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quinta-feira, 14 de maio de 2020

MACAKONGS 2099 - AMOR (2020) REVIEW MICROFONIA




O Macakongs 2099 é uma entidade do hardcore nacional, mais de 20 anos de carreira dedicados ao underground e com quatro álbuns lançados,sendo "Amor" o quarto registro que ganhou as ruas em 4 de fevereiro e é o primeiro registro de inéditas desde "Tropicanalia" (2007), antes do lançamento a banda já havia divulgado dois singles que quem acompanha o rolê já devia conhecer, "Traiu Sinistro" e "Haters amam".

A banda conta atualmente com Phú: baixo e voz, WA: guitarra, Léo: guitarra e voz eThiago Brito: bateria e nos apresentam nove faixas que trazem uma síntese de tudo o que já fora apresentado pela banda até aqui, mas isso não significa que estamos diante de mais do mesmo e sim de quatro caras que tem conhecimento de causa dentro do hardcore e sabem exatamente o que fazer pra entregar um disco foda dentro do gênero! 

Obviamente a flertes com o metal em várias passagens, conferindo ainda mais peso e agressividade as faixas, como podemos conferir em "Haters amam" que começa numa pegada mais HC reta e descamba pra pancadaria em seu trecho final, em "Terra de ninguém" a faceta explorada é mais voltada pro groove metal, primando pelo peso e sendo a faixa mais cadenciada depois da última track que falaremos mais adiante.

Observando como um todo o disco é bem homogêneo e mostra que essa galera de DF tem muita lenha pra queimar, outro ponto que não podemos deixar passar batido é a participação do rapper Dino Black em "Cerrado sem miragem", faixa de pouco mais de 7 minutos que tem um clima denso e encerra o disco em grande estilo, com a faixa mais diferente de todo o restante, com baixo pulsando o grave e a levada ska de fundo fazendo a base pro Dino soltar as rimas!





ENTREVISTA COM PHU MACAKONGS 2099:

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

CLÁSSICOS RECENTES DO UNDERGROUND NACIONAL #5 - DFC - O MAL QUE VEM PRA PIOR (2005)



DFC é uma entidade do roque veloz nacional, quando o assunto é hardcore, crossover, pancadaria e letras ácidas e cheias de ironia, esses caras de Brasília são reis!

Eu sempre curti hardcore, foi um dos primeiros gêneros que me identifiquei quando comecei a curtir um som, através do Raimundos num primeiro momento e a sede por algo mais agressivo sempre rolou, então recebi um choque quando conheci o DFC diretamente pelo “O mal que vem pra pior”, o capiroto na capa já me chamou a atenção logo de cara e quando ouvi os primeiros segundos de “Ciclo dos tiranos” que cita os nomes de todos os filhos da puta que nos governaram até aquele ano de 2005, percebi que estava diante de um grande disco! 





Mesmo hoje, quase quinze anos depois de lançado, não tem como não curtir hinos atemporais como “Vai se fuder no inferno”, Paranoia Satânica” e “Aqui Jazz”, no entanto estamos falando de um álbum que somadas todas as faixas tem menos de 20 minutos de gravação, não tem pausa pra respirar, não tem balada, não tem dedilhado, é riff veloz e levada insana, berros desesperados que traduzem um sentimento de urgência que há nas músicas, com reflexões bem humoradas, até com um certo humor negro eu diria, de um mundo de poucas perspectivas e que não está muito diferente hoje em tempos de terra plana. 


Citei poucas faixas pra se destacar pois pra mim  é difícil escolher algo pra eleger como o melhor desse disco, pois ele vence pelo conjunto, tudo aqui se complementa e aborda com visão ácida  assuntos que nos são comuns, como em "Terror doméstico", "Ode ao ódio" ou "Festa da carne".

Então amigos, é uma experiência necessária, ligar seu som bem alto e conhecer esses 20 minutos de destruição e massacre sonoros, outros pontos a se ressaltar são a personalidade única da banda, ao ouvir um disco do DFC, saberemos que são os caras, o vocal do Túlio é uma marca registrada, e mesmo com as inúmeras encarnações que a banda já teve, nunca deixou de destilar o mais puro hardcore podre e subversivo, aquelas músicas de assustar os mais desavisados e pra incomodar quem curte uma “estética” mais clean na música.






