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quinta-feira, 14 de maio de 2020

5 DISCOS QUE MUDARAM MINHA VIDA #3



Quem vai nos contar hoje quais foram os discos que mudaram sua vida é o brother Ricardo Pigatto, da Hellway Patrol. O Ricardo tem uma bela trajetória no underground e é interessante conhecer quais discos nortearam as influências e referências da carreira de uma cara de tanto talento que sempre trouxe a tona excelentes projetos e bandas, sempre contribuindo com a cena! Então confiram o terceiro "5 DISCOS QUE MUDARAM MINHA VIDA".






Coletânea Showbizz Monstros do Rock

O álbum mais importante pra minha vida foi na verdade uma coletânea. Eu estava viajando com meus pais e conheci uns garotos de outra cidade que me mostraram esse CD. Eu tinha acabado de fazer 13 anos e entrei em choque, o disco mais "pesado" que existia em casa era Imagine do John Lennon, nas rádios não tocava nada assim e eu ouvi simultaneamente pela primeira vez: Black Sabbath, Motorhead, Venom, Wasp, Helloween, Nazareth, Uriah Heep, Girlschool. 
A primeira coisa que eu fiz voltando pra casa foi procurar a revista com o CD e fui a loja de discos procurar cada uma dessas bandas e acabei entrando de cabeça nesse mundo.



                                                         Motörhead - Ace of Spades

A música Ace of Spades estava na coletânea que citei e foi um dos primeiros álbuns que comprei logo em seguida. Desde os timbres à execução das músicas, é cheio de raiva e energia. A junção dos riffs estimulantes do Fast Eddie Clark, a bateria frenética do Phil Animal Taylor e a persona do que eu considero o próprio avatar do Rock'n'Roll, Lemmy Kilmister.
Em qualquer hora ou lugar em que toque uma música desse álbum, ou de qualquer outro com essa formação, eu fico arrepiado. 



   Megadeth - Rust um Peace

Sendo um adolescente nos anos 90, eu não comecei a ouvir as bandas pelos seus primeiros álbuns, e sim pelo que estava disponível nas lojas de disco e que geralmente eram lançamentos no momento. O Thrash já tinha me pegado e eu ouvia muito Metallica, Pantera, Kreator, Nuclear Assault, Sepultura e até mesmo o Megadeth. Mas ouvia o Cryptical Writings e o Countdown to Extinction. Ouvi o Rust in Peace bem depois, quando já tinha começado a ter minhas primeiras bandas e lembro de ter pensado: Que Porra é Essa?
Pra mim esse foi o pico de criatividade, técnica e inovação da banda, mesmo ele tendo sido lançado 8 anos antes de eu te-lo ouvido pela primeira vez.



 The Cure - Wish

Essa é a banda que me acompanhou em todas as fases da vida. É difícil escolher um álbum favorito porque gosto de todas as fases da banda, mas esse tem algumas músicas que cabem pra qualquer ocasião.
Espero conseguir assisti-los ao vivo um dia.



Huntress - Spell Eater

Quando saí do Dominus Praelii em 2008 eu me envolvi em vários outros projetos com outros tipos de som e tinha desencanado do metal porque achava que eu não conseguiria contribuir com nada novo pra cena. Esse álbum me mostrou que ainda há espaço pra inovação no metal, sem se afastar totalmente da fonte e me inspirou a voltar a compor.



sexta-feira, 9 de junho de 2017

ENTREVISTA HORACE GREEN

Já tem um tempo que acompanho os lançamentos da Horace Green, desde o "Sempre Melhor" em 2013 que os caras me chamaram atenção, ainda mais numa fase em que eu estava a procura de ouvir algo diferente, e o Horace difere um pouco do que costumo escutar, mas curti bastante o que encontrei ali e nos trampos seguintes, pois uma coincidência que há entre todos os entrevistados que passam por aqui é que de fato curto e acompanho os trabalhos dos mesmos e aqui não é uma exceção, conheçam essa grande banda e se liguem na ideia que trocamos a seguir.



Fala pessoal, obrigado por falar com a gente, pra começar, conte-nos um pouco de sua trajetória, como surgiu a Horace Green?
Opa o Horace começou sem grandes pretensões obviamente, a gente estava se encontrando direto em shows e conversávamos sobre uma banda assim até que alguém teve a brilhante de ideia de juntar essa galera e começar a tocar, do primeiro ensaio para a formação atual só ficamos eu e Chero, que no primeiro ensaio tocou guitarra e só depois foi pra batera.

Seu último disco, “Jazz depois da meia-noite” (2015), saiu a algum tempo, mas vamos falar sobre ele, como foi o processo de criação dessas 10 faixas presentes nesse disco?
A gente já tinha lançado o 7”, o EP e o split e estávamos com essa ideia fixa que era a hora de lançar um CD full, começamos a compor e mesmo sem as letras, fomos criando as musicas já na ordem que acreditávamos que deveria estar no disco...tipo após fechar uma musica nova a gente já posicionava ela “essa é bem faixa 3 né” e assim foi saindo.
Eu estava numa fase meio conturbada, me preparando para mudar de casa, a paternidade chegando e acabou que dividimos bem as composições, nesse disco tem 4 letras minha, 3 do Fox e 3 do Clayton, por mais que eu ame escrever, acho que foi essencial essa divisão.

Voltando um pouco mais atrás em sua discografia, além do full, vocês lançaram dois Eps, “Sempre Melhor” (2013) e “Madeira” (2014), lançados de forma sequencial entre 2013 e 2015, o material tem ligação entre si ou são lançamentos individuais?
A gente não é uma banda muito conceitual, os trampos não são continuação ou algo do tipo. Mas eu gosto muito de ouvir na sequencia e ver uma evolução natural das composições e das letras.

