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segunda-feira, 9 de março de 2020

REMATTE LANÇA SEU NOVO SINGLE "SOB O LUAR"





A banda cearense Rematte disponibilizou em todas as plataformas de streaming, e também em formato de videoclipe, sua nova música de trabalho: “Sob o Luar”. O lançamento é o primeiro desde seu primeiro EP – auto-intitulado, de 2018 – e marca a nova fase do grupo. Agora com um “t” a mais no nome, os músicos Daniel Gadelha (vocal), Álvaro Abreu (bateria), Jonas Monte (baixo) se juntam a Thiago Barbosa (guitarra) para apresentar um som mais maduro desde sua estreia.

Com uma letra metafórica, “Sob o Luar” questiona a necessidade de estarmos encaixados em padrões pré-estabelecidos, além da importância da superação dos medos e a busca da nossa própria identidade, como conta Daniel, vocalista e compositor da Rematte: “No single, apresentamos a noite como um ambiente propício para o surgimento de questionamentos, impaciências, mas também de busca pela liberdade. É na noite que nos permitimos tirar o peso do cotidiano, do dia repetitivo. É quando podemos transpor nossos medos, abismos, o fato de estarmos sendo conduzidos por uma grande engrenagem e ser somente nós mesmos. É preciso romper com essa normalidade acomodada a qualquer preço, para não cairmos nesse mar sem compasso, sem empatia e desconexão com o outro. É quando as ‘velas’ se libertam em alto mar”.

“A música também traz um verso que pode parecer óbvio, mas que muitas vezes nos esquecemos nessa rotina frenética. Quando falamos que ‘Só o amor desperta, nos liberta disso tudo...’, não falamos só daquele amor entre um casal, mas de tudo que essa palavra engloba: amizade, amor pelos entes queridos, amor próprio, entre outros. É ele que nos dá energia para virarmos essa chave e sair dessas dinâmicas destrutivas que muitas vezes entramos”, completa Álvaro.

O single foi gravado no Comu Studio, em Fortaleza, e produzido pela Rematte, juntamente com produtor Matheus Brasil, que já havia trabalhado com o quarteto no primeiro EP. Já o clipe, tem a assinatura de Vicente Ferreira (Vomor Produções), em parceria com o grupo.


Assista ao clipe no link: https://www.youtube.com/watch?v=c52hcBXI1f0

Ouça o single “Sob o Luar”:

- Spotify: http://bit.ly/Sob-o-Luar

- Deezer: http://bit.ly/3bFlTyG

- Bandcamp: https://remattebanda.bandcamp.com/

Redes sociais:


segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

ENTREVISTA LEANDRO FRANCO (ASTEROIDES TRIO)

Hoje nosso papo é com o Leandro Franco, batera e vocal na Asteroides Trio, cartunista e arquiteto, com traço de estilo próprio, não é difícil localizar algum trabalho do cara por aí, já realizou trampos para Nervochaos, Supla, Ossos Cruzados, Punkzilla, entre outros nomes da cena e aqui nos conta um pouco de sua trajetória entre palcos e estúdio de animação, confiram!!!





Fala Leandro, obrigado por falar com Microfonia, primeiramente gostaria de saber como se iniciou sua trajetória como cartunista?

Trabalhei durante muitos anos no Diário de Guarulhos, desde a década de 90 faço charges. Passando pelo governo, Collor, Itamar, Fernando Henrique, Lula, Dilma, Temer e agora Bolsonaro. Fiz charges para a Folha de Cianorte no Paraná também. No começo dos anos 2000 fazia quadrinhos para a revista Buttman. Atualmente estou mais focado em animações.

Você tem um estilo bem particular, quando vejo animações de clipes que você fez por exemplo já dá pra sacar que é você a pessoa por trás do projeto, quais foram suas principais influências no desenho?
Daniel Azulay, Laerte, Angeli, Glauco, Robert Crumb, Matt Groening,Tex Avery, Daniel E.T. entre outros.