DFC - O MAL QUE VEM PRA PIOR - 2005

Tracklist 

1. Ciclo dos Tiranos 
2. Interrogação 
3. Hidelbrando Chainsaw Massacre 
4. Ha Males que Vem Para Pior 
5. Paranoia Satânica 
6. Jogando com o Diabo 
7. Nada Sem Valor 
8. Grandes Merda 
9. Play it Again, Tio Sam 
10. Vai se Fuder no Inferno 
11. Musica Para Ouvir Fudendo 
12. Festa da Carne 
13. Ode ao Odio 
14. A Vingança de Chorão 
15. Existência Ignóbil 
16. Aqui Jazz 
17. Corroído Pelo Ódio 2 
18. Eu Sou Sem Educação 
19. Sadomasoquismo 
20. Eu Quero Vomitar 
21. Terror Doméstico 

Formação : 
Túlio : Vocal 
Miguel : Guitarra 
Leonardo : Baixo 

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

ENTREVISTA CAOS LÚDICO

Hoje nosso papo é com a Caos Lúdico, banda de punk rock com influências de Ska e reggae que lançou recentemente seu EP de estreia, "Teoria do lúdico", trazendo letras retratando passagens cotidianas em que podemos nos identificar que combinadas a sonoridade compõe o resultado diversificado e agradável de se ouvir que encontramos nas faixas, falamos com o João, guitarrista e vocalista da banda, que nos deu mais detalhes sobre o trabalho lançado e momento atual da banda, confiram a seguir!!! Valeu!!!





Fala João, obrigado por falar com a gente, pra começar gostaria de falar sobre o EP lançado pelo Caos Lúdico recentemente , "Teoria do Lúdico", como tem sido a recepção da galera ao trabalho da banda?


João: Eu que agradeço o convite do blog Microfonia Underground que ajuda e fortalece a cena independente brasileira. Respondendo à primeira pergunta, começamos a gravar o EP em junho de 2016 e disponibilizamos em streaming somente em março de 2017. São seis músicas gravadas no Orbis Estúdio, contando com a produção musical de Marcos Pagani. Foi um aprendizado marcante e valioso. Melhoramos nitidamente como grupo depois da gravação. Mesmo sendo um primeiro EP, queríamos fazer um trabalho com seriedade, carinho e amor pela música e acabamos gostando do resultado. Quanto à recepção do público, tanto nosso EP quanto nossos shows estão sendo bem recebidos. Fazemos sempre questão de tocar da melhor forma possível para alcançar, conquistar e interagir com quem está presente. Ficamos entusiasmados com a agitação e com a colaboração das pessoas que vão sempre aos nossos eventos, escutam nossas músicas e nos ajudam nas redes sociais. Espero que continue assim.



Como foi o trabalho de composição dessas faixas, elas ficaram bem diversificadas, como funciona o processo da banda na hora de escrever e onde vocês buscam inspiração?

João: Antes de formar a banda, eu já escrevia e tinha algumas bases prontas e acabamos usando algumas dessas composições que combinavam com o estilo do grupo. Quando eu acabo uma letra ou uma base, mando para os outros integrantes por meio da internet e eles montam os arranjos em seus instrumentos. Depois, chegamos no ensaio, trocamos sugestões e ideias sobre a composição e, no final, vemos no que deu. Muitas vezes, a música flui e finalizamos já no primeiro ensaio, em outras, montamos com mais calma ou guardamos para outro momento. A inspiração nos arranjos vai de acordo com o que cada um escuta e tem como referência. O interessante do grupo é que cada um costuma ouvir vertentes distintas do rock e isso acaba sendo um ponto positivo. Pessoalmente, em toda minha vivência musical, escutei mais punk rock, hardcore, ska e reggae por conta do que meus pais escutavam lá em casa e dos shows que me levavam desde pequeno. Meu pai já teve banda de hardcore e é um orgulho imenso manter isso.



Sobre as letras das faixas, quem as escreve e o que buscam transmitir quando as desenvolve?

João: Quando eu escrevo, busco transmitir o que eu estou sentindo no momento e uso também alguns recortes do cotidiano. No EP, as letras tratam de várias coisas: Diversão entre amigos, anseios e desejos de um adolescente, a influência do meio em que vivemos, a dificuldade do indivíduo em ser o que deseja sem se preocupar com as críticas e não poderia faltar uma letra tratando da nossa atual situação política que somente está favorecendo os enganadores de plantão. Temos muitas histórias e pensamentos para serem escritos, passamos por tantas experiência boas e ruins que poderíamos escrever todos os dias.

