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domingo, 16 de agosto de 2020

BASTTARDZ - BRASIL COM Z (2020) - REVIEW MICROFONIA

 

Não temos do que reclamar quando o assunto é hardcore/crossover aqui pela terra das palmeiras onde canta o Sabiá! Somos referência nesse gênero, grandes bandas estabelecidas ao longo dos anos e o estilo segue se renovando revelando novos nomes para a cena que seguem levantando a bandeira do roque veloz com muito conhecimento de causa e talento!

A Basttardz vem São Luís-MA, terra que tivemos a oportunidade de conhecer durante o fatídico Metal Open Air em 2012, mas isso não é o que queremos ressaltar, São Luís é uma capital bela, banhada pelo mar e que apresenta problemas que todas as capitais e regiões com maior densidade demográfica nesse país apresentam, violência, desigualdade, truculência policial, racismo estrutural, falta de oportunidades, isso não é exclusividade de lugar nenhum no Brasil, infelizmente, mas serviram de combustível para Andrezão (vocais), Francis (guitarra), Texugo (contrabaixo) e Topeira (bateria) criar as oito faixas de “Brasil com Z” lançadas em maio, que tem sangue no “zóio” de sobra!




Estava acompanhando a terceira edição do Festival Online da Roadie Crew e me deparei com os caras executando duas faixas de seu disco, “Agrotrash” (crítica ferrenha ao maquiavélico agronegócio brasileiro, tá óbvio no nome da faixa né...rs) e “Desgraça”, já me pegou de cara, sonoridade foda, primeira referência que me veio à mente foi a do D.F.C., porém é só um ponto de referência mesmo pra explicar o som, pois os caras já deixam em seu primeiro registro faixas com personalidade de quem sabe o que está fazendo.

O defeito de “Brasil com Z”, e´ que como todo bom registro de roque veloz que se prese, é curtíssimo e acaba deixando aquela sensação, quando será que a Basttardz vai lançar novos sons?

Caso vocês tenha ideias reacionárias, retrogradas, preconceituosas, apoie esse monte de merda que está no poder, esse som não é pra você, então não desperdice seu tempo e nem o nosso, sem tempo irmão! Em cima disso, vou falar qual é o destaque absoluto desse disco pra mim, “Fogo na zona sul”, dá uma aula de consciência de classe, “...fogo na zona sul, playboy é tudo pau no cu...”, simples e direto ao ponto, recado mais claro impossível! A faixa título abre o disco com responsa, mostrando que, nas palavras da própria banda, não adiantar mentir, o inferno é aqui! “Corra que a polícia vem aí” apresenta um tema óbvio, porém curti a abordagem da letra e inserção de um trecho de “Fuck Tha Police” do N.W.A. no finalzinho da faixa que ficou genial, além desses destaques as faixas já citadas que foram apresentadas no festival da Roadie Crew merecem uma audição com atenção!

Pra finalizar vamos mandar o recado de sempre, busquem ouvir coisas novas, nosso underground é riquíssimo e existe bandas produzindo materiais incríveis em todos cantos desse Brasil, saia fora do eixo, adquira materiais, não reclame da cena, faça algo por ela!




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OUÇA A BASTTARDZ:

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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

CLÁSSICOS RECENTES DO UNDERGROUND NACIONAL #6 – MUKEKA DI RATO – CARNE (2007)


Quando pensamos em grandes entidades do hardcore brasileiro não podemos deixar de citar os caras da Mukeka Di Rato, com sua identidade única e forma singular de fazer música, destilando sempre muito humor ácido e sarcasmo em suas letras e a forma escrachada com que sempre fizeram tudo, nunca se levando tão a sério mas ao mesmo tempo tecendo críticas ferrenhas e com um posicionamento claro desde sempre!

Os caras tem uma discografia de respeito e eu poderia citar outros discos nessa sessão que não fosse o “Carne”, porém alguns fatores me levaram a tal escolha, primeiramente é o disco que marca a volta do Sandro aos vocais da banda, segundo ponto que vale ressaltar é o lançamento do disco pela Deckdisc que tem uma estrutura de major, então é curioso ver o Mukeka no meio do cast da gravadora, terceiro e principal fator, conheci a banda através deste disco, após ver o clipe de “Rinha de magnata” na programação da MTV, na época já ouvia bastante coisa extrema no underground, mas a irreverencia da banda é um diferencial muito grande, é tosco, pesado, veloz e abordava as coisas de uma forma que eu ainda não tinha visto até então.


“Carne” trás em suas 14 faixas o aperfeiçoamento de uma fórmula que o próprio Mukeka já havia criado e evoluído em “Pasqualim na terra do Xupa-Cabra” (1997) e “Gaiola” (1999), que aqui ganhou uma roupagem mais bem produzida por Rafael Ramos, a gravação e a mixagem ficaram a cargo de Jorge Guerreiro no Estúdio Tambor e a masterização por Ricardo Garcia no Magic Master, ambos no Rio de Janeiro, com as ilustrações feitas pelo Ete e o projeto gráfico do disco pelo Valsa.

