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terça-feira, 14 de setembro de 2021

SPIDRAX - EVISCERAÇÃO (EP) - 2021 - REVIEW MICROFONIA

 



SPIDRAX



· Atividade: 2014 - Atualmente

· Origem: Brasil - São Paulo - SP

· Album: EVISCERAÇÃO - EP (2021)

· Gravadora: INDEPENDENTE

· Gênero: HORROR PUNK


Esse EP da Spidrax já me ganhou antes mesmo do lançamento, a ideia de fazer versões de sons de grandes bandas do horror punk brasileiro, homenageando e entregando sua assinatura nas faixas já me fazia ver com bons olhos o trabalho.

O título do EP tem muito a ver com o que foi feito com as faixas das bandas escolhidas, digo isso pelo lado positivo, "Evisceração" é altamente indicado tanto para quem conhece as bandas que foram escolhidas, tanto pra quem vai ouvir tudo pela primeira de cada horda ali presente, pois a identidade que a Spidrax carimba sobre as faixas pode confundir desavisados, o vocal do Rick, o timbre da guitarra de Rafa Romanelli e as levadas precisas de André Leite se fundiram de maneira muito interessante a personalidade "original" das faixas, portanto ouçam as bandas originais caso não conheça os trabalhos pra que entendam o que digo, não são simples  covers, houve cuidado em colocar a cara da Spidrax nessas músicas.

Abrir o trabalho com a faixa "Sertão Sangrento" da banda homônima, foi sem dúvidas uma excelente escolha, curto demais a energia desse som, e a Sertão Sangrento é foda, todo o disco que acompanha essa faixa inclusive, posso dizer que curti a versão tanto quanto a original e na sequência vem "O médico e o monstro" da banda Ossos Cruzados, outra banda fudida dessa cena do horror punk brasileiro, do disco "Espectrofobia", aqui é uma ocasião em que a marca da Spidrax faz muita diferença, deu outra aura ao som. Na sequência Viborah mantem a qualidade em alta, interessante ouvir a faixa com o vocal do Rick e com outra produção, visto que a original é com um vocal feminino, Viborah Horror Punk tem seu EP disponível no Spotify que tem cinco faixas bem legais, então aproveitem e conheçam o restante do trabalho.

Partindo para as duas faixas finais, a versão para "Mata" da Zumbi Holocausto é demais, essa música tem um clima muito interessante, melódica, pesada, densa, curto a vibe desse som, e a Spidrax captou o que de melhor havia nessa música e amplificou suas qualidades melódicas, e o final ao piano é poético de uma forma fúnebre!!! "A morte comigo" da banda Pesadelo Brasileiro encerra os trabalhos desse EP com o mesmo ímpeto que começou, outra música foda, de uma banda foda, sendo executada com maestria e rendendo mais uma bela homenagem.

No resumo, a Spidrax trabalhou muito bem o lado melódico de todas as faixas, executando de forma precisa e com muito esmero na produção pela Infecta Produções do guitarrista Hebberty Taurus da Ossos Cruzados. Além disso conta com arte do Rafael Panegalli, que fez uma capa incrível que vale apreciar, deu um visual condizente ao conteúdo do EP que está disponível no formato digital na sua plataforma de streaming preferida, não percam tempo e apreciem essa obra do Horror punk brasileiro!!!





LINKS RELACIONADOS


https://www.facebook.com/spidraxband

https://open.spotify.com/album/7qNvqPFLGhRAsArajQPUKW?si=i0Ow-9tIS6Cd_gYx2r3JRg&dl_branch=1

https://www.instagram.com/spidraxhorror/

http://microfoniaundergroundblog.blogspot.com/2021/09/5-discos-que-mudaram-minha-vida-5.html

http://microfoniaundergroundblog.blogspot.com/2020/06/entrevista-spidrax.html



segunda-feira, 23 de agosto de 2021

BASTTARDZ - 2021: UMA ODISSEIA NO INFERNO EP (2021) - MICROFONIA REVIEW

 

BASTTARDZ


· Atividade: 2019 - Atualmente


· Origem: Brasil -  São Luís - MA


· EP: 2021: Uma Odisseia no Inferno


· Gravadora: Evil Rites Records


· Gênero: Thrash metal/Hardcore/Crossover





"2021: Uma odisseia no inferno", é o mais novo trampo da banda maranhense de thrash/crossover Basttardz, consite em duas faixas que ficaram de fora do primeiro album da banda, o "Brazil com Z", "Chupacabra" e "Babilonia em chamas".


