sexta-feira, 10 de julho de 2020

ENTREVISTA WEEDEVIL

O Weedevil é uma banda de Stoner/Doom metal formada em maio de 2019, composta por Flávio Caviocholi na bateria, Daniel Plothow no baixo, Caio Caraski na guitarra e Fabrina Valverde no vocal, lançaram seu primeiro trabalho em maio de 2020, o EP auto intitulado que trás cinco faixas que dão uma demonstração de que eles sabem muito bem o que estão fazendo e são muito bons no que se propõem, despejando riffs pesados e soturnos, uma cozinha afiadíssima, tudo isso combinado com um poderoso vocal, bebendo nas melhores fontes, porém com muita personalidade! Para saber um pouco mais sobre a banda levamos uma ideia com a vocalista Fabrina, que vocês podem conferir a seguir!!! 



Primeiramente nosso muito obrigado por falar conosco, gostaria de saber como se deu a formação da Weedevil, desde o início vocês pensavam em produzir algo com esse direcionamento que encontramos no EP, como foram os primeiros momentos de banda?

Fabrina Valverde: Bem, a banda foi formada em 2019 pelo Flávio Cavichioli (Baterista) (ex-Forgotten Boys), exatamente com a proposta de fazer Stoner/Doom Metal, a convite dele o Daniel Plothow (baixista) passou a integrar a banda, e por fim eu- Fabrina Valverde (vocal) e Caio Caraski (guitarrista) entramos pra compor a formação, a banda faz parte do selo: Abraxas. Nosso primeiro show foi no Jai Club onde fizemos a abertura para os stoners suecos: Asteroid, juntamente com a Spiral Guru (Stoner/Piracicaba-SP). Logo fizemos outros Shows e partimos pro Estúdio Aurora, gravar o EP- Weedevil-Weedevil, tal como você pode conhecer e escutar.

Li que que num primeiro momento vocês lançariam um full e devido a pandemia decidiram por dividir as faixas e lançar no formato de EP, como foi a realização das faixas que iriam compor esse primeiro EP e quando vocês pretende lançar o restante das faixas?

Fabrina Valverde:A gravação foi em um longo e exaustivo dia, exatamente como queríamos, por isso estamos muito satisfeitos com o EP, acredito que o público também, pois tivemos uma ótima recepção, estamos ansiosos para lançar o restante das faixas, assim que estivermos todos seguros, terminaremos as gravações e faremos o lançamento.

A estreia da Weedevil nos palcos foi abrindo para a Asteroid (banda clássica de stoner sueca) em dezembro de 2019, correto? Como foi a experiência de apresentar o trabalho da banda logo de cara abrindo pra uma banda veterana e como foi a recepção do público ao som da banda ao vivo?

Fabrina Valverde: Sim, seria difícil explicar a sensação que foi tocar naquele palco, pois, o dia estava incrível, o público foi muito receptivo e caloroso, foi a primeira aparição da Weed, mas posso dizer que tivemos a certeza de que aquilo teria que permanecer, estávamos ansiosos, mas acredito que passamos a mensagem, e fomos ouvidos.

Fabrina, o que te motivou a começar a cantar? Você já teve outras bandas ou projetos?

Fabrina Valverde: Tudo, absolutamente tudo na minha vida me inspira a compor, o bem, o mal, o feio o belo, não importa, escrever pra mim sempre foi uma linguagem muito eficaz, para exteriorizar aquilo que eu sentia, pensava, estudava. Já tive outra banda, fazíamos covers de bandas setentistas psicodélicas, era muito divertido me ajudou muito a ter ideia de palco, de equipamentos, de como eu queria estar ali e me posicionar perante o público, mas não me possibilitava ir além, eu sempre quis mais. Cantar veio junto com a escrita, não me lembro de quando exatamente começou, mas parece que sempre esteve ali, guardado, esperando eu me permitir. 

Quais são suas maiores influências nos vocais?

Fabrina Valverde: Mark Farner (Grandfunk Railroad), David Byron (Uriah Heep), Ian Gillan, (Deep Purple), Messiah Marcolin e Johan Längqvist (Candlemass), Rosalie Cunningham (Purson), Johanna Sadonis (Lucifer), Kayla Dixon (Witch Mountain), DIO, Alice Cooper, Ozzy e por aí vai….

