Mostrando postagens com marcador death metal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador death metal. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

GURO - MISSA PROFANA (2021) - MICROFONIA REVIEW


 • Banda: Guro


• País: Brasil (Londrina-PR)


• Atividade: 2014-presente


• Álbum: Missa Profana


• Gravadora: Vários selos 


• Gênero: Grindcore, Death Metal


• Membros: Thiago Franzin - Guitarra, Francisco Paiva - Bateria, Eron Bueno - vocal



Pouco mais de um ano depois do lançamento de "Anticristo", sem tirar o pé do acelerador os caras soltam na praça o sucessor e segundo full da banda, "Missa Profana", com 17 faixas distribuidas em pouco mais de 25  minutos de duração, despejando a sonoridade que a Guro domina tão bem, esse grindcore desgraçado que flerta em vários momentos com o death metal.

A banda vem soando muito bem nesse segundo full, gravação do disco foi muito coesa, apesar de todo o caos sonoro que a música da Guro proporciona, ficou tudo muito bem distribuído e conseguimos compreender bem o que é executado, isso claro, digo em termos de ouvidos já acostumados a esse turbilhão de riffs e blast beats com vocais ensandecidos.

Uma das paradas mais interessantes é ver o trabalho de guitarra de Thiago Franzim que tem uma técnica refinada e toca de forma totalmente diferente em outros projetos, mas que ainda em meio a brutalidade da música aqui executada dá pra se perceber os requintes e lampejos dessas outras empreitadas mais "melódicas" sendo empregados em um momento ou outro.

Francisco Paiva manda aquilo que as músicas precisam, vida de baterista de banda de roque veloz não deve ser fácil, brincadeiras a parte, o trabalho de execução da bateria ficou foda e como disse antes a gravação captou de forma sublime tudo isso, sem embolação, e os vocais de Eron cobrem toda a massa sonora berrando desesperadamente, num vocal rasgado, que transmite muito bem a mensagem contida em "Missa Profana".

Por último e não menos imoportante, fica aqui o registro do quanto curti o trampo gráfico que envolve todo esse trabalho, a capa de "Missa Profana" e o poster que acompanha a mídia física pra quem for adquirir, foram feitos por Barbara Gil e ficaram muito foda! Vale a pena adquirir esse material em formato físico, pois além do apoio a banda, você poderá levar um trmapo gráfico primoroso embalando essa desgraceira sonora ilimitada que é a Guro.




No mais, reservo a cada um que resolver ler essa resenha a missão de abrir seu streamimg preferido, e conferir com seus próprios ouvidos esse disco!!!



TRACKLIST

1.Missa Profana 

2.Escravos 

3.Maconha 666 

4.Solitude 

5.Morte ao Proletário 

6.Ninguém Me Representa 

7.O Diabo Está Entre Nós 

8.Mão Esquerda 

9.Izo 

10.O Mar 

11.Empresas 

12.Pesadelo 

13.Ética da morte

14.Deadly Nightmares 

15.Crackheads With Machine Guns 

16.Retaliação 

17.The Eyes Of Death


LINKS RELACIONADOS:

https://www.instagram.com/gurogrind/

https://www.facebook.com/gurodeath

http://microfoniaundergroundblog.blogspot.com/2020/04/guro-anticristo-2020-review-microfonia.html


segunda-feira, 5 de abril de 2021

ENTREVISTA ANKERKERIA


 
Fala pessoal! Obrigado por nos conceder esta entrevista! A Ankerkeria está na estrada desde 2010, e só agora em 2021 chegou ao seu debut, poderiam nos descrever a trajetória da banda até o lançamento de seu debut, como foi o processo até a concepção de “Matriarch”?

Em 2010 a banda era um projeto com planos e composições em formação.

Não estava de fato na ativa como em a partir de 2016, que foi quando o projeto "saiu do papel", com lançamentos de singles e clipes como "Blessed Be Thy Shame ", "Trace Of Disgrace", "Baph Metra", "Feeding Fools" e "Bass Playthroungh de Baph Metra" . 