 


 Agora vamos deixar uma questão bem clara por aqui, não se tratam de sobras, são duas faixas fudidas e que fazem frente a tudo o que já conhecemos da banda e felizmente acrescentam mais munição ao já poderoso repertório da banda.

As duas faixas forma produzidas no mesmo estudio onde o "Brazil com Z" foi gravado, KM4 Produções, e apresentam o mesmo nível dos registros anteriores, produção equilibrada, tudo encaixado no lugar, porém com sujeira no nível certo e intrumentos e vocal bem na cara, tudo bem audível, trazendo aquela sensação de a banda estar executando o som ali na sua frente.

 


 Aproveitando o corre pra atualizar os movimentos da banda, o "Brazil com Z" foi disponibilizado em formato físico e  está a venda na Galeria do Rock na Die Hard Records e em breve na loja virtual da banda, também vai rolar um ao vivo da banda no Canal Scena que com certeza vai ser fudido como todos os materias gravados no Family Mob, portanto não deixem de prestigiar todas as novidades da banda!!!

Outra parada que vale conferir, é o clipe de "Fogo na Zona Sul", lançado a algum tempo, mas já surfando nas onda das novidades vejam o clipe deste já clássico hino anti burguês safado!!!




LINKS RELACIONADOS

segunda-feira, 8 de março de 2021

MUZZARELAS - BEER N' DESTROY (2021) - REVIEW BY MICROFONIA




MUZZARELAS


· Atividade: 1991 - 2020

· Origem: Brasil - Campinas-SP

· Álbum: Beer N' Destroy (2021)

· Gravadora: Monstro Discos

· Gênero: Punk Rock/Hardcore



O Muzzarelas esteve em atividade desde 1991, com diversos discos incríveis lançados ao longo de sua carreira que ganha sua saideira através de "Beer n' Destroy", derradeiro álbum póstumo dessa galera de Campinas-SP que assolou o underground com suas canções sobre cerveja, monstros, filmes B, e muito punk e hardcore!

Claramente uma grande perda para o underground o Muzzarelas encerrar suas atividades, mas o legado está aí e temos esse ótimo disco para prestigiar essa história foda! O disco abre com a faixa título que foi single do disco, que dá o cartão de visitas do que virá ao longo dos 32 minutos de gravação distribuídos em 14 faixas.

Antes de começar a audição eu já dei uma passada de olhos pelos títulos das músicas e me veio aquela sensação, faixas com essas alcunhas não tem como ser ruim meus amigos, vide "Shit fight", "Rat Buerger King", "Teenage Antichristh", "Fuck you, Gimme Beer, Let's Dance", "Stage invader"...

O disco é um tributo ao produtor Caio Ribeiro, falecido em 2018, grande amigo dos caras da banda, que agora após oito discos,  e quase 30 anos de atividades nos brinda com esse último registro que honra toda sua trajetória e ao mesmo tempo nos faz lamentar por ser o encerramento de uma história muito foda!!!

O disco é muito legal por inteiro, mas sem dúvidas nas primeiras audições que fiz do mesmo, as faixas que me saltaram aos ouvidos foram "Beer n' Destroy", "Every day is a holiday", "Shit Fight" e "In the beak of the crow", a capa é mais uma obra prima do mestre E.T.E, o disco foi gravado no Stage Recs Campinas e mixado e masterizado por Eurico Tavares, está disponível apenas em formato digital na sua plataforma de streaming preferida, por enquanto, a vai ganhar versão física em CD via Monstro Discos em breve.






https://www.facebook.com/Muzzarelas
https://www.instagram.com/muzzarelasoficial/
https://www.instagram.com/daniel.ete/
https://muzzarelas.bandcamp.com/

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

ANKERKERIA - MATRIARCH (2021) - REVIEW BY MICROFONIA



ANKERKERIA


· Atividade: 2010 - atualmente 

· Origem: Brasil - Fortaleza - CE

· Álbum: Matriarch (2021)

· Gravadora: Independente

· Gênero: Death Metal 


Banda de Death metal baseada em Fortaleza-CE, em atividade desde meados de 2010, a Ankerkeria chega ao lançamento de seu primeiro álbum não como uma promessa, mas sim uma realidade do underground nacional, com um disco que sem dúvidas estará em todas listas de melhores do ano ao término de 2021,o prenúncio de toda a beleza brutal e destrutiva encontrada por aqui, já se anunciava em seu single lançado em outubro de 2020, "Baph Metra" que abre as audições do álbum com sua cadência e pesos absurdos, e sem dúvidas um dos destaques aqui, além do clipe incrível que recebeu a faixa e que me fez ficar de cabelos em pé aguardando novidades, pois ali já estava o indicio do que estava por vir!