A música e os cartoons tem tudo a ver, é sempre bacana ver as bandas lançando clipes em desenho, quais clipes nesse formato que você considera indispensáveis pra quem curte a junção dessas artes?
Acho fantástico :
- Ghost of Stephen Foster - Squirrel Nut Zippers
-About To Crack - Vitamine X

Como foi a participação no Anima Mundi em 2018 e como você recebeu a notícia de que seu trabalho com Stereo Bago Team, “Baseado”, havia sido selecionado para participar do festival?
Fiquei muito contente em ter um dos meus trabalhos escolhidos. Haviam muitas produtoras e animadores renomados no Brasil e internacionalmente. Serviu como estímulo para conquistar outros prêmios.

Poderia nos contar como foi desenvolvimento do trabalho de “Deixe em paz o jumento”, de Eline Bélier e Maga Lee, que foi premiado no festival Green Nation?
Trabalho em parceria com a Eline Bélier já faz um tempo. Devo ter feito uns 5 clipes para ela, todos em prol da causa animal. Geralmente ela me passava um roteiro pré-definido do clipe, mas nesse pedi para ela me deixar mais por minha conta, inclusive a parte estética que foi inspirada em literatura de cordel. No decorrer do processo, ela também participou do roteiro. Ficamos muito felizes com o resultado e com a premiação. Levamos dois prêmios, votação pelo júri oficial e pelo público.

O trabalho mais recente que você desenvolveu de que tive conhecimento foi com a banda Ossos Cruzados, produzindo o clip-e da faixa de “Palhaços Assassinos do espaço sideral”, como foi que rolou essa parceria com o pessoal de Taboão da Serra?
Conheço o vocalista André Honorato já faz alguns anos, inclusive já tocamos juntos em algumas ocasiões. Estou sempre fazendo trabalhos com o Ossos Cruzados, clipes, animações. Fico feliz em fazer parte da história da banda, que vem se destacando cada vez mais.

Seu trabalho com a música vai além dos clipes para os mais diversos artistas, você é baterista e compositor na Asteróides Trio, poderia nos contar um pouco mais sobre a banda? E como surgiu a paixão pelo Rockabilly?
Começamos com o Asteroides em 2006 na cidade de Arujá. Antes disso, já tocávamos em banda de punk rock nos anos 90. Mas tocávamos somente na região do Alto do Tietê, raramente íamos ao centro de SP. Na época que montamos a banda eu frequentava um fórum na internet chamado “Fórum Psychobilly”, onde participavam pessoas do Brasil inteiro ligadas ao psychobilly e rockabilly. Ali conheci coisas como Catalépticos, Ovos Presley, Crazy Legs, Big Trep, etc. Comecei a frequentar as festas e conhecer a galera das antigas, tipo o Ivan, o Éric Von Zipper, aí tomamos gosto pela coisa. Mas nunca abandonamos o punk rock.

E quantas andam os tralhados com a Asteroides Trio neste momento? Existe algum projeto em andamento pra novos sons, um novo disco?
O último trabalho registrado em CD e nas plataformas digitais é o Geração Drosophila Melanogaster, que conta com a participação do Gabriel Thomaz do Autoramas. Temos novidades para 2020, mas ainda estamos no processo de composições de novas músicas.



Gostaria que nos contasse mais sobre a música “Não a intolerância (Larissa)”, parceria com General Sade que trata sobre o drama da trans Larissa Rodrigues, 21 anos, morta a pauladas na Zona Sul de São Paulo. Antes é claro gostaria de parabenizar a banda pela inciativa em combater a intolerância e o preconceito e incentivar a diversidade.
Eu tenho ficado muito triste com os rumos que o Brasil está tomando. O mal sempre existiu, mas agora temos uma pessoas na cadeira de presidente que emana essa energia ruim aos seus seguidores. A música eu fiz após ler a notícia do assassinato. Eu fiquei realmente muito mal e queria colocar aquilo para fora de alguma forma. Então tive a ideia de chamar o General Sade para participar conosco, por ser um artista performático e talentoso.

Quais são as principais inspirações para o Leandro Franco quando o assunto é música?
No começo da banda eu me inspirava muito em histórias em quadrinhos. Hoje em dia, a hora é de falar dos problemas sociais. Atualmente nos inspiramos muito mais no punk. Na parte instrumental, nossas influências vão desde Chuck Berry, Restos de Nada à Hank Willians.