Enquanto isso realizávamos shows, apresentações em festivais, compúnhamos  e gravávamos  até chegar a concepção do álbum "Matriarch" que deu início em 2018/2019, quando foi gravado, em 2020 ele foi mixado e masterizado e fora lançado agora em fevereiro de 2021.

Ankerkeria é um nome bastante exótico, mas que ao ouvir o som da banda se funde bem a sonoridade e faz todo sentido, como vocês chegaram a esse nome para batizar a banda e qual o significado ou contexto do mesmo?

A banda estava procurando por um nome, quando Joice assistiu a um noticiário sobre atentados violentos causados pelo ETA (grupo separatista basco), onde o jornalista o retratou como "Ankerkeria", achando a sonoridade da palavra interessante, ela pesquisou e viu que significava "Atrocidade" e achou que encaixou perfeitamente com a proposta da banda.

Falando mais sobre “Matriarch”, realmente vocês chegaram a um produto final incrível, o nível apresentado no disco é de cair o queixo, faixas construídas com bastante propriedade e a produção ficou excelente! Poderia nos dizer como rolou o processo de gravação e composição do disco, quem produziu, onde gravaram?

Uma parte das composições do álbum foi trabalhada desde o início da banda e a outra parte foi composta dentro do processo de pré-produção. O que mesclou bem todas as fases da banda. O disco foi produzido pelo nosso guitarrista Felipe Facó, com co-produção dos outros integrantes.

O processo de gravação começou em 2018, gravamos a bateria no estúdio Fader, guitarra e baixo em home studio e os vocais no VTM Studio. 

A mixagem e masterização foi feito pelo Adair Daufembach em Los Angeles.






Quais as dificuldades ou temores em lançar um disco em meio a pandemia e sem a possibilidade de tocar para a realização da divulgação do material, como está sendo para a banda funcionar em meio as restrições e a falta de perspectiva de uma melhora mesmo com a vacina que vem a passos lentos?

Estamos concentrando todos nossos esforços online, deixando materiais pré produzidos, para quando houver uma reabertura.

A banda está respeitando o isolamento, não só como uma medida preventiva para saúde da banda em si, mas em respeito aos óbitos  e todos os efeitos colaterais dessa pandemia.

O merch da banda ficou muito massa, quem o desenvolveu e como a galera faz pra adquirir essas peitas fodásticas e aquela bombeta daora? Vai rolar uma lojinha virtual? 

O desenvolvimento do merch assim como todo o material gráfico e audiovisual é feito pelo artista Iuri Corvalan. ( https://www.instagram.com/iuri_corval/ )

A venda desse merch tá sendo realizado via direct e messenger das redes sociais da banda, logo logo o site da banda ficará pronto e será vendido por lá também.





Além do instrumental fascinante, outro grande destaque do disco são os vocais extremante brutais de Joice Lopes, que dão o toque final ao todo da obra! Como funcionou a gravação dos vocais e de que forma é realizada as composições, o que vem antes, letras, instrumental, linhas vocais?

O processo de composição das letras vem antes, com leitura, pesquisa e escrita. As linhas de vocais são criadas logo após o instrumental.

Tocando no tema letras, quais as temáticas exploradas pela banda nesse disco e de que forma ou onde buscaram as referência ou inspiração para escrevê-las?

A base conceitual se firma primeiramente na inversão do papel de vitima da mulher, tanto em filme de terror, como em capas de álbum de música extrema, que são elementos culturais que crescemos consumindo.

Daí sempre veio o fascínio por personagens históricos, literários e mitológicos que promovessem essa inversão.

A personagem principal que funciona como fio condutor entre todas as músicas do álbum é a mitologia de Lilith.

De onde vem o nome do álbum e a inspiração para a maioria das letras.





Quais bandas/artistas exerceram influência ou serviram de inspiração na sonoridade da Ankerkeria?

Tudo a nossa volta pode nos exercer influência mesmo que não percebamos, seja pra inspirar ou pra mostrar como não fazer...

Admiramos bandas como: Behemoth, Necrophagist, Oathbreaker, Batushka, Death e Septicflesh.