Além dos lançamentos já citados, em 2015 vocês participaram de um Split com Running Like Lions, Plastic Fire e Rallye, como foi participar desse trampo?
Fomos convidados para participar, já estavam as outras 3 bandas fechadas e resolveram que seria legal ter mais uma banda. Foi uma bela surpresa pra nós, tínhamos 2 musicas quase prontas e corremos um pouco para entrar no prazo do projeto mas gostamos do resultado. Gosto muito da ideia de ter 2 bandas cantando em português e 2 em inglês, e elas não se parecem em nada uma com as outras mas todos são amigos e tocam no mesmo meio. Fora que a parte gráfica desse Split é muito linda!

Tratando um pouco da parte lírica da banda, qual a mensagem que vocês buscam passar em suas letras, e como vocês compõe? Em conjunto? Separadamente? O som depois a letra ou vice versa?

Sempre os sons surgem primeiro e as letras depois, no Jazz a gente fez prés na casa do Fox de todas as musicas então acabou que todos participaram das composições... Sempre tinha um trecho que precisava alterar e alguém dava ideia final sabe. A gente funciona bem assim, um traz uma base de musica e ela vira algo no ensaio com todos participando, e as letras também funcionam assim. Tem um autor principal, mas todos dão pitaco para arrumar a melodia e até mesmo a ideia das mensagens.
Sobre as mensagens, nós acreditamos muito no poder de mudança que a musica tem, senão fossem as letras de bandas como Dead Fish, No Violence e Dominatrix, provavelmente nós não teríamos a postura politica que temos hoje em dia sabe? No começo até tínhamos uma preocupação em não falar sobre nada pessoal pois queríamos fazer uma banda melódica mas com uma postura punk, mas hoje conseguimos equilibrar bem isso, no jazz tem letra de amor, letra contra a postura das religiões contra os homossexuais, falamos sobre o machismo e até abuso sexual infantil.

A Horace Green tem um som bem versátil, dá pra sacar inúmeras facetas em suas músicas, que músicos ou bandas vocês consideram como influências importantes pra banda?
Cada um traz coisas muito diferentes pra banda, o Fox gosta muito de rock progressivo, Clayton de bandas instrumentais tipo Tortoise e eu sou fã de Legião Urbana! hahahahahaahah Mas nossa base como banda é o começo do emo e os anos 90, tem muita coisa foda ali...
Quais são os planos pra esse segundo semestre de 2017, vocês pretendem lançar algo esse ano? Possuem material inédito composto?
Esse ano temos feito tudo com calma, sem pressa. Mas tem coisa nova rolando nos ensaios, sem grandes expectativas do que fazer com elas, sem nenhum projeto por hora.

Por onde vocês tem tocado durante o ano e qual é a agenda da banda para os próximos dias pra quiser colar num show da Horace Green?

Esse ano com os papais recentes acabamos tirando o pé do acelerador e fizemos bem menos shows do que costumávamos fazer, mas felizmente só fizemos shows legais e shows com propósitos como arrecadação de alimentos, roupas ou ração. Agora em Junho tocaremos no lançamento do novo CD dos amigos do Dinamite Club na JAI, vai rolar show em Jundiaí (que não vamos pra lá tem uns dois anos) para ajudar uma criança e tocaremos no Black Embers Fest.

Nos rolês para as apresentações vocês devem dividir o palco com muitas bandas por aí, o que você destacaria na cena atualmente que merece ser ouvido com atenção?

Tem muita banda boa rolando por ae, muita mesmo. O Horace nunca se preocupou em se segmentar então tivemos o prazer de tocar com bandas de power violence até shoegaze. O que eu, Shamil, gostaria de destacar são O Inimigo de São Paulo, Nada em Vão de Brasilia, Better Leave town de Curitiba e o Desventura de Uberlândia. Grandes bandas!

Agora uma pergunta infame, mas uma curiosidade pertinente, gostaria que mandassem um Top 5 de discos essenciais e indispensáveis pra vocês.

Essa eu vou TENTAR responder como banda tá, mas acho que para o Horace Green ser o que é hoje em dia foi graça a todos terem ouvido muito:

- Hot Water Music – No Division
- Samiam – Astray
- Garage Fuzz – Turn the Page...
- Small Brown Bike – Dead Reckoning
- Noção de Nada – Sem gelo

Gostaria de agradecer pela atenção, e reservar este espaço pra que mande seu salve como quiser a todos que acompanham a banda e aos leitores do Microfonia. Valeu!
Pow a gente só tem a agradecer pelo espaço aberto pra banda, parabéns por manter um blog ativo! E fica aqui nosso #foratemer até mais!

https://www.facebook.com/horacegreen/
https://horacegreen.bandcamp.com/




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Entrevista by Microfonia Underground Blog
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quinta-feira, 27 de abril de 2017

ENTREVISTA DISENTERIA

Os caras do Disenteria já são conhecidos na cena e inclusive por este que vos escreve, já entrevistei a outra banda do Gabriel, o Zerão para um outro blog aí, mas o foco aqui é essa junção de camaradas que deram forma ao som do disco de estreia da Disenteria, que vem como um grande cartão de visita para a banda, rápido, pesado, insano, e já está disponível na plataforma de streaming mais próxima de você, "Quanto vale a sua mentira?" é breve e certeiro, vai agradar a qualquer fã do gênero, então recomendo a audição imediata do material e a leitura imediata desta entrevista, se possível os dois ao mesmo tempo...vai lá!



Salve pessoal do Disenteria, obrigado por falar com a gente, pra começar como vocês se uniram nessa nova empreitada, já que vocês fazem parte de outras bandas da cena da baixada, e já que vamos tratar da recente história da banda, manda aí pra gente quem compõe o line up da banda?

