terça-feira, 20 de julho de 2021

ENTREVISTA COM VITOR CARNELOSSI - LONELINESS OBSERVATORY

Loneliness Observatory é mais nova empreitada do guitarrista e compositor de mão cheia, Vitor Carnelossi, há anos envolvido em bandas underground e produzindo música autoral, ele sempre entregou grandes músicas dentro dos projetos que integrou, porém aqui ele se juntou a alguns parceiros diferentes do usual, fora de seu nicho de costume pra dar vida a composições que rompem barreiras de tudo aquilo que ele vinha produzindo até então, dando um salto em termos de qualidade de produção e trazendo um ar mais contemporâneo ao tipo de sonoridade que conhecemos em suas composições no Tragedy Garden por exemplo. O que quero dizer com isso é que acho um projeto melhor ou pior? Jamais! Curto demais o trabalho do Tragedy, mas achei bastante empolgante conhecer outra faceta musical do Vitor como Guitarrista e admirável como as composições se diferenciam de seus outros trabalhos apesar de caminharem por universos próximos. Quem pode dar mais detalhes sobre tudo isso é o próprio e em breve todos que quiserem poderão conferir os sons em sua plataforma de streaming preferida, já que a previsão é de que o single "Dark Horizon" vá ao ar no dia 25/07/2021, fiquem ligados, prestigiem o underground, apoiem o metal nacional!   




Vitor, acho que não existe outra forma de começar essa entrevista sem que a gente olhe para o passado e pra tudo que já foi feito com uma gigantesca contribuição de sua parte para o underground do interior, onde não há espaços e nem visibilidade e mesmo assim ao longo de tantos anos você sempre optou pelo árduo caminho de produzir música autoral nas mais variadas vertentes e rompendo barreiras mesmo com poucos recursos, o quanto isso te moldou e o amadureceu pra chegar até esse momento de estar prestes a divulgar um trabalho feito com parcerias mas que foi inteiramente pensado e produzido aos seus moldes?

Vitor Carnelossi: Evandro, primeiramente obrigado pelas palavras! Eu acredito que o underground é movido pela paixão de se fazer parte de algo, de expressar-se! Acho que assim como eu, a maioria das pessoas que se colocam a fazer música autoral buscam satisfazer-se artisticamente, compartilhar sua música! Toda minha vivencia no “underground” serviu para me mostrar que é possível fazer música, basta ter foco e organização! A experiência deste Single foi interessante, pois começar algo totalmente do zero e definir um padrão de influencias sempre é complicado. Fazia muito tempo que planejava fazer algo assim, mais dessa vez houve um alinhamento que contribuiu para que tudo saísse do papel!

Um parceiro importante na concepção deste EP, foi o Fábio Andrey (Lost in the Storm), como você conheceu o Fábio e de que forma a amizade de vocês evoluiu culminando nessa parceria musical que vamos poder conferir nas faixas de “Dark Horizon”?

Vitor Carnelossi: Eu conheci o Fábio há alguns anos atrás através de uma matéria que fiz para o Blog COLORADO HEAVY METAL falando sobre o THE MIST, banda que influenciou muito a galera daqui! Ele leu a matéria e entrou em contato, pois tocou na banda em determinada época, desde então sempre mantivemos contatos. Quando fiz a pré produção com o Wesley (Over Drive Music Studio), notei que as músicas deram uma modificada na sonoridade, pois o Wesley levou a ideia inicial para um padrão bem mais profissional e atual. Após um ajuste inicial, mandei as faixas para o Fábio e ele acreditou nas composições e se colocou à disposição para assumir os vocais!

Algo que chama a atenção nas faixas de “Dark Horizon”, é a qualidade da produção que traz um ar de modernidade ao som, com destaques ao seu trampo de guitarra primoroso que sem dúvidas são os fios condutores, como foi o trabalho de gravação e produção, uma vez que pela primeira vez você estava fazendo isso sem uma banda em si envolvida no processo, e qual a sua sensação em relação ao resultado final?

Vitor Carnelossi: Eu havia começado a compor duas músicas em casa, mais a ideia inicial quando entrei em contato com o Wesley, (Over Drive Music Studio) logo na primeira conversa já combinamos a gravação para um prazo de duas semanas... ou seja, não tinha nenhuma música pronta, só um rabisco do que iria a ser a “Drowning in Tears” e outra mais avançada na composição, porém não curti a sonoridade para esse projeto e arquivei.... Tive que pegar uma música mais antiga que eu tinha composto lá por 2013 para fazer parte do Single e corri contra o tempo para deixá-las no jeito para gravar, foram duas semanas todas as noites no quarto da minha filha com um metrônomo insistente no ouvido (rsrsrs). Gravamos os sons em três sábados à tarde, ajustamos as guitarras, baixo e bateria... ainda foram gastos horas a mais para os teclados, vocais e mixagem. O Detalhe é que o Fabio e a Flávia moram na França. Tudo foi um exercício de logística e também de conversação, pois todo mundo tem o gênio forte rsrsrs... O Resultado final me agradou muito pra um single de estreia, posso dizer que foi dado o máximo que eu poderia para isso!

Outro ponto que não posso deixar passar desapercebido, é a inserção de elementos que você sempre quis utilizar em outros projetos e não teve a oportunidade e aqui você incluiu de forma notória, que são os teclados e o vocal feminino, que ficou a cargo de Flávia Americano, isso trouxe o Loneliness Observatory pra um outro nível sonoramente falando, e ainda diferencia totalmente de seus outros trabalhos, uma vez que ao ouvir as faixas temos a impressão de estar ouvindo uma produção de metal europeu, digo isso de forma elogiosa, pois realmente surpreende pela aura diferenciada das músicas, como você pensou essas mudanças?

Vitor Carnelossi: Há muito tempo eu flertava com os teclados e os vocais femininos, isso até então não tinha sido utilizado em nenhuma outra banda que faço ou fiz parte.  Sem dúvidas quem me conhece, vai traçar paralelos entre o LONELINESS OBSERTATORY com o TRAGEDY GARDEN, isso é até natural, até pelas referencias góticas que ambas têm. Porém, acredito firmemente que consegui coloca-las bem distantes na intenção de sua música, e na sonoridade também... Isso também acontece no caso do LOST IN THE STORM que é a banda do Fábio e a Flavia, não tem conflitos neste single, as intenções são completamente diferentes. Isso é o interessante, fazer o que não se faz em outras bandas! Ainda destaco os vocais de meus parceiros, o Fábio com seus vocais fortes e abrangentes, uma grande extensão vocal em seus guturais! A Flavia tem um timbre maravilhoso, me arrepiei quando escutei ela pela primeira vez nas composições. Realmente os vocalistas deram uma qualidade além de minhas intenções! O Padrão Europeu, é muita culpa dos “amplis” que o Wesley escolheu, o cara foi meticuloso com a timbragem dos instrumentos e buscou esmerar o máximo na gravação! Eu estava meio fora de forma, e fiquei até intimidado com o padrão de exigência durante a capitação dos instrumentos mais o cara sabia muito bem o que estava fazendo, grande profissional!



Voltando um pouco no tempo e caindo mais a fundo no processo criativo, o fato de estar isolado durante essa pandemia contribuiu no sentido de criar algo nesse formato mais individual, e como surgiram pra vocês os riffs e melodias das faixas de “Dark Horizon”, como é seu processo de composição Vitor?

Vitor Carnelossi: Bom, as bandas pararam de ensaiar, tudo estacionou, decidi que iria fazer algo sozinho. Então antes de compor algo fiquei muito tempo organizando meus pensamentos e ideias sobre isso. Comentei até com algumas pessoas (elas sabem quem são) que gostaria de arriscar algo meu. Criei o nome rabisquei muitas ideias e praticamente, como falei anteriormente organizei as músicas em duas semanas rsrsrsrs... Quando o pessoal do Lost In The Storm deram carta verde para participar no “Loneliness” decidi deixar as letras com o Fábio, pois queria que o sentimento dele fluísse nas composições, além da métrica e interpretação. “Drowning in Tears” é algo realmente novo, criei de maneira bem natural e isso me orgulha, pois fazia muito tempo que não gravava algo com minhas referências atuais! Agora a “Hopeless” é uma composição que fiz há muito tempo e não deu certo de ser utilizada em projetos passados, readaptei ela para o LONELINESS OBSERVATORY e acho que ela coube muito bem neste single!!!

Sei que você é um músico que bebe nas mais variadas referências e escuta todo tipo de música, mas quais seriam as referências musicais da Loneliness Observatory, como faltam alguns dias para o lançamento do EP, que bandas o inspiraram nessa sonoridade?

Vitor Carnelossi: Evandro, especificamente acredito que a música que fizemos neste Single tem como referência bandas como Paradise Lost e Moonspell. Há algumas outras referências ali no meio, eu gosto muito de Opeth, Tristania (Antigo), há algo até do metal tradicional, mais é uma incógnita o que as pessoas que escutarem vão achar, já comentei contigo que isso pra mim é incerto rsrsrsrs... Ainda é importante dizer que; apesar do projeto ter sido arquitetado por mim, as participações do Wesley, Fabio Andrey e Flávia somaram de maneira imprescindível para o resultado final. 


Nesse projeto você está unido duas habilidade suas, como guitarrista e como fotografo, a capa do EP será aquela divulgada nas redes sociais da banda, que é uma imagem capturada por você, como você pensou o conceito de imagem para este projeto e o quanto você acha importante um bom aparato gráfico para divulgar o conceito de uma música?

Vitor Carnelossi: Cara, curiosamente o Fábio Andrey comentou essa foto quando postei há algum tempo atrás, antes de ter relação com o LONELINESS OBSERVATORY, ele falou que dava uma capa de disco! Eu tinha feito outra arte para o single, mais após as letras serem escritas, achei que não estava havendo uma dramaticidade suficientemente forte para entregar o conteúdo. Falei com o Fábio para mudarmos a arte e ele me sugeriu essa foto! Fiquei satisfeito, por que é uma foto que tem significado pra mim e foi escolhida pelo vocalista que se identificou com a imagem!



Vitor, gostaria de agradecer por falar conosco, desejar sucesso neste novo projeto e reservar este espeço pra que deixe suas considerações como desejar.

Vitor Carnelossi: Cara, agradeço imensamente você e ao seu Blog, minha esposa Priscila pelo apoio incondicional para esse projeto. Aos músicos que fizeram parte deste single. Agradeço de forma especial ao Fabio Andrey que passou por períodos difíceis, pois perdeu o seu pai e sua tia por causa do COVID e mesmo com o coração partido manteve nosso projeto em andamento, um guerreiro! Enfim, agradeço a todos com que comentei sobre este projeto e me incentivaram a seguir em frente, espero que nossa música chegue até vocês!

 

terça-feira, 8 de junho de 2021

RATOS DE PORÃO - AO VIVO NO CBGB (2003)- RELANÇAMENTO VINIL 2021 - REVIEW MICROFONIA


Aproveitando o relançamento deste registro foda do Ratos de Porão em vinil duplo pela Neves Records, resolvi lançar os olhos e ouvidos novamente sobre esse disco que ouvi incansavelmente nos já distantes anos de 2003 e 2004.

Estava começando nessa "fase" que já dura mais de vinte anos e RDP gerou um grande impacto na minha vida, musicalmente e ideologicamente falando, apesar de o fato de "RDP - ao vivo" de 1992 ser um dos melhores registros ao vivo da história em minha humilde opinião, não tenho como não assumir a importância desse show gravado em novembro de 2000 no templo do punk rock mundial.

O disco engloba músicas do exato momento na história em que conheci a banda, através do "Carniceria tropical" e dos discos de covers insanos, os "Feijoada Acidente", nacional e internacional que antecederam o mesmo e moldaram de forma definitiva o meu gosto musical, então é uma bela fotografia de uma época especifica e de uma fase da banda, que vinha numa escala de podridão sonora maravilhosa, com seu lançamento mais recente a época sendo o EP com a capa brutal, "Guerra Civil Canibal", quem tem faixas o representando no repertório dessa apresentação histórica.

Como nesse momento eu ainda não tinha tido a oportunidade de presenciar uma apresentação da banda, sentir a energia de como soava ao vivo aqueles sons que eu tanto curtia só rolava através desse formato, e bicho, 31 faixas passando por toda a história dos caras e nas roupagens mais agressivas possíveis eram o suprassumo da porradaria sonora, não tinha grana pra adquirir o material naquela época e um amigo que trampava numa lan house me agilizou uma cópia.

Agora falando diretamente sobre o relançamento, o mesmo está em pré venda através da Neves Records e Anomalia Distro, pra quem quiser adquirir essa bolacha, vinil duplo de 10", um azul e um vermelho e a tiragem foi limitada, portanto se pretende incrementar a coleção, corra pra pegar o seu e curtir esse dia histórico no underground, com a maior banda de hardcore/crossover da américa latina, quebrando tudo no templo do punk rock em NY, o CBGB!

Pra não deixar esse review sem um destaque, vale ressaltar o cover brutal de "Biotech is Godzilla" do Sepultura, além das versões turbinadas de alguns clássicos do punk nacional que entraram no setlist diretamente do Feijoada Acidente, como Medo de morrer dos Inocentes e Olho de gato do Olho Seco que ficaram brutais nessa apresentação, o restante do total de 31 faixas é um desfile de clássicos, um the best of do RDP que vale o disco, vale o ingresso e vale a lembrança!





Lado A

1.Obesidade Mórbida Constitucional.2:53

2.Toma Trouxa.1:53

3.Arranca Toco.1:05

4.Difícil De Entender.2:51

5.Poluição Atômica.0:49

6.Guerra Civil Canibal.2:21

7.Atitude Zero.1:55  


Lado B

8.Agressão/Repressão.1:28

9.Obrigando A Obedecer.1:27

10.Caos.0:16

11.Colisão.3:28

12.Vai Se Virar.2:27

13.Crucificados Pelo Sistema.1:05

14.FMI.1:12

15.Pobreza.0:58

16.Sistema De Protesto.1:18


Lado C

17.Medo.2:13

18.Paranóia Nuclear.0:54

19.Biotech Is Godzilla.1:57

20.Red Tape.0:49

21.Pure Hate.1:34

22.Morrer.0:54

23.Crocodila.1:59

24.Crianças Sem Futuro.1:37

25.Beber Até Morrer.2:14  


Lado D

26.Olho De Gato.0:58

27.Medo De Morrer.1:04

28.Aids, Pop, Repressão.1:12

29.Quando Ci Vuole.1:50

29.Fuck Off And Die.1:31

30.Crise Geral.4:33


sexta-feira, 23 de abril de 2021

AGRESSIVO PAU PÔDI - A MAIS PERFEITA OBRA DE SATANÁS - (2021) - REVIEW MICROFONIA


 AGRESSIVO PAU PÔDI


· Atividade: 2016 - Atualmente

· Origem: Brasil - Brasília - DF

· Álbum: A Mais Perfeita Obra De Satanás (2021)

· Gravadora: Independente

· Gênero: Hardcore



Banda na ativa desde 2016, com alguns lançamentos na bagagem, confesso que ainda não conhecia o som da Agressivo Pau Pôdi, mas já havia me ligado nesse nome hilário de algumas postagens de amigos de Brasília. Então graças ao meu parceiro Pirata da Nada em Vão, cheguei a esse disco, "A mais perfeita obra de Satanás", lançado agora em 20 de abril, e que me fez ouvi-lo justamente por esse nome!



Basicamente temos um hibrido daquele HC nervoso praticado no planalto central, que é uma sonoridade ímpar pra quem tá ligado no corre de bandas como DFC, Macakongs, Os Cabeloduro, etc, mesclado com umas pitadas de reggae aqui e acolá, com direito a metais e tudo inserido em passagens que se somam incrivelmente bem em meio a pancadaria e caos sonoro que predominam.

Apesar de abordar temas sérios, como politica e desigualdade social e a legalização da maconha por exemplo, os caras fazem isso de forma irreverente, com muito humor acido, outra marca do hardcore do planalto central! O som é insano, roque veloz de primeira qualidade, com uma produção que entrega o nível de qualidade necessário ao estilo, mantendo a sujeira e a rispidez, porém tudo muito bem mixado, e torna o play fácil de escutar, entregando ao longo de suas 24 faixas as mais variadas facetas do som da banda, mas cabe aqui destaque para algumas músicas que me fizeram curtir ainda mais esse disco, como "Deus mandou mal dessa vez", "Cemitério de pontas", "Desconstrução" e a faixa título.

Enfim, mais um lançamento foda de 2021 e uma parada nova pra ouvir, é muito bom conhecer uma banda que você passa a curtir instantaneamente, ouçam alto e apoiem o underground nacional pra fortalecer essa galera que faz muita correria pra poder viabilizar seus lançamentos!





https://agressivopaupodi.bandcamp.com/

https://www.facebook.com/agressivopaupodi/

https://www.instagram.com/agressivopaupodi/

 

segunda-feira, 5 de abril de 2021

ENTREVISTA ANKERKERIA


 
Fala pessoal! Obrigado por nos conceder esta entrevista! A Ankerkeria está na estrada desde 2010, e só agora em 2021 chegou ao seu debut, poderiam nos descrever a trajetória da banda até o lançamento de seu debut, como foi o processo até a concepção de “Matriarch”?

Em 2010 a banda era um projeto com planos e composições em formação.

Não estava de fato na ativa como em a partir de 2016, que foi quando o projeto "saiu do papel", com lançamentos de singles e clipes como "Blessed Be Thy Shame ", "Trace Of Disgrace", "Baph Metra", "Feeding Fools" e "Bass Playthroungh de Baph Metra" . 

Enquanto isso realizávamos shows, apresentações em festivais, compúnhamos  e gravávamos  até chegar a concepção do álbum "Matriarch" que deu início em 2018/2019, quando foi gravado, em 2020 ele foi mixado e masterizado e fora lançado agora em fevereiro de 2021.

Ankerkeria é um nome bastante exótico, mas que ao ouvir o som da banda se funde bem a sonoridade e faz todo sentido, como vocês chegaram a esse nome para batizar a banda e qual o significado ou contexto do mesmo?

A banda estava procurando por um nome, quando Joice assistiu a um noticiário sobre atentados violentos causados pelo ETA (grupo separatista basco), onde o jornalista o retratou como "Ankerkeria", achando a sonoridade da palavra interessante, ela pesquisou e viu que significava "Atrocidade" e achou que encaixou perfeitamente com a proposta da banda.

Falando mais sobre “Matriarch”, realmente vocês chegaram a um produto final incrível, o nível apresentado no disco é de cair o queixo, faixas construídas com bastante propriedade e a produção ficou excelente! Poderia nos dizer como rolou o processo de gravação e composição do disco, quem produziu, onde gravaram?

Uma parte das composições do álbum foi trabalhada desde o início da banda e a outra parte foi composta dentro do processo de pré-produção. O que mesclou bem todas as fases da banda. O disco foi produzido pelo nosso guitarrista Felipe Facó, com co-produção dos outros integrantes.

O processo de gravação começou em 2018, gravamos a bateria no estúdio Fader, guitarra e baixo em home studio e os vocais no VTM Studio. 

A mixagem e masterização foi feito pelo Adair Daufembach em Los Angeles.






Quais as dificuldades ou temores em lançar um disco em meio a pandemia e sem a possibilidade de tocar para a realização da divulgação do material, como está sendo para a banda funcionar em meio as restrições e a falta de perspectiva de uma melhora mesmo com a vacina que vem a passos lentos?

Estamos concentrando todos nossos esforços online, deixando materiais pré produzidos, para quando houver uma reabertura.

A banda está respeitando o isolamento, não só como uma medida preventiva para saúde da banda em si, mas em respeito aos óbitos  e todos os efeitos colaterais dessa pandemia.

O merch da banda ficou muito massa, quem o desenvolveu e como a galera faz pra adquirir essas peitas fodásticas e aquela bombeta daora? Vai rolar uma lojinha virtual? 

O desenvolvimento do merch assim como todo o material gráfico e audiovisual é feito pelo artista Iuri Corvalan. ( https://www.instagram.com/iuri_corval/ )

A venda desse merch tá sendo realizado via direct e messenger das redes sociais da banda, logo logo o site da banda ficará pronto e será vendido por lá também.





Além do instrumental fascinante, outro grande destaque do disco são os vocais extremante brutais de Joice Lopes, que dão o toque final ao todo da obra! Como funcionou a gravação dos vocais e de que forma é realizada as composições, o que vem antes, letras, instrumental, linhas vocais?

O processo de composição das letras vem antes, com leitura, pesquisa e escrita. As linhas de vocais são criadas logo após o instrumental.

Tocando no tema letras, quais as temáticas exploradas pela banda nesse disco e de que forma ou onde buscaram as referência ou inspiração para escrevê-las?

A base conceitual se firma primeiramente na inversão do papel de vitima da mulher, tanto em filme de terror, como em capas de álbum de música extrema, que são elementos culturais que crescemos consumindo.

Daí sempre veio o fascínio por personagens históricos, literários e mitológicos que promovessem essa inversão.

A personagem principal que funciona como fio condutor entre todas as músicas do álbum é a mitologia de Lilith.

De onde vem o nome do álbum e a inspiração para a maioria das letras.





Quais bandas/artistas exerceram influência ou serviram de inspiração na sonoridade da Ankerkeria?

Tudo a nossa volta pode nos exercer influência mesmo que não percebamos, seja pra inspirar ou pra mostrar como não fazer...

Admiramos bandas como: Behemoth, Necrophagist, Oathbreaker, Batushka, Death e Septicflesh.

A arte da capa do disco é um ponto que chama atenção, realmente muito foda, quem foi o/a artista que concebeu a ilustração que dá a cara de Matriarch e como chegaram ao consenso de que essa seria a capa que representaria com propriedade o conteúdo do debut da banda?

O artista foi o Iuri Corvalan, e a capa representa tão bem odebut, pois Iuri é responsável por todo o conceito visual da banda. 

Cena do Nordeste é riquíssima e o underground muito ativo e atuante, que bandas a Ankerkeria indicaria dessa cena para quem precisa saber mais sobre o rolê por aí?

Jack The Joker, que consideramos um expoente do progressivo mundial.

Obskure, que são os veteranos de metal na nossa cidade, que continuam produzindo material muito bom.

In No Sense, que ta numa nova fase, produzindo material cada vez melhor, e tem uma das apresentações mais técnicas por aqui.

Visceral Suffering, uma banda relativamente nova na cidade que acabara de lançar seu primeiro ep agora em fevereiro também e surpreendeu positivamente, muito bom!

Existem planos para realizar o lançamento do material em formato físico, em que formato pretendem lançar caso exista essa intenção de fato?

Ainda não temos data para lançamento físico, pois iríamos lançar apenas no formato digital. Mas, recebemos uma proposta bem legal de um selo MT bom e logo logo, quando concretizar,  iremos postar sobre! Ao que tudo indica o formato será em CD.

Como de costume, pedimos aos nossos entrevistados para listar quais são os cinco maiores discos de todos os tempos em sua opinião, quais são os de vocês?

Black Sabbath - Black Sabbath

Domination - Morbid Angel

Nightmares Made Flesh - Bloodbath

Chaos A.D. - Sepultura

Human – Death

Pra finalizar gostaria de agradecer pela atenção, desejar sucesso e vida longa a AnkerkeriA e reservar este espaço pra que mandem seu salve como bem entender! Valeu!

Obrigada também querido! =)

E a todos aqueles que nos apoiam! 




segunda-feira, 8 de março de 2021

MUZZARELAS - BEER N' DESTROY (2021) - REVIEW BY MICROFONIA




MUZZARELAS


· Atividade: 1991 - 2020

· Origem: Brasil - Campinas-SP

· Álbum: Beer N' Destroy (2021)

· Gravadora: Monstro Discos

· Gênero: Punk Rock/Hardcore



O Muzzarelas esteve em atividade desde 1991, com diversos discos incríveis lançados ao longo de sua carreira que ganha sua saideira através de "Beer n' Destroy", derradeiro álbum póstumo dessa galera de Campinas-SP que assolou o underground com suas canções sobre cerveja, monstros, filmes B, e muito punk e hardcore!

Claramente uma grande perda para o underground o Muzzarelas encerrar suas atividades, mas o legado está aí e temos esse ótimo disco para prestigiar essa história foda! O disco abre com a faixa título que foi single do disco, que dá o cartão de visitas do que virá ao longo dos 32 minutos de gravação distribuídos em 14 faixas.

Antes de começar a audição eu já dei uma passada de olhos pelos títulos das músicas e me veio aquela sensação, faixas com essas alcunhas não tem como ser ruim meus amigos, vide "Shit fight", "Rat Buerger King", "Teenage Antichristh", "Fuck you, Gimme Beer, Let's Dance", "Stage invader"...

O disco é um tributo ao produtor Caio Ribeiro, falecido em 2018, grande amigo dos caras da banda, que agora após oito discos,  e quase 30 anos de atividades nos brinda com esse último registro que honra toda sua trajetória e ao mesmo tempo nos faz lamentar por ser o encerramento de uma história muito foda!!!

O disco é muito legal por inteiro, mas sem dúvidas nas primeiras audições que fiz do mesmo, as faixas que me saltaram aos ouvidos foram "Beer n' Destroy", "Every day is a holiday", "Shit Fight" e "In the beak of the crow", a capa é mais uma obra prima do mestre E.T.E, o disco foi gravado no Stage Recs Campinas e mixado e masterizado por Eurico Tavares, está disponível apenas em formato digital na sua plataforma de streaming preferida, por enquanto, a vai ganhar versão física em CD via Monstro Discos em breve.






https://www.facebook.com/Muzzarelas
https://www.instagram.com/muzzarelasoficial/
https://www.instagram.com/daniel.ete/
https://muzzarelas.bandcamp.com/

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

ANKERKERIA - MATRIARCH (2021) - REVIEW BY MICROFONIA



ANKERKERIA


· Atividade: 2010 - atualmente 

· Origem: Brasil - Fortaleza - CE

· Álbum: Matriarch (2021)

· Gravadora: Independente

· Gênero: Death Metal 


Banda de Death metal baseada em Fortaleza-CE, em atividade desde meados de 2010, a Ankerkeria chega ao lançamento de seu primeiro álbum não como uma promessa, mas sim uma realidade do underground nacional, com um disco que sem dúvidas estará em todas listas de melhores do ano ao término de 2021,o prenúncio de toda a beleza brutal e destrutiva encontrada por aqui, já se anunciava em seu single lançado em outubro de 2020, "Baph Metra" que abre as audições do álbum com sua cadência e pesos absurdos, e sem dúvidas um dos destaques aqui, além do clipe incrível que recebeu a faixa e que me fez ficar de cabelos em pé aguardando novidades, pois ali já estava o indicio do que estava por vir!



Porém é difícil enumerar as melhores faixas num trabalho tão coeso e bem produzido, mas além do single já citado, fico com "Brain Grinding factory", "Blessed be thy shame", que foi o primeiro clipe da banda e pra fechar a trinca "Alis Mortis", recomendo demais o trampo dessa banda foda de metal morte, Nordeste é uma potência do metal extremo!




sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

MELHORES DE 2020 - MICROFONIA UNDERGROUND

 MELHORES LANÇAMENTOS DESSE MALDITO 2020 SEGUNDO O MICROFONIA UNDERGROUND BLOG

Estamos quase no fim de um ano que foi um caos declarado, pandemia, governo genocida, saúde mental afetada, isolamento social, medo, falta de esperança...mas como sempre, um dos refúgios mais procurados, sempre será a música, e essa classe foi talvez a que mais sofreu com todas as restrições causadas pela pandemia e ainda assim, continuaram a criar, compor e impressionar a nós amantes de som de qualidade, essa lista é na realidade um apanhado de discos que foram chegando a nós ao longo do ano e não é um ranking e sim uma forma de relembrar aqueles lançamentos que nos fizeram sentir orgulho de como é incrível o underground brasileiro, talvez nessa lista possa entrar algo internacional, mas sinceramente, a maior parte do que consumo em termos musicais é prata da casa e vamos combinar, estamos muito bem servidos por aqui, apesar de todas as dificuldades que a galera passa pra levar seus trabalhos em frente. Sem mais rodeios vamos ao que interessa!



SANGUE DE BODE - A SOMBRA QUE ME ACOMPANHAVA ERA MESMO A DO DIABO



Aqui não há dúvidas, um dos lançamentos mais incríveis desse ano! Black metal, grind. crossover, letras em português, uma aura maldita envolta em cada faixa, uma capa memorável, tudo nesse disco soa diferenciado, a Sangue de Bode é uma banda que esperamos ver muito mais materiais, pois o potencial aqui parece ser absurdo, estreia sensacional!

BONG BRIGADE - FUCK ARMAGEDDON...THIS IS BONG BRIGADE



Outro disco de estreia aqui em nossa lista, trampo que envolve o Daniel E.T.E. (Muzzrelas, Drakula), e traz uma sonoridade skate punk, descompromissada e com letras cheias de humor ácido e ótimas sacadas, apesar de ser triste saber que o Muzzarelas acabou, temos aqui uma banda que deve seguir com o legado, não fazendo o mesmo, mas fazendo um som que você aperta o play e não consegue parar de ouvir o disco até acabar!


MADDIBA - SANTO ANDRÉ



Primeiro full da Maddiba, sucessor do EP de três faixas "Ayanda" de 2017, foi um dos lançamentos que mais aguardei, pois toda vez que ia curtir o som dos caras e só havia três faixas disponíveis batia uma bad. A espera compensou e esse ano eles jogaram na pra "Santo André", com 11 faixas que me fazem crer que essa é uma das melhores bandas que conheci nos últimos anos, mistura incrível de hardcore, metal, ska, hip hop e ritmos brasileiros, não perca tempo, se não conhece o som desse power trio, corra conferir!!! 


SPIDRAX - OBITUÁRIO



Um dos subgêneros que mais curto é o horror punk, por ser a junção de duas paixões que carrego, punk rock e temáticas de filmes de horror/trash, acho uma combinação foda, e nessas andanças pelos streamings tive oportunidade de me deparar com "Obituário", segundo full dos caras da Spidrax, que na minha opinião é o melhor lançamento deles, sem desmerecer o restante da discografia é óbvio.


ESKRÖTA - CENAS BRUTAIS



Trabalho após trabalho a Eskröta sempre seguiu uma crescente, um trampo melhor que o outro e Cenas Brutais é o ápice de toda essa escalada, um disco que merece todo destaque, fizemos uma resenha do mesmo aqui no blog que vocês podem conferir no link abaixo, mas o importante é que você ouça as 11 faixas apresentadas aqui com atenção, sonoridade está incrível, produção impecável, agressividade pura e letras com criticas certeiras!


MÖRBIDEZ - SOB O SIGNO DE BELIAL



"Música satânica para tempos infernais", a melhor descrição possível para este disco, uma one man band, sob a tutela de Adriano Simões que nos entregou um dos melhores discos em nossa opinião, desse maldito ano de 2020, o título já entrega a temática e a sonoridade metal punk do lance coroa o trabalho foda que curti por inteiro e que em breve vai ganhar formato físico que certamente fará parte de minha coleção!!!


EDUARDO TADDEO - O NECROTÉRIO DOS VIVOS



Talvez alguém se pergunte a razão de um disco de rap estar figurando por aqui, porém é impossível passar indiferente pelo trabalho de Eduardo Taddeo, desde o Facção Central já acompanhava com atenção a agressividade e realismo pesado de suas letras, com uma consciência de classe ímpar e críticas certeiras, atitude total, muito mais até do que muitos punks por aí, então caso tenha a mente aberta a outros gêneros recomendo demais esse disco aqui, rap pesado e direto ao ponto, vida longa ao Eduardo!!! 

BASTTARDZ - BRASIL COM Z



Esse quarteto maranhense de hardcore/crossover não traz uma nova roupagem ao estilo ou algum experimentalismo que os diferencie dentro do estilo, no entanto aprecio a fúria e a honestidade desse registro e é o tipo de som que não me canso de escutar, portanto dentro daquilo que a Basttardz se propôs a fazer, realmente o trabalho é irretocável e vale demais a audição!

SÖMBRIO - FOGO, PODER E DESTRUIÇÃO



Se tem algo que eu curto aos montes é essa combinação do metal com o punk, bandas que evocam esse espirito de Venom, Discharge, Anti-Cimex, etc. Então eu não poderia passar a salvo por esse disco da Sömbrio que me cativou e já faz parte da coleção, saído diretamente de um túnel obscuro de algum inferno desconhecido, aqui temos uma obra de arte pra quem curte muita sujeira, distorção e é fã das bandas citadas no inicio do texto, não percam a oportunidade de se divertir com som foda desses caras!!!


VAZIO - ETERNO AEON OBSCURO



Impossível não citar o Vazio em seja qual for a lista de melhores discos que seja feita, não sou o maior apreciador de black metal que há, mas não pude permanecer indiferente ao trabalho dessa banda e nem poderia esquecer da apresentação fodástica dos caras no Scena, mostrando todo seu poder fogo ao vivo, realmente impressionante a consistência dessa formação, brutal, obscuro e avassalador!!!


BONUS TRACKS (EP'S AND SINGLES)


BLACK PANTERA - CAPÍTULO NEGRO



Ep com três faixas que trazem releituras de músicas que fogem da zona de conforto desse power trio mineiro, que é pura representatividade numa cena que adora passar pano pra racista. As faixas são Identidade de Jorge Aragão, Todo camburão tem um pouco de navio negreiro do O Rappa e A carne de Elza Soares, simplesmente ficaram sensacionais na execução furiosa da banda e ainda tem o trampo audiovisual que acompanha o EP, deem uma sacada no youtube, foda demais!!!


NERVOSA - GUIDED BY EVIL & PERPETUAL CHAOS


Pra quem estava curioso em como iria soar a nova formação da Nervosa, elas lançaram dois singles de seu vindouro album, "Perpetual Chaos", que deve ganhar as ruas em janeiro de 2021. As faixas são "Guided by evil" e a faixa que dará nome ao album e podemos afirmar que esse novo formato de quarteto ficou matador, os vocais de Diva Satanica são brutais e vale destacar o trabalho de bateria de Eleni Nota, aguardemos o novo trampo agora!


SURRA - THRASHPUNK TELEPORT: SUBMUNDO 2121




Aos 45 do segundo tempo o Surra chega de surpresa e solta seu terceiro trabalho em 2020, os caras realmente são operários do underground, o EP "Thrashpunk Teleport: Submundo 2121" possui cinco faixas que trazem a essência da sonoridade que já conhecemos da banda, porém que vem se tornando cada vez mais brutal, recheado de peso e passagens de blast beats na bateria, as letras com muita crítica social e sobre um mundo pós-apocalíptico que é retratado no gibi que acompanha o EP e foi desenhado pelo Lobo Ramirez.

MOLHO NEGRO - ANTES DE FICAR ESTRANHO




O Molho Negro é uma das minhas bandas preferidas, todos os discos lançados pelos caras são legais, é uma banda irreverente, com um som que te captura de cara e te faz cantar junto o refrão, e nesse EP aqui não é diferente, são três faixas, sendo uma inédita, "Antes de ficar estranho", que já dá uma amostra de como deve soar seu próximo disco e duas releituras de faixas já lançadas pela banda em discos anteriores, "Mania de perseguição" e "Bad's" que ficaram sensacionais, uma nova cara para velhos sons! Agora resta aguardar os próximos passos da banda pra poder curtir mais músicas foda!

IMMINENT DOOM - ATAQUE!




Se o Surra lançou um EP aos 45 do segundo, a Imminet Doom soltou esse aos 50, fazendo eu crer que esse ano de 2020 trouxe realmente grandes lançamentos de black metal e suas vertentes, o som apresentado aqui em "Ataque!" é de uma brutalidade ímpar, um soco na cara digno de nota, mal dá pra respirar entre uma pedrada e outra, black thrash insano, realmente as três faixas presentes aqui me cativaram! Temáticas líricas antifas pra fazer frente a esse momento lixo da história que vivemos e altamente indicado a apreciadores de um bom roque veloz! Que venha um album dessa galera o quanto antes, porque essa amostra infernal me deixou instigado pelo que pode vir!!!


OUÇA OS DISCOS! APOIE AS BANDAS!


https://imminentdoomattack.bandcamp.com/album/ataque
https://sanguedebode.bandcamp.com/album/a-sombra-que-me-acompanhava-era-a-mesma-do-diabo
https://surrathrashpunk.bandcamp.com/album/thrashpunk-teleport-submundo-2121
https://maddiba.bandcamp.com/album/santo-andr
https://open.spotify.com/album/7jjoQJ4XZjpvpB2alhiSvV?si=FyC-hMnqTUuWw1Z3_D9SNQ
https://open.spotify.com/album/5SJ6PCmKTz4l3f4SEn07Gt?si=bfMjcoZjRQ2pMBZlpa6-gA
https://nervosa-brazil.bandcamp.com/album/perpetual-chaos
https://vazio.bandcamp.com/album/eterno-aeon-obscuro
https://basttardz.bandcamp.com/album/brasil-com-z
https://sombriometalpunx.bandcamp.com/album/fogo-poder-e-destrui-o
https://open.spotify.com/album/1DRzr5uh0Uf5Wry87LUsDz?si=RPAFSOLYTdWg5d2eNXJtWQ
https://morbidez.bandcamp.com/album/sob-o-signo-de-belial
https://spidrax.bandcamp.com/album/obitu-rio
https://open.spotify.com/album/6c1uj0sxExXWv427KUXrkc?si=jwoqmxwtRbiSmTG8tE-jAQ
https://open.spotify.com/album/1BZpNC2MOh9FJrcwlVDe3N?si=Vm-ZikBtSiSofm2zdO-dBg