Basicamente depois de 13 anos do lançamento (O disco faz aniversário de lançamento em 06 de agosto), não há dúvidas de que se trata de um clássico do underground nacional e temos aqui várias faixas que já nasceram clássicas do estilo, começando pela já citada “Rinha de magnata”, seguida de “Jogo do bicho” e a melhor faixa deste disco na minha humilde opinião, “Cachaça”, que é um cartão de visita, mostre essa música para alguém que você queira resumir o que é o estilo do MdR, está tudo lá! Além dessas sem dúvidas merecem menção honrosa aqui as velozes, “Animal” e “Enxurrada” e a levada cheia de groove de “Produtos Químicos Eletrodomésticos”.

Não há dúvidas, um grande disco da galera de Vila Velha que no momento passa por um hiato, seu último lançamento foi o ep nervoso “Hitler´s Dogs, Stalin´s Rats” (2014), vamos torcer pra que o Sandro, Mozine, Brek e Paulista se reúnam pra um novo atentado o quanto antes e pra finalizar quero deixar aqui um trecho da resenha de Ricardo Tibiu feita em 2007 e que é usada como descrição do disco na loja da Läjä do próprio Mozine: “...Mukeka di Rato é hardcore, mas de um modo diferente. De palito de dente no canto da boca, não de franja e roupinha descolada. De chinelo de dedo, não de coturno. Sem dedo na cara – isso não faz o tipo deles, que estão mais para personagens folclóricos “feios” que Monteiro Lobato deixou de fora de sua obra...”.



Mukeka Di Rato - Carne (2007)

Tracklist:

 01. Frações, Refrações e Proporções

 02. Animal

 03. Rinha de Magnata

 04. Enxurrada

 05. Produtos Químicos Eletrodomésticos

 06. Borboleta Azul

 07. Voltar a Viver

 08. Você é Você!

 09. Jogo do Bicho

 10. Pedro e Alfa

 11. T. G. E

 12. Vencer na Vida

 13. Cachaça

 14. Carne


Redes sociais da banda:


Ouça em:

https://open.spotify.com/artist/2WEABapGGzYET6Dq5tmIDi?si=u0SiYh-_SzCE9R6rSUw64A

Adquira material da banda:


quinta-feira, 23 de julho de 2020

DEAD LIVE (MANAUS-AM)



Sempre válido observar que num país de dimensões continentais existe uma diversidade cultural imensa e que as coisas não acontecem somente no eixo Sul-Sudeste, por isso temos diversas cenas produtivas e cheias de bandas foda.

Vou um pouco mais além, o norte e o nordeste do Brasil quando se fala de underground são hoje referências, o tempo todo surgem novas bandas com trabalhos incríveis vindas dessas regiões!

 Hoje gostaria de falar sobre uma banda de um gênero que aprecio muito, que é o Horror Punk, que tem uma cena fortíssima com bandas espalhadas por todo país, mas vamos focar especificamente em uma banda de Manaus-AM, a Dead Live.

Formada no começo de 2015, a Dead Live é composta por Jefferson Carneiro (Vocal e Guitarra), Benediction Açougueiro (Baixo), Dirley Velinho (Bateria) e Cristian Oliveira (Guitarra), os caras vem com a proposta de fazer um som totalmente voltado ao horror punk e suas temáticas convencionais, que possuem uma fonte inesgotável de temas que quem é fã do gênero se amarra, violência gore, zumbis, apocalipse, muito sangue e vísceras pra embalar as composições!


A banda possui três discos de estúdio e um ao vivo lançados até aqui, "Mortos Vivos" (2016), "Bar from Hell" (2017), "Manicômio" (2018) e o ao vivo gravado no Garage Sounds lançado também em 2018, todos discos de estúdio gravados, mixados e masterizados pelo guitarrista e vocalista Jefferson Carneiro, que manda muito bem no trabalho de produção dos albuns, as artes das capas dos discos ficaram a cargo de um cara que acredito que quem é da cena conheça muito bem, Daniel Ete (Muzzarelas), que é perito em entregar artes que ilustram muito bem o universo do Horror Punk.




Falando um pouco mais sobre o som dos caras, vale observar que principalmente no seu último lançamento, "Manicômio" há um flerte com o metal, perceptível na rifferama que os caras despejaram nas composições, até mesmo a sonoridade desse disco me chamou a atenção pelo peso, destaque para a cozinha brutal dos caras, impondo muito mais peso a sonoridade e fazendo a camada de base para as guitarras da banda, o vocal de Jefferson Carneiro é outro ponto muito legal, um timbre diferente, canta de uma forma única e bem particular que se fundiu muito bem com a sonoridade.