A arte da capa do disco é um ponto que chama atenção, realmente muito foda, quem foi o/a artista que concebeu a ilustração que dá a cara de Matriarch e como chegaram ao consenso de que essa seria a capa que representaria com propriedade o conteúdo do debut da banda?

O artista foi o Iuri Corvalan, e a capa representa tão bem odebut, pois Iuri é responsável por todo o conceito visual da banda. 

Cena do Nordeste é riquíssima e o underground muito ativo e atuante, que bandas a Ankerkeria indicaria dessa cena para quem precisa saber mais sobre o rolê por aí?

Jack The Joker, que consideramos um expoente do progressivo mundial.

Obskure, que são os veteranos de metal na nossa cidade, que continuam produzindo material muito bom.

In No Sense, que ta numa nova fase, produzindo material cada vez melhor, e tem uma das apresentações mais técnicas por aqui.

Visceral Suffering, uma banda relativamente nova na cidade que acabara de lançar seu primeiro ep agora em fevereiro também e surpreendeu positivamente, muito bom!

Existem planos para realizar o lançamento do material em formato físico, em que formato pretendem lançar caso exista essa intenção de fato?

Ainda não temos data para lançamento físico, pois iríamos lançar apenas no formato digital. Mas, recebemos uma proposta bem legal de um selo MT bom e logo logo, quando concretizar,  iremos postar sobre! Ao que tudo indica o formato será em CD.

Como de costume, pedimos aos nossos entrevistados para listar quais são os cinco maiores discos de todos os tempos em sua opinião, quais são os de vocês?

Black Sabbath - Black Sabbath

Domination - Morbid Angel

Nightmares Made Flesh - Bloodbath

Chaos A.D. - Sepultura

Human – Death

Pra finalizar gostaria de agradecer pela atenção, desejar sucesso e vida longa a AnkerkeriA e reservar este espaço pra que mandem seu salve como bem entender! Valeu!

Obrigada também querido! =)

E a todos aqueles que nos apoiam! 




quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

ANKERKERIA - MATRIARCH (2021) - REVIEW BY MICROFONIA



ANKERKERIA


· Atividade: 2010 - atualmente 

· Origem: Brasil - Fortaleza - CE

· Álbum: Matriarch (2021)

· Gravadora: Independente

· Gênero: Death Metal 


Banda de Death metal baseada em Fortaleza-CE, em atividade desde meados de 2010, a Ankerkeria chega ao lançamento de seu primeiro álbum não como uma promessa, mas sim uma realidade do underground nacional, com um disco que sem dúvidas estará em todas listas de melhores do ano ao término de 2021,o prenúncio de toda a beleza brutal e destrutiva encontrada por aqui, já se anunciava em seu single lançado em outubro de 2020, "Baph Metra" que abre as audições do álbum com sua cadência e pesos absurdos, e sem dúvidas um dos destaques aqui, além do clipe incrível que recebeu a faixa e que me fez ficar de cabelos em pé aguardando novidades, pois ali já estava o indicio do que estava por vir!



Porém é difícil enumerar as melhores faixas num trabalho tão coeso e bem produzido, mas além do single já citado, fico com "Brain Grinding factory", "Blessed be thy shame", que foi o primeiro clipe da banda e pra fechar a trinca "Alis Mortis", recomendo demais o trampo dessa banda foda de metal morte, Nordeste é uma potência do metal extremo!




sábado, 8 de agosto de 2020

APHORISM

BANDA: Aphorism

ESTILO: Black/Death/Grind

ORIGEM: De um Brasil onde a merda do mito não tem vez

Eles conseguem sintetizar o melhore do Black, Death e Grind com uma maestria ímpar.

Creio que essa sentença defina perfeitamente o Aphorism, uma das minhas melhores descobertas sonoras nos últimos cinco anos. Encontrei-os numa compilação da Loud Magazine cotando o top 10 em termos de punk/metal brasileiro em 2018 com o full-length ‘O Grotesco e o Desespero’, ao lado de bandas de responsa da cena como Desalmado, Expurgo e Facada.