Nós que agradecemos a oportunidade meu mano.
O Disenteria é composto por:

Francisco Zoletti (Vocal): Maguila / Orgia
Gabriel Menezes (Guitarra/Vocal): Zerão / Like A Texas Murder
Renan Matos (Baixo): Zerão / Punk Praia Trash / Ratos da Ilha
Fabio Pupo (Bateria): Same Flann Choice / Analog / Safari Hamburguers



O Disenteria pode ser classificado como um projeto paralelo às outras bandas dos integrantes? Vocês pretendem dar seguimento e lançar mais material por essa banda?

É uma banda como qualquer outra. Faremos o possível para abraçar o maior número de shows e sim com certeza terá coisa nova, inclusive já estamos com 5 novas músicas. O que vai definir quando um próximo álbum será lançado é só o maldito papel chamado dinheiro hahaha, então quanto mais pessoas nos ajudarem participando dos shows, comprando o merch (que está sendo providenciado) e ouvindo nossas músicas no spotify mais rapidamente conseguiremos lançar um CD novo.

“Quanto vale a sua mentira” é bem visceral e direto, o som vem com os dois pés no peito do ouvinte, quais foram as inspirações pra compor esses nove sons destrutivos?

Uma enxurrada de acontecimentos merda, intrigas, pessoas com pensamentos atrasados, preconceito, pré-candidato fascista despertando sentimentos imbecis, corrupção, abuso de autoridade. Porra cara, você já parou pra pensar no potencial do nosso país? A gente tem a faca e o queijo na mão, terra fértil, espaço, clima, sem catástrofes naturais, um povo trabalhador pra caralho, e continuamos vivendo das migalhas de uma corja imunda que por algum motivo não consegue se satisfizer com a vida que tem, mesmo ganhando 30 vezes mais que um salário mínimo. Acho que é motivo suficiente para criar quantos sons forem necessários, né?



Outro fator que chama a atenção é que apesar de toda a pancadaria, tudo está muito bem produzido e no seu devido lugar, como foi o processo de produção e em que estúdio vocês gravaram?

Gravamos no Beco Estúdio aqui em Santos mesmo, com nosso amigo Ivan. Já estamos familiarizados com ele e isso facilitou muito o processo, foi muito rápido, não chegou a dois meses. Achamos legal o fato de ter soado bem orgânica a gravação, está bem fiel ao que é ao vivo.

O material está disponível pra streaming nas plataformas digitais, vocês pretendem lançar no formato físico?

Sim, pretendemos lançar o CD prensado em formato digipack, assim que po$$ível.

Vocês já fizeram algumas apresentações ao vivo com o Disenteria, como tem funcionado essas faixas ao vivo? E o que rola no set ao vivo, somente os sons do disco ou tem mais algum complemento?

Na verdade fizemos dois shows, um no Guarujá que foi bem legal e outro em Sorocaba que foi foda também. Ainda é algo a ser descoberto até por nós mesmos, em relação a molecada e o feedback, estamos positivos e ansiosos para ver essa troca de energia e informação tomar forma.

Falando em shows, quais são os próximos compromissos na agenda e diga como faz pra levar a banda pra tocar nas quebradas Brasil afora?

Tivemos show Sábado 22/04 em Sorocaba, que por sinal foi muito foda como sempre. Reencontramos bons amigos nessa cidade linda, apesar da banda ser nova já conhecemos um pouco a cena de lá graças as nossas outras bandas.
Na sequencia tem Curitiba dia 06/05 no Espaço Gaia e Joinville dia 07/05 no Delinquent´s Bar e Praia Grande a ser confirmado em Junho.  Pra convidar o Disenteria pra tocar manda um e-mail lá no disenteria3mundo@gmail.com ou inbox na página da banda no Facebook



Musicalmente que bandas vocês consideram como influência direta no som de vocês?

Boa pergunta, focamos em algumas especificas para tentar criar algo um pouco diferente das nossas outras bandas. Municipal Waste, Iron Reagan, Trash Talk, Biohazard, Bane, Napalm Death, juntando com as características pré-existentes de cada um deu nisso ae hahaha

As letras dentro do hardcore são um traço forte da personalidade do estilo, e vivemos uns tempos meio confusos, em que a galera tem adotado umas posturas meio reacionárias e conservadoras até mesmo dentro do meio underground, qual a visão de vocês a respeito disso? E vocês acham que tem como dissociar uma coisa da outra, separar ideologia de som?

No hardcore? Impossível. Acho que acima de tudo respeito, no fim discussão e agressão não ensinam nada a ninguém. Então, por um lado, é dever de todos nós aproveitarmos dessa aproximação que a banda oferece com diversos tipos de pessoas pra tentar instruir aqueles que talvez não estejam seguindo um raciocínio adequado. Jamais saberemos a verdade sobre tudo, estamos em constante evolução. As letras que escrevemos ontem, muitas vezes não nos convém hoje, talvez seja essa a beleza da música, em especial do hardcore, estamos sempre aprendendo algo.

Pra finalizar, novamente, gratidão total pela atenção e reservo esse espaço pra deixar sua mensagem como bem entender e o tradicional salve aos leitores do Microfonia e todos que acompanham a banda. Valeu!

Quero agradecer ao Microfonia Underground e a você Evandro pela oportunidade e interesse na entrevista!
Espero que a banda possa enviar uma mensagem positiva e útil para aqueles que se identificarem com as letras ou com o som, para quem ainda não ouviu está aí:

Tem um link com download gratuito lá, ou para quem preferir está disponível nas plataformas de streaming como Spotify, Deezer, Tidal, Google Play.


















sexta-feira, 21 de abril de 2017

Entrevista Facada

O Nordeste sempre foi um grande polo de produção cultural, revelando grandes nomes para a música brasileira em geral, mas no tange a som extremo a região também é referência, diversos nomes vem despontando ao redor dos anos, mas aqui vamos tratar especificamente de um desses nomes, Facada! Formação grindcore cearense, com 15 anos de estrada, autoridade no gênero e que vem trazendo novidades para os adeptos da brutalidade sonora, segue o texto que você vai poder saber um pouco mais a respeito!