Enfim, conheçam os sons dos manauaras da Dead Live, eles estão em todas plataformas de streaming e com certeza o som dos caras irá acertá-los em cheio!!! Abaixo seguem os links onde será possível acessar o trabalho da banda, sigam, curtam e compartilhem os trabalhos das bandas e se puder comprem os materiais, assim poderemos dar o suporte para a cena e as bandas sobreviverem em meio a esse caos!!!


 FACEBOOK:https://www.facebook.com/DeadLiveHorrorPunk/

INSTAGRAM: https://www.instagram.com/deadliveoficial/

BANDCAMP: https://deadlive.bandcamp.com/

SPOTIFY: https://open.spotify.com/artist/74glFGD5ZD7Aja6DgxuZeL?si=gterRy-DSDuETHZqIyKsaQ

 

quarta-feira, 8 de julho de 2020

CÉREBRO DE GALINHA - SOCIEDADES SECRETAS (2018) REVIEW POR BETO FILHO



Ficha técnica:

·         Banda: Cérebro de Galinha

·         Origem: Brasil - Marabá-PA

·         Álbum: Sociedades Secretas

·         Gravadora: Monstro Discos

·         Gênero: Hardcore, Crossover, Thrash Metal

·         Membros: Torrada (Baixo), Cego (Vocal), Mort (Guitarra), Suco Gástrico (Bateria)


Marabá, sudoeste do Pará, capital do Carajás e terra da castanha.

Em uma cidade em que o brega, o arrocha, o forró e o sertanejo dominam as rádios de Marabá e de todo o Norte Brasileiro, os rapazes do Cérebro de Galinha, que mandam um som crossover / Thrash / HC é considerado um oásis da cena underground. O mais legal de tudo é que, apesar da banda ter como ideia central uma pegada totalmente brutal em suas composições, eles não negam suas origens e se auto intitulam uma banda Hardcore / Crossover, mas também amantes da lambada, do reggae, do brega e do forró, músicas de origem e de formação dos integrantes paraenses.

Meu primeiro contato com o trabalho da banda foi em novembro de 2019 e quem me apresentou essa desgraceira foi o Catarro, um grande camarada que hoje é uma espécie de “correspondente” lá dos confins da Áustria e é um grandioso pesquisador de bandas do mundo todo e descobriu essa pérola do Marabá!

 A história dos caras é maluca!

Tudo começou com um vídeo que viralizou nas redes sociais com eles tocando em um terreno baldio, numa casa abandonada. Sempre que podiam, eles pegavam os amplificadores, bateria e tudo que há de parafernália para tocar nesse lugar, pulando muros, andando nos brejos, até chegar nesse terreno.

Ali, com a companhia de alguns animais roedores, faziam uma espécie de “teto acústico”, cobrindo como podia com papelão um teto de zinco. Agora imagina, manos! A umidade que é o Norte, tocando num sol fortíssimo, e todo o calor ia para dentro desse lugar, devido ao teto de zinco...com uma estrutura de dar dó, só vendo para acreditar!

Como o vídeo viralizou, sem nenhuma intenção deles, muita gente ficou interessada em saber de onde eles são, inclusive oportunidades de ceder lugar melhor para eles gravarem um disco. E esse lugar, veio: Há 2.500 km de casa!

Graças ao esforço dos caras, eles viajaram até São Paulo de busão (primeira vez dos caras na cidade!), se impressionaram com a agitação e gravaram uma podrera linda, “Sociedades Secretas”.

Dou destaque para as faixas “Ameba”, “Hipócrita”, “Nova Ordem Mundial”, “Isso sim é Difícil”, “Diário de um Preguiçoso”, com uma introdução maravilhosa que lembra um pouco as famosas guitarradas paraenses e a música que conheci os caras no estúdio improvisado, “Mundo em Caos”.

Em resumo, se o Cérebro de Galinha tocar em qualquer festival na sua cidade num futuro que nem sabemos, cola no rolê bêbado e caia no mosh porque o som dos caras é para isso, para pura diversão!










"Mundo em Caos" em estúdio improvisado: https://www.youtube.com/watch?v=LOBDOEqs2NU

sexta-feira, 12 de junho de 2020

ENTREVISTA SPIDRAX

Assim que coloquei pra rodar o novo disco da Spidrax, "Obituário" (2020), curti demais a energia e a sonoridade, cheguei a banda através do Marcelo Dod, que foi o responsável pela concepção da arte da capa do disco e me chamou atenção pra sacar do que se tratava e cá estamos a falar com a banda, pra conhecer um pouco mais sobre como foi o caminho até aqui, fica a dica caso ainda não tenha tido contato com o som dos caras, se você é fã de Horror Punk e de tudo o que permeia esse universo, pode colocar na playlist e escutar sem medo, no mais, confiram nosso papo e prestigiem o underground, pois nesse momento nosso apoio é fundamental!!!


Fala pessoal, obrigado por falar com o Microfonia, gostaria que nos contassem um pouco da história da banda, como surgiu o Spidrax?