Como funcionou o processo de composição para as músicas do EP e quais os temas que vocês curtem explorar em suas letras?

Fabrina Valverde: As faixas trazem ideias filosóficas, históricas e tudo o mais que permeia a mente humana, nessa leva de músicas abordamos temas como: existencialismo nietzschiano, vontade de potência, doenças da mente (psicopatia). Basicamente eu escrevia as letras, e juntos montávamos os instrumentais. Se você pegar faixa por faixa perceberá que colocamos em reflexão todos os pontos de vista, e trazemos a ideia de que é necessário ir além, desconstruir-se, deteriorar-se, perder-se, para renascer como um novo Homem. 



Em termos de influências, em que bandas a Weedevil buscou inspiração para formar sua identidade musical e de que forma vocês mixaram tudo isso pra chegar a sonoridade que consideraram a ideal?

Fabrina Valverde:Cada integrante tem muitas influências, estas variam do Clássico ao Obscure, se é que posso utilizar esse termo (risos), mas com certezas temos nossos alicerces bem firmados em bandas como: Black Sabbath, Kyuss, Sleep, Melvins, Electric Wizard, Metallica, Windhand, Pentagram, Mercyful Fate, Pesta, Candlemass, e muitas outras. Para a gravação cada um trouxe um pouco das suas influências e misturamos de forma que segurasse bem as letras e riffs mais pesados. Soando como algo mais cru e rápido, mas com vocal limpo e evidente.

Onde foi realizada a gravação das faixas e quem foi responsável pela produção? Gostaria de dizer que o som ficou muito foda, som robusto e muito pesado e sua voz se encaixou muito bem!

Fabrina Valverde: O EP foi lançado pela Abraxas, gravado no Estúdio Aurora, e o responsável pela gravação foi o Aécio de Souza. 

As faixas que serão lançadas nesse próximo EP da banda seguem essa mesma linha das cinco apresentadas até aqui?

Fabrina Valverde: Sim, elas manterão essa linha no que diz respeito as composições, aos temas, e o instrumental mais pesado e característico. Pois, elas compunham a ideia do full originalmente.

Mantendo nosso tradicional pedido, segundo a Fabrina, quais seriam os cinco melhores álbuns de todos os tempos?

Fabrina Valverde:
Black Sabbath - Sabbath Bloody Sabbath (1973)
Lucifer's Friend - Lucifer's Friend (1970)
Anthrax- Worship Music (2011)
Darkthrone- Old Star (2019)
Grandfunk Railroad- On time (1969)

Pra finalizar, gostaria de agradecer por falar com a gente e reservar este espaço pra que mande seu recado como quiser, valeu e vida longa a Weedevil!!!

Fabrina Valverde:Muito obrigada pelo espaço, esperamos estar sempre nas suas veias de sangue verde, e nas sombras da sua fumaça !! 





quinta-feira, 9 de julho de 2020

ENSLAVER - SIDE EVIL (2020) REVIEW MICROFONIA




Ficha técnica:

· Banda: Enslaver

· Origem: Brasil - Maringá-PR

· Álbum: Side Evil

· Gravadora: Miranda Records

· Gênero:Thrash Metal

· Membros: Pedro Vinicius (Baixo), Luís André (Guitarra e Vocal), William Giesbrecht (Guitarra e Backing vocal), Francisco Vitor (Bateria)


Fundada em Maringá-PR, no ano de 2015, o Enslaver é uma banda de thrash metal formada pelos irmãos Luís André (guitarra e vocal) e Francisco Vitor (bateria), no melhor formato Sepultura não é mesmo? Completam a formação William Giesbrecht França (guitarra e backing vocal) e Pedro Vinicius (baixo).

De 2015 até aqui os caras vem trilhando seu caminho a base de muito trampo e calcando seu espaço no underground, se apresentando ao lado de grandes bandas do cenário nacional e mundial divulgando o seu som sempre com muita atitude e humildade e muito talento sem dúvida!

Feitas as devidas apresentações chegamos ao ano de 2020, e o lançamento do primeiro full da banda, “Side Evil”, através da Miranda Records, que ganhou as ruas no dia 05 de junho e agora vamos falar sobre esse lançamento que nos dá dois tipos de satisfação, a primeira é por ser uma banda aqui de nossa cidade realizando um trabalho foda, a segunda é que esse que vos escreve é um grande apreciador de thrash metal, ainda mais quando bem executado e sem rodeios, direto ao ponto!!!