Vamos começar relatando um pouco da trajetória dos membros da Facada, como e quando vocês começaram a se envolver com música e em que momento se reuniram dando vida a essa entidade do grindcore?

Desde quando a gente se conhece que cada um tinha banda ou andava em shows e participava do underground de alguma forma. Eu e o Dangelo tínhamos uma banda de doom metal bem no começo e sempre tocamos juntos em outras coisas e o Ari tocava em alguns projetos e o Danyel também. Quando começamos o facada (em 2004), cada um tocava em outra banda e começamos mais como um projeto pra gente se divertir do que qualquer outra coisa, nossas bandas estavam ficando muito sérias e queríamos fazer uma coisa diferente.

Continuando nas apresentações, como vocês descreveriam o som da Facada para aqueles que ainda não conhecem a sua música?

Acho que resumindo a gente toca grindcore. Claro que nosso som tem várias facetas, vários caminhos, tem gente que nos compara a muitas bandas, incorporamos muitas influências, mas tocamos grindcore.



São quase quinze anos de estrada, alguns demos e discos na bagagem e muitas apresentações ao vivo, e sempre demonstrando fidelidade a identidade do som que vocês desenvolveram ao longo desses anos, a que vocês creditam a sobrevivência da banda por todo esse tempo, mesmo fazendo um som totalmente extremo e underground?

Acredito por que gostamos do que fazemos. Ninguém na banda faz cobranças quanto a posturas musicais ou ideológicas. Somos amigos antes de tudo e cada um conhece o outro desde faz muito tempo. Além disso, temos uma forma já bem definida de como a banda deve funcionar o que facilita bastante como compor e de como a banda deve funcionar. Acho muito difícil que mudemos nosso som algum dia, sempre procuramos evoluir seguindo uma linha, não temos a intenção de fazer outra coisa.

Facada está prestes a lançar um Split com a Stheno, que vai contar som sete faixas de vocês, que sons vão entrar nesse Split, são inéditas, regravações? Vocês poderiam nos dar mais detalhes sobre este lançamento?

Ele inclusive já saiu (pela LAJA records, D.I.Y KOLO Records, Scull Crasher Records e Drunk with Power Records) e quem agilizou tudo foi o Leon, guitarrista do Stheno, falta só chegar aqui. A ideia era um 7”, mas resolvemos fazer em CD pelo custo e quantidade. O Stheno é uma banda foda da Grécia que mistura grindcore com black metal então casou com a nossa ideia. Iam ser 7 músicas nossas, mas não deu tempo de finalizarmos 3 sons então ficaram 4 que já tínhamos gravado. Serão 7 músicas deles e o material ficou MUITO bom. Esse é nosso primeiro split da banda.



Qual o conceito utilizado pela banda para escrever as letras, que temas vocês costumam abordar em suas músicas?

Geralmente a gente fala das pessoas e tudo que envolve as suas fraquezas, desilusões, imperfeições. Tem músicas que são pequenos contos reais, tem outras que são pesadelos, tem historinhas de terror, tem referência a livros, tem aviso pra gente mesmo, mas todos envolvendo pessoas.

Vocês liberaram alguns covers que gravaram e com escolhas bem inusitadas, como “Igreja” do Titãs por exemplo, o trabalho parece já estar próximo de seu lançamento físico, “Nenhum puto de atitude”, será um disco só de covers ou vocês vão mandar algum material inédito junto?

Esse disco vai ser só de covers. A gente tinha esse plano já fazia um tempo, mas era pra ser só um 7”. Alguns covers que pensamos que ficariam legais na nossa versão, mas aí fomos decidindo as músicas e cada um foi dando opinião e as músicas foram aumentando. Quando fomos falar com os selos, ele deram a ideia de ser um 12”, então fizemos metade Brasil e metade bandas de fora. Gravamos praticamente junto o de covers e o novo. Esse de covers não ensaiamos as músicas uma única vez, só passava a música na hora e já gravava. E achamos o resultado muito bom. Outro que já tá na fábrica agora.



A cena underground do nordeste é muito forte e sempre revela excelentes bandas, que bandas aí da região vocês destacariam pra quem quer conhecer a cara da cena nordestina?

O nordeste tem muita banda boa e teria que fazer uma lista enorme de bandas de todos os estilos que não caberiam aqui, além da minha memória ser péssima...hehehehe. Das que eu lembro tem a Damned youth, Faixa de gaza, Rabujos, Obitus, Lepra, Capitalistic Death, Desgraça maldita, são muitas...

Em maio vocês participam de um evento em Recife-PE, vão dividir o palco com o GBH e o Ratos de Porão, como rolou o convite pra participar desse show e qual a expectativa de poder se apresentar ao lado desses ícones do hardcore mundial?

Esse festival vai ser demais, talvez o mais punk que já tocamos. Serão muitas bandas fodas de todo o nordeste, como Rotten Flies, Nação corrompida, Karne Krua, Cachorro da duença e subversivos, fora o RDP (que já tocamos algumas vezes), GBH, Total Chaos. É muito massa poder tocar junto de quem fez história tocando e participando do movimento punk. Tantas bandas que ouvimos e vamos ver de perto. Coincidência que gravei os vocais de uma música do GBH que o Stheno fez cover no split. Além que vamos fazer o relançamento do Indigesto nesse show que vai sair pela Pecúlio do Boka.