Muito obrigado vocês pela oportunidade. A Spidrax é uma banda de Horror Punk fundada em 2014 na cidade de SP. As principais características da banda são os riffs pesados com letras curtas, refrãos marcantes e a temática de terror, sempre presente nas composições.

Falando um pouco mais sobre sua trajetória, como vocês enxergam a discografia da banda e que diferenças vocês apontam entre seus lançamentos, como foi a evolução da banda até “Obituário” (2020)? Tem algum disco que seria o preferido de vocês?

Temos muito orgulho de tudo que foi feito até aqui. A Spidrax sempre buscou uma identidade própria dentro do segmento do Horror Punk. Esse disco foi uma auto quebra dos padrões. Deixamos de lado o horror teatral, pra abordar o horror de uma forma simples e direta. Cada álbum tem a sua história, mas esse em específico, contem histórias de horror contadas por pessoas da vida real.

Pra quem não conhece o som da banda, como vocês descrevem a sonoridade da Spidrax?

Spidrax é a energia sonora contagiante do Punk, mesclada à temática subversiva, do horror e terror, 100% autoral e independente.

Seguindo nesse princípio, quais são as referências musicais, literárias e cinematográficas da banda, visto que dentro da vertente que exploram as temáticas sempre fazem alusão ao horror em suas variadas formas, o que ler, assistir e ouvir para se conectar ao universo das músicas da Spidrax?

São inúmeras as nossas referências, então listaremos somente as principais: Musicalmente, temos muita influência de Misfits, Danzig e Motorhead.

Quanto a filmes, podemos listar as obras de George A. Romero (A Madrugada dos Mortos), Sam Raim (Evil Dead), Hideo Nikata (O Grito e O Chamado), Tobe Hooper (O Massacre da Serra Elétrica), John Carpenter (The Thing) e Hitchcock (Psicose).

Entre nossas referências literárias estão as obras de Edgar Allan Põe (O Corvo), Mary Shelley (Frankenstein), H.P Lovercraft (O Chamado de Cuthulhu) e Stephen King (Cemitério Maldito) e Quadrinistas como: Alan Moore (Watchmen), Junji Ito (Uzumaki) e Frank Miller (Batman the Dark Knight Returns).

Falando sobre seu mais recente trabalho, “Obituário” (2020), como foi o processo de composição e gravação e quem produziu o disco, visto que a sonoridade captada está muito boa e conseguiu transmitir bem a aura de horror presente nas letras?

Queríamos que esse álbum fosse uma volta às origens, buscando a sonoridade e a energia do Horror Punk clássico. As composições foram inspiradas nos sentimentos humanos, como medo, ódio, dor e luto. A interação com o sobrenatural também está presente nesse álbum.

A produção foi realizada por nossos irmãos Giulliano Vitale (Chandraya) e Hebberty Taurus (Ossos Cruzados).

A arte da capa ficou a cargo do talentoso Marcelo (Draw or Die). Como rolou a criação dessa ilustra? Vocês passaram o conceito do que desejavam, deram uma ideia do que gostariam, ou foi baseado somente nas músicas, poderiam nos dar detalhes sobre esse processo?

Somos grandes admiradores do trabalho do Marcelo Dod, e ter uma arte dele eternizada em um disco nosso foi uma honra muito grande pra nós. O disco descreve de uma perspectiva muito simples, comportamentos que ferem os princípios morais através de atos monstruosos. A arte da capa foi inspirada no filme The Thing, de 1982, dirigido por John Carpenter, assim como no longa metragem, nosso álbum abrange os sentimentos de paranóia, medo e desconfiança. Ou seja, se pudéssemos trazer essa obra para o mundo real, os verdadeiros monstros seriam aqueles que habitam a nossa mente, invisíveis aos olhos dos demais, aguardando o momento de se revelar.


Como tem sido a recepção da galera ao novo disco e quais as impressões da banda sobre isso?

 Lançar o disco nesse período em que estamos vivendo foi um risco que decidimos correr.

Nosso país está passando por um momento muito difícil, estamos sofrendo com a pandemia que se propagou em uma velocidade alarmante, além da crise econômica e política, onde a esperança de dias melhores tem se tornado algo distante.

Quanto ao novo álbum, ficamos muito surpresos com a aceitação do público. Foi muito massa ver compartilhamentos do nosso trabalho, feitos por pessoas que nem sequer conhecíamos. A banda recebeu muito feedback positivo, diversas mensagens de pessoas dizendo que se emocionaram com as letras, que curtiram a sonoridade, bem como a arte do álbum. Tem gente que nos manda mensagens cobrando material físico e isso tem sido muito gratificante pra todos nós.

Com o lançamento tendo sido realizado em meio a quarentena devido a essa pandemia, como funciona a divulgação do trampo sem o suporte de eventos?

Raramente uma banda independente recebe algum tipo de suporte no Brasil, aqui o artista Independente trabalha por amor, independente do alcance ou reconhecimento que almeja. Antes mesmo da pandemia, quase tudo sempre foi feito por nós, ou seja, se reinventar não foi uma opção e sim uma necessidade pra manter o sonho vivo. Seguimos na luta desde então.

