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quarta-feira, 15 de julho de 2020

WARGORE - CURSED EXISTENCE (2020) - REVIEW MICROFONIA





WARGORE

· Atividade: 2016 - atualmente 

· Origem: Brasil - Cascavel-PR 

· Álbum: Cursed Existence (2020)

· Gravadora: Mindscrape Music

· Gênero: Death Metal Old School

· Membros: Gustavo Milani (bateria), Otávio Augusto (baixo), Gustavo Prates (guitarra), Jamil Miranda (vocal) e Antônio Fagundes (guitarra)

A Wargore é uma banda paranaense de death metal com uma pegada old school que remete a bandas como Death e Pestilence em seus primórdios, em atividade desde 2016 eles possuem um EP que precede este album, o "Between Evil and Death" lançado em 2017 que já dava as credenciais de que o poderio da banda é pesado e entregam nesse primeiro registro seis faixas brutais com a classe de quem sabe muito bem como produzir um som extremo de qualidade!

Mas estamos aqui pra falar de "Cursed Existence", lançado em 12 de junho nas plataformas digitais, o material foi gravado no estúdio Tonimusic sob a tutela de João Paschoarelli e Toninho Acuña, responsáveis pela captação da desgraceira sonora e a mixagem e a masterização ficaram por conta de Léo Mesquita (Surra) e o resultado que foi entregue é muito foda, apesar do peso e brutalidade da sonoridade da banda, o instrumental está límpido no sentido de compreendermos a execução das faixas mas com tradicional sujeira que o estilo pede na medida!!!

São nove faixas que apresentam um trabalho conjunto primoroso dos integrantes, bases e solos velozes a cargo da dupla Gustavo e Antônio, tudo muito bem amparado na cozinha de reponsa entregue por Otávio no baixo e Gustavo na bateria, em cima da massa sonora Jamil Miranda vocifera seu vocal que nos lembra uma mistura de Chuck Schuldiner no começo do Death e John Tardy do Obituary, combinando perfeitamente com a pegada old school do negócio.

Pra deixar nossas alegações finais aqui, mais um grande disco lançado nesse ano de 2020, apesar do cenário desgraçado de instabilidade politica e pandemia, ao menos temos fontes de inspirações pra galera soltar toda sua fúria na música e nos brindar com excelentes lançamentos, finalizando, díficil destacar alguma faixa no disco, mas fico com a track que abre os trabalhos "Cursing the existence" que já motiva a gente a continuar prestando atenção na pancadaria toda que vem a seguir, grande trabalho!



quinta-feira, 9 de julho de 2020

ENSLAVER - SIDE EVIL (2020) REVIEW MICROFONIA




Ficha técnica:

· Banda: Enslaver

· Origem: Brasil - Maringá-PR

· Álbum: Side Evil

· Gravadora: Miranda Records

· Gênero:Thrash Metal

· Membros: Pedro Vinicius (Baixo), Luís André (Guitarra e Vocal), William Giesbrecht (Guitarra e Backing vocal), Francisco Vitor (Bateria)


Fundada em Maringá-PR, no ano de 2015, o Enslaver é uma banda de thrash metal formada pelos irmãos Luís André (guitarra e vocal) e Francisco Vitor (bateria), no melhor formato Sepultura não é mesmo? Completam a formação William Giesbrecht França (guitarra e backing vocal) e Pedro Vinicius (baixo).

De 2015 até aqui os caras vem trilhando seu caminho a base de muito trampo e calcando seu espaço no underground, se apresentando ao lado de grandes bandas do cenário nacional e mundial divulgando o seu som sempre com muita atitude e humildade e muito talento sem dúvida!

Feitas as devidas apresentações chegamos ao ano de 2020, e o lançamento do primeiro full da banda, “Side Evil”, através da Miranda Records, que ganhou as ruas no dia 05 de junho e agora vamos falar sobre esse lançamento que nos dá dois tipos de satisfação, a primeira é por ser uma banda aqui de nossa cidade realizando um trabalho foda, a segunda é que esse que vos escreve é um grande apreciador de thrash metal, ainda mais quando bem executado e sem rodeios, direto ao ponto!!!

Em “Side Evil” temos oito faixas, distribuídas em pouco mais de 29 minutos, com uma produção que deixa tudo muito bem definido, no entanto deu um clima bem “Beneath the remains” ao disco, sujeira na quantidade certa, e muito peso e agressividade, receita acertada e que agrada muito aos ouvidos, tanto que creio que desde o lançamento até esse momento em que digito esse review já devo ter escutado o album completo mais de dez vezes, pois esse é o grande mérito desse disco, ele é curto e direto ao ponto e nos leva a repetir mais e mais as audições, sem soar cansativo e nem repetitivo.

Creio que a vivência de ensaios e shows, o tempo de amadurecimento dessas faixas sendo tocadas ao vivo, fizeram os caras chegarem ao estúdio prontos pra registrar suas melhores performances, o disco soa coeso, bem homogêneo, no entanto sem dúvidas devo destacar a faixa “Murder Inc” que foi lançada como single anteriormente, uma das mais brutais do disco, sobressalta aos ouvidos durantes a audição, e “Blood Will Follow Blood” que tem um riff muito legal, iniciando a faixa de forma cadenciada e cresce em velocidade e intensidade, valendo a citação aqui como destaque!

Enfim, espero que o Enslaver siga produzindo cada vez mais thrash metal visceral pra alegrar nossas vidas desgraçadas em meio a essa pandemia, ameaça de apocalipse e incerteza se haverá futuro, pensando bem estamos vivendo dentro de um disco de thrash metal (haha), vida longa pra banda e que venham mais discos, shows e cervejas!!!!


 INSTAGRAM: https://www.instagram.com/enslaveroficial/

FACEBOOK: https://www.facebook.com/enslaverband/

SPOTIFY: https://open.spotify.com/album/1UpXGV4glcdJK8YC1yJQRN?si=ly1SgRp6S2mU4r_TVLgv8A


quinta-feira, 14 de maio de 2020

5 DISCOS QUE MUDARAM MINHA VIDA #3



Quem vai nos contar hoje quais foram os discos que mudaram sua vida é o brother Ricardo Pigatto, da Hellway Patrol. O Ricardo tem uma bela trajetória no underground e é interessante conhecer quais discos nortearam as influências e referências da carreira de uma cara de tanto talento que sempre trouxe a tona excelentes projetos e bandas, sempre contribuindo com a cena! Então confiram o terceiro "5 DISCOS QUE MUDARAM MINHA VIDA".






Coletânea Showbizz Monstros do Rock

O álbum mais importante pra minha vida foi na verdade uma coletânea. Eu estava viajando com meus pais e conheci uns garotos de outra cidade que me mostraram esse CD. Eu tinha acabado de fazer 13 anos e entrei em choque, o disco mais "pesado" que existia em casa era Imagine do John Lennon, nas rádios não tocava nada assim e eu ouvi simultaneamente pela primeira vez: Black Sabbath, Motorhead, Venom, Wasp, Helloween, Nazareth, Uriah Heep, Girlschool. 
A primeira coisa que eu fiz voltando pra casa foi procurar a revista com o CD e fui a loja de discos procurar cada uma dessas bandas e acabei entrando de cabeça nesse mundo.



                                                         Motörhead - Ace of Spades

A música Ace of Spades estava na coletânea que citei e foi um dos primeiros álbuns que comprei logo em seguida. Desde os timbres à execução das músicas, é cheio de raiva e energia. A junção dos riffs estimulantes do Fast Eddie Clark, a bateria frenética do Phil Animal Taylor e a persona do que eu considero o próprio avatar do Rock'n'Roll, Lemmy Kilmister.
Em qualquer hora ou lugar em que toque uma música desse álbum, ou de qualquer outro com essa formação, eu fico arrepiado. 



   Megadeth - Rust um Peace

Sendo um adolescente nos anos 90, eu não comecei a ouvir as bandas pelos seus primeiros álbuns, e sim pelo que estava disponível nas lojas de disco e que geralmente eram lançamentos no momento. O Thrash já tinha me pegado e eu ouvia muito Metallica, Pantera, Kreator, Nuclear Assault, Sepultura e até mesmo o Megadeth. Mas ouvia o Cryptical Writings e o Countdown to Extinction. Ouvi o Rust in Peace bem depois, quando já tinha começado a ter minhas primeiras bandas e lembro de ter pensado: Que Porra é Essa?
Pra mim esse foi o pico de criatividade, técnica e inovação da banda, mesmo ele tendo sido lançado 8 anos antes de eu te-lo ouvido pela primeira vez.



 The Cure - Wish

Essa é a banda que me acompanhou em todas as fases da vida. É difícil escolher um álbum favorito porque gosto de todas as fases da banda, mas esse tem algumas músicas que cabem pra qualquer ocasião.
Espero conseguir assisti-los ao vivo um dia.



Huntress - Spell Eater

Quando saí do Dominus Praelii em 2008 eu me envolvi em vários outros projetos com outros tipos de som e tinha desencanado do metal porque achava que eu não conseguiria contribuir com nada novo pra cena. Esse álbum me mostrou que ainda há espaço pra inovação no metal, sem se afastar totalmente da fonte e me inspirou a voltar a compor.



sábado, 30 de novembro de 2019

10 DISCOS FODA DE 2019 (NACIONAIS)



Não poderíamos deixar de realizar a nossa lista de melhores lançamentos de 2019, já que somos viciados em listas, e aqui segue o que de melhor rolou nos nossos fones de ouvido nesse ano, sempre valendo ressaltar que é uma opinião pessoal e que caso discordem ou queiram acrescentar acho que dá até pra rolar uma lista depois com os melhores discos segundo a galera que nos acompanha, mas isso é papo para um outro dia, pois hoje segue o nosso top 10 de 2019, espero que curtam e que possam enriquecer suas playlists! Valendo!


SURRA – ESCORRENDO PELO RALO 






A ordem dos fatores aqui não altera o produto, a ordem dos dez será por questão dos discos que primeiro vierem a mente e nesse caso certamente começamos o nosso top 10 com os meninos de Santos do Surra, que esse ano soltaram o “Escorrendo pelo ralo”, disco absurdo de foda e que despeja tudo aquilo que já nos acostumamos a esperar da banda, ou seja, Thrashpunk porrada, muita crítica ao nosso atual cenário político, uma banda extremamente competente e que flerta cada vez mais com os lados mais extremos em termos de sonoridade, entregando em suas 16 faixas um disco coeso, pesado e veloz, com letras afiadas e ácidas, fizemos um review desse disco e ele merece todo o destaque, tanto individual, quanto pelo conjunto da obra, já que os caras não decepcionam quando o assunto é roque veloz, ouçam alto e prestem atenção no que esses caras tem a dizer!!!



OSSOS CRUZADOS – ESPECTROFOBIA 






Basicamente a história é simples, fui curtir o show de lançamento do novo disco do Zumbis do espaço, e uma das bandas responsáveis pela abertura do ato foi a Ossos Cruzados, me tornei fã automaticamente, nesse segundo registro dos caras eles apresentam novas nuances de seu som, mas ainda dentro da temática do Horror Punk que já apresentavam no “Miolos”, um disco divertido de ouvir, prestando homenagens a tudo aquilo que nós fãs de cultura trash curtimos, homenagens aos melhores monstros do cinema mundial, Em “Kong” e “Godzilla”, a história de uma partida de truco com Satã, simplesmente com um refrão foda e hilário, que ao vivo funciona muito bem, A prova de morte que faz menção ao filme de mesmo nome de Quentin Tarantino, que é do caralho, enfim, só pra destacar algumas faixas, entra para mim sem dúvidas entre as melhores paradas que ouvi nesse ano de 2019.



MANGER CADAVRE? – ANTI AUTO AJUDA 





A Manger Cadavre? É uma banda que apesar de não conhecer nenhum de seus integrantes pessoalmente eu considero amigos, foi uma das primeiras bandas que entrevistamos para o Microfonia e de lá pra cá sempre tenho acompanhado o trampo árduo e o desenvolvimento dessa galera que são verdadeiros trabalhadores do underground, conquistando seu espaço na raça, grande admiração também pela Nata que berra seus ideais com talento nas letras da banda que sempre externam seu posicionamento e sua atitude. Anti Auto Ajuda é mais um passo da caminhada que a banda vem trilhando nesses seus oito anos de trajetória e esse novo passo merece destaque, grande disco de hardcore/crust, letras inspiradas e inspiradoras, produção tá demais, sujeira no lugar certo, pesado e por cima da massa sonora, Nata derramando seu vocal potente pra cima, vale demais a audição galera e por isso mesmo está aqui na minha lista de melhores discos de 2019!!!



QUESTIONS - LIBERTATEM! 



Questions dispensa apresentações e basicamente eles não perdem a mão, são anos na estrada despejando hardcore, protesto e atitude, sempre trazendo reflexões pertinentes em suas letras os caras agora lançam seu primeiro disco inteiramente em português, o que torna tudo ainda mais interessante, pra quem não manja do idioma gringo, uma boa, como no meu caso. Falando diretamente do disco, sonoramente traz aquilo que já conhecemos bem da banda, mas numa roupagem diferente já que o idioma parece dar outra faceta aos sons, destaque para o single “Lutar” e pra faixa “Exclusão” que tem a participação de Gabriel Zander, audição fácil, som que vai direto ao ponto e letras que trazem um retrato de tudo aquilo que banda prega e acredita!!! Ouçam!! "Desejo de mudança, parte de nós, Ninguém virá nos libertar!".



DEAD FISH - PONTO CEGO 







Ei Dead Fish, vai tomar no cu!!! Na boa, eu sou fã do DF, sempre trazem um som com uma pegada diferenciada, pesado, rápido e melódico, e como disse o estagiário se você é de direita nem cola no rolê, aqui não vai ser possível curtir apenas os riffs ou não misturar “rock” com política. Ponto cego traz um retrato atual da nossa situação e vai com o dedo direto na ferida, vide a faixa “Sangue nas mãos”.
Sou bem suspeito pra falar sobre essa banda, mas como a lista é pessoal e não preciso representar a opinião de ninguém além da minha, não poderia deixar de citar esse álbum entre o que considero os melhores lançamentos de 2019. Sem me estender, é isso! O resto da História a maioria já conhece!!!



FURIA INC. - RAW






Pra quem curte um metal mais moderno e com groove, aos moldes de Pantera, Lamb of God e afins, esse segundo álbum da galera do Furia Inc. é um prato cheio, lembrando que citei apenas referências, pois a banda tem muita personalidade ao compor seus sons, com uma produção primorosa “Raw” demonstra todo o potencial da banda em despejar composições pesadíssimas e com uma pegada muito agressiva ao executar as faixas, o que me faz pensar como nosso underground é foda, o nível de nossas bandas é igual e até superior ao de qualquer cena do planeta, fiquei sinceramente impressionado pela qualidade deste álbum, segundo lançamento dos caras, que reafirma que o Furia Inc. pode ir muito longe, talento e poder de fogo não vão faltar, ouçam alto senhoras e senhores!!!





RED RAZOR - THE REVOLUTION CONTINUES





Quando o assunto envolve hardcore, thrash metal e crossover e subgêneros afins, quem me conhece sabe bem que minha praia basicamente é essa, então amigos imaginem que tamanha surpresa foi ouvir esse álbum da Red Razor, “The revolution continues”, segundo disco desses malucos de SC, grande achado, não tem faixa ruim nesse disco e tudo muito bem encaixado, composições, riffs, solos a produção, a cozinha dos caras é pesadíssima e se destaca mesmo em meio a tempestade de riffs despejadas faixa após faixa, altamente indicado a fãs de thrash metal em seu estado mais puro!!! Sem nem mesmo pensar duas vezes vou falar aqui as duas faixas mais fodas do disco: Born in South America e For Those about thrash!!!




M4NIFESTO - A VOZ DOS SEM VOZ




O Manifesto é uma banda relativamente nova, porém seus integrantes já são velhos conhecidos da cena, faziam parte do DPR e Santa Morte e o EP “A voz dos sem voz” é a estreia dessa parceria que já havia rolado num feat no último disco da Santa Morte e que bom que foi assim!
Aqui se unem dois estilos musicais que curto demais, Rap e hardcore, numa mistura que fica incrível, porque eu curto Racionais MC’s com a mesma intensidade com que curto Slayer e no som desses caras é possível sintetizar isso! E falo literalmente, pra quem colou no Hardcore por um mundo melhor, pode sacar o mash up de “Capitulo 4, versículo 3” com “Angel of Death”.
“Oração” abre esse EP e dá o cartão de visita de que os caras estão de volta as ruas misturando rap e hardcore pra alegria de quem ficou órfão da DPR, e fazem isso com maestria, uma pena que seja um EP com poucas faixas, pois quando acabam 17 minutos de som aqui, fica a sensação de que poderiam vir mais faixas que daria pra ouvir muito bem, que a M4NIFESTO tenha vida longa na cena, pois o que vimos aqui tá pesado galera, que se multiplique essa parada!!! Som de quebrada, tem que respeitar!!!



AXECUTER – SURROUNDED BY DECAY 





Fugindo um pouco dessa linha thrash, hc, metalcore, um disco de heavy metal puro está a nossa frente nesse “Surrounded by decay”, os caras resgatam o espirito oitentista e despejam todas as suas influências num disco que bebe nas fontes mais louváveis do verdadeiro metal, não tem invenções ou novidades dentro desse álbum, e aí que reside o ponto forte do negócio, os caras são bem honestos no som que executam, então se você é daquelas pessoas que dizem que o metal está morto, que não há mais bandas que tocam como antigamente, então amigo, saia da bolha, pois aqui temos este power trio que parece ter saído de um túnel do tempo direto dos anos 80 e nos presenteado com esse disco foda de metal, resumindo, aqui não tem erro, é heavy metal e ponto!!!



TORMENT THE SKIES - IMPURE






Cena nordestina é monstra, representa demais no som extremo, galera manda muito, e esses caras lá do Rio Grande do Norte nos brindam com esse disco lindo com o mais puro metal morte, “Impure” fecha a nossa lista de melhores do ano, representante do death metal brasileiro de muito valor, a Torment the Skies nos apresenta aqui seu segundo album e demonstra que o futuro é promissor, explorando a obra de Dante Alighieri, eles unem uma temática que casa perfeitamente com a sonoridade extrema, a banda já está a um bom tempo na estrada e isso parece refletir nas faixas, muito bem concebidas e executadas e na produção que soube destacar muito bem a brutalidade e podridão do negócio, altamente indicado e esperamos ver novos trabalhos da banda num intervalo menor de tempo!!! 






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quinta-feira, 8 de março de 2018

ENTREVISTA CULT OF HORROR

Hoje nós vamos falar com os caras de uma banda que me foi uma grata descoberta, diretamente da talentosa cena do RJ, o Cult of Horror transmitiu muito bem o seu cartão de visitas com seu debut "Babalon Working" de 2016, trazendo uma aura obscura e o espirito old school na sonoridade influenciada por bandas seminais como Celtic Frost, Hellhammer e Venom, filmes de terror, satanismo e ocultismo, a mistura não poderia ser melhor, ouçam esse disco, não irão se arrepender!






Fala pessoal, obrigado por falar com o Microfonia, primeiramente gostaria de saber como surgiu o Cult of Horror, e de que forma vocês escolheram o direcionamento musical que a banda teria?



DoomHammer: A ideia da banda surgiu em 2015, quando eu voltei de uma tour com o Whipstriker nos EUA. O William Pazuzu e eu sempre tivemos bandas juntos e começamos a conversar sobre fazer algo mais na linha oldschool black/death/doom . Passamos 3 noites na minha casa enchendo a cara e compondo músicas. Gravamos os riffs e as linhas de voz de forma tosca no celular para não esquecermos das músicas e enviamos pro Hugo Golon (Cemitério) para ele dar uma ouvida. Ele curtiu a ideia do som e topou gravar a batera conosco. O Hugo veio pro RJ pra gravar a bateria do disco do Whipstriker e aproveitamos pra gravar as nossas também. O mais louco de tudo é que gravamos o álbum sem nunca termos ensaiado, pois somos do RJ e o Hugo de SP. Foi assim que nasceu o disco Babalon Working. Eu gravei as guitarras e o baixo; o Pazuzu fez os vocais e o Hugo tocou a batera. Até então, não éramos uma banda. Era mais um projeto do Pazuzu comigo. Começamos a receber boas críticas e convites pra tocar ao vivo e viramos uma banda de fato. Convidamos o Dyd Bastard (Tyranno) e o Bitch Hunter (The Unhaligast/Tyranno) pra banda e eles toparam. A formação da Cult of Horror é Pazuzu (voz), DoomHammer (guitarra), Dyd Bastard (baixo) e Bitch Hunter (Bateria).

Ano passado vocês lançaram um split com a banda Martírio, em formato de k7, com tiragem limitada, vocês curtem esses formatos old school? pretendem lançar mais material dessa forma ou em vinil?


DoomHammer: Curtimos muito! Todos nós vivemos a época do vinil, K7 e VHS e continuamos apaixonados por tecnologia analógica. Isso tem a ver também com a sonoridade da banda, que é toda voltada ao metal oldschool. Lançamos material em CD também, pois não tem como fugir disso ainda. O Split Vengeance of Horror, com o Martirio, foi lançado apenas em K7 pela Nightmare Productions. Damos sempre preferência aos lançamentos em vinil e K7, mas o CD continua sendo ainda um formato importante. O que nunca faremos é lançamento apenas virtual. Não consideramos como lançamento qualquer coisa que só saia em formato virtual. Disco lançado apenas no virtual não é material lançado. 


Babalon Working foi lançado em 2016, muita coisa rolou de lá pra cá, como vocês enxergam os resultados obtidos com esse disco? E como avaliam que foi o retorno do público ao trabalho?

DoomHammer: Ficamos bastante surpresos com os resultados obtidos e o retorno do público, pois não tínhamos muitas ambições. Como eu disse anteriormente, a ideia original não era nem pra ser uma banda. Era algo mais naquela onda “bora gravar um disco e foda-se”. Em pouco tempo, o disco já estava sendo lançado por 13 selos nacionais e um selo polonês, que distribuiu o álbum pela Europa. Começaram a pintar convites pra fazer tour, shows etc. Foi realmente uma surpresa.



Vocês pretendem lançar algo em 2018? Como andam as atividades da banda, quais os planos pra esse ano?

DoomHammer: Estamos terminando a composição do segundo álbum. Vamos gravar no meio do ano e deve ser lançado até o final de 2018. Estamos planejando uma tour no início de 2019 também logo após o lançamento do segundo álbum. Devem rolar alguns splits durante esse tempo também.

Gostaria que nos falasse um pouco sobre a temática lírica de Babalon Working, e como foi o processo de composição pra este trabalho? Quais as inspirações musicais, literárias ou cinematográficas da banda?

DoomHammer: As letras são praticamente todas feitas pelo Pazuzu. A temática são sobre coisas que gostamos, como filmes de terror das décadas de 70 e 80; ocultismo; sociedades secretas; doutrinas ocultas; rituais de magia; satanismo; filmes underground slashers e gores; temas pós-apocalípticos; serial-killers. Esse tipo de coisa. Na parte musical, temos influências do oldschool do black, death e doom, principalmente de bandas como Venom, Celtic Frost, Hellhammer, Carnivore, Darkthrone, Paul Chain, Cirith Ungol, Danzig, bandas da NWOBHM etc. Essa lista de influências é infinita na verdade.



O som de vocês tem uma produção bem característica ao estilo de som que praticam, soando bem cru, o que particularmente acho muito bom, quem foi ou foram os responsáveis pela mix do album, e como foram as sessões de estúdio?

DoomHammer: Somos uma banda de metal oldschool. Então fazemos todo o possível para soarmos dessa forma tanto nos timbres quanto na produção. Não existe nada simulado no disco. É tudo real ali. Nem metrônomo usamos, pois acredito que isso engessa demais o tipo de som que fazemos. O lado bom de não usar metrônomo é que obriga que a banda toque junto na hora da gravação da bateria. Acho que isso dá um “mojo” extra pra esse tipo de som. Os responsáveis pela produção, mix e master foram nós mesmos, com a ajuda do Rodrigo Pex do Tokaia Estúdio, que pilotou toda a parte técnica da coisa. As sessões de gravação foram feitas no Tokaia regadas a muita cerveja. Provavelmente bebemos mais do que tocamos. O Hugo ficou isolado numa sala tocando a bateria, enquanto eu tocava a guitarra e o Pazuzu fazia as linhas de voz. Então a base de tudo foi gravada com aquela onda ao vivo, pois não queríamos usar metrônomo e pretendíamos dar uma onda da banda tocando junto no disco. Depois acrescentei uma segunda guitarra, fiz os solos, gravei o baixo e o Pazuzu gravou as vozes finais.

Seus materiais estão disponíveis pra venda através de que meios? Como adquirir os produtos da Cult of Horror?

DoomHammer: Podem entrar em contato com a banda diretamente pela página do Facebook, Bandcamp ou procurar nos selos que nos lançaram.

Quais os próximos compromissos ao vivo da banda e como levar o Cult of Horror pra tocar por aí?

DoomHammer: Acabamos de fazer uns shows no interior de SP e na capital. Temos um compromisso no Black Magic Fest junto com o Velho, Vazio e Death by Starvation aqui no RJ. Pretendemos começar a agendar uma tour logo após o lançamento do próximo álbum também. Pra nos levar para tocar, basta entrar em contato conosco pela nossa página do facebook ou nossos perfis pessoais e trocar uma ideia.

A cena do Rio tem várias bandas legais, quem vocês indicariam pra uma audição com mais atenção dessa galera que vem se destacando no underground carioca?

DoomHammer: Nos últimos anos, a cena do RJ tem revelado muita banda boa. Algumas já tem uma história grande no underground e outras mais recentes: Apokalyptic Raids, Atomic Roar, Diabolic Force, Farscape, Whipstriker, The Unhaligast, Tyranno, Velho, Flagelador, Morbid Dogs, Lastima, Lapide, Poeticus Severus, Into The Cave, Imperador Belial, Invasão Bestial, Silentio Mortis, entre outras. Provavelmente não lembrei nem metade do que deveria citar.

Mantendo nosso tradicional plágio da Roadie Crew, poderia listar cinco maiores albuns de todos os tempos em sua opinião?

DoomHammer: Isso é uma missão impossível, mas vamos lá! Vou citar 5 álbuns que marcaram a minha vida, mas que não necessariamente são de metal ou tem alguma influência no som da Cult of Horror. Vou criar o número 6 para uma banda atual, pois passo a maior parte do meu tempo ouvindo e descobrindo bandas atuais.
1. Iron Maiden – Iron Maiden

2. Alice Cooper – Love it to Death

3. Judas Priest – British Steel

4. Cirith Ungol – King of the Dead

5. Danzig - I

6. Midnight – Satanic Royalty

Pra finalizar, deixo novamente o meu muito obrigado, e reservo este espaço pra que deixem sua mensagem ao leitores do Microfonia e todos que acompanham o seu trabalho.

DoomHammer:Obrigado pelo espaço! Parabéns pelo trabalho! O underground é a nossa vida e é lá que o metal está. Apoie a sua cena local. Ouça bandas novas, pois tem muita coisa boa acontecendo. Faça parte dessa história!