Vocês já rodaram praticamente todas as regiões do país, ao longo de sua carreira vocês acham que houve melhora quanto a estrutura e organização de eventos underground no Brasil?

Depende. Ainda tem produtores que acham que o underground é fazer mal feito de qualquer jeito e que se sua banda é do underground pode aceitar qualquer coisa. Que você pode ficar em qualquer lugar, deitar no chão, tocar de qualquer jeito. Mas também tem quem se esforce pra fazer bem feito: que dá suporte pra que as bandas possam fazer seu som da melhor forma, dando um som decente, organizando para que tudo corra bem. Acho que nesse aspecto o Brasil cresceu bastante pelo fato de muitas bandas do submundo mundial vierem tocar aqui e as pessoas verem que existe um mínimo de organização. Hoje temos muitos Festivais organizados e bem estruturados, como também shows pequenos feitos dessa forma. Mas, infelizmente, ainda existem muitos pilantras pela cena.



Pra finalizar, gostaria de agradecer pela atenção e reservar este espaço pra que mandem seu salve ao leitores do Microfonia e todos que acompanham a banda! Valeu!

Valeu a todo mundo que leu a entrevista e que gosta da banda, muito obrigado pelo espaço concedido. Tem muita coisa nossa saindo por esses dias, procura facadanagoela na internet que tem tudo por lá! Valeu.

Contato Facada:






sexta-feira, 14 de abril de 2017

Entrevista com o escritor D.Pereira (Estudiosos do Macabro)

E aí pessoal? Tudo bem? Seguindo nosso projeto de diversificar os conteúdos que publicamos no Microfonia, este é o primeiro passo do projeto, falamos com o escritor Diogo Martins Pereira, autor de livros como o "Estudiosos do Macabro" e "O duelo das rosas", tratamos de suas referências, novos projetos e de literatura fantástica, o cara tem trabalhos muito legais lançados e vale a pena conhecer um pouco da pessoa por trás das histórias, caso queiram conhecer mais do trampo do Diogo ou até mesmo adquirir material do mesmo, no decorrer da entrevista vocês vão encontrar os links pra fazer isso, no mais, curtam o bate papo aí, que ficou daora!!!



Fala Diogo, muito obrigado por nos atender, é bem legal falar com você, pois sou fã de seus trabalhos, começando aí com uma minibiografia, gostaria que nos contasse como foi que você começou a escrever, o que o levou a querer lançar livros e que autores serviram de inspiração pra você desenvolver seu trabalho?

Olá, Evandro! Primeiramente, eu que agradeço pelo interesse nos meus livros e pela oportunidade de falar um pouco sobre eles.
Bom, falando um pouco sobre o Diogo, eu sou natural de Curitiba (mas moro em Maringá há sete anos), sou formado em engenharia civil, desenho desde que me entendo por gente e escrevo desde a adolescência.
Sempre gostei de histórias fantásticas, não importando muito a forma em que essas histórias eram contadas. Livros, filmes, games, quadrinhos, etc, sendo algo criativo certamente despertava o meu interesse. Durante uma década eu “mestrei” partidas de RPG de mesa, e quando o grupo dispersou eu senti a necessidade de continuar inventando histórias, criando personagens e desenhando. Foi assim que eu comecei a escrever contos, apenas para passar o tempo, mas quando descobri que era possível publicar livros por conta própria, e que isso não era tão impossível ou caro quanto eu imaginava, decidi publicar as minhas histórias.
Tendo vivido boa parte da minha vida em Curitiba, cidade que estatisticamente tem menos dias de sol ao longo do ano do que Londres, o que pode ser bastante melancólico, acredito que meus interesses foram naturalmente direcionados para o terror e o sobrenatural.
Não por acaso meus autores prediletos são “um pouco” antigos. Arthur Conan Doyle, Mary Shelley, H. G. Wells, H. P. Lovecraft, Bram Stoker, Robert Louis Stevenson, estão entre os meus favoritos, para citar alguns, apesar de eu gostar de bastante coisa atual também.

Partindo da trilogia de “Estudiosos do macabro”, que devo elogiar, pois realmente gostei muito destes livros, chama a atenção a riqueza de detalhes de uma narrativa que se desenrola numa Inglaterra vitoriana e as personalidades antagônicas de seus personagens principais, Ambrose D. Hunter e Morris, você desenvolveu algum tipo de pesquisa pra ambientar sua história? Sobre as personagens, se inspirou em alguém pra dar vida aos mesmos?

O Umberto Eco falava algo bastante interessante num livro sobre técnicas de escrita que eu li. A história era mais ou menos a seguinte: um leitor entrou em contato com ele criticando uma de suas histórias, pois na data e no local em que se passava uma das cenas havia ocorrido um incêndio, e no livro isso sequer era citado, o que não fazia o menor sentido!
Isso me marcou muito, e por esse motivo faço pesquisas extensas em tudo que é canto possível e imaginável, para deixar as minhas histórias o mais próximo possível da realidade da época em que se passam. Tecnologia, roupas, costumes, locais, o que eu consigo pesquisar, eu uso. E se ficar em dúvida, prefiro tirar. Vai que algum leitor percebe...
O Ambrose e o Morris são personagens pelos quais tenho muito carinho. Vejo os dois como desajustados, pois apesar do Ambrose ser o “bonzinho”, suas atitudes são tão contidas, tão metódicas, que chegam a ser não-naturais (não por acaso sua aparência é quase a de um boneco de madeira), e essa era a intenção no final da história. Já o Morris é aquela mistura explosiva de Wolverine com Vegeta, capaz de realizar um ato heroico e depois colocar tudo a perder por causa de um cachimbo de ópio.
Os dois reúnem características de várias pessoas e personagens que conheci, mas não são inspirados em indivíduos específicos não. 