Que saídas vocês tem encontrado em meio a essa situação e de que forma isso impactou a Spidrax?

No início foi bem difícil, somos uma banda que costuma fazer shows e eventos com muita frequência, amamos o contato direto com o público. De repente, aquele baque! Nada de ensaios, nada de shows, reuniões somente por vídeo conferência, eventos, gravações e compromissos cancelados. Foi uma loucura.

Como disse antes, não tivemos escolha a não ser nos reinventar. Por sorte as gravações haviam sido concluídas antes da pandemia, então o lançamento ocorreu sem problemas.

A cena do Horror Punk nacional possui nomes talentosos e vários representantes, quem vocês destacam dentro dessa cena que todos deveriam conhecer?

Dentre as bandas de Horror Punk nacional, podemos citar nomes de grande importância como a Ossos Cruzados, banda de SP com grande influência do Thrash, Hardcore e Crossover. Suas letras abordam temas clássicos e contemporâneos de horror, filmes B e lendas urbanas, com um leve toque de humor e críticas sociais subliminares muito bem colocadas em suas composições.

Podemos citar também a banda Viborah de SP, que mantém a representatividade feminina na cena. Na arte do horror, a figura da mulher muitas vezes é representada como uma vítima indefesa, porém, no universo da Viborah esse conceito não existe, pois aqui, o anjo da morte tem voz de mulher.

Finalizando com a Zumbi Holocausto, banda de Diadema- SP. Entre suas características estão a sonoridade e energia do Hardcore, incorporada a uma linha vocal melódica capaz de te transportar para o universo do horror de maneira viciante e visceral!

Mantendo nosso tradicional pedido em todas as entrevistas, poderiam nos dizer quais são os 5 maiores álbuns já lançados de todos os tempos segundo a Spidrax?

Nossas influências são muitas, porém dentro dos principais discos, podemos citar:

 Danzig- Danzig (EUA) 1988.

 How the Gods Kill - Danzig (EUA) 1992.

 Earth A.D. - Misfits (EUA)  1983.

 Motorhëad - Motorhëad (UK) - 1977.

 Master of Reality - Black Sabbath (UK) - 1971.

Álbum extra: O Espetáculo do Circo dos Horrores - Facção Central (BRA) - 2006.

Pra finalizar, gostaria de agradecer novamente pela atenção, parabenizar pelo ótimo trabalho lançado e reservar este espaço pra que mandem seu recado como bem entender, valeu!!!

Antes de mais nada, muito obrigado pelo espaço cedido, é sempre uma honra trabalhar com pessoas que assim como nós, possuem paixão pelo som do submundo.

 E galera, aproveitem esse período de quarentena pra se aventurar no Horror Punk, existem bandas fantásticas a sua espera.

E bora se cuidar, todas as medidas de segurança para que possam sobreviver a esse filme de terror real. E o mais importante: Não escutem o presidente!

Grande abraço!

HORROR VIVE!!!


OUÇA "OBITUÁRIO":

https://open.spotify.com/album/3Wgcvs0Oaf2ATFIDoSw6El?si=dN1ACrm_RMGP43xHSdF1_Q

SIGA E CURTA A SPIDRAX:



terça-feira, 3 de março de 2020

TONELADA - IGNORANTE (2019) - REVIEW MICROFONIA



Lembro da sensação depois de ouvir “Grosso”, EP de 2014 dos caras do Tonelada, peso absurdo, agressividade ilimitada, brutal, os caras tinham uma proposta clara ali, som direto, visceral e sem firulas, sonoridade ignorante! No final de 2019 eles retornam com o selo que define a sonoridade da banda, como título de seu album, a proposta permaneceu intacta, em “Ignorante” e em suas 10 faixas e pouco mais de 30 minutos me trouxeram duas constatações, a primeira é a de que estamos diante de uma banda que tem personalidade e demonstrou crescimento e evolução em suas composições sem perder a essência daquilo que querem apresentar em seu som e a segunda é de que precisamos olhar mais para o que acontece fora do eixo sul – sudeste e sacar o que nossos amigos tem a oferecer, o underground BR é muito talentoso e todos os cantos dessa terra maltratada por essa gente escrota que detém o poder tem grandes bandas, discos e eventos a nos oferecer!

Vamos ao disco, nível aqui é alto senhores, execução redondinha e produção na medida pra mostrar todo o peso que essa máquina é capaz de criar, e é muito peso envolvido, riffs brutais, cozinha certeira somados ao vocal insano, fazem a combinação que tornam a audição prazerosa pra quem curte porradaria sonora de qualidade! 