Oriundos da saudosa Salvador, a banda é formada por Rafael Inah (baixo), Filipe Pereira (bateria), Felipe Mendes e Marcelo Adam (guitarras) e Paulo Meirelles (vocal). A banda tem sua primeira atividade registrada recentemente, em 2014, com o EP ‘I’. Em sequência vem o espetacular full-length ‘Exercícios de Submissão’ de 2015, ‘O Grotesco eo Desespero’ de 2018, um Split fodido com o Rabujos e um single Penumbra, ambos de 2019. Uma outra coisa que me agrada e MUITO neles: as letras são em português – vale a pena a leitura, é tudo direto ao ponto e efetivo.

De uma maneira geral o som da banda varia entre a pancada Grind, o peso do Death e a estridência do Black. A combinação de um vocal a la Asphyx, uma bateria crua com influências de Nasum/puro Death, e instrumentos de corda ecléticos, rápidos e pesados fazem do Aphorism não mais uma promessa, mas sim uma realidade nua, crua e espinhenta. É o que eu sempre digo a respeito de bandas onde os músicos bebem de diferentes fontes primordiais: se tudo for bem casado, o produto afaga a ouvidos de diferentes estilos e a mensagem é passada por múltiplos canais. Esse é o presente caso.

Vida longa ao Aphorism!

Curtiu Aphorism? Saque só Desalmado, Expurgo e Facada pra sentir o sabor do ódio tupiniquim.

Fonte: Metal Encyclopedia

Facebook 

Bandcamp

Youtube 

Ulcerate - Stare Into Death and Be Still (2020)

Banda: Ulcerate

Origem: Auckland, Nova Zelândia

Estilo: Technical Death Metal

Album: Stare Into Death and Be Still

‘Um dos maiores expoentes do Death Metal nos dias de hoje’.

Essa é uma das definições que mais se encaixa no trabalho do Ulcerate, banda de Technical Death Metal vinda de Auckland, capital da belíssima Nova Zelândia. Formada por Paul Kelland (baixo/vocal), Michael Hoggard (guitarra) e Jamie Saint Merat (bateria), a banda apresenta uma sonoridade unicamente brutal, técnica, que suga sua atenção e ferve seu sangue logo nos primeiros compassos. Por isso a frase de abertura desse review se adequa perfeitamente a esses caras.

Nomeada Ulcerate em 2002 – anteriormente chamada Bloodwreath -, a banda tem seu primeiro trabalho datado de 2003 com a demo homônima, chegando ao primeiro full-length em 2007: ‘Of Fracture and Fail’. Em 2009 veio ‘Everything is Fire’, seguido por ‘The Destroyers of All’ em 2011, ‘Vermis’ de 2013 e ‘Shrines of Paralysis’ de 2016. Ou seja, em 9 anos a banda trabalhou em CINCO lançamentos full e obteve sucesso em todos.

O foco aqui é o último lançamento: ‘Stare intoDeath and Be Still’, do final de abril de 2020. Esse play traz um Ulcerate um tanto mais sombrio e menos estridente. A primeira faixa, ‘The Lifeless Advance’, mostra isso logo de cara e com primor: cadência, riffs bem dosados técnica e melodicamente, vocais abismais incríveis e o que mais me chamou atenção: uma bateria complexa e bem executada. Aliás, levando em conta o mérito dessa execução, li em alguns fóruns que o Ulcerate pode se gabar de ter um ‘baterista líder’.

Seguindo adiante, ‘Exhale the Ash’ traz a mesma constância – e que lindo título – com destaque para as desacelerações preenchidas com notas ‘metálicas’ de guitarra pouco comuns. A música título foi a primeira a ser lançada, aproximadamente cinco meses atrás, e me trouxe logo um pensamento a mente: ‘fodeu’. ‘There is no Horizon’ tem uma introdução de arrepiar, seguida por ‘Inversion’ que acentua o trabalho de Saint Merat mais ainda. ‘Visceral Ends’ traz uma pegada um pouco mais ‘stoner/doom’ em termos de desenvolvimento, e ‘Drawn into the Next Void’ vai mais na onda ‘exploratória’. Por fim, ‘Dissolved Orders’ fecha a tampa do caixão dando a impressão de um ‘sprint de último round’ com toda a potência possível; de quebra, essa faixa acabou se tornando o primeiro clipe musical da banda, que como ela é complexo e ‘feito a mão’.