Porém é difícil enumerar as melhores faixas num trabalho tão coeso e bem produzido, mas além do single já citado, fico com "Brain Grinding factory", "Blessed be thy shame", que foi o primeiro clipe da banda e pra fechar a trinca "Alis Mortis", recomendo demais o trampo dessa banda foda de metal morte, Nordeste é uma potência do metal extremo!




terça-feira, 18 de agosto de 2020

Coletânea G.R.I.T.A. (Grabaciones Revolucionarias Independientes Totalmente Autogestivas) REVIEW MICROFONIA


G.R..I.T.A. é um compilado de bandas punk e hardcore da América do Sul, idealizado pelo Cepa da banda de hardcore argentina Turba Iracunda, que conta com a participação de várias bandas fodas do underground sul-americano!

Sempre tentamos incluir bandas em nosso trabalho que viessem de outros países além do Brasil, principalmente América Latina, e é com grande satisfação que tive contato com essa iniciativa que trás bandas de Argentina, Colômbia, Chile, Bolívia, Peru, Uruguai, Venezuela, Paraguai e Brasil!

Um puta choque de culturas, unidos em torno de uma paixão, fazer música de forma independente e fomentar a atitude do Faça Você Mesmo!

Então se você tem curiosidade de conhecer bandas e a cena punk/HC dos nossos vizinhos aqui na América do Sul, esta é uma grande oportunidade de ter contato com essa galera.

Participam da coletânea as bandas Turba Iracunda (Argentina), El Sagrado (Colômbia), Boca Braba (Brasil), En Guardia (Bolívia), Atentado (Chile), 9000 (Argentina), Cervical (Brasil), Malarrabia (Peru), Cadenazzo (Uruguai), Frente de Ira (Venezuela), Pariah (Colômbia), MDMA (Paraguai) e A.S.C.A. (Brasil).

O material está disponível para audição no Youtube, deixaremos o link para audição e pra quem quiser conhecer os trabalhos de cada banda individualmente, vale muito a pena sacar o trabalho pois as faixas apresentadas dão amostras que se trata de uma galera de responsa envolvida no projeto, na descrição do vídeo é possível acessar as redes sociais de todas as bandas envolvidas e seus respectivos trabalhos.



TRACKLIST:


BANDA: TURBA IRACUNDA (ARGENTINA) TEMA: SANGRE Y DOLOR (LP MADAFAKA)

BANDA: EL SAGRADO (COLOMBIA) TEMA: SOBREVIVIENTE (LP: EL CONSUELO DE LOS CAIDOS)

BOCA BRABA (BRASIL) TEMA: BALA DE CANHÃO (RESISTIR É COMPROMISSO)

EN GUARDIA (BOLIVIA) TEMA: MATAR O MORIR (LP: DE LA CALLE)

ATENTADO (CHILE) TEMA: RECHAZA (EP RECHAZA)

9000 (ARGENTINA) TEMA: 9000 (EP: La miseria de la Humanidad)

CERVICAL (BRASIL) TEMA: FABRICA

MALARRABIA (PERU) TEMA: GLASNOST (LP: ANTICONTAMINACIÓN)

CADENAZZO (URUGUAY) TEMA: CONTROL

RENTE DE IRA (VENEZUELA) TEMA: VAMOS CON MAS

PARIAH (COLOMBIA) TEMA: PREVALECE

MDMA (PARAGUAY) TEMA: TU AGONÍA

A.S.C.A (BRASIL) TEMA: VERMES ASSASSINOS

domingo, 16 de agosto de 2020

BASTTARDZ - BRASIL COM Z (2020) - REVIEW MICROFONIA

 

Não temos do que reclamar quando o assunto é hardcore/crossover aqui pela terra das palmeiras onde canta o Sabiá! Somos referência nesse gênero, grandes bandas estabelecidas ao longo dos anos e o estilo segue se renovando revelando novos nomes para a cena que seguem levantando a bandeira do roque veloz com muito conhecimento de causa e talento!