Faixas como “Você nasceu aqui (Fudeu)”, “Inimputáveis” e “Cilada” que tem a participação de Thiago Queiroz do Inherence dão o tom do tamanho da paulada que vocês irão encontrar aqui, sem sombra de dúvidas um dos grandes lançamentos do ano, merece menção honrosa na nossa lista de melhores de 2019 que acabou saindo antes do lançamento do disco aqui citado, mas o Tonelada tem muita lenha pra queimar e com certeza esse trampo ainda vai trazes grandes resultados para a banda, já que demonstra que os meninos do MS estão com a faca nos dentes e prontos pra tomar geral de assalto com toda a brutalidade de “Ignorante”





quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

CLÁSSICOS RECENTES DO UNDERGROUND NACIONAL #5 - DFC - O MAL QUE VEM PRA PIOR (2005)



DFC é uma entidade do roque veloz nacional, quando o assunto é hardcore, crossover, pancadaria e letras ácidas e cheias de ironia, esses caras de Brasília são reis!

Eu sempre curti hardcore, foi um dos primeiros gêneros que me identifiquei quando comecei a curtir um som, através do Raimundos num primeiro momento e a sede por algo mais agressivo sempre rolou, então recebi um choque quando conheci o DFC diretamente pelo “O mal que vem pra pior”, o capiroto na capa já me chamou a atenção logo de cara e quando ouvi os primeiros segundos de “Ciclo dos tiranos” que cita os nomes de todos os filhos da puta que nos governaram até aquele ano de 2005, percebi que estava diante de um grande disco! 





Mesmo hoje, quase quinze anos depois de lançado, não tem como não curtir hinos atemporais como “Vai se fuder no inferno”, Paranoia Satânica” e “Aqui Jazz”, no entanto estamos falando de um álbum que somadas todas as faixas tem menos de 20 minutos de gravação, não tem pausa pra respirar, não tem balada, não tem dedilhado, é riff veloz e levada insana, berros desesperados que traduzem um sentimento de urgência que há nas músicas, com reflexões bem humoradas, até com um certo humor negro eu diria, de um mundo de poucas perspectivas e que não está muito diferente hoje em tempos de terra plana. 


Citei poucas faixas pra se destacar pois pra mim  é difícil escolher algo pra eleger como o melhor desse disco, pois ele vence pelo conjunto, tudo aqui se complementa e aborda com visão ácida  assuntos que nos são comuns, como em "Terror doméstico", "Ode ao ódio" ou "Festa da carne".

Então amigos, é uma experiência necessária, ligar seu som bem alto e conhecer esses 20 minutos de destruição e massacre sonoros, outros pontos a se ressaltar são a personalidade única da banda, ao ouvir um disco do DFC, saberemos que são os caras, o vocal do Túlio é uma marca registrada, e mesmo com as inúmeras encarnações que a banda já teve, nunca deixou de destilar o mais puro hardcore podre e subversivo, aquelas músicas de assustar os mais desavisados e pra incomodar quem curte uma “estética” mais clean na música.






DFC - O MAL QUE VEM PRA PIOR - 2005

Tracklist 

1. Ciclo dos Tiranos 
2. Interrogação 
3. Hidelbrando Chainsaw Massacre 
4. Ha Males que Vem Para Pior 
5. Paranoia Satânica 
6. Jogando com o Diabo 
7. Nada Sem Valor 
8. Grandes Merda 
9. Play it Again, Tio Sam 
10. Vai se Fuder no Inferno 
11. Musica Para Ouvir Fudendo 
12. Festa da Carne 
13. Ode ao Odio 
14. A Vingança de Chorão 
15. Existência Ignóbil 
16. Aqui Jazz 
17. Corroído Pelo Ódio 2 
18. Eu Sou Sem Educação 
19. Sadomasoquismo 
20. Eu Quero Vomitar 
21. Terror Doméstico 

Formação : 
Túlio : Vocal 
Miguel : Guitarra 
Leonardo : Baixo 

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

ENTREVISTA CAOS LÚDICO

Hoje nosso papo é com a Caos Lúdico, banda de punk rock com influências de Ska e reggae que lançou recentemente seu EP de estreia, "Teoria do lúdico", trazendo letras retratando passagens cotidianas em que podemos nos identificar que combinadas a sonoridade compõe o resultado diversificado e agradável de se ouvir que encontramos nas faixas, falamos com o João, guitarrista e vocalista da banda, que nos deu mais detalhes sobre o trabalho lançado e momento atual da banda, confiram a seguir!!! Valeu!!!





Fala João, obrigado por falar com a gente, pra começar gostaria de falar sobre o EP lançado pelo Caos Lúdico recentemente , "Teoria do Lúdico", como tem sido a recepção da galera ao trabalho da banda?


João: Eu que agradeço o convite do blog Microfonia Underground que ajuda e fortalece a cena independente brasileira. Respondendo à primeira pergunta, começamos a gravar o EP em junho de 2016 e disponibilizamos em streaming somente em março de 2017. São seis músicas gravadas no Orbis Estúdio, contando com a produção musical de Marcos Pagani. Foi um aprendizado marcante e valioso. Melhoramos nitidamente como grupo depois da gravação. Mesmo sendo um primeiro EP, queríamos fazer um trabalho com seriedade, carinho e amor pela música e acabamos gostando do resultado. Quanto à recepção do público, tanto nosso EP quanto nossos shows estão sendo bem recebidos. Fazemos sempre questão de tocar da melhor forma possível para alcançar, conquistar e interagir com quem está presente. Ficamos entusiasmados com a agitação e com a colaboração das pessoas que vão sempre aos nossos eventos, escutam nossas músicas e nos ajudam nas redes sociais. Espero que continue assim.



Como foi o trabalho de composição dessas faixas, elas ficaram bem diversificadas, como funciona o processo da banda na hora de escrever e onde vocês buscam inspiração?

João: Antes de formar a banda, eu já escrevia e tinha algumas bases prontas e acabamos usando algumas dessas composições que combinavam com o estilo do grupo. Quando eu acabo uma letra ou uma base, mando para os outros integrantes por meio da internet e eles montam os arranjos em seus instrumentos. Depois, chegamos no ensaio, trocamos sugestões e ideias sobre a composição e, no final, vemos no que deu. Muitas vezes, a música flui e finalizamos já no primeiro ensaio, em outras, montamos com mais calma ou guardamos para outro momento. A inspiração nos arranjos vai de acordo com o que cada um escuta e tem como referência. O interessante do grupo é que cada um costuma ouvir vertentes distintas do rock e isso acaba sendo um ponto positivo. Pessoalmente, em toda minha vivência musical, escutei mais punk rock, hardcore, ska e reggae por conta do que meus pais escutavam lá em casa e dos shows que me levavam desde pequeno. Meu pai já teve banda de hardcore e é um orgulho imenso manter isso.



Sobre as letras das faixas, quem as escreve e o que buscam transmitir quando as desenvolve?

João: Quando eu escrevo, busco transmitir o que eu estou sentindo no momento e uso também alguns recortes do cotidiano. No EP, as letras tratam de várias coisas: Diversão entre amigos, anseios e desejos de um adolescente, a influência do meio em que vivemos, a dificuldade do indivíduo em ser o que deseja sem se preocupar com as críticas e não poderia faltar uma letra tratando da nossa atual situação política que somente está favorecendo os enganadores de plantão. Temos muitas histórias e pensamentos para serem escritos, passamos por tantas experiência boas e ruins que poderíamos escrever todos os dias.

Ainda nesse campo das inspirações, acho o nome da banda interessante, como rolou a escolha desse nome? Qual a história por trás?
João: Achar um nome para banda foi um tarefa difícil. Ficamos um bom tempo pensando em vários nomes até que o baixista, Nando, sugeriu o “Lúdico”. Eu gostei, mas achei que seria legal colocar o “Caos” – desordem, confusão, a possibilidade de tudo – para criar uma ideia mais completa, apesar de ser bem aberta. Aí surgiu o Caos Lúdico.



O material está disponível no formato físico, ou no digital apenas?

João:Sim, temos também formato físico em digipack, com direito a encarte com letras, fotos e informações da banda. Embora ele não tenha a mesma força se compararmos a anos anteriores, achamos muito importante fazer esse formato. É uma forma de arrecadar fundos para a banda e de distribuir para pessoas importantes no meio da música. Já distribuímos o nosso EP para bandas (dentro e fora do DF), produtores, rádios etc. Além disso, parte do público ainda prefere o "modo antigo" ou não possui o streaming.

No final de Outubro a banda lançou o clipe para a faixa "Ska na Praia", que ficou bem legal, e é uma faixa que achei muito boa quando ouvi a banda logo de cara, como foi o trabalho pra captação desse clipe?

João: Que bom que você gostou! O clipe foi realizado com imagens captadas durante o show de lançamento do nosso EP que fizemos no Teatro Sesc Garagem. Esse espaço é um dos palcos mais emblemáticos da capital, pois muitos eventos históricos da música brasiliense aconteceram por lá. Foi uma honra e agradecemos imensamente por isso ter acontecido. A música faz parte do EP e agrada a maioria dos ouvintes. Fizemos a produção de forma independente e a equipe da Acrafilmes fez um trabalho de excelente qualidade.

Quais são os próximos compromissos do Caos Lúdico e de que forma a galera pode entrar em contato pra chamar vocês pra tocarem?

João: Nosso plano para o fim desse ano é encerrar os shows já marcados por Brasília, mas estamos sempre abertos para aumentar nossa agenda de apresentações. Sempre gostamos de tocar, cada show é uma história e uma experiência nova. Isso é extremamente essencial para o grupo. Quem quiser chamar a gente para algum evento, pode mandar uma mensagem pelo e-mail caosludico.oficial@gmail.com ou nos contatar por meio do Facebook ou Instagram.

O ano está se aproximando do fim então acho pertinente perguntar, quais os projetos para 2018?

João: O plano é começar a pré-produção do nosso próximo material. Temos algumas composições novas, com mais presença dos metais, que tocamos nos shows e queremos gravar. Não tem nada definido ainda, mas é um enorme desejo nosso. Como somos uma banda independente, estamos tendo dificuldade para financiar todo esse processo. Precisamos pensar em uma forma de passar por esse obstáculo.

Mandando nossa pergunta de praxe em todas entrevistas, gostaria que nos listasse 5 grandes discos de todos os tempos pra vocês, aquele top five de cabeceira!

Essa pergunta é muito difícil. Mas esta é a lista dos cinco discos da banda. Um álbum para cada um:
João (Vocal/Guitarra): The Clash- Álbum: London Calling

Nando Saab (Baixo): The Cure- Álbum: Disintegration

Victor Gurgel (Bateria): Led Zeppelin- Álbum: IV

Ramon Santana (Trompete): Miles Davis- Álbum: Kind Of Blue

Vidal (Trombone): Ultraje a Rigor- Álbum: Nós Vamos Invadir Sua Praia



João, novamente nosso muito obrigado, sucesso ao Caos Lúdico e reservo este espaço pra que deixe sua mensagem como desejar!!! Valeu!!!

João: Agradecemos à Microfonia Underground pela oportunidade. É bonito ver esse apoio à cena que está ocorrendo. Pelo que vivo hoje, acho que ela tem um bom caminho a seguir. Temos que viver com menos "regras" e parar de ditar o que é música. Se não tivermos diversidade, nunca teremos um cenário musical de qualidade. Quem quiser, conhecer nosso EP, ele está disponível no Youtube, Spotify, Apple Music, Deezer, entre outros.



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terça-feira, 31 de outubro de 2017

CLÁSSICOS RECENTES DO UNDERGROUND NACIONAL #3

GRITANDO HC - GRITANDO HC (1997)



Esse ano um dos discos mais fodas do hardcore nacional completa 20 anos de lançamento, tem um sabor especial pra mim falar sobre esse registro, pois o Debut do Gritando HC figura entre as primeiras bandas com as quais comecei a curtir um som lá atrás.

Então temos aqui uma ótima combinação pra se tornar tema da nossa série dos Clássicos recentes do underground nacional, pois tem 20 anos redondo de lançamento e é lembrado com saudosismo por muitos que foram contemporâneos ao mesmo.

Um disco de estreia sensacional, 28 minutos de hardcore punk de primeira, divididos em 17 faixas, entre as quais figuram hits do underground instantâneos, digo isso sem medo, afinal quem de vocês nunca ouviu "Velho Punk"? Tudo isso aliado ao vocal enérgico do saudoso Donald que casava perfeitamente na sonoridade da banda.

Aqui encontramos vários sons que se tornaram clássicos, de cara a primeira faixa que é extremamente contagiante, um hino, "Punks não morreram", impossível ouvir sem sentir vontade de sair pogando pela sala, seguida de "Aéreo na piscina" pra quem curte dropar no skate com trilha sonora e a homanagem ao mostro verde da Marvel, "Hulk"!!!



Depois disso seguimos com a balada (?) punk, "Quero ser punk com você", percebam que citei as qutro primeiras faixas em sequência aqui, diífcil eleger destaques, disco inteiro é muito daora, mas pra não citar o track list inteiro, daqui em diante vou citar faixas que acredito que vocês precisam escutar e vou colocar minha visão pessoal aqui, logo, talvez alguns não concordem mas é indispensável colocar como destaques a pesada "Eu protesto", faixa insana, convidativa a moshs violentos, o hino máximo do Gritando HC que já falamos aqui, "Velho Punk" (estamos caminhando pra isso né), a ode ao goró acustica, "Hino do alccol" e pra finalizar com as próprias palavras da banda , a singela homenagem a maior banda de punk rock do mundo, "Quero meu ingresso pro show do Ramones".

Enfim, aproveite que essa beleza está fazendo aniversário e ouça novamente, conheça, redescubra, seja como for, com certeza vai deixar seu dia melhor ouvir um bom disco de hardcore e Gritando HC sempre será uma boa recomendação pra quem queira conhecer esse estilo musical que tanto amamos aqui no Microfonia!

Abraço e até a próxima!!!


TRACKLIST


01. Punks Não Morreram
02. Aéreo Na Piscina 
03. Hulk 
04. Quero Ser Punk Com Você 
05. Eu Odeio O Sistema 
06. Libertar Nossas Correntes 
07. Nunca Se Humilhar 
08. Pra Que Cadeia? 
09. Levante O Moicano 
10. Kaos 
11. Quero Meu Ingresso Pro Show Do Ramones 
12. Gritando HC 
13. Eu Protesto 
14. Terra Da Garoa 
15. Skate Punk
16. Velho Punk 
17. Hino Do Álcool 





OUÇA GRITANDO HC EM:

http://www.deezer.com/artist/4352689

https://open.spotify.com/artist/19XpD8usAYOdO3hwmQ06i4




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Matéria by Microfonia Underground Blog

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