Decidi deixar de fora comparações com influências como Meshuggah, Gorguts, Cryptopsy e Suffocation porque o Ulcerate faz um trabalho único, destilando todos os elementos anteriores e diluindo-os em nuances discretas, bem associadas ás suas criações; basicamente o mesmo que as referências faziam e o que as tornou únicas.

A tecnicalidade sonora só evolui, mesmo em um curto espaço de tempo entre um lançamento e outro, mostrando que a banda se dedica de corpo e alma ao que faz. Dizem que eles estão ditando uma revolução silenciosa dentro do Death Metal, ainda mais no Technical que é uma área complexa e cujas fronteiras exigem um tanto mais de talento e energia para serem transpassadas. Por isso, cada lançamento deve ser apreciado ‘cirurgicamente’.

Em mais de vinte anos ouvindo Death Metal e áreas correlatas dentro da cena, posso dizer com veemência: ‘Stare into Death and Be Still’ está no meu top 5, pois capturou minha a minha essência em um álbum.

Referências: Metal Encyclopedia

Facebook

Bandcamp 

Se você curtiu Ulcerate, procure pelas seguintes bandas: Gorguts, Artificial Brain, Sunless, Deathspell Omega, Portal, Mitochondrion e Altarage.


quarta-feira, 15 de julho de 2020

WARGORE - CURSED EXISTENCE (2020) - REVIEW MICROFONIA





WARGORE

· Atividade: 2016 - atualmente 

· Origem: Brasil - Cascavel-PR 

· Álbum: Cursed Existence (2020)

· Gravadora: Mindscrape Music

· Gênero: Death Metal Old School

· Membros: Gustavo Milani (bateria), Otávio Augusto (baixo), Gustavo Prates (guitarra), Jamil Miranda (vocal) e Antônio Fagundes (guitarra)

A Wargore é uma banda paranaense de death metal com uma pegada old school que remete a bandas como Death e Pestilence em seus primórdios, em atividade desde 2016 eles possuem um EP que precede este album, o "Between Evil and Death" lançado em 2017 que já dava as credenciais de que o poderio da banda é pesado e entregam nesse primeiro registro seis faixas brutais com a classe de quem sabe muito bem como produzir um som extremo de qualidade!

Mas estamos aqui pra falar de "Cursed Existence", lançado em 12 de junho nas plataformas digitais, o material foi gravado no estúdio Tonimusic sob a tutela de João Paschoarelli e Toninho Acuña, responsáveis pela captação da desgraceira sonora e a mixagem e a masterização ficaram por conta de Léo Mesquita (Surra) e o resultado que foi entregue é muito foda, apesar do peso e brutalidade da sonoridade da banda, o instrumental está límpido no sentido de compreendermos a execução das faixas mas com tradicional sujeira que o estilo pede na medida!!!

São nove faixas que apresentam um trabalho conjunto primoroso dos integrantes, bases e solos velozes a cargo da dupla Gustavo e Antônio, tudo muito bem amparado na cozinha de reponsa entregue por Otávio no baixo e Gustavo na bateria, em cima da massa sonora Jamil Miranda vocifera seu vocal que nos lembra uma mistura de Chuck Schuldiner no começo do Death e John Tardy do Obituary, combinando perfeitamente com a pegada old school do negócio.

Pra deixar nossas alegações finais aqui, mais um grande disco lançado nesse ano de 2020, apesar do cenário desgraçado de instabilidade politica e pandemia, ao menos temos fontes de inspirações pra galera soltar toda sua fúria na música e nos brindar com excelentes lançamentos, finalizando, díficil destacar alguma faixa no disco, mas fico com a track que abre os trabalhos "Cursing the existence" que já motiva a gente a continuar prestando atenção na pancadaria toda que vem a seguir, grande trabalho!



sábado, 11 de julho de 2020

LANTERN - DIMENSIONS (2020) REVIEW POR RAFAEL PAIOTTI


Ficha técnica:
  • Banda: Lantern
  • Origem: Kuopio, Finlândia
  • Album: Discografia
  • Gravadora: Dark Descent Records
  • Gênero: Death/Black Metal (passado) - Death Metal (atual)
  • Membros: Cuciatus (multi-instrumentista no baixo, guitarra e bateria), Necrophilos (vocais), J. Poussu (bateria) e St. Belian (guitarra)

Gostaria de abrir minha seção de ‘correspondente europeu’ introduzindo uma banda pela qual tenho admiração desde a primeira audição: Lantern.

A banda é formada por Cruciatus (multi-instrumentista no baixo, guitarra e bateria), Necrophilos (vocais), J. Poussu (bateria) e St. Belian (guitarra). Da cidade de Kuopio na longínqua região da Savônia, Finlândia – um país conhecido por ser celeiro de bandas exímias como Amorphis, Apocalyptica, Lurk, Corpsessed, Festerday dentre outras centenas –, o Lantern não podia fazer diferente de seus conterrâneos em termos de qualidade musical nos presenteando com um Black/Death afiado, bem construído, com perceptíveis influências de Morbid Angel, Hellhammer, Slayer e até de Sepultura. O tema das letras se baseia em morte, horror e ocultismo, súplicas bem estruturadas e nada mainstream.

A primeira atividade da banda data de 2008 com a demo ‘Virgin Taste of Damnation’, seguida por outra, ‘Doom-scrawls’, de 2010. A caminhada continuou com o EP ‘Subterranean Effulgence’ em 2011, inevitavelmente dando origem ao primeiro full-length ‘Below’, em 2013, lançado pela Dark Descent Records. Deste primeiro play a música ‘Revenant’ dá o cartão de visitas da banda: um old school bem cadenciado com uma bateria crua a la Arise (Sepultura), vocais (que eu pessoalmente alcunho de) primitivos e riffs de death metal perfeitamente noventistas. Das músicas que compõe o álbum, ‘Manifesting Shambolic Aura’ é a única composição antiga, mais precisamente presente na primeira demo. O resultado final é traduzido em peso, groove, atmosfera black e melodia na medida exata para agradar ouvidos exigentes dos velhos lobos da cena, bem como atiçar a curiosidade de quem está procurando por algo original; e isso me fez ficar à espera de um segundo lançamento.

‘II: Morphosis’ chegou em 2017, trazendo um Lantern mais voltado ao death metal escandinavo menos ‘atmosférico’ e mais rápido, direto ao ponto. Gosto de pontuar ‘Cleansing the Air’ como ápice do álbum, pois nota-se a criatividade musical da banda: há elementos de death, thrash e até heavy, mostrando que os membros beberam em diferentes fontes - algo que aprecio muito, pois diferentes fluxos criativos levam a obras atemporais. Outro fator interessante é que duas músicas da primeira demo, ‘Transmigration’ e ‘Virgin Damnation’, foram relançadas aqui numa versão mais ‘leve’ e tão excelentes quanto.

Lantern

Três anos se passaram e exatamente ontem, 10/07/2020, o terceiro full-length chegou. Intitulado ‘Dimensions’ ele traz seis músicas inéditas e um flerte ainda mais intenso com o caminho adotado no álbum anterior. O death metal escandinavo foi adotado como modus operandi no que se apresenta como um trabalho sólido, que consagra o Lantern como expoente da cena underground do death metal. O segundo track, ‘Beings’, me chamou a atenção por conter elementos claros de Possessed e Vader, bem como passagens rápidas marcadas por doom metal. Na pegada vem ‘Portraits’, mais uma vez mostrando o talento de Necrophilos como vocalista, onde ele incorpora uma mistura de Lemmy com Chuck Billy; os riffs aparentemente foram ‘desenhados a mão’ e casam bem com a cozinha bateria/baixo. ‘Cauldron of Souls’ é selo INMETRO de qualidade da pancadaria que segue com ‘Shrine of Revelation’ e finaliza com ‘Monolithic Abyssal Dimensions’, de sensacionais e bem trabalhados 14 minutos. Só há uma palavra para definir ‘Dimensions’: fodido.

Tenho fé de que o Lantern tem muita criatividade para se manter brutal e não me surpreenderia em nada vê-los dentre os grandes e consagrados no futuro.

Lantern - Dimensions (full album): https://www.youtube.com/watch?v=l8BWyrqrCcs

Facebook: https://www.facebook.com/lantern666

Bandcamp: https://darkdescentrecords.bandcamp.com/album/dimensions

Instagram: https://www.instagram.com/lantern_death/

Dark Descent Records: https://darkdescentrecords.bandcamp.com/

Fonte: https://www.metal-archives.com/bands/Lantern/3540255004

Se você gostar do Lantern, procure também as seguintes bandas: Venenum (Alemanha), Bolzer (Suíça), Corpsessed (Finlândia), Cruciamentum (UK), Morbus Chron (Suécia), Krypts (Finlândia), Mortiferum (US) e Vanhelgd (Suécia – resenha futura).

segunda-feira, 6 de julho de 2020

SANGUE DE BODE - A Sombra que me Acompanhava era a Mesma do Diabo (2020) - RESENHA POR BETO FILHO



Ficha técnica:

·         Banda: Sangue de Bode

·         País: Brasil - Rio de Janeiro

·         Álbum: A Sombra que me Acompanhava era a Mesma do Diabo

·         Gravadora: Electric Funeral Records

·         Gênero: Black Metal, Death Metal, Crossover

·         Membros: João (Baixo e Voz), Gabriel Fontes (Guitarra) e Gabriel Medeiros (Bateria)



Em uma cidade de pouco mais de 25 mil habitantes, a pacata Miguel Pereira, cidade do interior carioca é a morada da banda Sangue de Bode, que vêm impressionando de maneira positiva na cena underground com sua raiva e melancolia em suas composições.

Com um vocal crossover e com composições que passeiam entre o Death e o Black Metal, o trio formado por João (Baixo e Voz), Gabriel Fontes (Guitarra) e Gabriel Medeiros (Bateria), lançaram em fevereiro desse ano o álbum de estreia “A Sombra que me Acompanhava era a Mesma do Diabo” pela gravadora Dark Funeral Records. Antes desse álbum, eles tinham apenas um EP de uma música sombria “Comendo Lixo”, onde inclusive eles produziram um videoclipe bem pesado!!!

E, cara...que disco foda! A começar pela capa, totalmente sinistra de uma mina que parece ser possuída pelo “capiroto”, no meio do mato, num dia bem sombrio. Uma capa impactante, em que a autora da foto é a fotógrafa Clara Ribeiro (Instagram: @clararibeiroph) e a modelo da foto é a Fernanda Ladislau (@fernanda.ladislau).

O disco merece destaque para as faixas “Messias de Merda”, com críticas ferrenhas ao “excrementíssimo” Presidente da República, “Jazigo”, com uma pegada mais direta, com uma letra bem depressiva e “Pivete Executado”, uma faixa com um instrumental e uma história de um pivete ao fundo, onde parecia ser alguma treta que ele participava, sendo interrogado por uma espécie de policial (foi o que eu interpretei, risos!)

Em resumo, mesmo com esse ano maluco que estamos vivendo, somos agraciados com essa obra prima brutal e extrema e o time Microfonia deseja vida longa a esses caras, que fazem um som muito foda, que só faz fortalecer a cena do underground.




Fontes de Pesquisa:

Instagram Oficial: https://www.instagram.com/sanguedebode/

Facebook Oficial: https://www.facebook.com/sanguedebode666/

YouTube Oficial: https://www.youtube.com/channel/UCMk1ZXN-yIl6v_Q8eJRKBHA

Spotify Oficial: https://open.spotify.com/artist/43ZQFpcwdGqWL5u7JSneXq

Canal Baile do Capiroto: https://www.youtube.com/channel/UCbpoIjRd89bLlzxbYEyX8FQ

MetalEnciclopedia:https://www.metal-archives.com/bands/Sangue_de_Bode/3540463852