A Basttardz vem São Luís-MA, terra que tivemos a oportunidade de conhecer durante o fatídico Metal Open Air em 2012, mas isso não é o que queremos ressaltar, São Luís é uma capital bela, banhada pelo mar e que apresenta problemas que todas as capitais e regiões com maior densidade demográfica nesse país apresentam, violência, desigualdade, truculência policial, racismo estrutural, falta de oportunidades, isso não é exclusividade de lugar nenhum no Brasil, infelizmente, mas serviram de combustível para Andrezão (vocais), Francis (guitarra), Texugo (contrabaixo) e Topeira (bateria) criar as oito faixas de “Brasil com Z” lançadas em maio, que tem sangue no “zóio” de sobra!




Estava acompanhando a terceira edição do Festival Online da Roadie Crew e me deparei com os caras executando duas faixas de seu disco, “Agrotrash” (crítica ferrenha ao maquiavélico agronegócio brasileiro, tá óbvio no nome da faixa né...rs) e “Desgraça”, já me pegou de cara, sonoridade foda, primeira referência que me veio à mente foi a do D.F.C., porém é só um ponto de referência mesmo pra explicar o som, pois os caras já deixam em seu primeiro registro faixas com personalidade de quem sabe o que está fazendo.

O defeito de “Brasil com Z”, e´ que como todo bom registro de roque veloz que se prese, é curtíssimo e acaba deixando aquela sensação, quando será que a Basttardz vai lançar novos sons?

Caso vocês tenha ideias reacionárias, retrogradas, preconceituosas, apoie esse monte de merda que está no poder, esse som não é pra você, então não desperdice seu tempo e nem o nosso, sem tempo irmão! Em cima disso, vou falar qual é o destaque absoluto desse disco pra mim, “Fogo na zona sul”, dá uma aula de consciência de classe, “...fogo na zona sul, playboy é tudo pau no cu...”, simples e direto ao ponto, recado mais claro impossível! A faixa título abre o disco com responsa, mostrando que, nas palavras da própria banda, não adiantar mentir, o inferno é aqui! “Corra que a polícia vem aí” apresenta um tema óbvio, porém curti a abordagem da letra e inserção de um trecho de “Fuck Tha Police” do N.W.A. no finalzinho da faixa que ficou genial, além desses destaques as faixas já citadas que foram apresentadas no festival da Roadie Crew merecem uma audição com atenção!

Pra finalizar vamos mandar o recado de sempre, busquem ouvir coisas novas, nosso underground é riquíssimo e existe bandas produzindo materiais incríveis em todos cantos desse Brasil, saia fora do eixo, adquira materiais, não reclame da cena, faça algo por ela!




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terça-feira, 4 de agosto de 2020

ASFIXIA SOCIAL - SISTEMA DE SOMA (2020) - REVIEW MICROFONIA



Na estrada desde 2007, a Asfixia Social é uma banda ímpar, pratica uma sonoridade que não facilita para quem gosta de colocar rótulos, são vários ritmos e estilos numa fusão que torna tudo muito interessante, coloque o hip hop, punk, hardcore, dub, reggae, jazz, ska e temos uma ideia do que é essa banda, música de quebrada, para as quebradas, como já fora dito no seu disco anterior, "Da Rua, Pra Rua", seu último full album de 2011.

Foi criada uma grande expectativa para esse novo disco dos caras, com o lançamento de vários singles que davam amostras de que eles elevariam o nível da fórmula utilizada em seu último lançamento, acentuando ainda mais a diversidade musical e cultural da banda em faixas recheadas de participações pesadas, que somaram e muito a sonoridade apresentada em "Sistema de Soma".

O título justifica muito bem a sonoridade do disco, pois todos que contribuíram enriqueceram muito a música da Asfixia, GOG, DJ Tano, Funk Buia, Karen Santana, Mao(!), etc. Vários nomes que se uniram pra entregar mais um grande lançamento desse confuso ano de 2020.

Ouço o som dos caras desde 2011 e é uma imensa satisfação poder conhecer suas novas composições e perceber que mantiveram a pegada de sua veia criativa, soltando mais disco sensacional, com faixas que marcam de cara em sua primeira audição, sempre recomendo que se ouça um disco por completo, pra se ter uma visão do trabalho como obra única, mas sem dúvidas, desde o seu lançamento como single eu já destacaria a incrível "A cara do inimigo", que desde o seu lançamento já está na nossa playlist no Spotify, Raízes Fortes também dá as caras mostrando toda diversidade sonora da banda de uma pegada cadenciada de dub/reggae pra uma pegada hardcore, "A quebrada constrói" não nada mais e nem menos que uma música sensacional, com sua levada hipnotizante e mudança de ritmo que se encaixa com precisão, nem vou me estender mais porque poderia dizer algo positivo sobre o disco todo!