Ainda nesse campo das inspirações, acho o nome da banda interessante, como rolou a escolha desse nome? Qual a história por trás?
João: Achar um nome para banda foi um tarefa difícil. Ficamos um bom tempo pensando em vários nomes até que o baixista, Nando, sugeriu o “Lúdico”. Eu gostei, mas achei que seria legal colocar o “Caos” – desordem, confusão, a possibilidade de tudo – para criar uma ideia mais completa, apesar de ser bem aberta. Aí surgiu o Caos Lúdico.



O material está disponível no formato físico, ou no digital apenas?

João:Sim, temos também formato físico em digipack, com direito a encarte com letras, fotos e informações da banda. Embora ele não tenha a mesma força se compararmos a anos anteriores, achamos muito importante fazer esse formato. É uma forma de arrecadar fundos para a banda e de distribuir para pessoas importantes no meio da música. Já distribuímos o nosso EP para bandas (dentro e fora do DF), produtores, rádios etc. Além disso, parte do público ainda prefere o "modo antigo" ou não possui o streaming.

No final de Outubro a banda lançou o clipe para a faixa "Ska na Praia", que ficou bem legal, e é uma faixa que achei muito boa quando ouvi a banda logo de cara, como foi o trabalho pra captação desse clipe?

João: Que bom que você gostou! O clipe foi realizado com imagens captadas durante o show de lançamento do nosso EP que fizemos no Teatro Sesc Garagem. Esse espaço é um dos palcos mais emblemáticos da capital, pois muitos eventos históricos da música brasiliense aconteceram por lá. Foi uma honra e agradecemos imensamente por isso ter acontecido. A música faz parte do EP e agrada a maioria dos ouvintes. Fizemos a produção de forma independente e a equipe da Acrafilmes fez um trabalho de excelente qualidade.

Quais são os próximos compromissos do Caos Lúdico e de que forma a galera pode entrar em contato pra chamar vocês pra tocarem?

João: Nosso plano para o fim desse ano é encerrar os shows já marcados por Brasília, mas estamos sempre abertos para aumentar nossa agenda de apresentações. Sempre gostamos de tocar, cada show é uma história e uma experiência nova. Isso é extremamente essencial para o grupo. Quem quiser chamar a gente para algum evento, pode mandar uma mensagem pelo e-mail caosludico.oficial@gmail.com ou nos contatar por meio do Facebook ou Instagram.

O ano está se aproximando do fim então acho pertinente perguntar, quais os projetos para 2018?

João: O plano é começar a pré-produção do nosso próximo material. Temos algumas composições novas, com mais presença dos metais, que tocamos nos shows e queremos gravar. Não tem nada definido ainda, mas é um enorme desejo nosso. Como somos uma banda independente, estamos tendo dificuldade para financiar todo esse processo. Precisamos pensar em uma forma de passar por esse obstáculo.

Mandando nossa pergunta de praxe em todas entrevistas, gostaria que nos listasse 5 grandes discos de todos os tempos pra vocês, aquele top five de cabeceira!

Essa pergunta é muito difícil. Mas esta é a lista dos cinco discos da banda. Um álbum para cada um:
João (Vocal/Guitarra): The Clash- Álbum: London Calling

Nando Saab (Baixo): The Cure- Álbum: Disintegration

Victor Gurgel (Bateria): Led Zeppelin- Álbum: IV

Ramon Santana (Trompete): Miles Davis- Álbum: Kind Of Blue

Vidal (Trombone): Ultraje a Rigor- Álbum: Nós Vamos Invadir Sua Praia



João, novamente nosso muito obrigado, sucesso ao Caos Lúdico e reservo este espaço pra que deixe sua mensagem como desejar!!! Valeu!!!

João: Agradecemos à Microfonia Underground pela oportunidade. É bonito ver esse apoio à cena que está ocorrendo. Pelo que vivo hoje, acho que ela tem um bom caminho a seguir. Temos que viver com menos "regras" e parar de ditar o que é música. Se não tivermos diversidade, nunca teremos um cenário musical de qualidade. Quem quiser, conhecer nosso EP, ele está disponível no Youtube, Spotify, Apple Music, Deezer, entre outros.



Seguem os links:

Redes sociais 

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

ENTREVISTA DECEIVERS



O Deceivers já possui uma trajetória longa no underground nacional, em atividade desde de 1994, os caras possuem muita bagagem e historia pra contar, em plena atividade de divulgação de seu novo disco "Poisoning", lançado recentemente e disponível pra audição nas plataformas digitais de streaming e no Youtube, os caras seguem a todo vapor e vão realizar o show de lançamento do album em alguns dias, esse e mais vários detalhes a respeito do trampo dos caras vocês podem conferir a seguir na entrevista que realizamos com a banda, respondida pelo vocalista da banda, Gregório Salles! Confiram! 



