quinta-feira, 1 de março de 2018

ROTTEN FLIES: NOVO CLIPE E DISCO DE INÉDITAS EM BREVE





Formada no inicio da década de 90 na cidade de João Pessoa, a Rotten Flies segue sua saga dentro da cena punk/hardcore lançando trabalhos relevantes e representando muito bem a rica cena underground nordestina.
Os caras seguem em estúdio gravando o sucessor de "Saco de gilete" (2014) e quarto full de sua discografia, que deve ganhar ás ruas ainda esse ano.
Porém sem perder a pegada, os caras lançaram hoje o vídeo clipe para a faixa "Canjiquinha", presente nos recentes albuns, 3 ways to conspiracy e Sight Disaster, a serem lançados ainda este ano na Alemanha e EUA respectivamente, o clipe foi feito em animação e toda concepção de arte ficou a cargo do Leandro Franco, que além de cartunista e arquiteto, é também vocalista na banda Asteroides Trio, confira uma palhinha do trampo no teaser a seguir:



O vídeo completo pra quem quiser curtir estará disponível á partir das 14 horas no youtube e você pode acessar através do link abaixo:

VÍDEO COMPLETO AQUI


Rotten Flies conta em sua formação com Fracisquinho no vocal, Cecílio no baixo, Adriano na guitarra e Beto na Bateria, informações e contato em:

rottenflies@gmail.com
jornalmicrofonia@gmail.com

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

MOLLOTOV ATTACK - O HOMEM É O QUE HOMEM FAZ (2017) REVIEW






Pra efeito de conhecimento, o Mollotov Attack já tem mais de dez anos de estrada, oriundo do ABC paulista, os caras são grandes batalhadores do underground e entregam em "O homem é o que o homem faz" doze faixas do mais puro hardcore, com aquela pegada que só bandas brasileiras podem mostrar, muita fúria e indignação tanto nas letras quanto na execução.
O disco traz diversas participações interessantes, que casaram muito bem nas faixas em que foram encaixadas, como Fábio Godoy do ÓdioSocial em "Perdedor" e de Gepeto (Ação Direta,Lettal) na faixa título do play, só pra exemplificar.
Gravado no estúdio Hardcaos em SP, com Fábio Godoy e mixado no DQG em Cabo Frio-RJ, pelo Davi Baeta, o disco traz uma sonoridade bem orgânica e na cara, tudo bem colocado e equalizado mas com uma sujeira que dá um ar diferenciado a sonoridade, aquela impressão de som ao vivo, de estar na sala de ensaio com os caras, e digo isso como uma parada positiva, curti muito essa sensação que tive ao ouvir as músicas, resumindo, tá pesado!
Finalizando o raciocínio aqui, pra quem curte hardcore bruto e cru, sem firulas, esse disco do M.A. é altamente indicado, curti muito e já está na coleção de discos aqui de casa!!!




Caso deseje adquirir a bolacha em seu formato físico, segue o endereço:

http://www.microfonia.net/pd-4fd79f-mollotov-attack-o-homem-e-o-que-o-homem-faz-digipack.html?ct&p=1&s=7

Ou ouça pelo Spotify:

https://open.spotify.com/album/6BkAUssrM4Xk58gPNQ53FQ

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

ENTREVISTA ORGASMO DE PORCO

Falamos com os manos da Orgasmo De Porco, que retornaram de um período de hiato e estão no gás pra lançar um novo trabalho e tocar muito por aí, eles nos contaram as novidades e planos que você pode conferir na entrevista a seguir, confiram!!!



E aí garotos!!! Obrigado por falar com o Microfonia, e indo diretamente aos eventos recentes, quais as razões para o encerramento das atividades e posteiror retorno da banda, o que motivou ambas as situações?

E ai mano beleza! ODP acabou porque estávamos meio que de saco cheio uns com os outros, alguns problemas pessoais estava impactando na banda e decidimos parar, e depois que a poeira baixou vimos que esse não era o caminho e decidimos voltar.

Uma vez de volta ao rolê, vocês fizeram uma apresentação pra celebrar o feito, como foi essa gig? Conte-nos detalhes?
Não foi algo planejado, a Nata do Manger Cadavre? e Soco Na Fuça Produções ficou sabendo que tínhamos voltado e convidou a gente pra participar de um festival da Soco na fuça. O show foi foda, deu pra tirar o atraso de 1 ano sem tocar.



Agora que vocês estão aí de volta com todo gás vamos falar sobre esse novo registro que vocês pretendem lançar, temos uma previsão pra esse petardo ganhar as ruas?

A gente já tá com data marcada pra começar a gravar, se tudo der certo no fim de fevereiro terminamos, a ideia é mandar pro máximo de distros possíveis e levar com a gente também nos shows.

Existe alguma mudança de direcionamento nesses novos sons que estarão presentes nesse novo disco, ou podemos esperar a combinação desgraçada de velocidade e insanidade de sempre?
A velocidade e insanidade continua porém o processo de criação foi mais rápido, de alguma forma as músicas estão mais simples e diretas, sem contar que as letras agora estão todas em português, decidimos fazer uma parada diferente do que foi o nosso último Struggle Within, sem muita firula e indo direto ao ponto.

Pretendem cair na estrada após o lançamento do disco? Como funcionará o corre pra vê-los ao vivo nesse 2018?
A gente pretende sim, basta entrar em contato na nossa page no face “Orgasmo De Porco” que é o modo mais fácil ou mandar e-mail para: oxdxpx@gmail.com.

A banda conta com os mesmos integrantes nessa volta, houve alguma mudança na formação? Quem são os nomes por trás do O.D.P.?
Conta com os mesmo integrantes de quando parou, que é Caverna nos vocais, Paulinho na guitarra, Lobo na batera e Betão no baixo. As únicas mudanças de formação foram no baixo, saiu o Decia primeiro, depois o Gustavo e agora estamos com o Betão.



Por falar em nomes, vocês carregam uma alcunha curiosa, quem foi o criador desta marca registrada do crossover brasileiro, o Orgasmo de Porco?
O baterista Lobo e o vocalista Caverna estudavam juntos no ensino médio e numa de suas brilhantes ideias imbecis eles decidiram montar uma banda mas qual a graça de ter uma banda sem um nome maneiro? Sabiam tocar/cantar? Não. Já tinham guitarrista e baixista? Não. Mas nada disso importa por que num toró de ideias o Caverna surgiu com o nome perfeito vindo das profundezas de sua mente ignóbil, ORGASMO DE PORCO, era tosco, era engraçado, era bobo o suficiente pra se falar pra sua tia na ceia de natal, era perfeito e assim sabiamos que a banda já existia porque não fomos nós que inventamos ou escolhemos a banda, foi o ORGASMO DE PORCO que os escolheu. Amém

Seus trabalhos anteriores "My mind is a mess", "Useless" ou o "Struggle Within" estão disponíveis pra quem quiser brindar a coleção com esses lindos registros do roque veloz nacional?
Sim, o My Mind e Useless ainda são encontrados em algumas distros pra comprar, o Struggle como fizemos em k7 e poucas copias acredito que já deve ter esgotado, mas todos os nossos registros podem ser encontrados no nosso bandcamp oxdxpx.bandcamp.com e lá pode ser baixado de graça os áudios, e nos shows a gente sempre leva umas copias do My Mind e Useless.

Partindo pro campo das referências, situe os leitores que não os conheçam, em que ou quem vocês se inspiram em suas composições?

Cara são várias bandas, mas as que mais influenciam são Vio-lence, Cryptic Slaughter, Golers, Gang Green, DFC...

Pra rolar aquele intercâmbio bacana entre as regiões que sempre incentivamos, que bandas da cena local ou de sua região vocês recomendam aos nossos leitores, além do próprio O.D.P. é claro?

Vale do Paraíba tá cheio de bandas boas, citando apenas algumas temos o Chaos Synopsis, Manger Cadavre?, Lo-Fi, Apto Vulgar, Tripa de Rato, Ps-Hc, PSG, Brutal Disruption, Morfolk, Hemattoma, entre váaarias outras que temos por aqui.

Aquela pergunta/plágio da Roadie Crew/cilada que tradicionalmente colocamos em nossas entrevistas, cite cinco discos essenciais para vocês, aquelas bolachas de cabeceira que todos deveriam ouvir em sua opnião.

Eternal nightmare – Vio-lence, Gypsy Kings - Greatest Hits, Greatest hits – Rick Wakeman, In utero – Nirvana, Life is Killing Me – Type O Negative.

Pra finalizar, agradeço novamente a preza de falar com a gente, muito obrigado! E reservo este espaço pra que mandem seu salve como bem entenderem aos amigos e leitores do Microfonia!!! Valeu!!

Valeu pelo convite primeiramente, e queriamos agradecer a todos que curtem o ODP e que realmente gostam de música independente do rótulo ou estilo, música é arte, arte é vida e CxMxCx, aquele abraço!!!!


terça-feira, 2 de janeiro de 2018

10 DISCOS FODA DE 2017

Basicamente essa não é uma lista dos melhores de 2017 e sim uma lista pessoal com um resumo das coisas que ouvi durante o ano passado e que viraram presença cativa em minhas playlists, portanto como todos os outros compilados de listas que rolaram até aqui, essa também não é absoluta e expressa estritamente a opinião desse que vos escreve, última observação, não há ética aqui, tem desde o punk/hardcore, garage rock, até o grindcore e o death/black metal, então vamos lá!

1 - MANGER CADAVRE? - REVIDE



Vou usar ordem de descoberta pra elencar a lista, e o Revide do Manger Cadavre? foi algo que me deparei logo no inicio do ano, com seu crust/punk de letras politicamente engajadas, e não falo isso apenas para efeito de descrição, mas pelas ideias bem claras construídas dentro de cada faixa, produção com a sujeira na medida certa que o estilo pede e o vocal poderoso da Nata de Lima, vale mencionar o clipe sensacional que fizeram para a faixa "Bruxas da noite".

2 - DEB AND THE MENTALS - MESS



Uma das bandas que mais ouvi em 2017, já simpatizei com a sonoridade de Mess instantaneamente, essa mistura de punk rock com new wave e rock alternativo deu super certo, vale a pena conhecer caso não tenha ouvido.

3 - FACADA - NENHUM PUTO DE ATITUDE



Disco de cover dos manos do Facada, porque tá aqui? Cara, imagina que sensacional ouvir versões grind de Bad Brains, Titãs e Nirvana? Aqui tem!!! E isso já vale demais a audição, fora os outros sons que são mais próximos da sonoridade da banda que ficaram viscerais, como Maconha do Mukeka di Rato e Traidor do Ratos de Porão, só pra exemplificar, ouçam alto!

4 - CANNIBAL CORPSE - RED BEFORE BLACK



Quando ouvi esse disco me dei conta de que já fazia um tempo que não ouvia e nem acompanhava nada da carreira dos caras, e me surpreendi positivamente, realmente os caras não perdem a mão mesmo com o passar dos anos, são mestres quando o assunto é death metal, e nesse disco eles usam tudo o que há de melhor no estilo e soltam na pista um de seus melhores registros, destaque para a faixa que mais curti, Code of Slashers, fodástica!!!

5 - CRADLE OF FILTH - CRYPTORIANA - THE SEDUCTIVENESS OF DECAY



Outra grata surpresa, mais um resgate de um tipo de sonoridade  que não ouvia fazia uns anos mas que ainda me agrada, foi uma das primeiras bandas de metal extremo que conheci ainda moleque e depois que enveredei pelos campos do punk rock e do hardcore e principalmente o thrash metal, acabei deixando de lado, mas eles ainda mandam bem e a prova é esse disco, que me fez lembrar a fase Cruelty and the Beasty, destaque para a faixa Heartbreak and Seance.


6- TORTURE SQUAD - FAR BEYOND EXISTENCE



Metal nacional sempre foi uma máquina de fabricar bandas fantásticas, e o  Torture Squad foi cria de uma época incrível, uma safra muito talentosa, porém passou por várias mudanças de formação e parecia atravessar um período de instabilidade, mas a entrada da vocalista Mayara Puertas deu uma guinada na banda, e acrescentou e muito ao som dos caras, com seu talento vocal e como compositora, e o resultado é esse grande disco de thrash/death metal que lanaçaram!!! Destaque para a abertura visceral com Don't Cross my Path.

7 - MAD MONKEES - MAD MONKEES



Podem chamar do que quiser, stoner, alternativo, rótulos existem vários, mas o que me veio a mente assim que ouvi esse disco do Mad Monkees foi o termo rock pesado, pode parecer zuado, mas raciocinem comigo, algo entre o metal e o rock n' roll, é rock pesado sim, e muito! Disco sensacional, ouvi dezenas de vezes já, e a cada audição fica melhor, que o Mad Monkees tenha vida longa, pois não é todo dia que a gente conhece uma banda que curtimos assim com tanta intensidade logo de cara, deixar registrado os meus parabéns aos caras pelo excelente disco!!!

8 - WATER RATS - YEAR 3000



Uma banda que produz num ritmo impressionante e que traz nesse lançamento uma mistura de todos os elementos que eles captaram até o momento, entregando o disco mais variado da carreira dos caras até aqui, mas a identidade está lá, é o Water Rats que conhecemos desde Ugly By Nature, porém usando todas as cartas possíveis da manga, disco muito bom, e a banda cada vez melhor!!!

9 - ME AND THAT MAN - SONGS OF LOVE AND DEATH



Sempre curti combinações improváveis, e esses projetos que revelam facetas diferentes de artistas de determinados gêneros, a combinação improvável aqui, Nergal mais John Porter e a faceta diferente é ver o líder do Behemoth tocando num projeto de Country/Blues, e acreditem, ficou sensacional e por isso coloquei aqui, ouça sem pré-conceitos!!!

10 - PAURA - SLOWLY DYING OF SURVIVAL



O Paura não decepciona, seu último trampo Tameless é destruidor, e os caras não desaprenderam nada meus amigos, em Slowly Dying Of Survival todos os elementos conhecidos da sonoridade da banda estão lá, mas sempre entregando faixas pesadas, com identidade própria e letras que abordam temas da nossa atualidade e cotidiano que nos convidam a reflexão, arte de capa sensacional embalada num digipack foda com um encarte em formato de poster com todas as letras e uma foto de toda a banda do outro lado, tive a oportunidade de fechar os rolês de 2017 num show excepcional dos caras aqui em Maringá, e digo, são mestres no que se propõem a fazer!!!  



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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

ENTREVISTA CAOS LÚDICO

Hoje nosso papo é com a Caos Lúdico, banda de punk rock com influências de Ska e reggae que lançou recentemente seu EP de estreia, "Teoria do lúdico", trazendo letras retratando passagens cotidianas em que podemos nos identificar que combinadas a sonoridade compõe o resultado diversificado e agradável de se ouvir que encontramos nas faixas, falamos com o João, guitarrista e vocalista da banda, que nos deu mais detalhes sobre o trabalho lançado e momento atual da banda, confiram a seguir!!! Valeu!!!





Fala João, obrigado por falar com a gente, pra começar gostaria de falar sobre o EP lançado pelo Caos Lúdico recentemente , "Teoria do Lúdico", como tem sido a recepção da galera ao trabalho da banda?


João: Eu que agradeço o convite do blog Microfonia Underground que ajuda e fortalece a cena independente brasileira. Respondendo à primeira pergunta, começamos a gravar o EP em junho de 2016 e disponibilizamos em streaming somente em março de 2017. São seis músicas gravadas no Orbis Estúdio, contando com a produção musical de Marcos Pagani. Foi um aprendizado marcante e valioso. Melhoramos nitidamente como grupo depois da gravação. Mesmo sendo um primeiro EP, queríamos fazer um trabalho com seriedade, carinho e amor pela música e acabamos gostando do resultado. Quanto à recepção do público, tanto nosso EP quanto nossos shows estão sendo bem recebidos. Fazemos sempre questão de tocar da melhor forma possível para alcançar, conquistar e interagir com quem está presente. Ficamos entusiasmados com a agitação e com a colaboração das pessoas que vão sempre aos nossos eventos, escutam nossas músicas e nos ajudam nas redes sociais. Espero que continue assim.



Como foi o trabalho de composição dessas faixas, elas ficaram bem diversificadas, como funciona o processo da banda na hora de escrever e onde vocês buscam inspiração?

João: Antes de formar a banda, eu já escrevia e tinha algumas bases prontas e acabamos usando algumas dessas composições que combinavam com o estilo do grupo. Quando eu acabo uma letra ou uma base, mando para os outros integrantes por meio da internet e eles montam os arranjos em seus instrumentos. Depois, chegamos no ensaio, trocamos sugestões e ideias sobre a composição e, no final, vemos no que deu. Muitas vezes, a música flui e finalizamos já no primeiro ensaio, em outras, montamos com mais calma ou guardamos para outro momento. A inspiração nos arranjos vai de acordo com o que cada um escuta e tem como referência. O interessante do grupo é que cada um costuma ouvir vertentes distintas do rock e isso acaba sendo um ponto positivo. Pessoalmente, em toda minha vivência musical, escutei mais punk rock, hardcore, ska e reggae por conta do que meus pais escutavam lá em casa e dos shows que me levavam desde pequeno. Meu pai já teve banda de hardcore e é um orgulho imenso manter isso.



Sobre as letras das faixas, quem as escreve e o que buscam transmitir quando as desenvolve?

João: Quando eu escrevo, busco transmitir o que eu estou sentindo no momento e uso também alguns recortes do cotidiano. No EP, as letras tratam de várias coisas: Diversão entre amigos, anseios e desejos de um adolescente, a influência do meio em que vivemos, a dificuldade do indivíduo em ser o que deseja sem se preocupar com as críticas e não poderia faltar uma letra tratando da nossa atual situação política que somente está favorecendo os enganadores de plantão. Temos muitas histórias e pensamentos para serem escritos, passamos por tantas experiência boas e ruins que poderíamos escrever todos os dias.

Ainda nesse campo das inspirações, acho o nome da banda interessante, como rolou a escolha desse nome? Qual a história por trás?
João: Achar um nome para banda foi um tarefa difícil. Ficamos um bom tempo pensando em vários nomes até que o baixista, Nando, sugeriu o “Lúdico”. Eu gostei, mas achei que seria legal colocar o “Caos” – desordem, confusão, a possibilidade de tudo – para criar uma ideia mais completa, apesar de ser bem aberta. Aí surgiu o Caos Lúdico.



O material está disponível no formato físico, ou no digital apenas?

João:Sim, temos também formato físico em digipack, com direito a encarte com letras, fotos e informações da banda. Embora ele não tenha a mesma força se compararmos a anos anteriores, achamos muito importante fazer esse formato. É uma forma de arrecadar fundos para a banda e de distribuir para pessoas importantes no meio da música. Já distribuímos o nosso EP para bandas (dentro e fora do DF), produtores, rádios etc. Além disso, parte do público ainda prefere o "modo antigo" ou não possui o streaming.

No final de Outubro a banda lançou o clipe para a faixa "Ska na Praia", que ficou bem legal, e é uma faixa que achei muito boa quando ouvi a banda logo de cara, como foi o trabalho pra captação desse clipe?

João: Que bom que você gostou! O clipe foi realizado com imagens captadas durante o show de lançamento do nosso EP que fizemos no Teatro Sesc Garagem. Esse espaço é um dos palcos mais emblemáticos da capital, pois muitos eventos históricos da música brasiliense aconteceram por lá. Foi uma honra e agradecemos imensamente por isso ter acontecido. A música faz parte do EP e agrada a maioria dos ouvintes. Fizemos a produção de forma independente e a equipe da Acrafilmes fez um trabalho de excelente qualidade.

Quais são os próximos compromissos do Caos Lúdico e de que forma a galera pode entrar em contato pra chamar vocês pra tocarem?

João: Nosso plano para o fim desse ano é encerrar os shows já marcados por Brasília, mas estamos sempre abertos para aumentar nossa agenda de apresentações. Sempre gostamos de tocar, cada show é uma história e uma experiência nova. Isso é extremamente essencial para o grupo. Quem quiser chamar a gente para algum evento, pode mandar uma mensagem pelo e-mail caosludico.oficial@gmail.com ou nos contatar por meio do Facebook ou Instagram.

O ano está se aproximando do fim então acho pertinente perguntar, quais os projetos para 2018?

João: O plano é começar a pré-produção do nosso próximo material. Temos algumas composições novas, com mais presença dos metais, que tocamos nos shows e queremos gravar. Não tem nada definido ainda, mas é um enorme desejo nosso. Como somos uma banda independente, estamos tendo dificuldade para financiar todo esse processo. Precisamos pensar em uma forma de passar por esse obstáculo.

Mandando nossa pergunta de praxe em todas entrevistas, gostaria que nos listasse 5 grandes discos de todos os tempos pra vocês, aquele top five de cabeceira!

Essa pergunta é muito difícil. Mas esta é a lista dos cinco discos da banda. Um álbum para cada um:
João (Vocal/Guitarra): The Clash- Álbum: London Calling

Nando Saab (Baixo): The Cure- Álbum: Disintegration

Victor Gurgel (Bateria): Led Zeppelin- Álbum: IV

Ramon Santana (Trompete): Miles Davis- Álbum: Kind Of Blue

Vidal (Trombone): Ultraje a Rigor- Álbum: Nós Vamos Invadir Sua Praia



João, novamente nosso muito obrigado, sucesso ao Caos Lúdico e reservo este espaço pra que deixe sua mensagem como desejar!!! Valeu!!!

João: Agradecemos à Microfonia Underground pela oportunidade. É bonito ver esse apoio à cena que está ocorrendo. Pelo que vivo hoje, acho que ela tem um bom caminho a seguir. Temos que viver com menos "regras" e parar de ditar o que é música. Se não tivermos diversidade, nunca teremos um cenário musical de qualidade. Quem quiser, conhecer nosso EP, ele está disponível no Youtube, Spotify, Apple Music, Deezer, entre outros.



Seguem os links:

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terça-feira, 31 de outubro de 2017

CLÁSSICOS RECENTES DO UNDERGROUND NACIONAL #3

GRITANDO HC - GRITANDO HC (1997)



Esse ano um dos discos mais fodas do hardcore nacional completa 20 anos de lançamento, tem um sabor especial pra mim falar sobre esse registro, pois o Debut do Gritando HC figura entre as primeiras bandas com as quais comecei a curtir um som lá atrás.

Então temos aqui uma ótima combinação pra se tornar tema da nossa série dos Clássicos recentes do underground nacional, pois tem 20 anos redondo de lançamento e é lembrado com saudosismo por muitos que foram contemporâneos ao mesmo.

Um disco de estreia sensacional, 28 minutos de hardcore punk de primeira, divididos em 17 faixas, entre as quais figuram hits do underground instantâneos, digo isso sem medo, afinal quem de vocês nunca ouviu "Velho Punk"? Tudo isso aliado ao vocal enérgico do saudoso Donald que casava perfeitamente na sonoridade da banda.

Aqui encontramos vários sons que se tornaram clássicos, de cara a primeira faixa que é extremamente contagiante, um hino, "Punks não morreram", impossível ouvir sem sentir vontade de sair pogando pela sala, seguida de "Aéreo na piscina" pra quem curte dropar no skate com trilha sonora e a homanagem ao mostro verde da Marvel, "Hulk"!!!



Depois disso seguimos com a balada (?) punk, "Quero ser punk com você", percebam que citei as qutro primeiras faixas em sequência aqui, diífcil eleger destaques, disco inteiro é muito daora, mas pra não citar o track list inteiro, daqui em diante vou citar faixas que acredito que vocês precisam escutar e vou colocar minha visão pessoal aqui, logo, talvez alguns não concordem mas é indispensável colocar como destaques a pesada "Eu protesto", faixa insana, convidativa a moshs violentos, o hino máximo do Gritando HC que já falamos aqui, "Velho Punk" (estamos caminhando pra isso né), a ode ao goró acustica, "Hino do alccol" e pra finalizar com as próprias palavras da banda , a singela homenagem a maior banda de punk rock do mundo, "Quero meu ingresso pro show do Ramones".

Enfim, aproveite que essa beleza está fazendo aniversário e ouça novamente, conheça, redescubra, seja como for, com certeza vai deixar seu dia melhor ouvir um bom disco de hardcore e Gritando HC sempre será uma boa recomendação pra quem queira conhecer esse estilo musical que tanto amamos aqui no Microfonia!

Abraço e até a próxima!!!


TRACKLIST


01. Punks Não Morreram
02. Aéreo Na Piscina 
03. Hulk 
04. Quero Ser Punk Com Você 
05. Eu Odeio O Sistema 
06. Libertar Nossas Correntes 
07. Nunca Se Humilhar 
08. Pra Que Cadeia? 
09. Levante O Moicano 
10. Kaos 
11. Quero Meu Ingresso Pro Show Do Ramones 
12. Gritando HC 
13. Eu Protesto 
14. Terra Da Garoa 
15. Skate Punk
16. Velho Punk 
17. Hino Do Álcool 





OUÇA GRITANDO HC EM:

http://www.deezer.com/artist/4352689

https://open.spotify.com/artist/19XpD8usAYOdO3hwmQ06i4




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terça-feira, 3 de outubro de 2017

ENTREVISTA GUERRILHA 13

E aí galera, iniciamos os trabalhos no mês de outubro com essa entrevista com os manos da Guerrilha 13, banda de de punk/hardcore de Arapongas-PR, em atividade desde 2012 os caras estão sempre no corre, seja organizando eventos como o Punk Rock Animal, seja nos preparativos para o lançamento de seu EP que deve acontecer dentro de algum tempo e que nós obviamente iremos conferir, mas se quer saber mais sobre os caras, confiram o bate papo a seguir que realizamos com a banda e compartilhe o trabalho pra fortalecer!!!


Fala pessoal, começando aí pelas apresentações, quem são as cabeças por trás da Guerrilha13?

A banda Guerrilha13 já passou por algumas várias mudanças na formação desde seu início. Atualmente a formação da banda conta com William Lopes no vocal, Felipe Molina no baixo, Wesley Kelson na bateria e Jhefferson Alexandre na guitarra. Essa formação tem sido a mais forte e engajada com as idéias que a banda busca reproduzir em suas músicas e apresentações.

Como vocês se juntaram pra tocar e como se deu a escolha por praticar nosso amado punk/hardcore?

Os integrantes William Lopes e Felipe Molina tocam juntos desde de 2009, os dois tinham uma banda de punk rock que teve seu fim em 2011, com a saída do baixista e do baterista. Em 2012 os dois sentiam que não dava pra ficar parado e então criaram o Guerrilha13, com o intuito de tocar um punk rápido, agressivo e sem frescuras. Sendo assim, Wesley Kelson foi convidado para tocar bateria e Alan para tocar baixo. Com a saída do baixista, ouve uma reformulação na banda. Felipe assumiu o baixo e Thiago Guimarães entrou para assumir a guitarra. Essa formação durou dois anos, e agora com a saída do Thiago Guimarães, entrou em seu lugar o Jhefferson Alexendre. A reformulação não foi só na formação, mas também nas ideais. Temas libertários e de protesto passaram a ser mais freqüentes nas letras escritas pela banda. Músicas como “Fascistas Maldtitos Não Passaram” “Vá a Luta”e “Mancha de Sangue” passaram a fazer parte do novo repertorio da banda.
Escolhemos tocar punk/hardcore por ser um estilo de música agressivo e ao mesmo tempo simples, no qual traz diversos ideais que admiramos, como o “faça você mesmo”e liberdade de expressão. Atualmente acreditamos que o punk é uma ótima ferramenta libertária para esmagar fascistas e de conscientização dentro da cena underground.



O que vocês podem nos contar sobre a cena underground de Arapongas?

Existem muitas bandas ótimas dentro da cidade. Acredito que a palavra que possa definir a cena aqui seja “resistência”, por muitos anos a cena underground de Arapongas não foi muito bem valorizada, as bandas sempre estiveram num corre constante para organizar seus próprios eventos por conta própria, dificilmente aparecia uma ajuda para a cultura da cidade. Quando o Old Box surgiu uma nova esperança nasceu, dando espaço para as bandas locais tocarem e ensaiarem, diversas bandas passaram a surgir também. Agora as coisas estão mudando um pouco, com os incentivos culturais que estão acontecendo dentro da cidade. Esse ano surgiu o Espaço G1 que era um galpão que estava parado, e que foi reativado pela prefeitura através do Tadeu (Humorista), nesse espaço todo artista e músico tem a chance de poder realizar seus eventos com apoio da prefeitura. A cena vem crescendo cada vez mais nessa cidade, nós do Guerrilha13 estamos muito contentes em fazer parte dessa cena e de toda a sua trajetória.

Acompanho algumas bandas daí e vejo que sempre rola um evento, “Rock no Parque”, quem é responsável pela organização do mesmo e com qual frequência rola essa gig?

Esse evento tem 3 anos, e foi idealizado pela prefeitura de Arapongas, com o intuito de realizar um festival de bandas que duram dois dias no Parque dos Pássaros. Lá todas as bandas de rock da cidade podem se apresentar e mostrar seu trabalho para o publico de Arapongas e região. O evento é sempre realizado de 1 em 1 ano.

Vivemos um momento tenso politicamente, com muita gente se mostrando a favor de idéias absurdas, passando pano pra faxos, racistas, homofóbicos, inclusive gente da própria cena, qual a visão de vocês a respeito disso e como vocês acreditam que essa situação possa ser combatida.

Toda essa situação absurda que vem acontecendo pode ser combatida através de muita conscientização na cena e em nossas casas também. Nada se resolve com extremismos e conservadorismo, Tentamos fazer essa conscientização através de nossas músicas e de nossas posições no dia-a-dia, acreditamos que essa luta deve ser diária e não somente nos palcos. Não tem sido fácil, alguns torcem o nariz para esses temas que buscamos tratar nas nossas músicas, mas temos tido uma boa recepção do público. Nós do Guerrilha13 não iremos fraquejar diante de todo esse absurdo que vem acontecendo mundo afora. A nossa voz e nossos instrumentos são as nossas armas nessa batalha, e sempre bateremos de frente contra fachos, racistas, homofóbicos e sexistas.

Quais bandas vocês consideram essenciais no punk rock nacional, que são obrigatórias pra qualquer um que queira conhecer o que foi e o que é esse movimento no país hoje?

Essa está na ponta da língua... Cólera.. Tudo nessa banda nos fascina. É uma banda que começou simples e hoje é umas das mais importantes no cenário punk nacional. Foi através dela que conseguimos entender o que é ter uma atitude punk. Graças a essa banda entendemos que ser punk vai além de apenas ficar chapado, de ficar arrumando briga desnecessária. Cólera nos ensinou que punk é militância, é buscar por uma cena mais consciente, lutar contra qualquer forma de opressão e fazer um som que fale sobre coisas importantes para a cena, fazer som punk só pra se aparece na cena falando qualquer merda não faz o menor sentido pra gente.


Falando um pouco mais sobre a cena em sua cidade, vocês fazem parte de mais alguma banda além da Guerrilha, algum outro projeto?

Nosso baixista Felipe Molina e nosso baterista Wesley Kelson tocam juntos na banda de reggae “Familia Da Raiz”. O vocalista William Lopes segue com projetos como escritor, com poemas e contos e também segue militando pela causa antifascista e anarquista na cena local.

A Guerrilha 13 investe em música autoral? Tem algum material que vocês pretendem lançar num futuro próximo?

Valorizamos muito o som autoral desde o inicio, pois é exatamente isso o que faz a banda ter uma identidade própria. Temos muitas músicas autorais no repertorio. Muitas delas o publico já conhece e canta e poga muito durante os eventos, e isso nós enche de felicidade e forças. 
Pretendemos lançar um ep em breve, com as músicas: “Igreja Universal do Reino da Exploração”, “Guerra Nuclear”, “Verdades e Mentiras”, “Mito é o Caralho”e “Fascistas Malditos Não Passaram”, dentre outros sons.


Gostaria que vocês nos dessem detalhes sobre o evento “Punk Rock Animal”, aproveitar e elogiar a causa nobre com a qual colaborarão e saber como surgiu a idéia pra esse rolê e se pretendem estender pra mais edições?
Obrigado pelas palavras! Estamos bem contentes com a repercussão do evento, muitas pessoas estão falando sobre, é o primeiro evento assim na cidade. A idéia surgiu através do William Lopes (vocalista) e Eduardo Zandomeghi, junto de uma equipe formada por Amanda, Charlotte, Bruno Punk, Michael (tatuador) e também com ajuda de outros amigos que formam a cena punk local. Não posso deixar de falar do grande apoio que o Tadeu (humorista) tem nos dado liberando o espaço G1 para realizar este evento.
Tudo surgiu com o objetivo de ajudar a ONG Opaa que faz um grande trabalho na cidade de Arapongas dando abrigo e assistência a cães abandonados. A ONG vem passando por algumas dificuldades, então focamos em ajudar-la com a ração que conseguirmos arrecadar no Punk Rock Animal. A gig também visa dar espaço para outros artistas punks e simpatizantes do movimento que trabalham com arte de rua, artesanato, poemas, zines, malabares.
O outro objetivo que tentaremos alcançar é o de conscientizar a cena punk e underground abordando temas libertários que irão estar presentes durante a realização do evento.



Obrigado aí por falar conosco, e deixo a palavra final com vocês pra que mandem seu recado como bem entender!
Nós do Guerrilha13 é que agradecemos por nos convidar para essa entrevista. Temos total admiração pelo trabalho que o “Microfonia Underground Blog” tem realizado trazendo informações sobre a cena underground e dando voz e apoio às bandas da cena local. Parabéns ao blog pelo trabalho que vem sendo realizado!
Nossa palavra final vai para todos que estão nessa guerrilha que é o meio underground: Não desistam, não baixem a cabeça, criem suas bandas, apoie sua cena underground, busquem conhecimento e lutem por uma cena mais consciente e livre de qualquer preconceito e opressão.













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Entrevista by Microfonia Underground Blog
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