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terça-feira, 14 de setembro de 2021

SPIDRAX - EVISCERAÇÃO (EP) - 2021 - REVIEW MICROFONIA

 



SPIDRAX



· Atividade: 2014 - Atualmente

· Origem: Brasil - São Paulo - SP

· Album: EVISCERAÇÃO - EP (2021)

· Gravadora: INDEPENDENTE

· Gênero: HORROR PUNK


Esse EP da Spidrax já me ganhou antes mesmo do lançamento, a ideia de fazer versões de sons de grandes bandas do horror punk brasileiro, homenageando e entregando sua assinatura nas faixas já me fazia ver com bons olhos o trabalho.

O título do EP tem muito a ver com o que foi feito com as faixas das bandas escolhidas, digo isso pelo lado positivo, "Evisceração" é altamente indicado tanto para quem conhece as bandas que foram escolhidas, tanto pra quem vai ouvir tudo pela primeira de cada horda ali presente, pois a identidade que a Spidrax carimba sobre as faixas pode confundir desavisados, o vocal do Rick, o timbre da guitarra de Rafa Romanelli e as levadas precisas de André Leite se fundiram de maneira muito interessante a personalidade "original" das faixas, portanto ouçam as bandas originais caso não conheça os trabalhos pra que entendam o que digo, não são simples  covers, houve cuidado em colocar a cara da Spidrax nessas músicas.

Abrir o trabalho com a faixa "Sertão Sangrento" da banda homônima, foi sem dúvidas uma excelente escolha, curto demais a energia desse som, e a Sertão Sangrento é foda, todo o disco que acompanha essa faixa inclusive, posso dizer que curti a versão tanto quanto a original e na sequência vem "O médico e o monstro" da banda Ossos Cruzados, outra banda fudida dessa cena do horror punk brasileiro, do disco "Espectrofobia", aqui é uma ocasião em que a marca da Spidrax faz muita diferença, deu outra aura ao som. Na sequência Viborah mantem a qualidade em alta, interessante ouvir a faixa com o vocal do Rick e com outra produção, visto que a original é com um vocal feminino, Viborah Horror Punk tem seu EP disponível no Spotify que tem cinco faixas bem legais, então aproveitem e conheçam o restante do trabalho.

Partindo para as duas faixas finais, a versão para "Mata" da Zumbi Holocausto é demais, essa música tem um clima muito interessante, melódica, pesada, densa, curto a vibe desse som, e a Spidrax captou o que de melhor havia nessa música e amplificou suas qualidades melódicas, e o final ao piano é poético de uma forma fúnebre!!! "A morte comigo" da banda Pesadelo Brasileiro encerra os trabalhos desse EP com o mesmo ímpeto que começou, outra música foda, de uma banda foda, sendo executada com maestria e rendendo mais uma bela homenagem.

No resumo, a Spidrax trabalhou muito bem o lado melódico de todas as faixas, executando de forma precisa e com muito esmero na produção pela Infecta Produções do guitarrista Hebberty Taurus da Ossos Cruzados. Além disso conta com arte do Rafael Panegalli, que fez uma capa incrível que vale apreciar, deu um visual condizente ao conteúdo do EP que está disponível no formato digital na sua plataforma de streaming preferida, não percam tempo e apreciem essa obra do Horror punk brasileiro!!!





LINKS RELACIONADOS


https://www.facebook.com/spidraxband

https://open.spotify.com/album/7qNvqPFLGhRAsArajQPUKW?si=i0Ow-9tIS6Cd_gYx2r3JRg&dl_branch=1

https://www.instagram.com/spidraxhorror/

http://microfoniaundergroundblog.blogspot.com/2021/09/5-discos-que-mudaram-minha-vida-5.html

http://microfoniaundergroundblog.blogspot.com/2020/06/entrevista-spidrax.html



segunda-feira, 30 de agosto de 2021

MAIS QUE PALAVRAS - DUAL (2021) - REVIEW MICROFONIA


 


MAIS QUE PALAVRAS


· Atividade: 2010 - Atualmente

· Origem: Brasil - Brasília-DF

· Album: Dual (2021)

· Gravadora: AWMR RECORDS

· Gênero: Hardcore Punk



Foi pro ar hoje o novo album da Mais que Palavras, "Dual", uma banda que venho acompanhando e que já esteve presente aqui no blog, confesso que andei afastado dessa sonoridade praticada pela banda, um hardcore que soa rápido e pesado, mas que possui bastante melodia em suas linhas de composição, essa sempre foi a pegada da banda, porém eles elevam isso a outro nível nesse novo disco, isso creio eu seja a intenção, passar a ideia de dualidade como já entrega o título do album.

Vamos explicar o raciocínio, o primeiro ponto que vale ressaltar que deixam as músicas de "Dual" bem heterogêneas são as excelentes participações que rolaram que fazem um contraponto ao vocal rasgado a cargo de Manoel Neto, que cobre muito bem toda massa sonora despejada pela banda, mas ao combinar com os vocais dos participantes deram personalidades diferentes a essas faixas, bons exemplos em que isso acontece e que as músicas ficaram sensacionais foi em "Ser e estar" com Rodrigo Lima do Dead Fish, "O que não se pode Medir" com Milton Aguiar do Bayside Kings e a faixa título, "Dual", com Toby Morse da H20 e Derick Green do Sepultura.




Porém não vou me ater a destacar faixas em que houveram participações, a abertura dos disco com o "Peso das palavras" é de impacto, letra foda e o som que conhecemos da Mais Que Palavras apavoram, seguida de "Outro em Mim", que começa cadenciada e depois descamba naquele HC gostoso de ouvir, temos também a excelente faixa que se tornou um dos singles do disco, "Linhas imaginárias", então basicamente, dá pra apertar o play e seguir da primeira à última faixa desse play sem trocar a track.



Outra grande surpresa foram as três faixas acústicas presentes aqui, como disse acima, a ideia de dualidade é bastante explorada, não apenas ideologicamente mas também na sonoridade, as faixas "Ciclo" e "Despedida", tem lindas melodias ao violão e cordas, com letras intimas, bastantes pessoais e com uma carga emocional que se faz transmitir ao serem ouvidas, você consegue mergulhar no universo descrito ali e com certeza vai se identificar ou enxergar ali algum amigo, nem vou entrar nos detalhes, peço que ouçam e deem atenção a essas faixas, curti muito essa mudança repentina de clima no disco.

O disco fecha com a última das três faixas acústicas e entrega sua última participação, "Fora de mim" é outra bela canção, com Gabriel Zander mandando muito bem, um clima diferente do que encontramos no começo do disco, mas como já repeti várias vezes, entendi como uma analogia ao título do disco, a banda não seguiu uma única receita ao compor as faixas que escutamos ao longo da execução desse play e o resultado final é muito satisfatório, pois tem um equilíbrio legal entre as partes e funciona muito bem quando encaixamos como um todo.


LINKS RELACIONADOS


https://www.facebook.com/MxQxPx

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