Em “Side Evil” temos oito faixas, distribuídas em pouco mais de 29 minutos, com uma produção que deixa tudo muito bem definido, no entanto deu um clima bem “Beneath the remains” ao disco, sujeira na quantidade certa, e muito peso e agressividade, receita acertada e que agrada muito aos ouvidos, tanto que creio que desde o lançamento até esse momento em que digito esse review já devo ter escutado o album completo mais de dez vezes, pois esse é o grande mérito desse disco, ele é curto e direto ao ponto e nos leva a repetir mais e mais as audições, sem soar cansativo e nem repetitivo.

Creio que a vivência de ensaios e shows, o tempo de amadurecimento dessas faixas sendo tocadas ao vivo, fizeram os caras chegarem ao estúdio prontos pra registrar suas melhores performances, o disco soa coeso, bem homogêneo, no entanto sem dúvidas devo destacar a faixa “Murder Inc” que foi lançada como single anteriormente, uma das mais brutais do disco, sobressalta aos ouvidos durantes a audição, e “Blood Will Follow Blood” que tem um riff muito legal, iniciando a faixa de forma cadenciada e cresce em velocidade e intensidade, valendo a citação aqui como destaque!

Enfim, espero que o Enslaver siga produzindo cada vez mais thrash metal visceral pra alegrar nossas vidas desgraçadas em meio a essa pandemia, ameaça de apocalipse e incerteza se haverá futuro, pensando bem estamos vivendo dentro de um disco de thrash metal (haha), vida longa pra banda e que venham mais discos, shows e cervejas!!!!


 INSTAGRAM: https://www.instagram.com/enslaveroficial/

FACEBOOK: https://www.facebook.com/enslaverband/

SPOTIFY: https://open.spotify.com/album/1UpXGV4glcdJK8YC1yJQRN?si=ly1SgRp6S2mU4r_TVLgv8A


INJÚRIA - Leme-SP


Banda: Injúria

·         País: Brasil (Leme-SP)

·         Atividade: Desde 2018

·         Gênero: Heavy/Thrash Metal

·         Membros: Leonardo Pais (Guitarra, Vocal), Hernani Cunha (Bateria), Lucas Miquelutti (Baixo)

Na cidade paulista de Leme, entre Piracicaba e Limeira, temos um trio que não toca sertanejo, e sim toca o que a gente gosta, que é podreira!

Os caras do Injúria estão iniciando na estrada em grande estilo onde já foram banda de abertura para os monstros do Claustrofobia, que também produziram o seu álbum de estreia “End of Times”.

Com influências muito grandes em bandas do mainstream como Megadeth, Metallica e Iron Maiden, o trio tem uma curiosidade interessante: ambos dos dois integrantes (Lucas e Leonardo) têm apenas 15 anos de idade!

Abaixo o playlist do trabalho de estreia “End of Times” e o novo single “Filthy World”



quarta-feira, 8 de julho de 2020

CÉREBRO DE GALINHA - SOCIEDADES SECRETAS (2018) REVIEW POR BETO FILHO



Ficha técnica:

·         Banda: Cérebro de Galinha

·         Origem: Brasil - Marabá-PA

·         Álbum: Sociedades Secretas

·         Gravadora: Monstro Discos

·         Gênero: Hardcore, Crossover, Thrash Metal

·         Membros: Torrada (Baixo), Cego (Vocal), Mort (Guitarra), Suco Gástrico (Bateria)


Marabá, sudoeste do Pará, capital do Carajás e terra da castanha.

Em uma cidade em que o brega, o arrocha, o forró e o sertanejo dominam as rádios de Marabá e de todo o Norte Brasileiro, os rapazes do Cérebro de Galinha, que mandam um som crossover / Thrash / HC é considerado um oásis da cena underground. O mais legal de tudo é que, apesar da banda ter como ideia central uma pegada totalmente brutal em suas composições, eles não negam suas origens e se auto intitulam uma banda Hardcore / Crossover, mas também amantes da lambada, do reggae, do brega e do forró, músicas de origem e de formação dos integrantes paraenses.