Com uma trajetória que nos remete a 1994, gostaria que vocês resumissem um pouco dessa história nos dizendo quem é o Deceivers hoje e o que mudou para vocês em termos de sonoridade nesses tantos anos de estrada?


Realmente são muito e muitos anos...tudo mudou, a qualidade das bandas de hoje, as gravações e toda a pulverização que dá para fazer no digital. Vivemos essa transição toda e acredito que todas as bandas precisam se atualizar nessa nova realidade, onde “divulgação” virou algo muito maior e mais desafiador.

Podemos considerar que vocês são pioneiros no país ao executar essa sonoridade mais moderna, mesclando thrash, hardcore, hip hop, em que artistas vocês se inspiraram quando decidiram montar o Deceivers?

Cara ouvíamos muito Suicidal, Sepultura, Machine Head do começo, DFC, Restless, Os Cabeloduro, Pantera, e até Korn (lá de 96) .... Pra se ter uma ideia trocávamos ideia com os caras do System of a Down quando eles tinham apenas uma demo iniciando na gravadora... olha só.

Vocês lançaram recentemente Poisoning, novo álbum de inéditas depois de um bom tempo, qual tem sido a reação da galera a esses novos sons?

Estamos muito animados! Excelentes comentários e aparições em sites de peso. Há pouco estivemos na lista da Alternative Press, entre as “10 bandas do Brasil que você precisa ouvir”. Sabemos que o disco ainda tem que chegar mais longe e esperamos fazer isso nesse ano e no outro.

A produção de seu novo disco ficou a cargo do renomado produtor dinamarquês Jacob Hansen, como vocês chegaram a essa escolha para produção e de que forma foi que rolou o processo?

Na verdade, o Jacob fez a masterização e finalização dos áudios, um processo próximo a uma mix final; ficamos muito felizes com o trampo dele! A produção mesmo e a mixagem ficou a cargo de Marcos Pagani conosco. Só frisando que o Pagani tem no currículo bandas como Violator e DFC, ou seja, no Brasil não vemos mão mais importante para nos dar a sonoridade que precisamos.

Essa não foi a primeira vez que vocês trabalharam com um produtor gringo, seu EP Paralytic foi masterizado por Justin Shturtz, o que vocês acharam do produto final, soou como esperavam, falando pela banda no caso, para minha audição ficou realmente foda...rs.

Valeu demais! Aquele EP tinha que soar daquela forma, era uma transição mesmo! Também gosto daquele resultado, uma sonoridade mais orgânica...

Mantendo o foco em Poisoning, que temáticas vocês abordam nas letras de seu novo álbum?

Em Poisoning as letras vão para um lado mais pesado, metafórico e protestante. Nossa sociedade está envenenada, cheia de preconceito, e vivendo a violência do terrorismo. Em outra mão, existe a esperança, gente voltada para fazer o bem. O disco traz essa dualidade no som e nas letras, temos certeza que deve trazer a reflexão!

Com todo esse tempo de estrada vocês devem vir acompanhando diversas mudanças no mercado da música, vocês consideram positivas essas novas formas de consumir música que nos são oferecidas atualmente, como as plataformas de streaming por exemplo?

Muito! É um desafio ser uma banda independente e conseguir estar no digital... nos demanda tempo e muito trabalho. Buscamos fazer isso, lançando o disco de forma digital inicialmente, e trazendo muitas plataformas para apoiar isso. Em www.deceivers.com.br tudo isso pode ser visto!

A cena de Brasília tem muitas bandas legais, tendo crescido junto da mesma e ainda vivenciando o dia a dia do underground por aí, que bandas vocês destacariam no cenário atualmente?

Cara, das mais novas destaco o Slow Bleeding, Mais que Palavras, What I Want, Kankra, Extinction Remains e o Shotgun Killa. Das mais antigas temos Terror Revolucionário, DFC, Macakongs, Miasthenia, ARD, Totem, entre muitas outras. Não existe lugar como nossa cidade para parir bandas de qualidade!

Quais são os próximos compromisso da banda, para quem quiser sacar os shows da banda?
Temos o show de lançamento agora no dia 30/09, com DFC, Slow Bleeding e Kankra. Todos os esforços voltados para essa data.

