para criar quantos sons forem necessários, né?



Outro fator que chama a atenção é que apesar de toda a pancadaria, tudo está muito bem produzido e no seu devido lugar, como foi o processo de produção e em que estúdio vocês gravaram?

Gravamos no Beco Estúdio aqui em Santos mesmo, com nosso amigo Ivan. Já estamos familiarizados com ele e isso facilitou muito o processo, foi muito rápido, não chegou a dois meses. Achamos legal o fato de ter soado bem orgânica a gravação, está bem fiel ao que é ao vivo.

O material está disponível pra streaming nas plataformas digitais, vocês pretendem lançar no formato físico?

Sim, pretendemos lançar o CD prensado em formato digipack, assim que po$$ível.

Vocês já fizeram algumas apresentações ao vivo com o Disenteria, como tem funcionado essas faixas ao vivo? E o que rola no set ao vivo, somente os sons do disco ou tem mais algum complemento?

Na verdade fizemos dois shows, um no Guarujá que foi bem legal e outro em Sorocaba que foi foda também. Ainda é algo a ser descoberto até por nós mesmos, em relação a molecada e o feedback, estamos positivos e ansiosos para ver essa troca de energia e informação tomar forma.

Falando em shows, quais são os próximos compromissos na agenda e diga como faz pra levar a banda pra tocar nas quebradas Brasil afora?

Tivemos show Sábado 22/04 em Sorocaba, que por sinal foi muito foda como sempre. Reencontramos bons amigos nessa cidade linda, apesar da banda ser nova já conhecemos um pouco a cena de lá graças as nossas outras bandas.
Na sequencia tem Curitiba dia 06/05 no Espaço Gaia e Joinville dia 07/05 no Delinquent´s Bar e Praia Grande a ser confirmado em Junho.  Pra convidar o Disenteria pra tocar manda um e-mail lá no disenteria3mundo@gmail.com ou inbox na página da banda no Facebook



Musicalmente que bandas vocês consideram como influência direta no som de vocês?

Boa pergunta, focamos em algumas especificas para tentar criar algo um pouco diferente das nossas outras bandas. Municipal Waste, Iron Reagan, Trash Talk, Biohazard, Bane, Napalm Death, juntando com as características pré-existentes de cada um deu nisso ae hahaha

As letras dentro do hardcore são um traço forte da personalidade do estilo, e vivemos uns tempos meio confusos, em que a galera tem adotado umas posturas meio reacionárias e conservadoras até mesmo dentro do meio underground, qual a visão de vocês a respeito disso? E vocês acham que tem como dissociar uma coisa da outra, separar ideologia de som?

No hardcore? Impossível. Acho que acima de tudo respeito, no fim discussão e agressão não ensinam nada a ninguém. Então, por um lado, é dever de todos nós aproveitarmos dessa aproximação que a banda oferece com diversos tipos de pessoas pra tentar instruir aqueles que talvez não estejam seguindo um raciocínio adequado. Jamais saberemos a verdade sobre tudo, estamos em constante evolução. As letras que escrevemos ontem, muitas vezes não nos convém hoje, talvez seja essa a beleza da música, em especial do hardcore, estamos sempre aprendendo algo.

Pra finalizar, novamente, gratidão total pela atenção e reservo esse espaço pra deixar sua mensagem como bem entender e o tradicional salve aos leitores do Microfonia e todos que acompanham a banda. Valeu!

Quero agradecer ao Microfonia Underground e a você Evandro pela oportunidade e interesse na entrevista!
Espero que a banda possa enviar uma mensagem positiva e útil para aqueles que se identificarem com as letras ou com o som, para quem ainda não ouviu está aí:

Tem um link com download gratuito lá, ou para quem preferir está disponível nas plataformas de streaming como Spotify, Deezer, Tidal, Google Play.