Basicamente já entra pesado como um dos integrantes de minha lista de melhores discos de 2020, vale ressaltar que será realizado em Setembro o lançamento do Livro + CD "Sistema de Soma" em sua versão física, já disponível pra venda no site da banda, contribuam para o desenvolvimento do underground adquiram lá pra fortalecer esse trampo sensacional!




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quarta-feira, 15 de julho de 2020

WARGORE - CURSED EXISTENCE (2020) - REVIEW MICROFONIA





WARGORE

· Atividade: 2016 - atualmente 

· Origem: Brasil - Cascavel-PR 

· Álbum: Cursed Existence (2020)

· Gravadora: Mindscrape Music

· Gênero: Death Metal Old School

· Membros: Gustavo Milani (bateria), Otávio Augusto (baixo), Gustavo Prates (guitarra), Jamil Miranda (vocal) e Antônio Fagundes (guitarra)

A Wargore é uma banda paranaense de death metal com uma pegada old school que remete a bandas como Death e Pestilence em seus primórdios, em atividade desde 2016 eles possuem um EP que precede este album, o "Between Evil and Death" lançado em 2017 que já dava as credenciais de que o poderio da banda é pesado e entregam nesse primeiro registro seis faixas brutais com a classe de quem sabe muito bem como produzir um som extremo de qualidade!

Mas estamos aqui pra falar de "Cursed Existence", lançado em 12 de junho nas plataformas digitais, o material foi gravado no estúdio Tonimusic sob a tutela de João Paschoarelli e Toninho Acuña, responsáveis pela captação da desgraceira sonora e a mixagem e a masterização ficaram por conta de Léo Mesquita (Surra) e o resultado que foi entregue é muito foda, apesar do peso e brutalidade da sonoridade da banda, o instrumental está límpido no sentido de compreendermos a execução das faixas mas com tradicional sujeira que o estilo pede na medida!!!

São nove faixas que apresentam um trabalho conjunto primoroso dos integrantes, bases e solos velozes a cargo da dupla Gustavo e Antônio, tudo muito bem amparado na cozinha de reponsa entregue por Otávio no baixo e Gustavo na bateria, em cima da massa sonora Jamil Miranda vocifera seu vocal que nos lembra uma mistura de Chuck Schuldiner no começo do Death e John Tardy do Obituary, combinando perfeitamente com a pegada old school do negócio.

Pra deixar nossas alegações finais aqui, mais um grande disco lançado nesse ano de 2020, apesar do cenário desgraçado de instabilidade politica e pandemia, ao menos temos fontes de inspirações pra galera soltar toda sua fúria na música e nos brindar com excelentes lançamentos, finalizando, díficil destacar alguma faixa no disco, mas fico com a track que abre os trabalhos "Cursing the existence" que já motiva a gente a continuar prestando atenção na pancadaria toda que vem a seguir, grande trabalho!



quinta-feira, 9 de julho de 2020

ENSLAVER - SIDE EVIL (2020) REVIEW MICROFONIA




Ficha técnica:

· Banda: Enslaver

· Origem: Brasil - Maringá-PR

· Álbum: Side Evil

· Gravadora: Miranda Records

· Gênero:Thrash Metal

· Membros: Pedro Vinicius (Baixo), Luís André (Guitarra e Vocal), William Giesbrecht (Guitarra e Backing vocal), Francisco Vitor (Bateria)


Fundada em Maringá-PR, no ano de 2015, o Enslaver é uma banda de thrash metal formada pelos irmãos Luís André (guitarra e vocal) e Francisco Vitor (bateria), no melhor formato Sepultura não é mesmo? Completam a formação William Giesbrecht França (guitarra e backing vocal) e Pedro Vinicius (baixo).

De 2015 até aqui os caras vem trilhando seu caminho a base de muito trampo e calcando seu espaço no underground, se apresentando ao lado de grandes bandas do cenário nacional e mundial divulgando o seu som sempre com muita atitude e humildade e muito talento sem dúvida!

Feitas as devidas apresentações chegamos ao ano de 2020, e o lançamento do primeiro full da banda, “Side Evil”, através da Miranda Records, que ganhou as ruas no dia 05 de junho e agora vamos falar sobre esse lançamento que nos dá dois tipos de satisfação, a primeira é por ser uma banda aqui de nossa cidade realizando um trabalho foda, a segunda é que esse que vos escreve é um grande apreciador de thrash metal, ainda mais quando bem executado e sem rodeios, direto ao ponto!!!