Asteroides Trio vai tocar no Psycho Carnival 2020 em CWB, ao lado de várias bandas fodas de todo o país, como estão as expectativas pra esse rolê?
É sempre um prazer ter a oportunidade de participar desse festival. Já temos um história em comum com essa galera. Tem muita gente legal no Paraná, nem todo mundo lá é Sérgio Moro. Tenho muitos amigos de bandas pro lá. O Vlad Urban, Neri, Bruno do Psycho Daime, entre outros. Muita gente legal, bandas nacionais e internacionais. Recomendo para todos. 



Mudando um pouco de assunto, você é um cara de diversas facetas e também é arquiteto, ainda exerce a profissão? E o que você curte mais entre todos esses trampos? Ou qual a melhor e a pior parte da cada uma dessas atividades?
Atualmente estou vivendo da minha arte, trabalhando em vários projetos de animação, ilustrações e tocando aos finais de semana. Quando a coisa aperta, corro para os escritórios de arquitetura. Tenho muito amigos na área. Atualmente o mercado está uma merda, os motivos não preciso nem comentar. Já trabalhei em diversos escritórios, desenvolvendo projetos residenciais, comerciais, paisagismo. Meu último trabalho temporário foi num hospital fazendo parte de “as built” de hidráulica e elétrica. Enfim, eu topo qualquer coisa para pagar as contas, menos tentar passar a perna nos outros. O que eu gosto mais da arquitetura é sobre a sua história, os estilos arquitetônicos. Mas sou mais um profissional de mercado.

Leandro, gostaria de agradecer pelo cedido pra falar com a gente e reservar este espaço pra mandar o seu salve como bem entender! Valeu!!!
Muito obrigado pela oportunidade! Sigam os Asteroides!


terça-feira, 14 de janeiro de 2020

ENTREVISTA MOLHO NEGRO

A Molho Negro é uma daquelas bandas que me dão muita satisfação de poder fazer parte de um cenário tão diversificado quanto o do nosso país, considero esses caras uma resposta pra quem acha que o rock morreu ou que não há nada de novo acontecendo, aliás, é apenas um dos ótimos exemplos em meio a enxurrada de bandas novas e já estabelecidas que produzem materiais excelentes, é incrível poder tê-los aqui no Microfonia, espero poder assistir a um show deles em 2020, e vocês podem sacar um pouco do que pretende a banda através do nosso papo com o vocalista e guitarrista João Lemos!!! Recebam!!!




Fala pessoal, primeiramente obrigado por falar com o Microfonia, a primeira que me vem a cabeça aqui é saber, porque Molho Negro? Como surgiu a ideia de dar esse nome a banda e aproveitando que estamos falando do início, como foi o começo da banda?

João Lemos:A história do nome é bem frustrante porque na verdade foi um amigo nosso quem batizou a banda, e pelo que eu acredito até pra ele foi de uma forma meio aleatória, vai ver ele queria pregar uma peça na gente… conseguiu haha

Já que estamos falando sobre o começo de tudo, que bandas e artistas influenciaram a Molho Negro, o que vocês costumam ouvir que serve de referência pra banda?


João Lemos: Olha, acho que quase tudo acaba influenciando um pouco, falando por mim, eu gosto bastante daquele esquema canção + guitarra pra caramba. Mas acho que tudo ao redor influencia a compor, as pessoas com quem convivemos, o país, a conta bancária

“Normal” (2018) trouxe bons resultados para a banda, como vocês avaliam os resultados obtidos após esse período de shows pra divulgar seu terceiro registro?


João Lemos: Tem sido bem legal esse processo com o Normal, porque pelo fato de ter sido lançado pelo Flecha, acabou apresentando a banda pra um público que talvez nós ainda não tivéssemos conseguido atingir, então mesmo sendo o terceiro disco, em muitos momentos e pra muita gente é como se fosse o primeiro, isso é ótimo.

Quais as vantagens em fazer parte de um selo, uma vez que “Normal” foi o primeiro registro da banda a sair em pareceria com um selo, a Flecha Discos?


João Lemos: Acho que a vantagem principal é essa, de criar novos laços, com uma outra bolha 

Como foi o processo de mudança de Belém para SP, isso facilitou a viabilidade da banda pra vocês?


João Lemos: Ajudou bastante, estamos a 3 anos morando em São Paulo e conseguimos facilitar bastante a circulação e tudo mais, conseguimos ir anualmente em lugares que antes era bem mais complicado.

Vocês tocaram na edição de 2019 do Lollapalooza, na abertura do palco Adidas, conte-nos como foi a experiência de tocar num festival do tamanho do Lolla e como foi a recepção do público?


João Lemos: Foi muito legal, mesmo cedo o público que vai pra um festival como o Lollapalooza é muito animado e interessado, isso é ótimo, sem contar que pra quem gosta da banda foi meio que uma reunião, tinha gente de tudo que é canto do Brasil que gosta da gente que meio que se encontrou no dia. 



A banda segue numa pegada legal de lançamentos desde que surgiu, vocês já tem algum material que pretendem lançar em 2020? Em 2019 vocês soltaram o single “Contracheque”, esse som fará parte de um novo disco? Quais são os planos para este novo ano?


João Lemos: Contracheque provavelmente não vai entrar em nenhum disco não, mas é quase certo de que em 2020 tem coisa nova sim, em breve vai ter.

As letras da Molho Negro são um episódio a parte na hora de ouvir o som, vocês conseguem um balanço entre abordar temas sérios mas com uma boa dose de humor o que deixa tudo ainda mais interessante, como funciona o processo criativo da banda na hora de escrever as letras?


João Lemos: Não acho que eu tenha muito bem um “processo” pra criar uma letra, na verdade é tudo reflexo das experiencias e frustrações, acho que essa forma de falar de algo que me deixa com raiva mas que vai fazer você rir provavelmente vem de algum mecanismo de defesa, algum trauma de infância ou coisa assim, enquanto um psicanalista não me explica eu sigo me escondendo nisso ai haha

Como estamos falando de suas letras, gostaria de dizer que “Gente chata” é minha faixa preferida de “Normal”, inclusive fiquei muito a fim daquela peita que vocês fizeram com o trecho da letra, onde podemos encontrar merch da banda para adquirir, Cds, camisetas?


João Lemos): As camisas tem pra vender pelo site da Sabot (https://www.sabot.com.br/flecha-discos ) o resto do merch a gente costuma vender nas tours.

Falando um pouco sobre cena, quando ouço bandas como a Molho Negro tenho vontade de esfregar o material na cara de pessoas que dizem que o rock morreu, que o underground está respirando por aparelhos, vejo que há muita coisa surgindo e creio que durante as turnês vocês se deparem com muitas bandas, o que vocês indicariam de novos sons pra quem quer ter contato com novos sons ou até mesmo para os descrentes que acham que o rock parou nos anos 90?


João Lemos: Quem diz uma coisa dessas merece mesmo ficar refém da monocultura do mainstream… mas acho que pesquisando tem muita gente fazendo música interessante e relevante no país hoje, as próprias bandas do Flecha são boas, destacaria o Demonia de Natal, que pra mim é uma das coisas recentes mais relevantes, se tratando de “rock”.



Ainda no campo dos cenários musicais brasileiros, gostaria que nos contasse como é o underground de Belém, morei por cinco anos no amazonas mas não tive oportunidade de visitar o estado do Pará, o que vocês indicam para nós da cena paraense?

João Lemos: É uma cidade grande, desigual, violenta, e provavelmente por isso é culturalmente muito rica, pra todos os lados, falando de bandas de rock, a gente tem Turbo, Delinquentes, Sokera, O Cinza, pra citar só alguns nomes.

Mantendo nossa tara por listas, quais são os cinco maiores discos da história segundo a Molho Negro?


João Lemos: Nossa, impossível essa hahaha, vou falar por mim e não consigo fazer os da história, mas consigo fazer os que eu mais ouvi nos últimos anos, ok?

Idles - Joy as an act of resistance

Shame - Songs of praise

The Chats - Get this in ya

Courtney Barnett - Tell me how you really feel

Beck - Hyperspace

Gostaria de agradecer por falar conosco, e reservar este espaço pra que deixem seu salve registrado como bem entender! Valeu!

João Lemos: Pô que isso, brigado pelo convite! Se você chegou até aqui nessa entrevista e não conhece a banda, acho que não custa nada ir dar uma procurada na internet pra ouvir e ver o que acha.


terça-feira, 3 de abril de 2018

SONIDO CHULI - DISTINCIÓN TROPICAL (2017) - REVIEW





Pra começar a falar sobre o Sonido Chuli, precisamos primeiro explicar, o que é Cumbia?

A cumbia peruana , popularmente conhecida como chicha desde a sua consolidação, é um subgênero musical popular do Peru , produto da fusão da cumbia colombiana , rock psicodélico , rock e ritmos nativos dos Andes e Amazonas do Peru.
Uma vez feita as apresentações, vamos ao que interessa, esse tradicional ritmo colombiano acabou se fundindo ao rock n' roll e dessa fusão nasceu a Cumbia psicodélica, que nesse EP recebe influências dos elementos indígenas da vida diária e musicalidade paraguaia, pelas mãos e instrumentos desses oito jovens d/e Assunção, responsáveis pelo primeiro disco de Cumbia lançado no Paraguai no século XXI.
Gravado em outubro de 2017 e lançado em dezembro do mesmo ano, em formato de vinil 7'' de forma totalmente independente, "Distinción Tropical" traz quatro faixas dessa incrível mistura de ritmos que culmina na Cumbia Psicodélica, "La chispa", Chipero Bailador", Atardecer en el bajo" e " El Apatuque", resultados alcançados por uma banda com menos de um ano de atividade, até o momento dessa gravação, então realmente impressiona o entrosamento da banda na execução dos temas.
O disco está sendo distribuído no Brasil pela Laja Records, e você pode adquirir clicando no link abaixo:

O Sonido Chuli é formado por:

Nelson - Guitarra
Robert - Guitarra
Zepe - Low 
Fati - Voz e Teclas
Chavo - Timbal
Pedri - Guiro
Fred - Bongo
Tadeo - Congas





O disco também está disponível nas plataformas de streaming:


quinta-feira, 15 de março de 2018

BLACKSLUG - OLD HABITS DIE HARD - EP (2018) - REVIEW




Uma impressão imediata que tive ao ouvir este novo EP da Blackslug sem dúvidas foi, algo está diferente.
O som dos caras está mais encorpado, a produção das três faixas presentes no EP, também contribuem para a experiencia dessa audição, que ficou a cargo da banda e de Igor Comério da Voadora Studios, que também foi responsável pela mix e pela masterização.
Não que o full lançado anteriormente não seja legal, curti bastante o “Scumbag Messiah”(2014), no entanto devo dizer que aqui em “Old Habits die hard”, a banda se encontrou de fato e acertou a mão em todas as faixas, o material está disponível apenas em formato digital no Bandcamp da banda, mas espero que se torne físico, seja como um EP, ou em novo full com mais faixas desse calibre, já que temos aí quatro anos que passaram desde o último lançamento dos caras.
Enfim, nesse EP a Blackslug apresenta a sua melhor versão, com músicas que prendem a nossa atenção e se você é fã de uma sonoridade stoner rock, curte dar uma viajada ouvindo um som, vá de olhos fechados de encontro a este lançamento, pois não vai se arrepender!

Destaque absoluto para “Hole in the sun”, ouvi umas dez vezes seguidas, mas sem dúvidas “The Riddle” e Mad dog” compõe a trindade muito bem, mas o melhor a se fazer é, ouçam o que uma banda brasileira é capaz de fazer, somos muito sortudos por termos tantos músicos e compositores talentosos na nossa cena, devemos parar de buscar lá fora, o que temos em nosso próprio quintal, parabéns aos envolvidos e logo abaixo mete o clique e ouça esse excelente EP da Blackslug. 




quinta-feira, 21 de setembro de 2017

ENTREVISTA BOCA BRABA HARDCORE

Hoje quem tá dando as caras por aqui são os manos da banda Boca Braba hardcore de Viamão-RS, que vem conquistando seu espaço lançamento após lançamento e trabalhando forte nisso, com letras críticas e conscientes e uma sonoridade que vai além do hardcore mesclando outras referências e dando ainda mais personalidade a música desses caras que eu indico que todos ouçam, sem mais delongas, confiram nosso bate papo e saibam mais sobre a BxBxHC!!!



Fala galera, vamos partindo do zero aqui, poderia nos mandar a ficha completa da banda e um pouco de sua história? Quem são os integrantes da Boca Braba HC? Como e quando vocês formaram a banda?

A Boca Braba Hardcore surgiu da união de 4 amigos de Viamão/RS (Douglas, Mateus, Vinícius e Max) para fazer um som numa festa de aniversário, em novembro de 2014. Depois do aniversário resolvemos continuar tocando por diversão, e 2 meses depois começamos a compor músicas próprias, juntamente com a entrada do Hígor e com a escolha do nome da banda. Agora a banda está quase completando 3 anos e já conta com uma penca de shows realizados, viagens, amigos, etc. Estamos só no início, o corre não para! 



Vocês lançaram a pouco tempo um EP, “Hardcore de galpão”, como foi o processo de gravação do mesmo e quem foi responsável pela produção e mixagem? Gosto de como soa o EP.

O “Hardcore de Galpão” foi um trampo intermediário, que lançamos pra poder respirar um pouco e produzir outros materiais com calma. O resultado dele ficou muito foda, e teve uma repercussão muito boa! Gravamos ele no estúdio Calabouço do nosso amigo Hamilton Contes, aqui de Viamão mesmo, e chegamos com os 5 sons já nos cascos no estúdio, foi só plugar tudo e gravar! Gravamos tudo em um fim de semana, e em um mês o Hamilton nos entregou as músicas prontas. Gravar com ele foi muito da hora, sempre que podemos indicamos ele para as bandas que querem gravar algo, o guri é muito bom no que faz... nós gravaremos lá o próximo CD, sem dúvidas!



Quais os planos para o restante de 2017, trabalhar a promoção do EP apenas ou vocês possuem projeto para lançar mais alguma coisa ainda nesse ano?
Nem estamos fazendo tantos shows este ano, estamos indo mais na manha e tentando selecionar melhor os picos que vamos tocar, tentando tocar em lugares que não tocamos ainda, por exemplo. Estamos com data da gravação do nosso primeiro clipe já marcada, e se tudo ocorrer bem, o mesmo sai ainda esse ano. Também temos um Live completo pra lançar, que foi gravado durante um show no teatro do SESC de Canoas/RS, e temos um minidocumentário sobre nossa viagem pra Brasília. Esperamos que saia tudo nesse ano ainda!

Como tem sido a recepção aos novos sons nas apresentações ao vivo da banda e aproveitando que tocamos no assunto quais são os próximos compromissos da Boca Braba HC?

A gurizada tem curtido pra caralho o Hardcore de Galpão, os novos sons são bem mais rápidos e mais curtos. É da hora ver que em alguns shows tem gente já cantando as músicas do EP, tendo em vista que somos uma banda bem nova... é muito doido ver isso sendo que lançamos há pouco tempo este trabalho. Acho que estamos no caminho certo! Seguem as próximas datas confirmadas:

23/09 - In Underground We Trust III - Estância Velha/RS
08/10 - Rock in Ruben - Sapucaia do Sul/RS

24/11 – Espaço Urbano - Viamão/RS
10/12 - Ensaio na Praça - Canoas/RS



Existem planos para visitar outros estados levando o som da banda? Que lugares vocês gostariam de tocar se houvesse oportunidade?
O plano principal é esse, botar as bundas na estrada e viajar o máximo que aguentarmos! É claro que não podemos sair a qualquer momento os 5 dentro de um carro tocando por todo o Brasil, todos nós trabalhamos e as viagens rolam organizando com bastante antecedência. Já viajamos pra Santa Catarina em 2015, e este ano viajamos pra Brasília, que foi muito doido! A viagem que fizemos este ano nos abriu a mente e mostrou que podemos fazer várias viagens curtas durante o ano, então o plano é começar a viajar com bastante frequência!

Ano passado vocês lançaram o “Entre ratos e pulguedo”, um título inusitado, poderia nos contar como surgiu esse nome para o disco?
Desde o início da banda, ensaiamos num Galpão do sítio onde eu (Douglas) moro. Durante muito tempo deixávamos os cachorros assistirem o ensaio, eles entravam lá e ficavam deitados no nosso meio só curtindo o som... o problema é que o galpão ficou crivado de pulgas, e era um parto pra ensaiar se coçando o tempo todo. Sobre os ratos, eles sempre estiveram no galpão, desde o início. Então “Entre Ratos e Pulguedo” foi literalmente como surgiu o primeiro CD!

Ainda sobre o disco “Entre ratos e pulguedo”, como foi o trabalho de divulgação do mesmo e como vocês avaliam os resultados obtidos com o disco?
O “Entre Ratos e Pulguedo” foi nosso primeiro trabalho de estúdio, e quando gravamos ele já tinha uma galera na expectativa, então o resultado foi muito bom, repercutiu bastante na época, muita gente nos conheceu através desse CD e muitas portas se abriram também. Fizemos um evento no final de 2016 pra lançar o CD, a função rolou na Converth em Viamão, e foi um dia absurdamente foda! Este show tá registrado lá no Youtube pra quem quiser ver!

Que temas vocês procuram abordar em suas letras, que mensagem a banda busca transmitir?

Nosso vocal (Vinícius Marques) sempre buscou escrever letras trazendo à tona todos os problemas que enfrentamos todos os dias graças à corrupção que rola no nosso país. Infelizmente é uma minoria que se interessa por música com conteúdo, mas as letras estão lá, pra quem quiser ouvir. Queremos começar a passar mensagens positivas nos nossos sons também, não só falando dos problemas que tal político está causando, mas dizendo algo pra quem estiver ouvindo como não baixar a cabeça, não desistir, etc. A mensagem continua sendo passada, mas de uma forma diferente.

Em termos de influência sonora, que bandas vocês citariam que serviram de inspiração para moldar a sonoridade que vocês praticam?
Sem dúvidas temos várias influências bem marcantes que cada um de nós trouxe pra banda... Raimundos, Pavilhão 9, Vômitos e Náuseas, Ratos de Porão, Testament, Suicidal Tendencies, Biohazard, Madball, Hatebreed, etc. Claro que são apenas influências, a união de tudo que ouvimos molda o nosso som, então não necessariamente vai ser claro tudo que ouvimos no som da Boca Braba... e acho que esse é o sinal de que estamos fazendo algo legítimo!

Seguindo a linha da pergunta anterior e mantendo nossa tradicional pergunta infame, poderiam citar na opinião pessoal de cada um de vocês quais são os cinco maiores discos de rock/metal/hardcore todos os tempos?
Lucas - Dokken - Back For The Attack

Hígor – Countdown to Extinction - Megadeth

Douglas – Anarkophobia – Ratos de Porão

Mateus – The Rise of Brutality - Hatebreed

Vinícius – Lapadas do Povo - Raimundos

Numa troca de figurinhas básica aqui, poderiam nos dar um panorama de como é a cena underground por aí no RS e destacar algumas bandas locais que deveríamos conhecer?
Temos muita coisa rolando no RS, em tudo que é canto, e muuuuuuita banda boa! Começamos a ter uma visão melhor da nossa cena e das bandas locais quando começamos a tocar no Signospub, em Porto Alegre, através do Phil Barragan (organizador e músico local). Ele nos viu tocando num Ensaio de Rua de Viamão (até então nós só tocávamos na nossa cidade) e nos levou pra Porto Alegre, aí conhecemos todas as bandas que hoje estão no mesmo corre que nós! Hempadura, 9Shot, R.E.D., CxFxCx, Roleta Russa, Chute no Rim, Pull The Trigger, OÇO, Terror66, entre outras.

Gostaria de agradecer pelo tempo dispensado em nos atender e reservar este espaço para que deixem sua mensagem aos leitores do Microfonia e fãs da banda como quiser! Valeu!

Gostaríamos de agradecer pela oportunidade de falar um pouco sobre a banda aqui e pelo interesse do Microfonia em divulgar nosso trabalho, a única coisa que esperamos ganhar depois de todo nosso perrengue é reconhecimento!

Gostaríamos também de agradecer todo mundo que sempre apoiou a banda, sejam nossos amigos ou pessoas que nos acompanham mesmo distantes, vocês fazem toda a diferença!

E pra finalizar, gostaríamos de convidar todos que nunca ouviram a Boca Braba a conhecer nosso trabalho! Estamos no face, instagram, youtube, spotify, deezer... em tudo que é lugar, é só fritar!

Hardcore Lives!



https://bocabrabahardcore.bandcamp.com/releases


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