Sobre as criaturas combatidas em “Estudiosos do macabro”, você as criou com base em alguma lenda urbana da época em que ocorre a história? Parece haver uma pluralidade de culturas em meio aos inimigos que os protagonistas enfrentam, estou certo?


O conceito de “Detetive do Oculto” não é nenhuma novidade na literatura. Para citar o mais famoso, Abraham Van Helsing só foi um adversário páreo para o Drácula por que carregava consigo uma bagagem enorme de conhecimento.
Eu não queria escrever nada muito espalhafatoso, com grandes cenas cheias de explosões e pancadaria. Apesar de obviamente existirem algumas cenas de ação, o enfoque dos meus “Estudiosos do Macabro” era a investigação de eventos sobrenaturais e o registro desses eventos para a posteridade. Agora, se a ideia era estudar criaturas sobrenaturais, fazia mais sentido que houvesse algum tipo de abrangência mundial nesses estudos, o que foi ótimo, pois a partir dessa premissa acabei conhecendo muitas lendas de lugares que jamais teria conhecido. A Índia em particular foi bastante desafiadora.


Ao correr das páginas de seus livros encontramos diversas ilustrações, que você mesmo produziu, quem surge primeiro as histórias ou as ilustrações?

Essa é uma boa pergunta. Alguns personagens foram criados nas antigas partidas de RPG que eu mestrava (o albino Augustine Crompton foi criado pelo meu irmão, por exemplo), e, portanto, já existiam em desenhos. Mas na maioria das vezes eu escrevo as cenas, e algumas propositalmente são bastante gráficas, já pensando nas ilustrações.









Você já pensou em produzir algo no formato de quadrinhos, te interessa esse formato de trabalho?

Eu já fiz muitos trabalhos com ilustrações, mas acredito que escrever me permite produzir mais (alguns dos meus desenhos levaram meses para ficarem prontos – estou falando de você, pontilhismo!). De qualquer forma, hoje consigo casar essas duas paixões nos livros, então posso dizer que estou bastante satisfeito com o formato atual.

Seu último trabalho de que tenho notícia, foi desenvolvido junto com seu pai, DJ. Pereira, o livro em questão, “O duelo das rosas” é um thriller policial, o que você achou de escrever com uma parceria assim tão familiar e em que estilo literário você se sente mais à vontade de escrever?


Nossa, esse livro foi uma verdadeira maluquice. Meu pai, apesar de escrever muito bem, nunca tinha se aventurado na criação de histórias. Um dia ele chegou para mim e disse que queria escrever um thriller policial, e já tinha o título: O Duelo das Rosas. O problema é que ele só tinha o título, até aquele momento, e uma ideia vaga de que a protagonista seria uma policial. Decidimos escrever a história em conjunto, com cada um responsável por uma parte das tramas, que convergiriam até o grande final. Fizemos uma reunião para inventar a ideia principal e a partir daí partimos para o livro propriamente dito. Acho que uns dez meses depois (e muitas risadas) estava pronto, e gostamos muito do resultado final.
Apesar de já ter me aventurado na ficção científica e no policial, considero que a minha casa é o sobrenatural mesmo.


No momento você está envolvido em algum novo projeto?

Sim, tenho dois trabalhos em andamento. Um deles já está pronto, na verdade. Chama-se “Cleto”, e é sobre um cavaleiro Hospitalário que cai em desgraça. Claro que, em se tratando de uma história saída da minha cabeça, pode-se esperar aquela mistura de fantástico e realidade, em que nem tudo é o que parece.
O outro livro ainda não decidi o título, mas se passa na Escócia, envolve algumas rixas entre os clãs das Terras Altas e o sobrenatural, claro. Já é o meu livro mais longo, e ainda não cheguei no terço final da história. Está me dando bastante trabalho na parte das pesquisas, pois se existe um país “peculiar” no mundo é a Escócia. Sendo bem sincero, nunca vi uma coletânea tão criativa e maluca de lendas quanto lá.
Tenho dúvidas sobre que formato usarei para publicar esses livros, pois apesar de adorar o lado “underground” da publicação independente, a verdade é que é meio impossível fazer tudo sozinho, conciliando com as minhas outras atividades.

Dentre todos seus lançamentos até aqui, qual trabalho você mais curtiu fazer?

Gosto de todos os livros, para dizer a verdade. Mas acredito que a coletânea dos “Estudiosos do Macabro”, por reunir três livros em um e ser toda ilustrada (e pelo esforço envolvido na sua edição), é o meu favorito. 





Pra finalizar gostaria de agradecer novamente a atenção e que você passasse aí pra nossos leitores onde eles podem encontrar o seu trabalho, obrigado!

Os livros podem ser encontrados na Amazon. Infelizmente as versões impressas estão disponíveis apenas na loja americana. As versões digitais podem ser adquiridas na loja brasileira. Tenho algumas cópias impressas comigo, quem tiver interesse ou apenas quiser trocar uma ideia, pode me mandar um e-mail. Será um prazer conversar com vocês!
Obrigado e um grande abraço!



Amazon americana (página do autor): www.amazon.com/D.-Pereira/e/B00T6XNQUI

Fan Page: www.facebook.com/pequenosdelirios

E-mail:
pereiracontos@gmail.com





sexta-feira, 7 de abril de 2017

ENTREVISTA VIOLENT STOMP

Aquela banda que você conhece e já salva na playlist, os caras da Violent Stomp estão em atividade desde 2014 e ainda tem muita lenha pra queimar, com um som pesado e cheio de groove e muita atitude, os caras vem construindo lançamento após lançamento um som cheio de personalidade e que é garantia de mosh pit, falamos com eles e demos uma sacada na história dos caras e quais são as news da banda, confiram e apoiem o underground, sempre!