Meu primeiro contato com o trabalho da banda foi em novembro de 2019 e quem me apresentou essa desgraceira foi o Catarro, um grande camarada que hoje é uma espécie de “correspondente” lá dos confins da Áustria e é um grandioso pesquisador de bandas do mundo todo e descobriu essa pérola do Marabá!

 A história dos caras é maluca!

Tudo começou com um vídeo que viralizou nas redes sociais com eles tocando em um terreno baldio, numa casa abandonada. Sempre que podiam, eles pegavam os amplificadores, bateria e tudo que há de parafernália para tocar nesse lugar, pulando muros, andando nos brejos, até chegar nesse terreno.

Ali, com a companhia de alguns animais roedores, faziam uma espécie de “teto acústico”, cobrindo como podia com papelão um teto de zinco. Agora imagina, manos! A umidade que é o Norte, tocando num sol fortíssimo, e todo o calor ia para dentro desse lugar, devido ao teto de zinco...com uma estrutura de dar dó, só vendo para acreditar!

Como o vídeo viralizou, sem nenhuma intenção deles, muita gente ficou interessada em saber de onde eles são, inclusive oportunidades de ceder lugar melhor para eles gravarem um disco. E esse lugar, veio: Há 2.500 km de casa!

Graças ao esforço dos caras, eles viajaram até São Paulo de busão (primeira vez dos caras na cidade!), se impressionaram com a agitação e gravaram uma podrera linda, “Sociedades Secretas”.

Dou destaque para as faixas “Ameba”, “Hipócrita”, “Nova Ordem Mundial”, “Isso sim é Difícil”, “Diário de um Preguiçoso”, com uma introdução maravilhosa que lembra um pouco as famosas guitarradas paraenses e a música que conheci os caras no estúdio improvisado, “Mundo em Caos”.

Em resumo, se o Cérebro de Galinha tocar em qualquer festival na sua cidade num futuro que nem sabemos, cola no rolê bêbado e caia no mosh porque o som dos caras é para isso, para pura diversão!










"Mundo em Caos" em estúdio improvisado: https://www.youtube.com/watch?v=LOBDOEqs2NU

terça-feira, 7 de julho de 2020

STAB - Sepulchral Lullaby (2020) - REVIEW MICROFONIA


Ficha técnica:

·         Banda: Stab

·         Origem: Brasil - Piracicaba-SP

·         Álbum: Sepulchral Lullaby  

·         Gravadora: Independente

·         Gênero: Thrash metal

·         Membros: Murilo Ramos (Guitarra e Voz), João Polizel (Baixo), Leonardo Veronez (Bateria)


Confesso que quando me deparei com o nome da banda imaginei outro tipo de sonoridade, já que "Stab" é uma música do grupo carioca Planet Hemp, então logo fiz as ligações que me eram óbvias na cabeça naquele momento, um som moderno, flertes com o hip-hop, algo mais alternativo, que também acho interessante, mas o título do EP aqui já denunciava que eu estava muito enganado, Sepulchral Lullaby traz uma sonoridade calcada de forma explicita no thrash metal e como costumo brincar, todo brasileiro curte futebol, cerveja e thrash metal!!!

Aqui a proposta é simples porém certeira, como colocou a banda "Nossa proposta é de unir o peso, a agressividade e a velocidade, que são típicos do thrash metal,a uma sonoridade sombria", em primeiro plano o que me chamou a atenção foram os vocais, que conseguem imprimir essa parte sombria ao som, devido ao timbre interessante do vocalista Murilo Ramos, pra dar uma ideia do que estou falando, a referência que me veio à mente foi a de Sérgio Chaves no Chakal, fase "Death is a Lonely Business", principalmente me momentos de cadência nas faixas.

O EP que chegou as plataformas de streaming em fevereiro possui quatro faixas que foram capitadas, mixadas e masterizadas no Casarão Music Studio em Piracicaba-SP, por Franco Torrezan e possui um bônus gravado em formato ao vivo no estúdio.

O Stab é uma banda em pleno desenvolvimento, foi formada em 2017 e esse seu primeiro EP demonstra o quanto eles tem talento pra evoluir muito mais, a impressão que tive ao ouvir Sepulchral Lullaby na realidade é a de que eu gostaria de ouvir mais faixas, passa rápido e logo você está repetindo tudo de novo, estou aqui curtindo o som dos caras enquanto escrevo!

Falando da sonoridade praticada em si, a banda caminha por várias camadas diferentes dentro de seu som, flertam com o hardcore/crossover, com o heavy metal e apesar de ser um som agressivo há muita melodia nas faixas, como em "In the streets" por exemplo.

Como faixas que gostaria de destacar, indico a audição no detalhe de "Scum" que é uma porrada e as variações sonoras de "God´s Sheep", duas demonstrações do poder de fogo da cozinha coesa da banda, grata surpresa conhecer a Stab, aguardamos novidades dessa galera de Piracicaba.





Fontes de pesquisa:








segunda-feira, 6 de julho de 2020

SANGUE DE BODE - A Sombra que me Acompanhava era a Mesma do Diabo (2020) - RESENHA POR BETO FILHO



Ficha técnica:

·         Banda: Sangue de Bode

·         País: Brasil - Rio de Janeiro

·         Álbum: A Sombra que me Acompanhava era a Mesma do Diabo

·         Gravadora: Electric Funeral Records

·         Gênero: Black Metal, Death Metal, Crossover

·         Membros: João (Baixo e Voz), Gabriel Fontes (Guitarra) e Gabriel Medeiros (Bateria)



Em uma cidade de pouco mais de 25 mil habitantes, a pacata Miguel Pereira, cidade do interior carioca é a morada da banda Sangue de Bode, que vêm impressionando de maneira positiva na cena underground com sua raiva e melancolia em suas composições.

Com um vocal crossover e com composições que passeiam entre o Death e o Black Metal, o trio formado por João (Baixo e Voz), Gabriel Fontes (Guitarra) e Gabriel Medeiros (Bateria), lançaram em fevereiro desse ano o álbum de estreia “A Sombra que me Acompanhava era a Mesma do Diabo” pela gravadora Dark Funeral Records. Antes desse álbum, eles tinham apenas um EP de uma música sombria “Comendo Lixo”, onde inclusive eles produziram um videoclipe bem pesado!!!

E, cara...que disco foda! A começar pela capa, totalmente sinistra de uma mina que parece ser possuída pelo “capiroto”, no meio do mato, num dia bem sombrio. Uma capa impactante, em que a autora da foto é a fotógrafa Clara Ribeiro (Instagram: @clararibeiroph) e a modelo da foto é a Fernanda Ladislau (@fernanda.ladislau).

O disco merece destaque para as faixas “Messias de Merda”, com críticas ferrenhas ao “excrementíssimo” Presidente da República, “Jazigo”, com uma pegada mais direta, com uma letra bem depressiva e “Pivete Executado”, uma faixa com um instrumental e uma história de um pivete ao fundo, onde parecia ser alguma treta que ele participava, sendo interrogado por uma espécie de policial (foi o que eu interpretei, risos!)

Em resumo, mesmo com esse ano maluco que estamos vivendo, somos agraciados com essa obra prima brutal e extrema e o time Microfonia deseja vida longa a esses caras, que fazem um som muito foda, que só faz fortalecer a cena do underground.




Fontes de Pesquisa:

Instagram Oficial: https://www.instagram.com/sanguedebode/

Facebook Oficial: https://www.facebook.com/sanguedebode666/

YouTube Oficial: https://www.youtube.com/channel/UCMk1ZXN-yIl6v_Q8eJRKBHA

Spotify Oficial: https://open.spotify.com/artist/43ZQFpcwdGqWL5u7JSneXq

Canal Baile do Capiroto: https://www.youtube.com/channel/UCbpoIjRd89bLlzxbYEyX8FQ

MetalEnciclopedia:https://www.metal-archives.com/bands/Sangue_de_Bode/3540463852



sexta-feira, 12 de junho de 2020

ENTREVISTA SPIDRAX

Assim que coloquei pra rodar o novo disco da Spidrax, "Obituário" (2020), curti demais a energia e a sonoridade, cheguei a banda através do Marcelo Dod, que foi o responsável pela concepção da arte da capa do disco e me chamou atenção pra sacar do que se tratava e cá estamos a falar com a banda, pra conhecer um pouco mais sobre como foi o caminho até aqui, fica a dica caso ainda não tenha tido contato com o som dos caras, se você é fã de Horror Punk e de tudo o que permeia esse universo, pode colocar na playlist e escutar sem medo, no mais, confiram nosso papo e prestigiem o underground, pois nesse momento nosso apoio é fundamental!!!


Fala pessoal, obrigado por falar com o Microfonia, gostaria que nos contassem um pouco da história da banda, como surgiu o Spidrax?

Muito obrigado vocês pela oportunidade. A Spidrax é uma banda de Horror Punk fundada em 2014 na cidade de SP. As principais características da banda são os riffs pesados com letras curtas, refrãos marcantes e a temática de terror, sempre presente nas composições.

Falando um pouco mais sobre sua trajetória, como vocês enxergam a discografia da banda e que diferenças vocês apontam entre seus lançamentos, como foi a evolução da banda até “Obituário” (2020)? Tem algum disco que seria o preferido de vocês?

Temos muito orgulho de tudo que foi feito até aqui. A Spidrax sempre buscou uma identidade própria dentro do segmento do Horror Punk. Esse disco foi uma auto quebra dos padrões. Deixamos de lado o horror teatral, pra abordar o horror de uma forma simples e direta. Cada álbum tem a sua história, mas esse em específico, contem histórias de horror contadas por pessoas da vida real.

Pra quem não conhece o som da banda, como vocês descrevem a sonoridade da Spidrax?

Spidrax é a energia sonora contagiante do Punk, mesclada à temática subversiva, do horror e terror, 100% autoral e independente.

Seguindo nesse princípio, quais são as referências musicais, literárias e cinematográficas da banda, visto que dentro da vertente que exploram as temáticas sempre fazem alusão ao horror em suas variadas formas, o que ler, assistir e ouvir para se conectar ao universo das músicas da Spidrax?

São inúmeras as nossas referências, então listaremos somente as principais: Musicalmente, temos muita influência de Misfits, Danzig e Motorhead.

Quanto a filmes, podemos listar as obras de George A. Romero (A Madrugada dos Mortos), Sam Raim (Evil Dead), Hideo Nikata (O Grito e O Chamado), Tobe Hooper (O Massacre da Serra Elétrica), John Carpenter (The Thing) e Hitchcock (Psicose).

Entre nossas referências literárias estão as obras de Edgar Allan Põe (O Corvo), Mary Shelley (Frankenstein), H.P Lovercraft (O Chamado de Cuthulhu) e Stephen King (Cemitério Maldito) e Quadrinistas como: Alan Moore (Watchmen), Junji Ito (Uzumaki) e Frank Miller (Batman the Dark Knight Returns).

Falando sobre seu mais recente trabalho, “Obituário” (2020), como foi o processo de composição e gravação e quem produziu o disco, visto que a sonoridade captada está muito boa e conseguiu transmitir bem a aura de horror presente nas letras?

Queríamos que esse álbum fosse uma volta às origens, buscando a sonoridade e a energia do Horror Punk clássico. As composições foram inspiradas nos sentimentos humanos, como medo, ódio, dor e luto. A interação com o sobrenatural também está presente nesse álbum.

A produção foi realizada por nossos irmãos Giulliano Vitale (Chandraya) e Hebberty Taurus (Ossos Cruzados).

A arte da capa ficou a cargo do talentoso Marcelo (Draw or Die). Como rolou a criação dessa ilustra? Vocês passaram o conceito do que desejavam, deram uma ideia do que gostariam, ou foi baseado somente nas músicas, poderiam nos dar detalhes sobre esse processo?

Somos grandes admiradores do trabalho do Marcelo Dod, e ter uma arte dele eternizada em um disco nosso foi uma honra muito grande pra nós. O disco descreve de uma perspectiva muito simples, comportamentos que ferem os princípios morais através de atos monstruosos. A arte da capa foi inspirada no filme The Thing, de 1982, dirigido por John Carpenter, assim como no longa metragem, nosso álbum abrange os sentimentos de paranóia, medo e desconfiança. Ou seja, se pudéssemos trazer essa obra para o mundo real, os verdadeiros monstros seriam aqueles que habitam a nossa mente, invisíveis aos olhos dos demais, aguardando o momento de se revelar.


Como tem sido a recepção da galera ao novo disco e quais as impressões da banda sobre isso?

 Lançar o disco nesse período em que estamos vivendo foi um risco que decidimos correr.

Nosso país está passando por um momento muito difícil, estamos sofrendo com a pandemia que se propagou em uma velocidade alarmante, além da crise econômica e política, onde a esperança de dias melhores tem se tornado algo distante.

Quanto ao novo álbum, ficamos muito surpresos com a aceitação do público. Foi muito massa ver compartilhamentos do nosso trabalho, feitos por pessoas que nem sequer conhecíamos. A banda recebeu muito feedback positivo, diversas mensagens de pessoas dizendo que se emocionaram com as letras, que curtiram a sonoridade, bem como a arte do álbum. Tem gente que nos manda mensagens cobrando material físico e isso tem sido muito gratificante pra todos nós.

Com o lançamento tendo sido realizado em meio a quarentena devido a essa pandemia, como funciona a divulgação do trampo sem o suporte de eventos?

Raramente uma banda independente recebe algum tipo de suporte no Brasil, aqui o artista Independente trabalha por amor, independente do alcance ou reconhecimento que almeja. Antes mesmo da pandemia, quase tudo sempre foi feito por nós, ou seja, se reinventar não foi uma opção e sim uma necessidade pra manter o sonho vivo. Seguimos na luta desde então.

Que saídas vocês tem encontrado em meio a essa situação e de que forma isso impactou a Spidrax?

No início foi bem difícil, somos uma banda que costuma fazer shows e eventos com muita frequência, amamos o contato direto com o público. De repente, aquele baque! Nada de ensaios, nada de shows, reuniões somente por vídeo conferência, eventos, gravações e compromissos cancelados. Foi uma loucura.

Como disse antes, não tivemos escolha a não ser nos reinventar. Por sorte as gravações haviam sido concluídas antes da pandemia, então o lançamento ocorreu sem problemas.

A cena do Horror Punk nacional possui nomes talentosos e vários representantes, quem vocês destacam dentro dessa cena que todos deveriam conhecer?

Dentre as bandas de Horror Punk nacional, podemos citar nomes de grande importância como a Ossos Cruzados, banda de SP com grande influência do Thrash, Hardcore e Crossover. Suas letras abordam temas clássicos e contemporâneos de horror, filmes B e lendas urbanas, com um leve toque de humor e críticas sociais subliminares muito bem colocadas em suas composições.

Podemos citar também a banda Viborah de SP, que mantém a representatividade feminina na cena. Na arte do horror, a figura da mulher muitas vezes é representada como uma vítima indefesa, porém, no universo da Viborah esse conceito não existe, pois aqui, o anjo da morte tem voz de mulher.

Finalizando com a Zumbi Holocausto, banda de Diadema- SP. Entre suas características estão a sonoridade e energia do Hardcore, incorporada a uma linha vocal melódica capaz de te transportar para o universo do horror de maneira viciante e visceral!

Mantendo nosso tradicional pedido em todas as entrevistas, poderiam nos dizer quais são os 5 maiores álbuns já lançados de todos os tempos segundo a Spidrax?

Nossas influências são muitas, porém dentro dos principais discos, podemos citar:

 Danzig- Danzig (EUA) 1988.

 How the Gods Kill - Danzig (EUA) 1992.

 Earth A.D. - Misfits (EUA)  1983.

 Motorhëad - Motorhëad (UK) - 1977.

 Master of Reality - Black Sabbath (UK) - 1971.

Álbum extra: O Espetáculo do Circo dos Horrores - Facção Central (BRA) - 2006.

Pra finalizar, gostaria de agradecer novamente pela atenção, parabenizar pelo ótimo trabalho lançado e reservar este espaço pra que mandem seu recado como bem entender, valeu!!!

Antes de mais nada, muito obrigado pelo espaço cedido, é sempre uma honra trabalhar com pessoas que assim como nós, possuem paixão pelo som do submundo.

 E galera, aproveitem esse período de quarentena pra se aventurar no Horror Punk, existem bandas fantásticas a sua espera.

E bora se cuidar, todas as medidas de segurança para que possam sobreviver a esse filme de terror real. E o mais importante: Não escutem o presidente!

Grande abraço!

HORROR VIVE!!!


OUÇA "OBITUÁRIO":

https://open.spotify.com/album/3Wgcvs0Oaf2ATFIDoSw6El?si=dN1ACrm_RMGP43xHSdF1_Q

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