Em tempos complicados como os atuais, como é para vocês viver próximo ao epicentro do turbilhão político que vive o país? Isso influencia de alguma forma suas composições, vocês transmitem essa vivência de sua realidade diária em suas músicas?
Muito. Acredito que vivemos o momento mais apolítico do Brasil, ainda bem. Isso precisa continuar com força total.... Em junho de 2013 tivemos nas ruas a expressão mais importante de um povo que não aguenta mais tanta patifaria no comando do país e suas instituições, aquilo marcou muito e ajudou a compor letras para o novo álbum com certeza.

Olhando para sua trajetória ao longo dos anos, que fatos vocês destacariam como marcantes na história da banda?
Primeiro show com DFC no Garagem do SESC, lançamento da primeira demo e toda a repercussão, show com Sepultura no Porão do Rock, a viagem e moradia em Los Angeles nos EUA, e claro, o novo disco Poisoning!

Mantendo o velho costume de fazer perguntas difíceis, gostaríamos que vocês listassem aí um top Five de álbuns que vocês consideram seminais em toda história.

Segue os meus:
Sepultura – Chaos AD
Machine Head – Burn my Eyes
Meshuggah – Obzen
Biohazard – State of the world address
Pantera – Far Beyond Driven

Para finalizar gostaria de agradecer pela atenção e reservar este espaço para que deixem sua mensagem para a galera que os acompanha e para os leitores do Microfonia.

Agradecemos muito a oportunidade! Peço desculpas pela demora nas respostas... estávamos na correria do disco novo. Esperamos todos vocês no nosso show de lançamento, e não parem de apoiar a cena local e as bandas independentes daqui, especialmente as que fazem música marginal e subversiva, as que não se curvam para agradar nada e nem ninguém, as que estão preocupadas em passar uma mensagem qualquer.

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terça-feira, 27 de junho de 2017

Clássicos recentes do underground nacional! #1


Violator – Violent Mosh (EP 2004)


Hoje vamos inaugurar uma sessão inédita aqui no Microfonia, a proposta desse trampo é falar sobre discos de 2000 pra cá, com menos de 20 anos de lançamento que consideramos já clássicos na cena underground, creio que pra começar temos uma escolha certeira, o Violator!

Em meio ao revival do thrash que rolou na década passada sempre achei que muitos vieram com mais do mesmo, mas certamente não é o caso que aqui tratamos, o EP Violent Mosh é uma credencial de respeito pra dar o pontapé numa discografia sólida, lembro de estar na casa do meu amigo Jdulley em Manaus-AM, estávamos fazendo uma troca de figurinha sobre novas bandas de metal e ele me mostrou esse EP, fiquei incrédulo ao saber que se tratava de uma banda estreante.






Naquele mesmo ano e na mesma cidade fui a um show dos caras, e o que no player já se mostrava agressivo, foi elevado ao extremo numa apresentação inesquecível pra mim, muitos hematomas no dia seguinte e a lembrança de um dos melhores shows que eu já tive a oportunidade de comparecer.

Mas vamos ao que interessa, o disco! A capa já entrega um pouco do conteúdo, uma arte até mesmo clichê do estilo, sabemos que o que vai rolar é thrash metal, e pra quem curte esse gênero do metal já é motivo suficiente pra escutar, mas a sonoridade é supreeendente, cru, rápido e agressivo, começando com Let the violation begin, despejando uma chuva de riffs e palhetadas, aquelas paradinhas mortais seguidas daquele berro e da pancadaria desenfreada, nada de novo e realmente essa descrição é bem genérica, poderia estar falando de qualquer banda de thrash, mas aqui de cara percebe-se que os caras sabem bem o que estão fazendo e o fazem com muita habilidade.

O lance é que aqui o melhor sempre está por vir, e a trinca que segue é destruidora, com o hino Thrash maniacs, a sensacional Artillery Attack e minha faixa preferida da banda até hoje, The plague never dies, simplesmente destruidora!



E daqui em diante os caras emendam dois torpedos de puro thrash metal, e que finalizam o EP em alta velocidade, The Shadow of death e Killer Instinct, esse último som tem um título que justifica bem a vocação da banda, que toca numa sede e vontade absurda!

Enfim, com o Violent Mosh o Violator não reinventou a roda, no entanto injetou uma nova dose de energia nesse estilo que tanto amamos e aqui me fez concordar que havia um revival do movimento naquele momento, portanto não deixe de adquirir este item obrigatório na coleção de qualquer banger!!!


Tracklist:

01. Let the violation begin

02. Thrash maniacs
03. Artillery attack
04. The plague never dies
05. The shadow of death (bonus track)
06. Killer instinct (bonus track)




OUÇA A DISCOGRAFIA DA BANDA:

http://violatorthrash.bandcamp.com/

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