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segunda-feira, 5 de abril de 2021

ENTREVISTA ANKERKERIA


 
Fala pessoal! Obrigado por nos conceder esta entrevista! A Ankerkeria está na estrada desde 2010, e só agora em 2021 chegou ao seu debut, poderiam nos descrever a trajetória da banda até o lançamento de seu debut, como foi o processo até a concepção de “Matriarch”?

Em 2010 a banda era um projeto com planos e composições em formação.

Não estava de fato na ativa como em a partir de 2016, que foi quando o projeto "saiu do papel", com lançamentos de singles e clipes como "Blessed Be Thy Shame ", "Trace Of Disgrace", "Baph Metra", "Feeding Fools" e "Bass Playthroungh de Baph Metra" . 

Enquanto isso realizávamos shows, apresentações em festivais, compúnhamos  e gravávamos  até chegar a concepção do álbum "Matriarch" que deu início em 2018/2019, quando foi gravado, em 2020 ele foi mixado e masterizado e fora lançado agora em fevereiro de 2021.

Ankerkeria é um nome bastante exótico, mas que ao ouvir o som da banda se funde bem a sonoridade e faz todo sentido, como vocês chegaram a esse nome para batizar a banda e qual o significado ou contexto do mesmo?

A banda estava procurando por um nome, quando Joice assistiu a um noticiário sobre atentados violentos causados pelo ETA (grupo separatista basco), onde o jornalista o retratou como "Ankerkeria", achando a sonoridade da palavra interessante, ela pesquisou e viu que significava "Atrocidade" e achou que encaixou perfeitamente com a proposta da banda.

Falando mais sobre “Matriarch”, realmente vocês chegaram a um produto final incrível, o nível apresentado no disco é de cair o queixo, faixas construídas com bastante propriedade e a produção ficou excelente! Poderia nos dizer como rolou o processo de gravação e composição do disco, quem produziu, onde gravaram?

Uma parte das composições do álbum foi trabalhada desde o início da banda e a outra parte foi composta dentro do processo de pré-produção. O que mesclou bem todas as fases da banda. O disco foi produzido pelo nosso guitarrista Felipe Facó, com co-produção dos outros integrantes.

O processo de gravação começou em 2018, gravamos a bateria no estúdio Fader, guitarra e baixo em home studio e os vocais no VTM Studio. 

A mixagem e masterização foi feito pelo Adair Daufembach em Los Angeles.






Quais as dificuldades ou temores em lançar um disco em meio a pandemia e sem a possibilidade de tocar para a realização da divulgação do material, como está sendo para a banda funcionar em meio as restrições e a falta de perspectiva de uma melhora mesmo com a vacina que vem a passos lentos?

Estamos concentrando todos nossos esforços online, deixando materiais pré produzidos, para quando houver uma reabertura.

A banda está respeitando o isolamento, não só como uma medida preventiva para saúde da banda em si, mas em respeito aos óbitos  e todos os efeitos colaterais dessa pandemia.

O merch da banda ficou muito massa, quem o desenvolveu e como a galera faz pra adquirir essas peitas fodásticas e aquela bombeta daora? Vai rolar uma lojinha virtual? 

O desenvolvimento do merch assim como todo o material gráfico e audiovisual é feito pelo artista Iuri Corvalan. ( https://www.instagram.com/iuri_corval/ )

A venda desse merch tá sendo realizado via direct e messenger das redes sociais da banda, logo logo o site da banda ficará pronto e será vendido por lá também.





Além do instrumental fascinante, outro grande destaque do disco são os vocais extremante brutais de Joice Lopes, que dão o toque final ao todo da obra! Como funcionou a gravação dos vocais e de que forma é realizada as composições, o que vem antes, letras, instrumental, linhas vocais?

O processo de composição das letras vem antes, com leitura, pesquisa e escrita. As linhas de vocais são criadas logo após o instrumental.

Tocando no tema letras, quais as temáticas exploradas pela banda nesse disco e de que forma ou onde buscaram as referência ou inspiração para escrevê-las?

A base conceitual se firma primeiramente na inversão do papel de vitima da mulher, tanto em filme de terror, como em capas de álbum de música extrema, que são elementos culturais que crescemos consumindo.

Daí sempre veio o fascínio por personagens históricos, literários e mitológicos que promovessem essa inversão.

A personagem principal que funciona como fio condutor entre todas as músicas do álbum é a mitologia de Lilith.

De onde vem o nome do álbum e a inspiração para a maioria das letras.





Quais bandas/artistas exerceram influência ou serviram de inspiração na sonoridade da Ankerkeria?

Tudo a nossa volta pode nos exercer influência mesmo que não percebamos, seja pra inspirar ou pra mostrar como não fazer...

Admiramos bandas como: Behemoth, Necrophagist, Oathbreaker, Batushka, Death e Septicflesh.

A arte da capa do disco é um ponto que chama atenção, realmente muito foda, quem foi o/a artista que concebeu a ilustração que dá a cara de Matriarch e como chegaram ao consenso de que essa seria a capa que representaria com propriedade o conteúdo do debut da banda?

O artista foi o Iuri Corvalan, e a capa representa tão bem odebut, pois Iuri é responsável por todo o conceito visual da banda. 

Cena do Nordeste é riquíssima e o underground muito ativo e atuante, que bandas a Ankerkeria indicaria dessa cena para quem precisa saber mais sobre o rolê por aí?

Jack The Joker, que consideramos um expoente do progressivo mundial.

Obskure, que são os veteranos de metal na nossa cidade, que continuam produzindo material muito bom.

In No Sense, que ta numa nova fase, produzindo material cada vez melhor, e tem uma das apresentações mais técnicas por aqui.

Visceral Suffering, uma banda relativamente nova na cidade que acabara de lançar seu primeiro ep agora em fevereiro também e surpreendeu positivamente, muito bom!

Existem planos para realizar o lançamento do material em formato físico, em que formato pretendem lançar caso exista essa intenção de fato?

Ainda não temos data para lançamento físico, pois iríamos lançar apenas no formato digital. Mas, recebemos uma proposta bem legal de um selo MT bom e logo logo, quando concretizar,  iremos postar sobre! Ao que tudo indica o formato será em CD.

Como de costume, pedimos aos nossos entrevistados para listar quais são os cinco maiores discos de todos os tempos em sua opinião, quais são os de vocês?

Black Sabbath - Black Sabbath

Domination - Morbid Angel

Nightmares Made Flesh - Bloodbath

Chaos A.D. - Sepultura

Human – Death

Pra finalizar gostaria de agradecer pela atenção, desejar sucesso e vida longa a AnkerkeriA e reservar este espaço pra que mandem seu salve como bem entender! Valeu!

Obrigada também querido! =)

E a todos aqueles que nos apoiam! 




quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

ANKERKERIA - MATRIARCH (2021) - REVIEW BY MICROFONIA



ANKERKERIA


· Atividade: 2010 - atualmente 

· Origem: Brasil - Fortaleza - CE

· Álbum: Matriarch (2021)

· Gravadora: Independente

· Gênero: Death Metal 


Banda de Death metal baseada em Fortaleza-CE, em atividade desde meados de 2010, a Ankerkeria chega ao lançamento de seu primeiro álbum não como uma promessa, mas sim uma realidade do underground nacional, com um disco que sem dúvidas estará em todas listas de melhores do ano ao término de 2021,o prenúncio de toda a beleza brutal e destrutiva encontrada por aqui, já se anunciava em seu single lançado em outubro de 2020, "Baph Metra" que abre as audições do álbum com sua cadência e pesos absurdos, e sem dúvidas um dos destaques aqui, além do clipe incrível que recebeu a faixa e que me fez ficar de cabelos em pé aguardando novidades, pois ali já estava o indicio do que estava por vir!



Porém é difícil enumerar as melhores faixas num trabalho tão coeso e bem produzido, mas além do single já citado, fico com "Brain Grinding factory", "Blessed be thy shame", que foi o primeiro clipe da banda e pra fechar a trinca "Alis Mortis", recomendo demais o trampo dessa banda foda de metal morte, Nordeste é uma potência do metal extremo!




sábado, 8 de agosto de 2020

Ulcerate - Stare Into Death and Be Still (2020)

Banda: Ulcerate

Origem: Auckland, Nova Zelândia

Estilo: Technical Death Metal

Album: Stare Into Death and Be Still

‘Um dos maiores expoentes do Death Metal nos dias de hoje’.

Essa é uma das definições que mais se encaixa no trabalho do Ulcerate, banda de Technical Death Metal vinda de Auckland, capital da belíssima Nova Zelândia. Formada por Paul Kelland (baixo/vocal), Michael Hoggard (guitarra) e Jamie Saint Merat (bateria), a banda apresenta uma sonoridade unicamente brutal, técnica, que suga sua atenção e ferve seu sangue logo nos primeiros compassos. Por isso a frase de abertura desse review se adequa perfeitamente a esses caras.

Nomeada Ulcerate em 2002 – anteriormente chamada Bloodwreath -, a banda tem seu primeiro trabalho datado de 2003 com a demo homônima, chegando ao primeiro full-length em 2007: ‘Of Fracture and Fail’. Em 2009 veio ‘Everything is Fire’, seguido por ‘The Destroyers of All’ em 2011, ‘Vermis’ de 2013 e ‘Shrines of Paralysis’ de 2016. Ou seja, em 9 anos a banda trabalhou em CINCO lançamentos full e obteve sucesso em todos.

O foco aqui é o último lançamento: ‘Stare intoDeath and Be Still’, do final de abril de 2020. Esse play traz um Ulcerate um tanto mais sombrio e menos estridente. A primeira faixa, ‘The Lifeless Advance’, mostra isso logo de cara e com primor: cadência, riffs bem dosados técnica e melodicamente, vocais abismais incríveis e o que mais me chamou atenção: uma bateria complexa e bem executada. Aliás, levando em conta o mérito dessa execução, li em alguns fóruns que o Ulcerate pode se gabar de ter um ‘baterista líder’.

Seguindo adiante, ‘Exhale the Ash’ traz a mesma constância – e que lindo título – com destaque para as desacelerações preenchidas com notas ‘metálicas’ de guitarra pouco comuns. A música título foi a primeira a ser lançada, aproximadamente cinco meses atrás, e me trouxe logo um pensamento a mente: ‘fodeu’. ‘There is no Horizon’ tem uma introdução de arrepiar, seguida por ‘Inversion’ que acentua o trabalho de Saint Merat mais ainda. ‘Visceral Ends’ traz uma pegada um pouco mais ‘stoner/doom’ em termos de desenvolvimento, e ‘Drawn into the Next Void’ vai mais na onda ‘exploratória’. Por fim, ‘Dissolved Orders’ fecha a tampa do caixão dando a impressão de um ‘sprint de último round’ com toda a potência possível; de quebra, essa faixa acabou se tornando o primeiro clipe musical da banda, que como ela é complexo e ‘feito a mão’.

Decidi deixar de fora comparações com influências como Meshuggah, Gorguts, Cryptopsy e Suffocation porque o Ulcerate faz um trabalho único, destilando todos os elementos anteriores e diluindo-os em nuances discretas, bem associadas ás suas criações; basicamente o mesmo que as referências faziam e o que as tornou únicas.

A tecnicalidade sonora só evolui, mesmo em um curto espaço de tempo entre um lançamento e outro, mostrando que a banda se dedica de corpo e alma ao que faz. Dizem que eles estão ditando uma revolução silenciosa dentro do Death Metal, ainda mais no Technical que é uma área complexa e cujas fronteiras exigem um tanto mais de talento e energia para serem transpassadas. Por isso, cada lançamento deve ser apreciado ‘cirurgicamente’.

Em mais de vinte anos ouvindo Death Metal e áreas correlatas dentro da cena, posso dizer com veemência: ‘Stare into Death and Be Still’ está no meu top 5, pois capturou minha a minha essência em um álbum.

Referências: Metal Encyclopedia

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Bandcamp 

Se você curtiu Ulcerate, procure pelas seguintes bandas: Gorguts, Artificial Brain, Sunless, Deathspell Omega, Portal, Mitochondrion e Altarage.