Em “Side Evil” temos oito faixas, distribuídas em pouco mais de 29 minutos, com uma produção que deixa tudo muito bem definido, no entanto deu um clima bem “Beneath the remains” ao disco, sujeira na quantidade certa, e muito peso e agressividade, receita acertada e que agrada muito aos ouvidos, tanto que creio que desde o lançamento até esse momento em que digito esse review já devo ter escutado o album completo mais de dez vezes, pois esse é o grande mérito desse disco, ele é curto e direto ao ponto e nos leva a repetir mais e mais as audições, sem soar cansativo e nem repetitivo.

Creio que a vivência de ensaios e shows, o tempo de amadurecimento dessas faixas sendo tocadas ao vivo, fizeram os caras chegarem ao estúdio prontos pra registrar suas melhores performances, o disco soa coeso, bem homogêneo, no entanto sem dúvidas devo destacar a faixa “Murder Inc” que foi lançada como single anteriormente, uma das mais brutais do disco, sobressalta aos ouvidos durantes a audição, e “Blood Will Follow Blood” que tem um riff muito legal, iniciando a faixa de forma cadenciada e cresce em velocidade e intensidade, valendo a citação aqui como destaque!

Enfim, espero que o Enslaver siga produzindo cada vez mais thrash metal visceral pra alegrar nossas vidas desgraçadas em meio a essa pandemia, ameaça de apocalipse e incerteza se haverá futuro, pensando bem estamos vivendo dentro de um disco de thrash metal (haha), vida longa pra banda e que venham mais discos, shows e cervejas!!!!


 INSTAGRAM: https://www.instagram.com/enslaveroficial/

FACEBOOK: https://www.facebook.com/enslaverband/

SPOTIFY: https://open.spotify.com/album/1UpXGV4glcdJK8YC1yJQRN?si=ly1SgRp6S2mU4r_TVLgv8A


quarta-feira, 8 de julho de 2020

CÉREBRO DE GALINHA - SOCIEDADES SECRETAS (2018) REVIEW POR BETO FILHO



Ficha técnica:

·         Banda: Cérebro de Galinha

·         Origem: Brasil - Marabá-PA

·         Álbum: Sociedades Secretas

·         Gravadora: Monstro Discos

·         Gênero: Hardcore, Crossover, Thrash Metal

·         Membros: Torrada (Baixo), Cego (Vocal), Mort (Guitarra), Suco Gástrico (Bateria)


Marabá, sudoeste do Pará, capital do Carajás e terra da castanha.

Em uma cidade em que o brega, o arrocha, o forró e o sertanejo dominam as rádios de Marabá e de todo o Norte Brasileiro, os rapazes do Cérebro de Galinha, que mandam um som crossover / Thrash / HC é considerado um oásis da cena underground. O mais legal de tudo é que, apesar da banda ter como ideia central uma pegada totalmente brutal em suas composições, eles não negam suas origens e se auto intitulam uma banda Hardcore / Crossover, mas também amantes da lambada, do reggae, do brega e do forró, músicas de origem e de formação dos integrantes paraenses.

Meu primeiro contato com o trabalho da banda foi em novembro de 2019 e quem me apresentou essa desgraceira foi o Catarro, um grande camarada que hoje é uma espécie de “correspondente” lá dos confins da Áustria e é um grandioso pesquisador de bandas do mundo todo e descobriu essa pérola do Marabá!

 A história dos caras é maluca!

Tudo começou com um vídeo que viralizou nas redes sociais com eles tocando em um terreno baldio, numa casa abandonada. Sempre que podiam, eles pegavam os amplificadores, bateria e tudo que há de parafernália para tocar nesse lugar, pulando muros, andando nos brejos, até chegar nesse terreno.

Ali, com a companhia de alguns animais roedores, faziam uma espécie de “teto acústico”, cobrindo como podia com papelão um teto de zinco. Agora imagina, manos! A umidade que é o Norte, tocando num sol fortíssimo, e todo o calor ia para dentro desse lugar, devido ao teto de zinco...com uma estrutura de dar dó, só vendo para acreditar!

Como o vídeo viralizou, sem nenhuma intenção deles, muita gente ficou interessada em saber de onde eles são, inclusive oportunidades de ceder lugar melhor para eles gravarem um disco. E esse lugar, veio: Há 2.500 km de casa!

Graças ao esforço dos caras, eles viajaram até São Paulo de busão (primeira vez dos caras na cidade!), se impressionaram com a agitação e gravaram uma podrera linda, “Sociedades Secretas”.

Dou destaque para as faixas “Ameba”, “Hipócrita”, “Nova Ordem Mundial”, “Isso sim é Difícil”, “Diário de um Preguiçoso”, com uma introdução maravilhosa que lembra um pouco as famosas guitarradas paraenses e a música que conheci os caras no estúdio improvisado, “Mundo em Caos”.

Em resumo, se o Cérebro de Galinha tocar em qualquer festival na sua cidade num futuro que nem sabemos, cola no rolê bêbado e caia no mosh porque o som dos caras é para isso, para pura diversão!










"Mundo em Caos" em estúdio improvisado: https://www.youtube.com/watch?v=LOBDOEqs2NU

terça-feira, 7 de julho de 2020

STAB - Sepulchral Lullaby (2020) - REVIEW MICROFONIA


Ficha técnica:

·         Banda: Stab

·         Origem: Brasil - Piracicaba-SP

·         Álbum: Sepulchral Lullaby  

·         Gravadora: Independente

·         Gênero: Thrash metal

·         Membros: Murilo Ramos (Guitarra e Voz), João Polizel (Baixo), Leonardo Veronez (Bateria)


Confesso que quando me deparei com o nome da banda imaginei outro tipo de sonoridade, já que "Stab" é uma música do grupo carioca Planet Hemp, então logo fiz as ligações que me eram óbvias na cabeça naquele momento, um som moderno, flertes com o hip-hop, algo mais alternativo, que também acho interessante, mas o título do EP aqui já denunciava que eu estava muito enganado, Sepulchral Lullaby traz uma sonoridade calcada de forma explicita no thrash metal e como costumo brincar, todo brasileiro curte futebol, cerveja e thrash metal!!!

Aqui a proposta é simples porém certeira, como colocou a banda "Nossa proposta é de unir o peso, a agressividade e a velocidade, que são típicos do thrash metal,a uma sonoridade sombria", em primeiro plano o que me chamou a atenção foram os vocais, que conseguem imprimir essa parte sombria ao som, devido ao timbre interessante do vocalista Murilo Ramos, pra dar uma ideia do que estou falando, a referência que me veio à mente foi a de Sérgio Chaves no Chakal, fase "Death is a Lonely Business", principalmente me momentos de cadência nas faixas.

O EP que chegou as plataformas de streaming em fevereiro possui quatro faixas que foram capitadas, mixadas e masterizadas no Casarão Music Studio em Piracicaba-SP, por Franco Torrezan e possui um bônus gravado em formato ao vivo no estúdio.

O Stab é uma banda em pleno desenvolvimento, foi formada em 2017 e esse seu primeiro EP demonstra o quanto eles tem talento pra evoluir muito mais, a impressão que tive ao ouvir Sepulchral Lullaby na realidade é a de que eu gostaria de ouvir mais faixas, passa rápido e logo você está repetindo tudo de novo, estou aqui curtindo o som dos caras enquanto escrevo!

Falando da sonoridade praticada em si, a banda caminha por várias camadas diferentes dentro de seu som, flertam com o hardcore/crossover, com o heavy metal e apesar de ser um som agressivo há muita melodia nas faixas, como em "In the streets" por exemplo.

Como faixas que gostaria de destacar, indico a audição no detalhe de "Scum" que é uma porrada e as variações sonoras de "God´s Sheep", duas demonstrações do poder de fogo da cozinha coesa da banda, grata surpresa conhecer a Stab, aguardamos novidades dessa galera de Piracicaba.





Fontes de pesquisa:








segunda-feira, 6 de julho de 2020

SANGUE DE BODE - A Sombra que me Acompanhava era a Mesma do Diabo (2020) - RESENHA POR BETO FILHO



Ficha técnica:

·         Banda: Sangue de Bode

·         País: Brasil - Rio de Janeiro

·         Álbum: A Sombra que me Acompanhava era a Mesma do Diabo

·         Gravadora: Electric Funeral Records

·         Gênero: Black Metal, Death Metal, Crossover

·         Membros: João (Baixo e Voz), Gabriel Fontes (Guitarra) e Gabriel Medeiros (Bateria)



Em uma cidade de pouco mais de 25 mil habitantes, a pacata Miguel Pereira, cidade do interior carioca é a morada da banda Sangue de Bode, que vêm impressionando de maneira positiva na cena underground com sua raiva e melancolia em suas composições.

Com um vocal crossover e com composições que passeiam entre o Death e o Black Metal, o trio formado por João (Baixo e Voz), Gabriel Fontes (Guitarra) e Gabriel Medeiros (Bateria), lançaram em fevereiro desse ano o álbum de estreia “A Sombra que me Acompanhava era a Mesma do Diabo” pela gravadora Dark Funeral Records. Antes desse álbum, eles tinham apenas um EP de uma música sombria “Comendo Lixo”, onde inclusive eles produziram um videoclipe bem pesado!!!

E, cara...que disco foda! A começar pela capa, totalmente sinistra de uma mina que parece ser possuída pelo “capiroto”, no meio do mato, num dia bem sombrio. Uma capa impactante, em que a autora da foto é a fotógrafa Clara Ribeiro (Instagram: @clararibeiroph) e a modelo da foto é a Fernanda Ladislau (@fernanda.ladislau).

O disco merece destaque para as faixas “Messias de Merda”, com críticas ferrenhas ao “excrementíssimo” Presidente da República, “Jazigo”, com uma pegada mais direta, com uma letra bem depressiva e “Pivete Executado”, uma faixa com um instrumental e uma história de um pivete ao fundo, onde parecia ser alguma treta que ele participava, sendo interrogado por uma espécie de policial (foi o que eu interpretei, risos!)

Em resumo, mesmo com esse ano maluco que estamos vivendo, somos agraciados com essa obra prima brutal e extrema e o time Microfonia deseja vida longa a esses caras, que fazem um som muito foda, que só faz fortalecer a cena do underground.




Fontes de Pesquisa:

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quarta-feira, 1 de abril de 2020

GURO - ANTICRISTO (2020) - REVIEW MICROFONIA




Ficha técnica:

• Banda: Guro

• País: Brasil (Londrina-PR)

• Atividade: 2014-presente

• Álbum: Anticristo

• Gravadora: Vários selos 

• Gênero: Grindcore, Death Metal

• Membros: Thiago Franzin - Guitarra, Francisco Paiva - Bateria, Eron Bueno - vocal


Guro é uma figura sempre presente nos rolês mais brutais aqui da região norte do PR, a banda foi Formada no final de 2014 por Francisco Paiva (bateria) e Guilherme Tavares (guitarra e voz), com Bruno Eduardo assumindo os vocais em seguida, os caras já participaram de compilações, lançaram um EP e tem dois splits com Cruel Face e Captain Trhee Leg e chegam agora ao lançamento de seu primeiro full, “Anticristo”, são 20 faixas distribuídas em pouco mais de 25 minutos, carregando de forma sublime o selo de anti-música e despejando extremismo e brutalidade! (Formação atual da banda conta com Thiago Franzin - Guitarra, Francisco Paiva - Bateria, Eron Bueno - vocal)

Pontos altos são difíceis de enumerar em meio a todo esse caos sonoro, que vale ressaltar, ganhou uma produção a altura, sujeira na medida certa, a sonoridade capitada nesse disco traduz bem a proposta da banda, que tem boas variações em suas faixas, com aquelas paradas mortais pra antecipar o inferno que está por vir e momentos de cadência que se encaixam perfeitamente, cortesias do death metal que tem presença na personalidade do negócio.

As letras são um capítulo a parte, curti muito as temáticas abordadas pela banda, não que não haja outras bandas que abordem temas como os encontrados aqui, como a degradação humana, decadência e declínio da sociedade, etc, mas a forma como isso é feito é que faz a diferença, li todas as letras acompanhando enquanto ouvia o play e achei muito bem escrito e ideias bem encaixadas, vide “Horrorshhow”, “Açucar”, “Lata”, etc.

Enfim, dá orgulho de saber que nosso underground é capaz de produzir bandas como a Guro, e massa por serem nossos vizinhos aqui de Londrina e que podemos sempre que possível prestigiar o trampo dos caras, o material ainda não está disponível em formato físico, mas assim que rolar vamos adquirir pra poder atualizar essa resenha com imagens do disco que virá com três faixas de bônus, no mais acessem nas plataformas digitais e ouçam essa pedrada!





TRACKLIST:


1.Grind pop freak
2.Morto 
3.Horrorshow 
4.Anticristo 
5.Grindcuzão 
6.Baskin 
7.Athenesic 
8.Buried alive 
9.Açucar 
10.Necropolis 
11.Ascaris 
12.Otromsued 
13.Lata 
14.Daughter of satan 
15.Vazio 
16.No hope coke 
17.Cannibals 
18.O ceifador 
19.Sádico 
20.Suicídio


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