Iniciando tratando um pouco da história, como surgiu a Violent Stomp e o que os levou a entrar nesse mundo louco do underground?

Nos conhecemos na escola. O Marcos e Lucas se conheceram primeiro, no colegial, e me conheceram em seguida.  Barizon e Rodrigo já tocavam juntos há um tempo no Staycore, e logo montaram outras bandas. A gente se aproximou através dos shows que rolavam no ABC na época e nessa altura o Lucas e o Marcos já tinham montando banda também. Eu estava tocando na época no Werewolf e tinha vontade de tocar com a galera que eu cresci junto e fazer um som diferente, aí nós cinco começamos a ensaiar até virarmos o Violent Stomp

Como vocês definem a sonoridade da banda? E quais bandas vocês citariam como principais influências?

Acho que não tem muito como definir, o som é uma mistura do que a gente curte. A banda é muito influenciada pelo Rock/Groove dos anos 90, mas viemos do hardcore, é inegável que essa é nossa principal influência. Bandas como Bad Brains, Leeway, Crown of Thornz, Biohazard, Rage Against The Machine, Cro-Mags, entre outros sons influenciaram muito na formação musical do VS. No nosso disco novo terão algumas influências diferenciadas mas que não fogem muito dessa linha, aguardem.



Ano passado vocês fizeram uma tour pela Europa, como foram as apresentações por lá e o que acharam da estrutura e dos produtores europeus?

Foram shows memoráveis, sempre que lembramos da forma de como fomos tratados dá vontade de voltar. As apresentações foram insanas, não sei se por conta de ser fora do nosso role, com pessoas diferentes mas a sensação é incrível. A galera foca no seu som, eles comentam sobre após o show, compram Merch, vinil, K7 e afins. A estrutura realmente vai bem além da do Brasil por questões obvias, a galera tem os melhores equipamentos lá. Os shows muitas vezes são em espaço culturais da cidades como os locais acadêmicos ou squats. Rola uma cooperação entre a galera, é bem foda.  Sobre os produtores é aquilo né…o cara as vezes não garante ajuda de grana mas garante que vai ter um publico pra você fazer o seu som. Tivemos show que não rolou ajuda fixa, foi parte da bilheteria, em compensação show lotado, muito material da banda vendido, um tratamento foda o que as vezes (sempre) é o mais importante. Afinal você está longe de casa.

Tropichaos, seu mais recente lançamento, possui ótimos sons, conheci a banda através dele e achei realmente foda, vocês poderiam nos dar detalhes sobre as sessões de gravação, como foi o processo e quem produziu o play?
Tropichaos teve uma forma de criação diferente do que fazíamos normalmente. Confesso que foi bem natural nada muito forçado, saiu um som em cada ensaio. Marcamos uma pré gravação pra ficar ouvindo e tal, pra ver se mudávamos algo e acabou que rolou de virar grava por diversos motivos. Um deles foi que gente mudou as músicas e criou mais em cima ali na hora entre outros hahaha. A produção foi feita pelo VS mesmo, a banda não tem muitos recursos mas sempre juntamos as ideia de cada um e acaba saindo algo.

Pra quem quiser adquirir o material da banda, quais formatos vocês disponibilizaram e onde podemos encontrar as paradas da Violent Stomp?
Além do material sempre estar a venda nos shows, a galera interessada pode mandar uma mensagem na nossa página do Facebook. Também estão a venda nos selos Hardtimes Records do ABC e Assurd Records da Itália que lançaram o Tropichaos em formato compacto em vinil.
Falando em selo, não podemos deixar de citar o Thinking Straight Records que lançou nossos primeiros materiais em K7 num role totalmente faça você mesmo. E o BLC pelo apoio desde o começo da banda. O BLC é um “selo” da galera do hardcore que ajuda muito em questões de marcar os shows aqui na cidade com estrutura e tudo mais.

Que temas vocês costumam abordar em suas letras? Compor as letras em inglês é um diferencial pra tocar lá fora?

 Creio que não, muitas bandas daqui tocam fora cantando em português e são bem aceitas. A questão é, além de ser muito mais difícil encaixar as letras em português - e admiramos muito quem consegue, o nosso som é uma parada bem americanizada em grande parte. Fazemos o máximo pra dar nossa identidade na parada mas nossas referências são todas em Inglês. No quesito de letras e temas, abordamos o que vivemos, relações pessoais, cotidiano, altos e baixos e etc...

A capa do Tropichaos tem uma arte bem legal, quem foi que a desenvolveu?

A arte do Tropichaos foi desenvolvida pelo nosso amigo Fernando Marcatti. A finalização teve ajuda do pai dele, Francisco Marcatti, o mesmo que fez as artes do Ratos de Porão.



Traçando uma linha da demo de 2014 até o Tropichaos, que mudanças ou diferenças vocês apontariam na sonoridade de vocês?
Foram mudanças que vieram naturalmente, nada muito brusco, foi gradual.
A banda amadureceu muito tecnicamente falando. Além disso a gente sempre gostou de som e de testar referências diferentes, a gente foi evoluindo sonoramente juntos.

Quais são os próximos compromissos da Violent Stomp, mande aí as datas de sua agenda pra quem curtir seu som ao vivo, e como se faz pra contatar a banda para shows?

É estamos em estúdio mas uma vez, dessa vez com um pouco mais de calma com pé no freio hahaha, temos alguns shows que serão talvez os últimos até o fim do ano. Talvez uma turnê na América do Sul, mas nada fechado ainda. Pra marcar show é só nos escrever no instagram da Banda @violentstomphardcore. Por Enquanto os Próximos shows são;

02/04 - VERDURADAXABC   -  São Caetano Do Sul
15/04 -  THRASHZONE – Ibiúna
16/04 -  SÃO ROQUE HARDCORE – São Roque
20-04 -  PUC  - São Paulo

Por falar em apresentações ao vivo, pra quem ainda não pode presencia-los ao vivo, como vocês traduziriam aqui em palavras qual a energia de um show da Violent Stomp?

Quem não presenciou, tem que presenciar prometo que parados não vão ficar, groove, peso e energia, não percam a oportunidade de balançar hahaha.

Que bandas da cena na atualidade vocês destacariam, o que rola nos fones de ouvido dos integrantes da banda?

Mano é sempre foda falar de cena mesmo a gente se enquadrando dentro do role hardcore ouvimos de tudo, mas no role BR mesmo o que eu admiro muito os últimos lançamentos, show e afins são; Perception, Clearview, Last Warning(BH), Life shy(CURITIBA), One True Reason, Time And Distance, In Your Face, B’URST, Futuro, Kill Moves(BH), Floating Kid(CWB), Memorial(CWB), Sitinglass(CWB).
O que rola nos nossos fones no momento é engraçado falar mas creio que o que menos estamos ouvindo no momento é hardcore em si mas ta rolando; Cro-Mags (Best Wishes, Alpha And Omera era), Megadeth, Life Of Agony, Ozzy, Prong, 24-7 spyz, Urban Dance Squad, Dog Eat Dog, Red Hot Chilli Peppers, Oasis, Faith No More, Only Living Witness, muito som na real piramos bastante no que ta rolando agora também Grime e techno hahaha.


Gostaria de agradecer pela atenção e reservar este espaço pra que deixes seu salve a todos que acompanham a banda e para os leitores do Microfonia. Valeu!

Um salve para todos que ainda tentam fazer algo que gosta e não por tendência. Pra quem organiza shows e pra quem comparece nos shows que não tocam, Pra Vocês que tem banda e choram que não vão em seus shows. Tenta comparecer também hahaa.  



OUÇA VIOLENT STOMP EM:


terça-feira, 4 de abril de 2017

ENTREVISTA ESCOMBRO HC

Começando o mês de Abril com os dois pés no peito, falamos com os caras da Escombro HC, que devem lançar em breve seu primeiro Full, que vai conter dez faixas, que devem vir muito pesadas se levarmosem conta os sons liberados até aqui, "Doutrinas do terror" e no "No veneno", que ganharam ambas clipes que você pode conferir no youtube, sem mais conversa, segue o papo, valeu!






Fala galera, de cara já gostaria de saber, vocês divulgaram na sua página no facebook que o primeiro full do Escombro já está pronto, vocês já tem uma previsão de lançamento desse material, título, número de faixas?

Ainda não temos uma data para o lançamento oficial do álbum em Streaming nem físico, mas será o mais rápido possível, até junho com certeza já está na praça. Estávamos num estresse do lançamento do segundo clipe, agora podemos soltar o álbum! Ele se chamará Escombro, pois será o primeiro com essa formação. Felipeles e Japonês não gravaram o Split. O mesmo contará com 10 faixas inéditas.

Dia 23 de janeiro de 2017, vocês lançaram o clipe de “Doutrinas do terror”, será uma das faixas desse novo disco?

Doutrinas vai estar no full sim! O conceito do clipe foi ideia do Jota, quem dirigiu foi o Tiago Hóspede, por conhecer melhor a música. Ele gravou todo material do escombro, o split e o full. A captação de imagem foi o Zema!

Ano passado vocês fizeram um Split junto com o Darrua HC, material de peso e muito bem produzido, que foi um ótimo cartão de visita pra banda, qual a visão da banda sobre essas faixas, e como vocês avaliam os resultados desse Split para o Escombro?

O Split foi um bom registro! Porém o Escombro vem para o full álbum com composições mais solidas e letras mais agressivas.

Dia 4 de março vocês tocaram com o DPR, Worst e outras bandas no Ruthless Fest,como foi o evento? 

Foi um evento muito bom! O convite veio pelo Fernandão, pois na época o Worst ensaiava no mesmo estúdio que nós, o Dual Noise! Já tocamos com o DPR no Jai Club e é sempre muito bom fazer um evento com eles. Tocar com o Marca de Honra é sempre empolgante, sabemos que o público deles é muito enérgico. E acompanhar o show de estreia dos nossos irmãos da Inherence (anotem esse nome) foi foda!



Levando em consideração a faixa Doutrinas do terror, podemos esperar muitas letras acidas e agressivas neste disco, em que temáticas vocês procuram se inspirar na hora de escrever suas letras?

Com certeza! doutrinas é só a ponta do iceberg. Como o momento atual do país é muito frágil, a verdade tem que ser muito explicita.

Como foi o processo de composição deste novo disco? Levando em conta que vocês soltaram o Split a menos de um ano e já tem faixas pra um full, o processo criativo do Escombro HC está bem produtivo, vocês tem algum método especifico na hora de compor? 

A gente se encontra com frequência, então começamos a ensaiar de segunda a sexta. Em épocas áureas do processo chegamos a compor um som por dia.

São Paulo tem uma cena hardcore muito forte e com várias bandas de qualidade, que novas bandas vocês destacariam dessa cena?

Inherence, Fim da Aurora, Surra, Punição e One Last Sunset (SE)

Gostaria de agradecer pela atenção, dizer que aguardamos muito o lançamento desse novo disco e reservar este espaço pra que deixem seu salve registrado! Valeu!


Salve pro MSP – Metal Selva de Pedra, pro estúdio Dual Noise, pra você Evandro e pra você leitor do Microfonia. Se você ta afim de ver o escombro na sua cidade, dá um salve no face!




OUÇA ESCOMBRO HC EM: