sábado, 12 de setembro de 2020

KORVAK - PARAÍBA

 

KORVAK

Campina Grande - PB

Desde 2013

Thrash Metal

Cláudio Montevérdi (Bateria), Gabriel Pontes (Baixo) e André Brito (Baixo, Vocal)

Onde encontrar: Facebook, Instagram, YouTube, Bandcamp, Soundcloud, Spotify

Aqui nessa publicação você verá muita, mas muita influência no que chamamos de “Thrash Metal Técnico”. Bandas como Death, Artillery, Coroner, Sadus, Forbidden, Annihilator é até mesmos os clássicos do thrash alemão como Kreator e Sodom serão lembrados como fortes influências para os paraibanos do Korvak, mais uma banda antifascista que merece espaço em nosso blog.

Além das bandas tradicionais do thrash / death, fomos além a nossa análise: como são altamente técnicos, influências de Dream Theater, Jethro Tull, Blue Oyster Cult, Rush, Grateful Dead e Cream foi identificado, dado a alta complexidade na exploração da banda nas músicas experimentais e na psicodelia em algumas faixas, inclusive na própria capa de seu debut, criado pelo artista pernambucano Guga Burkhardt (Acclamartur Zine).



Power trio formado em 2013, composto por Cláudio Montevérdi (Bateria), Gabriel Pontes (Baixo) e André Brito (Baixo, Vocal) desenvolvem um thrash metal old school de altíssima técnica e com muitas pitadas de death metal. Em 2015 começaram com uma porrada crua, o EP “The Ritual”, que teve uma repercussão muito positivo na cena nordestina. Quatro anos depois, lançaram seu primeiro full-length “Korvak”.

Como todo thrash técnico, o Korvak, através de suas vivências e experiências, além de suas formas de se expressar, viram que era possível unir em perfeita harmonia, o caos, a brutalidade, a calma e a sofisticação em seus arranjos. Fato que o full-length “Korvak” mostra muito dessa técnica. Faixas como “E.O.D.”, “Eagle Death”, e a maravilhosa “HydroCyclone” de 11 minutos, são destaques por serem fora do padrão de uma duração de faixa de uma música de thrash metal.



Por serem técnicos, eles buscam investir em faixas longas, com muitas viradas e pegadas instrumentais maravilhosas, como se você estivesse ouvindo outra música dentro da própria faixa. Simplesmente fantástico!

Em resumo, Korvak alinha de forma muito direta e certeira a raiva e a técnica, com uma presença de palco impressionante (basta ver seus shows no YouTube), o que nos faz ter mais vontade de vê-los ao vivo um dia, se esse micróbio maldito acabar com a chegada de qualquer porra de vacina, ou se o micróbio supremo largar o poder de nosso país.

I'M SEARCHING FOR THIS TIME!!!

 

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

ÁFRICA SE FAZ BLACK METAL DE QUALIDADE: CONHEÇA O NELECC - QUÊNIA

 



Nelecc

Quênia

Desde 2012

Nelson Ulgravyskvrya (todos os instrumentos)

Atmospheric Black Metal

Onde encontrar: Facebook, Instagram, YouTube, Bandcamp


Esta publicação é para quem gosta do fino e sofisticado Black Metal Atmosférico. Com exploração ao extremo da música erudita, misturado aos blast-beats característicos do Black Metal tradicional e o uso de sintetizadores e teclados de uma forma esplêndida.

O Quênia é um país com uma linda história e também possui uma ótima cena, porém somente em Nairobi, capital do Quênia, onde o artista tinha muitas dificuldades em estabelecer conexões com gente da cena, já que ele morava distante, em Mwingi. Nisso, Nelecc traçou conexões com Victor Rosewrath, de Uganda e Noktal, do Djibouti, criando um projeto musical chamado Krummholz.

Krummholz

Influenciado pela cena Black Metal africana, especialmente bandas como Absence of Light e Wildernessking, Nelecc mostra um Black Metal atmosférico de altíssimo gabarito. 

Nelecc traça com maestria uma vasta gama de memórias inspiradoras dos esplendores da natureza de terras distantes e distantes. Atualmente ele vive em Chicago-EUA, mas sua mente ainda sonha com sua terra natal, onde esse sonho se transforma em obra de arte.

O belíssimo trabalho intitulado “The Stars - 2018” retrata bem a alta qualidade e o cuidado de unir o erudito e o brutal em uma bela obra de arte musical que agrada muito bem aos ouvidos. Além desse full-lenght, o queniano possui um split intitulado "Forests and Prairielands", lançado este ano, juntamente com o americano, mais exatamente de Chicago, Goatswarth (Tony Hicks). 

Tony Hicks - GOATSWARTH


A arte da Capa de "The Stars" se refere a uma das maravilhas do Quênia, que é o Vale do Rift, ou simplesmente Rift Valley. Esse lugar é belíssimo, obra da natureza, onde o processo consiste em um complexo de placas tectônicas criado há cerca de 35 milhões de anos separando as placas tectônicas africanas e arábicas. O resultado é essa linda e real imagem na arte da capa.

Nelecc desenvolve em seu trabalho uma arte musical para aqueles que curtem a vibe de sentar ou deitar-se calmamente, respirar e refletir sobre a verdadeira beleza que está ao redor de seus sentidos. Ótima pedida para um fundo musical para quem gosta de meditação ou contemplar a natureza. Ou seja, coisa fina!!

Em linhas gerais, Nelecc é uma pedida necessária em momentos que você busca por paz e quer ouvir mesmo assim algo brutal, mas com pitadas cavalares de sofisticação e calmaria, que só esse estilo proporciona.

Desejamos vida longa em seu trabalho!

domingo, 30 de agosto de 2020

JACAU - BAHIA


Jacau

Itabuna, Bahia

Desde 2015

Índio (vocal), Mike (baixo), Tinho (bateria) e Jone (guitarra)

Hardcore Crossover

Onde encontrar: Facebook, Instagram, YouTube, Tocaia, Bandcamp, Napster, Shazam, Spotify


Raiva, crueza, simplicidade e posicionamento em suas letras contra o sistema fascista. Alguns nomes das músicas já dão o recado dos problemas sociais que eternamente esse país conviverá: “Corrupção”,  “Limpeza Social”, “Escravidão”, “Dinheiro”, “Desemprego”, “Plano de Saúde”. Essa é a banda Jacau, que vêm discorrendo seu hardcore crossover de forma muito direta e honesta no território baiano.

Quarteto formado em 2015 por Índio (vocal), Mike (baixo), Tinho (bateria) e Jone (guitarra), já possuem três full-lenghts, um EP, um Split e um single participação em coletânea. Esse ano lançaram os singles “Terra do Ódio” e “Amém, Aleluia, Assalto, Armação”.


Com influências latentes de bandas da cena como Ratos de Porão, Napalm Death, Terrorizer, Cólera e tantos outros, a banda segue firme e forte defendendo com unhas e dentes a cena no nordeste brasileiro. São adeptos da máxima do underground “faça você mesmo” e são colaboradores para fortalecer ainda mais a cena na região.

A Jacau hoje tem seu próprio selo, a Tocaia Selo, que também realizam eventos em Itabuna e região para deixar a cena cada vez mais unida, com a presença de bandas honestas, antifascistas e que se posicionam a todo o momento contra esse momento bizarro que o país vem vivendo.

         


Além disso, a banda, juntamente com o seu selo, elaborou uma coletânea matadora de mais de cem bandas dos nove estados nordestinos que resgata o que há de melhor da cena, da Bahia ao Maranhão, que é o Nordeste em Chamas. Coletânea essa que está disponível numa plataforma de streaming própria (Tocaia), onde além de prestigiar essa coletânea, está disponível toda a obra de todas as bandas participantes desse projeto.


Belíssimo trabalho que merece ser ouvido e, se possível, adquirir material físico, já que essa coletânea está disponível em CD.

Por fim, a Jacau atua muito mais que uma competente e honesta banda de hardcore na cena como também ajuda de forma muito organizada a todas as bandas da região a terem um lugar para que seus amigos, fãs e outros eixos do país conheçam seus trabalhos.

Para projetos futuros, a banda aguarda ansiosamente por uma maldita vacina nesse planeta para voltarem aos rolês na Bahia e onde queiram que toquem, além. Já o Tocaia Selo está com projetos de lançar um podcast para divulgar a cena através desses canais, com entrevistas, bate papo com agentes da cena, dentre outros assuntos.

Como eles sempre dizem “do underground para o underground”. Por mais bandas assim na cena, só fortalece o rolê!




 

sábado, 29 de agosto de 2020

DONA IRACEMA - BAHIA


 Dona Iracema

Vitória da Conquista, Bahia

Hardcore, Caatincore

Balaio (vocal), Diegão Aprígio (vocal e contrabaixo), Anderson Gomes (vocal e guitarra) e Oscar Sampaio (vocal e bateria)


Irreverência, atitude, respeito às diferenças e não menos importante resgate da música regional brasileira. Tudo isso se resume a Dona Iracema, quarteto baiano de Vitória da Conquista que mostra em seu trabalho recente “Balbúrdia”.

Com a mistura dos pesados riffs do hardcore com a música brega, o axé music e o forró, a banda, formado por Balaio (vocal), Diegão Aprígio (vocal e contrabaixo), Anderson Gomes (vocal e guitarra) e Oscar Sampaio (vocal e bateria) começou fazendo cover das músicas dos Raimundos e hoje são criadores de um estilo próprio: o “caatincore”, que é a mistura do hardcore com as tradições musicais da caatinga do nordeste brasileiro.

Defensores ferrenhos da igualdade de gênero, hoje a banda tem na linha de frente (vocais), uma transexual, a irreverente e belíssima vocalista Balaio. Atitudes como a da banda Iracema vêm sendo muito comuns na cena hardcore, fazendo com que a cena seja cada dia mais diversa e inclusiva.

Balaio possui uma ótima voz, que se encaixa perfeitamente na proposta da banda, com linhas de guitarra que além de explorar a nata da música nordestina, tem riffs matadores de guitarra que bebem não só do hardcore, mas também do heavy metal.

“Balbúrdia” é um belíssimo trabalho e merece destaque para as músicas “Cara de Pau”, onde eles personificam como é um cidadão de bem no idioma “baianês” (risos), “Volta pra Casa João”, com a participação do mestre multi-instrumentista Luiz Caldas e “Eu tô no CID”, que faz ironia ao fato de uma pessoa transexual estar na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas de Saúde (CID) e ser considerado uma doença, fato que durou por 28 anos até 2019 e que a OMS deixou de classificar.


Em linhas gerais, Dona Iracema tem um ótimo trabalho e podemos considerar uma das grandes referências do rock nordestino, onde só tem evolução no rolê deles, ao qual desejamos como sempre aqui, vida longa nessa saga iracemática!


terça-feira, 25 de agosto de 2020

AETHERNAM - VENEZUELA

 

Aethernam

Guayana, Venezuela

Desde 2012

Thrash Metal

Isaac Medina (baixo, vocal), Ericson Gonzalez (guitarra), Humberto Pariche (guitarra)

Onde encontrar: Bandcamp, YouTube, Instagram, Facebook, Metal Archives


Cidade de Guayana, nordeste da Venezuela, quase chegando em Trinidad & Tobago, fazendo margem com o principal rio do país, o Orinoco. É desse lugar distante do Brasil que tem uma banda de Thrash Metal que impressionou demais o Microfonia Underground.

Com muitas influências da escola oitentista do thrash metal o power-trio (no momento estão sem baterista) do Aethernam, banda formada em 2012, conseguiu apenas em 2018 lançar seu EP de duas faixas intitulado “Colapso”. E nos impressionou demais a brutalidade, linhas vocais incríveis e bateria extremamente rápida, com blast-beats de tirar o fôlego!



Devido ao caos econômico e social que vive a Venezuela, a banda teve muitas dificuldades para lançar seu EP. Ao mesmo tempo, eles estão bem esperançosos de que seguirão na sua caminhada e quem sabe, lançar seu debut de inéditas!

Desejamos vida longa aos venezuelanos!

DIABÁLLEIN - BRAZILIAN BLACK METAL - REVIEW MICROFONIA


Diabállein


· Atividade: 2011 - Atualmente

· Origem: Brasil - Monte Alto-SP

· Gênero: Brazilian Black Metal 

· Membros:Jean Misfortune (guitarra e voz), Ivam Phobos (bateria) eSuetham (guitarra) 




A Diabállein é uma formação black metal fundada em 2011 na cidade de Monte Alto-SP por  Jean Misfortune (guitarra e voz), Ivam Phobos (bateria) e Suetham (guitarra) e que vem trabalhando de forma totalmente independente ao longo de sua trajetória e construindo trabalhos honestos e de personalidade.

Em seu primeiro trabalho auto intitulado de 2014 eles surgem com uma proposta voltada ao depressive black metal, com letras que exploram temas como a depressão, suicídio, a desgraça humana, tormentos e confusões mentais, a demo possui cinco faixas que vocês podem conferir no canal do Youtube da banda.


Em seguida lançam seu segundo trabalho, o album "The Wretched Essense" de 2016, que mantem o mesmo padrão de qualidade de gravação e produção e já segue uma linha mais veloz, brutalidade e agressividade permeiam as faixas, sempre embalado em meio a uma aura maldita que eles imprimem muito bem em sua sonoridade, material foi lançado em CD e K7 e é um grande petardo nessa breve discografia da banda! Arte da capa foi feita por Jorge Orgiastico. Material disponível para audição no Spotify.



Os passos mais recentes da Diabállein tem sido os lançamentos de singles que devem compor seu próximo trabalho, em 2019 vieram a público para apresentar as faixas "In  the valley of tears" e "Flames inside", que farão parte de seu vindouro album "Misosophy" que está em processo de andamento e contou recentemente com um novo reforço, o single para a faixa título que foi lançada no dia 21 de agosto e conta com letra em português, que está disponível para audição no canal da banda e tras um pouco de tudo que já fora apresentado pela banda até aqui mas sem se repetir. Aguardamos novos sons e um novo disco pra prestigiarmos o trabalho.



Lembrando sempre, apoiem a produção independente e o underground nacional, adquira os materiais das bandas pra fomentar a produção de quem faz tudo na raça e caso não tenha grana, custa exatamente 0 reais, compartilhar, curtir e indicar o trabalho de seus amigos e bandas de sua cidade, faça a sua parte!!!




SIGA E OUÇA A DIABÁLLEIN: